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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

Esteja ao lado de Nossa Senhora de Fátima como nunca pode imaginar.

Visite a Capela das Aparições, ON LINE.
Participe das orações, do terço e das missas diárias.

Clique na imagem de Nossa Senhora e estará em frente à Capelinha do Santuário de Fátima.

CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris
Clique sobre a foto para a visita guiada em 15 etapas

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

VISITA À FACULDADE DOS ARAUTOS

Faculdade dos Arautos do Evangelho

Em nosso mundo altamente tecnificado, onde o progresso das ciências levou o homem além do que poderia imaginar-se há alguns séculos, poderia ser considerado obsoleto ou quase tarefa arqueológica, mais do que científica, o estudo da Teologia.
Com efeito, muitos tendem a considerá-la como uma bela peça de museu, valiosa, mas sem utilidade prática.
Entretanto, o homem, cada dia mais cercado pela realidade tecnológica e, ao mesmo tempo, mais dependente dela, está à procura de uma resposta completa que jorre luz sobre a realidade de todos os dias, carente de visão transcendente.
Deus, que criou o homem e deu-lhe a habilidade para inventar a máquina, estará destinado a desaparecer à sombra da técnica? Cremos que não. Deve ser ao contrário. Deus está por cima da técnica e do desenvolvimento, dando o sentido verdadeiro para o qual o homem e a sociedade devem rumar.
Portanto, longe de condenar o admirável progresso científico dos últimos séculos, a Faculdade Arautos procura proporcionar aos seus alunos os critérios e os princípios que ajudem ao reto uso dos meios científicos e técnicos logrados pela inteligência do homem.
Desta forma, Deus aparece atrás da técnica, como sendo inventor daquele que a inventa e, portanto, regulador e mestre daqueles que a usam.
Nesse sentido a Faculdade Arautos proporciona este curso como elemento de uma nova ordenação antropológica da ciência e do progresso, fazendo homens cheios de consideração pelo Criador e pelas suas criaturas, que consolidem uma sociedade verdadeiramente humana, e, assim, verdadeiramente cristã.
Após visitarmos mais esta obra dos Arautos do Evangelho, torna-se ainda mais evidente para nós a participação de um grande homem atrás de tudo o que vimos: Pe. João Clá Dias! Sabemos quanto trabalho, empenho e dedicação são necessários para se construir e levar adiante uma obra como essa. No entanto, quanto mais vamos conhecendo o Rev. Pe. João Clá Dias , mais entendemos a razão de tanto desenvolvimento naquilo que empreende. Descobrimos que ele tudo entrega a Jesus, através da constante adoração ao Santíssimo Sacramento, e a Nossa Senhora, à qual tem enorme devoção. Ela o orienta e o ilumina, para que obras como essa, tão necessárias e extremamente importantes para os jovens no mundo de hoje, sejam levantadas em nome do Senhor.
Espero que vocês tenham lido o que publicamos com o título: OS CAMINHOS DE DOM BOSCO .
Vemos que estávamos muito perto da realidade.
Assim se forma uma verdadeira Família Católica Apostólica Romana.
Até breve. Estaremos publicando a respeito de outras obras dos Arautos do Evangelho, pois há muito a ser visto e comentado.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Carta sobre as aparições

O documento mais significativo acerca das aparições é da própria Bernadette Soubirous. Trata-se de uma carta datada de 1862, onde Bernadette descreve com clareza tudo o que aconteceu durante as dezoito aparições de Nossa Senhora. Somente parte da carta ficou disponível ao público:











Bernadette na gruta

"Eu tinha ido com duas outras meninas na margem do rio Gave quando eu ouvi um som de sussurro. Olhei para as arvores e elas estavam paradas e o ruído não eram delas. Então eu olhei e vi uma caverna e uma senhora vestindo um lindo vestido branco com um cinto brilhante. No topo de cada pé havia uma rosa pálida da mesma cor das contas do rosário que ela segurava. Eu queria fazer o sinal da cruz, mas eu não conseguia e minha mão ficava para baixo. Aí a senhora fez o sinal da cruz ela mesma e na segunda tentativa eu consegui fazer o sinal da cruz embora minhas mãos tremessem. Então eu comecei a dizer o rosário enquanto ela movia as contas com os dedos sem mover os lábios”.Quando eu terminei a Ave Maria, ela desapareceu. Eu perguntei as minhas duas companheiras se elas haviam notado algo e elas responderam que não haviam visto nada. Naturalmente elas queriam saber o que eu estava fazendo e eu disse a elas que tinha visto uma senhora com um lindo vestido branco, embora eu não soubesse quem era. Disse a eles para não dizer nada sobre o assunto porque iriam dizer que era coisa de criança. Voltei no domingo ao mesmo lugar sentindo que era chamada ali. Na terceira vez que fui à senhora reapareceu e falou comigo e me pediu para retornar todos os próximos 15 dias. Eu disse que viria e então ela disse para dizer aos padres para fazerem uma capela ali. Ela me disse também para tomar a água da fonte. Eu fui ao rio que era a única água que podia ver. Ela me fez realizar que não falava do rio Gave e sim de um pequeno fio d’água perto da caverna. Eu coloquei minhas mãos em concha e tentei pegar um pouco do liquido sem sucesso. Aí comecei a cavar com as mãos o chão para encontrar mais água e na quarta tentativa encontrei água suficiente para beber. A senhora desapareceu e fui para casa. Voltei todos os dias durante 15 dias e cada vez, exceto em uma Segunda e uma Sexta a Senhora apareceu e disse-me para olhar para a fonte e lavar-me nela e ver se os padres poderiam fazer uma capela ali. Disse ainda que eu deveria orar pela conversão dos pecadores. Perguntei a ela, varias vezes, o que queria dizer com isto, mas ela somente sorria. Uma vez finalmente, com os braços para frente, ela olhou para o céu e disse-me que era a Imaculada Conceição. Durante 15 dias ela me disse três segredos que não era para revelar a ninguém e até hoje não os revelei.apareceu e disse-me para olhar para a fonte e lavar-me nela e ver se os padres poderiam fazer uma capela ali. Disse ainda que eu deveria orar pela conversão dos pecadores. Perguntei a ela, varias vezes, o que queria dizer com isto, mas ela somente sorria. Uma vez finalmente, com os braços para frente, ela olhou para o céu e disse-me que era a Imaculada Conceição. Durante 15 dias ela me disse três segredos que não era para revelar a ninguém e até hoje não os revelei. "

Sta. Bernadette Soubirous

Em meados do século XIX, junto à imponente cadeia de montanhas dos Pirineus, entre a França e a Espanha, a pequena vila de Lourdes estende-se tranqüila ao longo da margem direita do rio Gave. Entre seus habitantes, notários, advogados, médicos, professores convivem com trabalhadores braçais, entre eles muitos moleiros, uma vez que na região havia diversos moinhos de farinha de trigo..

A vidente
Num deles, o Moinho de Bolly, nasceu Bernadette em 7 de Janeiro de 1844, filha primogênita de François Soubirous e Louise Castérot, um digno casal de moleiros. Em seu casamento, eles teriam ao todo nove filhos, dos quais apenas quatro sobreviveram. A menina foi batizada com o nome de sua madrinha, Bernard, irmã de Louise, ao qual se acrescentou o da Mãe de Jesus. Marie-Bernard, logo chamada por todos pelo diminutivo Bernadette, passou no Moinho Bolly sua primeira infância, marcada por uma religiosidade autêntica e sincera. Para o casal Soubirous, a freqüência aos Sacramentos, a oração diária em conjunto aos pés do crucifixo e uma exímia prática dos princípios cristãos correspondiam a um imprescindível dever moral. Por assim dizer, Bernadette cresceu respirando a fé católica, da mesma forma como respirava o ar puro da montanhosa região dos Pirineus.

A miséria visita o lar dos Soubirous.
Quando Bernadette tinha oito anos, a época era difícil e os negócios do moinho começaram a correr mal. De insucesso em insucesso, a família foi mudando para locais cada vez mais simples. Com admirável resignação, Bernadette acompanhou os progressivos fracassos dos pais, mas sua saúde já frágil, foi se deteriorando. Passou a sofrer de asma, doença que a atormentaria por toda a vida.
Em 1856, a situação de indigência a que a família Soubirous se vira reduzida, acabou por obrigá-la a mudar-se para o antigo cárcere da rua Petits-Fossés, um cubículo úmido e pestilento, que as autoridades locais haviam julgado inadequado até mesmo para os presos.
A miséria ali era completa O cômodo media menos de 20 metros quadrados e a família não possuía nada, além da mobília mais indispensável e das poucas roupas.
A luz do sol mal penetrava no aposento, marcado pela grade da janela e pelo ferrolho da pesada porta – reminiscências do antigo calabouço. A comida era escassa e, muitas vezes Bernadette, preocupada com os irmãos mais novos, dividia entre eles a pequena porção que lhe cabia.
À noite, sem conseguir dormir, atormentada pela asma, Bernadette chorava, mas não por causa da doença ou das privações materiais. Seu único e mais ardente desejo era fazer a Primeira Comunhão, mas a necessidade de cuidar dos irmãos e da casa a impedia de freqüentar as aulas de catecismo, de aprender a ler e escrever. Mal falava o francês, expressando-se em patois, o dialeto da região de Lourdes. Mesmo assim, educada na fé católica, Bernadette sabia rezar o Pai Nosso e a Ave Maria e rezava diariamente o Rosário, que trazia sempre consigo.
As poucas aulas de catecismo que Bernadette conseguiu assistir foram malogradas, porque ela não conseguia acompanhar as outras crianças, bem mais novas e adiantadas do que ela. Preocupada com a filha de treze anos, que ainda não fizera a Primeira Comunhão, Louise Soubirous pediu à amiga, Marie Lagües que a acolhesse a menina em Bartrès - vilarejo não muito distante de Lourdes, a fim de que ela pudesse ali freqüentar as aulas de catecismo.
Por consideração e amizade, Marie concordou, mas não foi fiel à promessa. Logo Bernadette se viu ocupada nos serviços da casa, e nos cuidados com as crianças. Além disso, o marido de Marie encontrou nela a pastora ideal para cuidar de suas ovelhas. Foi nesse pastoreio, nas longas horas transcorridas na mais completa solidão, em meio ao belíssimo panorama dos Pirineus, que Bernadette fortaleceu-se na oração e na contemplação, recitando o Rosário.
Quanta esperança de aproximar-se da Mesa Eucarística e quanta decepção! Aquela espera interminável a afligia, mas, como tudo na vida do homem, foi permitida por Deus.
“Sofre as demoras de Deus, dedica-te a Deus, espera co paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça” (Eclo 2,3)
Essas palavras, desconhecidas para Bernadette, significam exatamente o modo como Deus procedeu a seu respeito. Ao mesmo tempo em que a graça lhe inspirava um desejo ardente das coisas do alto, estas pareciam ser-lhe tiradas. Com isso, seu anseio se robustecia, e tudo que era terreno ia se afigurando como pouco a seus olhos, cada vez mais aptos a compreender as realidades sobrenaturais. Como costuma acontecer com as almas que Deus prova por meio de longas esperas, estavam-lhe reservadas grandes graças.

Celestial surpresa
De volta á casa paterna, Bernadette retomou os antigos afazeres. Na inolvidável manhã de 11 de fevereiro de 1858, saiu com a irmã Toinette e a amiga Jeanne Abadie, para o bosque, a fim de recolher gravetos para a lareira. Andaram bastante, até chegarem á gruta de Massabielle, onde Bernadette nunca havia estado. Enquanto as vivazes meninas atravessavam as águas geladas do rio Gave, num trecho raso, Bernadette, pensando em sua saúde frágil, hesitava em fazer o mesmo.
Eis sua própria narração do que então sucedeu:
Escutei um barulho, como se fosse um sopro de vento.Virei a cabeça para o lado do prado, mas vi que as árvores não se mexiam. Continuei a descalçar-me. Escutei de novo o mesmo barulho. Levantei a cabeça, olhando para a gruta. Avistei uma Senhora toda de branco, com um cinto azul e uma rosa dourada sobre cada pé, da mesma cor da corrente do rosário que ela segurava. As contas do rosário eram brancas
Sorrindo, a aparição indicou-lhe, por gestos, que se aproximasse. Temerosa, Bernadette não se adiantou, mas tirando do bolso o terço, começou a rezar. O mesmo fez a “linda Senhora”, que, embora sem mover os lábios a acompanhava com seu próprio terço. Após o término da oração, ela desapareceu. A impressão, causada em Bernadette foi profunda. Embora sem saber de quem se tratava, a menina sentia-se irresistivelmente atraída por figura tão amável e admirável, na qual não podia parar de pensar. No caminho de volta para casa, embora com relutância, ela contou o sucedido a suas companheiras, pedindo-lhes segredo, Mas as duas meninas não conseguiram ficar caladas e contaram aos pais. Logo, dezenas de pessoas na vizinhança comentavam o sobrenatural acontecimento.
Em conseqüência, Louise Soubirous proibiu a filha de voltar para a gruta. Em geral, Bernadette era muito obediente aos pais, mas naquele caso, sentiu-se interiormente compelida a retornar ao local da aparição. No domingo seguinte, depois da missa, ela voltou à gruta, onde de novo experimentou a visão da “Senhora de branco”, que, como na primeira aparição, nada lhe falou, apenas a acompanhando, em silêncio, na recitação do rosário. Na quinta-feira seguinte,18 de fevereiro, Bernadette retornou ao local, desta vez acompanhada por diversos adultos. Esta foi a primeira ocasião em que a “Senhora” lhe falou, perguntando-lhe se queria ir até lá durante os próximos quinze dias. Foi também nesta terceira visita que a Senhora revelou a Bernadette:
Não prometo fazer-te feliz neste mundo, mas sim no outro
Durante a quinzena seguinte, as visões de Bernadette criaram enorme interesse e especulação em Lourdes. A cada dia multiplicava-se o número dos assistentes que empreendiam penosas viagens, para acompanhá-la à gruta. Embora mais ninguém, além de Bernadette, visse a “Senhora”, muitos relataram terem sentido uma atmosfera de reverência sobrenatural e viam no rosto de Bernadette, em êxtase, uma profunda absorção em algo que não era deste mundo.
O que mais me impressionou foi a alegria e a tristeza refletidas no rosto de Bernadette... Respeito, silêncio, reflexão reinavam em toda parte. Oh, era tão bom estar ali - Era como estar às portas do paraíso.”!
Fr. Desirat, Lourdes, 1º de Marçode 1858

Críticas e descrença
Entretanto, embora muitos acreditassem estar testemunhando uma ocorrência milagrosa, numerosos outros havia na cidade que estavam descrentes e suspeitosos. Autoridades e até mesmo a polícia, por várias vezes, submeteram Bernadette a pesados interrogatórios. Ela precisou até mesmo passar por exames médicos para atestar sua sanidade mental. Grande pressão foi exercida sobre a menina para impedi-la de voltar à gruta. Contudo, mesmo diante dos mais ardilosos interrogatórios, ela mantinha sua inocência infantil e uma fé inabalável na verdade do que havia experimentado. Apesar das freqüentes e intensas inquirições, não conseguiram encontrar qualquer falha em seus relatos. Bernadette não exagerava e não procurava tirar proveito material de suas experiências.
Na nona aparição, a “Senhora” solicitou a Bernadette que bebesse da água da fonte. Embora a menina não conseguisse ver fonte alguma (nada havia na época), ela começou a escavar com as mãos nuas o local indicado pela “Senhora”, no fundo da gruta. Tudo que encontrou foi lama, mas obediente á “Senhora”, que lhe dissera que fizesse isso pelos pecadores, Bernadette tentou beber algumas gotas da lama.; a “Senhora também lhe pediu que comesse alguma grama solta. Para os espectadores, aquilo pareceu repugnante. O rosto de Bernadette ficou coberto de lama até seus parentes o limparem com um lenço. Muitos saíram dali desanimados, proclamando que afinal tudo não passava de fraude. Nos dias subseqüentes, porém, começou a jorrar água pura do local que Bernadette estivera cavando. Da fonte ali brotada muitas pessoas começaram a experimentar curas milagrosas para várias doenças e isso permanece uma das grandes atrações de Lourdes até os dias de hoje. Depois desse fato, os interrogaatórios se intensificaram. A “Senhora” pediu também a Bernadette que fosse dizer ao pároco que deveriam começar a construção de uma capela. Inicialmente o pároco, Pe. Dominique Peyramale, reagiu com ceticismo e até mesmo com hostilidade. ( Mais tarde, Pe. Peyramale se tornaria um dos maiores defensores de Bernadette, sentindo que ela era dotada de grande santidade). Na ocasião, porém, ele exigiu que Bernadette pedisse à tal “Senhora” que revelasse seu nome. Por várias vezes, ao ser perguntada por Bernadette, a angelical “Senhora” limitou-se a sorrir. Mas, no dia 25 de março, ao ser de novo solicitada pela menina, por exigência do pároco, a revelar seu nome, a “Senhora” respondeu: que soy era Immaculada Councepciou. (“Eu sou a Imaculada Conceição”) Na ocasião, Bernadette não percebeu a importância daquela revelação. ( O dogma da Imaculada Conceição havia sido apenas recentemente aprovado pelo Papa Pio IX). Mas, repetindo mentalmente as palavras para não esquecê-las, Bernadette correu à casa do sacerdote, a quem relatou o que ouvira. Conhecendo Bernadette, e sabendo que ela ignorava totalmente a proclamação do dogma e sequer sabia o significado daquelas palavras, o Pe, Peyramale ficou atônito. Daí em diante, passou a acreditar na veracidade das coisas que aquela criança afirmava
Duas aparições mais se seguiram à revelação da identidade da “Senhora”. Uma das testemunhas destas aparições foi o Dr. Dozous, medico da cidade, que, impressionado ao ver por quinze minutos, contados no relógio, a chama de uma vela queimar a mão de Bernadette em êxtase, e esta permanecer impassível, tentou depois da volta da menina ao estado normal, passar de novo a chama de uma vela por sua mão, fazendo-a protestar com um grito de dor. Impressionado, ele testemunhou a favor da veracidade das experiências de Bernadette.
Na sexta-feira, 16 de Julho, Bernadette fez sua última peregrinação à gruta de Massabielle. Por determinação do bispo e de autoridades locais, ela foi impedida de aproximar-se da gruta, mas mesmo do outro lado do rio, Bernadette sentiu que a “Senhora” estava tão perto dela quanto na gruta. Em silêncio, elas se despediram. Durante as aparições, a Santíssima Virgem Maria fez diversas revelações a Bernadette.
Pediu-lhe que fizesse penitência e rezasse muito pelos pecadores. Também lhe revelou um segredo, que não deveria comunicar a ninguém, coisa que Bernadette jamais fez.

Vida após as aparições
Bernadette nunca procurou publicidade ou fama. Tudo que queria era entrar para uma ordem religiosa e viver uma vida de reclusão. Mas com os inúmeros milagres e as curas inexplicáveis a ocorrerem, Lourdes havia se tornado um lugar de fama nacional, atraindo pessoas de todos os cantos da França. Por alguns anos, Bernadette viu-se obrigada a receber todo tipo de visitantes, alguns bem intencionados, outros céticos e desconfiados, que queriam ouvir o relato das “visões de Lourdes” da boca da própria vidente.Muitos relataram o quanto Bernadette era paciente e gentil. Até os céticos se impressionavam com sua evidente sinceridade, humildade e simplicidade. Ao descrever as visões da Virgem Maria, seus olhos se iluminavam com um brilho que não era desse mundo e que acrescentava ainda mais credibilidade ao relato;
Contudo, embora paciente com os visitantes, Bernadette estava cada vez mais atraída pela idéia de ingressar no Carmelo. Mas sua saúde frágil tornava a rotina de um convento carmelita inadequada para ela. Por fim, depois de passar vários anos no Asilo, administrado pelas Irmãs da Caridade, onde finalmente pôde fazer seus estudos, ajudando no serviço da cozinha, no atendimento aos doentes, nos cuidados com crianças, Bernadette, aos 23 anos, partiu para a Casa Mãe da congregação, em Nevers, centro da França. Continuava desejando avidamente, uma vida de recolhimento e oraçao: Vim aqui para esconder-me, dizia ela.
Seus treze anos de vida religiosa foram marcados pela prática de todas as virtudes. De modo especial, o desprendimento de si mesma e o amor ao sofrimento. Desse período, passou nove anos de ininterruptas enfermidades: a asma inclemente, um doloroso tumor no joelho, que degenerou para uma terrível cárie óssea. Apesar de sofrer tremendamente, ela nunca se queixou, continuando a oferecer, em suas próprias palavras tudo “pelos pecadores”. Quando lhe perguntavam porque não ia a Lourdes para curar-se na fonte milagrosa, respondia: Isso não é para mim”.

Morte de Bernadette
- No dia 28 de março de 1879, pela quarta vez recebeu a Extrema Unção. Protestou:
- "Curei-me todas as vezes que a recebi".
Depois do Santo Viático ministrado pelo Padre Febvre, disse:
- "Minha querida Madre, peço-lhe perdão por todos os sofrimentos que lhe causei, com minhas infidelidades na vida religiosa e peço também perdão às minhas companheiras dos maus exemplos que lhes dei... sobretudo com o meu orgulho"!
Durante a Semana Santa, celebrada do dia 6 ao dia 13 de abril, os escarros agravaram-se e ela pede um "alívio" .
- "Se pudesse encontrar na sua farmácia qualquer coisa para aliviar os meus rins, estou toda esfolada".
E de outra vez manifestou-se assim:
- "Procure então nas suas drogas... qualquer coisa para me fortificar. Não tenho forças nem para respirar. Mande-me vinagre bem forte para cheirar".
Depois mandou tirar todas as imagens e estampas de Santos que ornavam o seu quarto.
- "Este me basta" (mostrou o Crucifixo).
Por fim, às 15 horas do dia 16 de abril de 1879, ainda jovem com 35 anos de idade, morreu Bernadette depois de um intenso e penoso sofrimento que lhe impuseram seus diversos males.
Fez um grande sinal da Cruz, pegou no copo contendo a bebida fortificante que lhe apresentaram, toma por duas vezes algumas gotas e inclinando a cabeça, entrega docemente a sua bela alma ao Criador.

Santa Bernadette Soubirous
Seguindo-se aos eventos das aparições e das curas milagrosas, uma investigação foi estabelecida por determinação do Papa. Depois de longas deliberações e cuidadoso exame das evidências, foi declarado que as visões da Virgem Maria tinham realmente ocorrido na gruta de Lourdes.
Bernadette foi beatificada em 1925 e canonizada em 1933, por SS. Santidade o Papa Pio XII, não tanto pelo conteúdo de suas visões, mas sim pela santidade de sua vida. É a padroeira dos doentes, da família e também dos pobres.
Encontrar-me-eis junto ao rochedo
Trinta anos após sua morte, seu corpo foi exumado e encontrado intacto. Poucos anos antes de sua beatificação, em 1925, foi feita uma nova verificação e seu corpo continuava intacto. Foi então colocado numa urna transparente e assim está até os dias de hoje, exposto à visitação pública, no convento das Filhas da Caridade, em Nevers.
Seus restos mortais incorruptos constituem um dos mais belos indícios da felicidade eterna que Deus quer outorgar aos pobres mortais. Intocado, puro, angélico é o corpo de Bernadette, diante do qual o peregrino sente-se atraído a passar horas seguidas em oração, saindo com a doce impressão de ter penetrado na felicidade eterna de que goza a vidente de Massabielle.
Ali estão, cerrados, mas eloqüentes, os olhos que outrora contemplaram a Virgem Maria aqui na terra, a nos lembrar que os únicos a serem exaltados são os mansos e humildes de coração; a nos lembrar que, para realizar Suas grandes obras, Deus não precisa das forças humanas, mas sim da fidelidade á voz de Sua graça.
Sabemos que a missão de Bernadette não terminou. A ação benfazeja de sua intercessão se faz sentir junto à gruta, conforme ela mesma predisse: Encontrar-me-eis junto ao rochedo que tanto amo. Que ela nos obtenha, neste ano do jubileu das aparições, uma confiança inquebrantável no poder d’Aquela que disse: “Eu sou a Imaculada Conceição”

Consultas: Site http://www.biographyonline.net/spiritual/bernadette-soubirious.html com tradução livre sem aprovação do autor. Revista Arautos do Evangelho: Número 7 –fevereiro de 2008 e o site http://www.fimdostempos.net/lourdes5.html .

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Visita à Chácara Suzano

Convidado a visitar o Blog http://suzanochacara.blogspot.com/ , ficamos bastante impressionados com as inúmeras atividades de evangelização apresentadas nesta vasta área de atuação da Chácara Suzano. No Blog tomamos conhecimento de uma série de atividades e participações, inclusive com uma agenda de ações a serem tomadas. Entusiasmados com o que vimos no Blog, e baseados nas indicações do mapa de localização lá inserido, resolvemos, após contato, conhecer o local.
Na Chácara Suzano, fomos recebidos com acolhimento e simpatia pelos seus moradores, que fizeram questão de nos levar a conhecer as diversas dependências da Chácara, inclusive a Capela, construída com muito carinho, pelas mãos dos próprios.
Para culminar, não esperávamos, fomos recepcionados com uma deliciosa pizza. Aliás, no Blog consta que nas sextas-feiras o pessoal serve pizza feita por eles no próprio local. Uma delicia. Já dá saudades. Quem mais nos acompanhou na visita foi o Responsável Geral pela Chácara, Padre José Luis de Zayas y Arancia. Todos por lá o tratam de Pe. Zayas. É um Padre espanhol, simpático, muito bem disposto e humorado e com um forte sotaque, que demonstra em pouco tempo de convívio e em poucas palavras, todo o seu empenho pela evangelização da região e seu amor pelo grande rebanho de fiéis que lá tem. É constantemente solicitado a participar das cerimônias e atividades das Paróquias locais.
Aliás, ficamos sabendo que uma senhora da região, entusiasmada com o trabalho de evangelização realizado pelos moradores da Chácara, assumiu a coordenação de um dos trabalhos de apostolado desta região, os Oratórios do Imaculado Coração de Maria, feitos e divulgados por eles, e hoje coordena um número realmente impressionante de Oratórios, mais de uma centena e meia, que percorrem centenas de casas da região, durante todos os dias.
Tivemos até mesmo uma idéia que desejamos por em prática e apresentar aqui em nosso Blog. Fazer uma reportagem com esta senhora que é exemplo vivo de uma verdadeira Católica.
Também, desde já, nos comprometemos a procurar descobrir como é desenvolvido este apostolado dos Oratórios do Imaculado Coração de Maria e apresentá-lo aqui em nosso Blog, assim estaremos prestando uma orientação completa a respeito.
Finalizando desejamos agradecer o carinho com que fomos recebidos por todos na Chácara Suzano, a boa vontade com que nos deram todas as explicações por nós solicitadas. Desde já nos comprometemos a retornar não apenas para conhecer os artistas da Chácara Suzano, como desta vez, mas também para ver e divulgar o trabalho de todos, que é realmente um trabalho abençoado por Nossa senhora, pois visa à perfeição.
Para deixar gravada em nosso Blog esta visita inesquecível, preparamos algumas fotos, contidas nesta apresentação e na coluna direita de nosso Blog, este último em forma de slides.
Finalizando, não poderíamos deixar de gravar que a Chácara Suzano é uma Casa com o carisma dos Arautos do Evangelho.
Parabéns Pe. João Clá! Quanto mais se pesquisa a respeito do senhor e dos Arautos do Evangelho, mais se vê e se sente a presença da verdadeira Família Católica Apostólica Romana.
Até em breve...estaremos retornando, pois no local há muita coisa importante para A Família Católica apresentar e comentar.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Rezar

Dizem que rezar modifica as coisas, mas isso será realmente verdade?
Rezar modifica tua presente situação ou as circunstâncias de tua vida? Nem sempre, mas modifica a maneira como enxergas estes acontecimentos.
Rezar modifica teu futuro econômico? Nem sempre, mas modifica a maneira como procuras atender tuas necessidades diárias
Rezar modifica o corpo atormentado pela dor? Nem sempre, mas modifica tua energia interior.
Rezar modifica teu querer e teus anseios? Nem sempre, mas modificará teu querer pelo querer de Deus.
Rezar modifica o mundo? Nem sempre, mas modificará os olhos com que enxergas o mundo.
Rezar modifica tuas culpas passadas? Nem sempre, mas modificará tua esperança no futuro.
Rezar modifica as pessoas a teu redor? Nem sempre, mas modificará a ti, pois nem sempre os problemas estão nos outros.
Rezar modifica tua vida de um modo que não podes explicar? Sim, sempre. E isso te modificará totalmente.
Então, rezar REALMENTE modifica ALGUMA COISA?
SIM, REALMENTE, REZAR MODIFICA TUDO!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

REFLEXÃO PARA A QUARESMA


EVANGELHO DE S. LUCAS 9, 22-25

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “O Filho do homem deve sofrer muito, ser censurado pelos anciãos, pelos sacerdotes e pelos escribas, ser morto e ressuscitar ao terceiro dia». Dizia a todos: «Se alguém quiser me seguir, negue-se a si mesmo, tome sua cruz a cada dia, e siga-me. Porque quem quiser salvar sua vida a perderá; mas quem perder sua vida por mim, esse se salvará. Pois de que serve ao homem ganhar o mundo inteiro, se ele perder a vida eterna?”

Reflexão

Jesus, neste Evangelho, nos ensina dois caminhos: a Via Crucis que Ele próprio iria percorrer, e nosso trajeto em seu seguimento. Seu caminho é o Caminho da Cruz e da morte, mas também o de sua glorificação: «O Filho do Homem deve sofrer muito, ser censurado (...) ser morto e ressuscitar ao terceiro dia» (Lc 9,22). Nosso caminho, essencialmente, não é diferente do de Jesus, e nos assinala qual é a maneira de segui-Lo: «Se alguém quiser me seguirí...» (Lc 9,23). Abraçado à sua Cruz, Jesus seguiu a Vontade do Pai.. Nós, por nosso lado, carregando a nossa cruz, devemos seguir Jesus em sua Via Crucis. O caminho de Jesus se resume em três palavras: sofrimento, morte e ressurreição. Nosso caminho tembém é constituído por três aspectos: duas atitudes e a essência da vocação cristã: negarmo-nos a nós mesmos, tomar a cada dia a nossa cruz e seguir os ensinamentos de Jesus. Se alguém não nega a si mesmo e não toma a sua cruz, se quer auto-afirmar-se e ser ele mesmo, quer “ salvar sua vida”, como disse Jesus. Querendo salvá-la, porém, a perderá. Ao contrário, quem não se esforça por evitar o sofrimento e a cruz, por amor a Jesus, salvará sua vida. É este o paradoxo do seguimento de Jesus: «De que serve ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a vida eterna?» (Lc 9,25). Esta palavra do Senhor, que encerra o Evangelho de hoje, (07/02/08) atingiu o coração de Sto. Inácio de Loiola e provocou sua conversão: «O que aconteceria se eu fizesse o que fizeram São Francisco e São Domingos?». Oxalá que nesta Quaresma esta mesma palavra ajude também em nossa conversão! Esta passagem do Evangelho de Nosso Senhor é rica por seu conteúdo e porque estabelece as bases para o discipulado: "Negar-se a si mesmo, tomar a cruz de cada dia e não nos envergonharmos de ser discípulos do Divino Mestre. Quem leva a sério o Evangelho e procura viver em conformidade com o mesmo, logo perceberá que seus ensinamentos muitas vezes são contrários a nossos mais profundos desejos e aspirações. Através do Evangelho, logo nos daremos conta de que não podemos ser verdadeiramente cristãos, se não desprezarmos o que é do mundo, para ganhar a Cristo, como dizia São Paulo. A conversão é um processo gradativo em que Cristo vai transparecendo na vida do homem. Corre-se o risco de, uma vez começado esse processo de conversão, sentirmo-nos envergonhados e assim procurarmos esconder dos outros a presença de Cristo em nossa vida, por receio de sermos criticados ou afastados dos grupos sociais. Mas estas são as condições para a santidade e para sermos verdadeiramente felizes no amor de Deus.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

QUARESMA - «Cristo fez-Se pobre por vós» (cf. 2 Cor 8, 9)

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE O PAPA BENTO XVI PARA A QUARESMA DE 2008

«Cristo fez-Se pobre por vós» (cf. 2 Cor 8, 9)

Queridos irmãos e irmãs!
1. Todos os anos, a Quaresma oferece-nos uma providencial ocasião para aprofundar o sentido e o valor do nosso ser de cristãos, e estimula-nos a redescobrir a misericórdia de Deus a fim de nos tornarmos, por nossa vez, mais misericordiosos para com os irmãos. No tempo quaresmal, a Igreja tem o cuidado de propor alguns compromissos específicos que ajudem, concretamente, os fiéis neste processo de renovação interior: tais são a oração, o jejum e a esmola. Este ano, na habitual Mensagem quaresmal, desejo deter-me sobre a prática da esmola, que representa uma forma concreta de socorrer quem se encontra em necessidade e, ao mesmo tempo, uma prática ascética para se libertar da afeição aos bens terrenos. Jesus declara, de maneira peremptória, quão forte é a atracção das riquezas materiais e como deve ser clara a nossa decisão de não as idolatrar, quando afirma: «Não podeis servir a Deus e ao dinheiro» (Lc 16, 13). A esmola ajuda-nos a vencer esta incessante tentação, educando-nos para ir ao encontro das necessidades do próximo e partilhar com os outros aquilo que, por bondade divina, possuímos. Tal é a finalidade das colectas especiais para os pobres, que são promovidas em muitas partes do mundo durante a Quaresma. Desta forma, a purificação interior é corroborada por um gesto de comunhão eclesial, como acontecia já na Igreja primitiva. São Paulo fala disto mesmo quando, nas suas Cartas, se refere à colecta para a comunidade de Jerusalém (cf. 2 Cor 8-9; Rm 15, 25-27).
2. Segundo o ensinamento evangélico, não somos proprietários mas administradores dos bens que possuímos: assim, estes não devem ser considerados propriedade exclusiva, mas meios através dos quais o Senhor chama cada um de nós a fazer-se intermediário da sua providência junto do próximo. Como recorda o Catecismo da Igreja Católica, os bens materiais possuem um valor social, exigido pelo princípio do seu destino universal (cf. n. 2403).
É evidente, no Evangelho, a admoestação que Jesus faz a quem possui e usa só para si as riquezas terrenas. À vista das multidões carentes de tudo, que passam fome, adquirem o tom de forte reprovação estas palavras de São João: «Aquele que tiver bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como pode estar nele o amor de Deus?» (1 Jo 3, 17). Entretanto, este apelo à partilha ressoa, com maior eloquência, nos Países cuja população é composta, na sua maioria, por cristãos, porque é ainda mais grave a sua responsabilidade face às multidões que penam na indigência e no abandono. Socorrê-las é um dever de justiça, ainda antes de ser um gesto de caridade.
3. O Evangelho ressalta uma característica típica da esmola cristã: deve ficar escondida. «Que a tua mão esquerda não saiba o que fez a direita», diz Jesus, «a fim de que a tua esmola permaneça em segredo» (Mt 6, 3-4). E, pouco antes, tinha dito que não devemos vangloriar-nos das nossas boas acções, para não corrermos o risco de ficar privados da recompensa celeste (cf. Mt 6, 1-2). A preocupação do discípulo é que tudo seja para a maior glória de Deus. Jesus admoesta: «Brilhe a vossa luz diante dos homens de modo que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem vosso Pai que está nos Céus» (Mt 5, 16). Portanto, tudo deve ser realizado para glória de Deus, e não nossa. Queridos irmãos e irmãs, que esta consciência acompanhe cada gesto de ajuda ao próximo evitando que se transforme num meio nos pormos em destaque. Se, ao praticarmos uma boa acção, não tivermos como finalidade a glória de Deus e o verdadeiro bem dos irmãos, mas visarmos antes uma compensação de interesse pessoal ou simplesmente de louvor, colocamo-nos fora da lógica evangélica. Na moderna sociedade da imagem, é preciso redobrar de atenção, dado que esta tentação é frequente. A esmola evangélica não é simples filantropia: trata-se antes de uma expressão concreta da caridade, virtude teologal que exige a conversão interior ao amor de Deus e dos irmãos, à imitação de Jesus Cristo, que, ao morrer na cruz, Se entregou totalmente por nós. Como não agradecer a Deus por tantas pessoas que no silêncio, longe dos reflectores da sociedade mediática, realizam com este espírito generosas acções de apoio ao próximo em dificuldade? De pouco serve dar os próprios bens aos outros, se o coração se ensoberbece com isso: tal é o motivo por que não procura um reconhecimento humano para as obras de misericórdia realizadas quem sabe que Deus «vê no segredo» e no segredo recompensará.
4. Convidando-nos a ver a esmola com um olhar mais profundo que transcenda a dimensão meramente material, a Escritura ensina-nos que há mais alegria em dar do que em receber (cf. Act 20, 35). Quando agimos com amor, exprimimos a verdade do nosso ser: de facto, fomos criados a fim de vivermos não para nós próprios, mas para Deus e para os irmãos (cf. 2 Cor 5, 15). Todas as vezes que por amor de Deus partilhamos os nossos bens com o próximo necessitado, experimentamos que a plenitude de vida provém do amor e tudo nos retorna como bênção sob forma de paz, satisfação interior e alegria. O Pai celeste recompensa as nossas esmolas com a sua alegria. Mais ainda: São Pedro cita, entre os frutos espirituais da esmola, o perdão dos pecados. «A caridade – escreve ele – cobre a multidão dos pecados» (1 Pd 4, 8). Como se repete com frequência na liturgia quaresmal, Deus oferece-nos, a nós pecadores, a possibilidade de sermos perdoados. O facto de partilhar com os pobres o que possuímos, predispõe-nos para recebermos tal dom. Penso, neste momento, em quantos experimentam o peso do mal praticado e, por isso mesmo, se sentem longe de Deus, receosos e quase incapazes de recorrer a Ele. A esmola, aproximando-nos dos outros, aproxima-nos de Deus também e pode tornar-se instrumento de autêntica conversão e reconciliação com Ele e com os irmãos.
5. A esmola educa para a generosidade do amor. São José Bento Cottolengo costumava recomendar: «Nunca conteis as moedas que dais, porque eu sempre digo: se ao dar a esmola a mão esquerda não há de saber o que faz a direita, também a direita não deve saber ela mesma o que faz » (Detti e pensieri, Edilibri, n. 201). A este propósito, é muito significativo o episódio evangélico da viúva que, da sua pobreza, lança no tesouro do templo «tudo o que tinha para viver» (Mc 12, 44). A sua pequena e insignificante moeda tornou-se um símbolo eloquente: esta viúva dá a Deus não o supérfluo, não tanto o que tem como sobretudo aquilo que é; entrega-se totalmente a si mesma.
Este episódio comovedor está inserido na descrição dos dias que precedem imediatamente a paixão e morte de Jesus, o Qual, como observa São Paulo, fez-Se pobre para nos enriquecer pela sua pobreza (cf. 2 Cor 8, 9); entregou-Se totalmente por nós. A Quaresma, nomeadamente através da prática da esmola, impele-nos a seguir o seu exemplo. Na sua escola, podemos aprender a fazer da nossa vida um dom total; imitando-O, conseguimos tornar-nos disponíveis para dar não tanto algo do que possuímos, mas darmo-nos a nós próprios. Não se resume porventura todo o Evangelho no único mandamento da caridade? A prática quaresmal da esmola torna-se, portanto, um meio para aprofundar a nossa vocação cristã. Quando se oferece gratuitamente a si mesmo, o cristão testemunha que não é a riqueza material que dita as leis da existência, mas o amor. Deste modo, o que dá valor à esmola é o amor, que inspira formas diversas de doação, segundo as possibilidades e as condições de cada um.
6. Queridos irmãos e irmãs, a Quaresma convida-nos a «treinar-nos» espiritualmente, nomeadamente através da prática da esmola, para crescermos na caridade e nos pobres reconhecermos o próprio Cristo. Nos Actos dos Apóstolos, conta-se que o apóstolo Pedro disse ao coxo que pedia esmola à porta do templo: «Não tenho ouro nem prata, mas vou dar-te o que tenho: Em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda» (Act 3, 6). Com a esmola, oferecemos algo de material, sinal do dom maior que podemos oferecer aos outros com o anúncio e o testemunho de Cristo, em cujo nome temos a vida verdadeira. Que este período se caracterize, portanto, por um esforço pessoal e comunitário de adesão a Cristo para sermos testemunhas do seu amor. Maria, Mãe e Serva fiel do Senhor, ajude os crentes a regerem o «combate espiritual» da Quaresma armados com a oração, o jejum e a prática da esmola, para chegarem às celebrações das Festas Pascais renovados no espírito. Com estes votos, de bom grado concedo a todos a Bênção Apostólica.
Vaticano
BENEDICTUS PP. XVI

Retirado do Site do Vaticano: http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/messages/lent/documents/hf_ben-xvi_mes_20071030_lent-2008_po.html

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Testemunho de Família Católica:

A IMPORTÂNCIA DO ORIENTADOR ESPIRITUAL

Durante o curso de batismo de nossa filha caçula, realizado em 1975 na Paróquia Nossa Senhora Mãe da Igreja, Alameda Franca, São Paulo, conhecemos o Pe. Thomas Brown. Como estávamos sem orientador espiritual, devido ao falecimento do padre que nos orientava antes, Pe. Thomas acabou assumindo esse importante papel em nossa vida.
Seu temperamento, sua bondade e suas realizações fizeram com que nos entrosássemos cada dia mais na vida desta paróquia. Em pouco tempo estávamos participando de várias atividades paroquiais, tais como cursos de batismo, encontros de domésticas, cursos de noivos e dos Encontros de Casais com Cristo, movimento fundado pelo Pe. Afonso Pastore, com o objetivo de atrair de volta para a vida da Igreja os casais dela afastados. Acima de tudo, participamos daquilo que veio a preencher uma importante necessidade em nossas vidas: Encontros e cursos para jovens.
Dizemos isto, pois nossos filhos mais velhos e anos depois, a filha cujo batismo nos levou a ingressar na vida paroquial, foram todos criados entre os jovens filhos de paroquianos, participantes, como nós, do movimento dos Encontros de Casais com Cristo. Portanto, estes jovens tinham o mesmo objetivo e a mesma participação religiosa, sob a mesma orientação espiritual.
Sem dúvida alguma, foi uma enorme graça que recebemos, pois nos tempos de hoje, em que tantos vidas jovens foram e vem sendo destruídas pelas drogas, nossos filhos permaneceram afastados desse mal, não só pela vida familiar estruturada no amor, como pela prática religiosa compartilhada com outros jovens.
Não titubeamos em dizer que este amor criado entre as famílias de paroquianos deveu-se em grande parte ao carisma e à atuação do Pe. Thomas Brown, que além de nosso orientador espiritual era um verdadeiro amigo e irmão de todos nós.

Para que tenham uma idéia de como ainda é esta família nos dias de hoje, colocamos abaixo algumas fotos tiradas na Paróquia Nossa Senhora Mãe da Igreja no dia 24 de novembro de 2005, durante a Missa e festejo dos 50 anos de Sacerdócio do sempre querido Pe. Thomas, levado pela ordem religiosa a que pertence a ocupar muitas outras funções em diferentes lugares, mas nunca perdendo contato com seus antigos paroquianos da Paróquia Nossa Senhora Mãe da Igreja.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

São Luís Maria Grignion de Montfort

Ele nasceu no dia 31 de Janeiro de 1673 em Montfort, França. Pertencia a uma família muito numerosa. Bem cedo, ele sentiu despertar o desejo de seguir o sacerdócio e assim percorreu o caminho dos estudos.
Foi ordenado sacerdote no dia 5 de junho de 1700, no seminário de São Sulpício em Paris. Seus primeiros anos de sacerdócio foram dedicados principalmente ao trabalho com os pobres no hospital de Poitiers.Como padre, São Luís começou a comunicar o Santo Evangelho e a levar o povo, através de suas missões populares, a viver Jesus pela intercessão e conhecimento de Maria. O papa Clemente XI o fez missionário apostólico na França, para que empregasse a vida em combater o jansenismo, tão cheio de perigo para a salvação das almas, uma vez que essa heresia buscava afastar os fiéis dos sacramentos e da confiança na misericórdia do Senhor. Nesse combata, na força do Espírito Santo e auxiliado pela santa Mãe de Deus, que nunca deixou de protegê-lo, São Luís divulgou por toda parte a prática da oração do santo Rosário e da Santa Escravidão de Amor, ou seja, a perfeita Consagração a Cristo pelas mãos de Maria, como meio eficaz para viver fielmente a aliança do Batismo. Foi grande pregador, homem de oração, amante da Santa Cruz, dos doentes e pobres. Como bom escravo da Virgem Santíssima, não foi egoísta e fez de tudo para ensinar a todos o caminho mais rápido, fácil e fascinante de unir-se perfeitamente a Jesus, que consistia nessa consagração total e liberal à Mãe de Deus. São Luís era um homem que praticava sacrifícios pela salvação das almas. Sua maior penitência foi aceitar as diversas perseguições que o próprio Maligno derramou sobre ele. Tanto assim que foi a Roma para pedir ao Papa permissão para sair da França, mas este não a concedeu.
São Luís M. G de Montfort era ao mesmo tempo perseguido e venerado em toda a parte. A soma de seus trabalhos é, como a de Santo Antonio de Pádua, verdadeiramente incrível e inexplicável. Escreveu alguns trabalhos espirituais, que, bem como suas prédicas e até suas conversas, estavam impregnados de profecias e de visões antecipadas das últimas eras da Igreja. Nesse sentido profético, proclama-se portador, da parte de Deus, de uma mensagem autêntica: mais honra, conhecimento mais vasto e amor mais ardente a Maria Santíssima e anuncia a união íntima que ela terá com a segunda vinda de seu Divino Filho.
Fundou duas congregações religiosas, uma de homens, outra de mulheres, ambas muito prósperas.
Aos 43 anos de idade, no dia 28 de abril de 1716, em plena missão popular, na pequena cidade de São Lourenço, Luís Maria G. de Montfort é chamado por Deus à glória dos céus.
Dia 12 de março de 1853, o papa Pio IX promulgou em Roma o decreto que declarou seus escritos isentos de todo erro. Entre eles, o universalmente conhecido "Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem", que influencia ainda hoje, muitos filhos devotos de Maria, Influenciou, inclusive, o Papa João Paulo II, que o leu ainda na juventude e que por ter passado a viver o que São Luís nos ensina, adotou para sua vida o lema Totus Tuus, Maria, isto é, "Sou todo teu, ó Maria", e para seu escudo papal o M de Maria e a Cruz de Cristo.
No dia 22 de janeiro de 1888, o papa Leão XIII declarou-o Beato e Pio XII canonizou-o solenemente no dia 20 de julho de 1947. Dia 20 de julho de 1996, o papa João Paulo II inseriu sua festa no calendário romano universal.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

São Brás



Festa: 3 de fevereiro
(Em Latim: S.Blasius, em Catalão: Blai, em Francês: Blaise, em Espanhol: Blas)
Ficou famoso porque retirou de uma criança, sem nenhum instrumento, um espinho que a mesma tinha na garganta. Por isso é considerado padroeiro das doenças da garganta e no dia de sua festa, 3 de fevereiro, nas cidades da Espanha e algumas do interior do Brasil, as mães levam os filhos para benzerem a garganta. Foi bispo de Sebaste, na Armênis e morreu 316. Quando as perseguições começaram, sob o Imperador Dioclecius (284-305), Braz recebeu um aviso divino, mandando que fugisse e se escondesse numa caverna, onde passou a cuidar dos animais selvagens. Anos mais tarde, caçadores encontraram a caverna e nela Braz, entre os animais selvagens, que nenhum mal lhe faziam. Reconhecido, foi levado preso para ser julgado pelo governador Agricolaus, da Capadócia, na Baixa Armênia, durante a perseguição do então Imperador Licinius Lacinianus (308-324). Torturado com ferros em brasa, Braz foi depois decapitado. O costume de abençoar as gargantas no seu dia continua até hoje e em alguns locais são usadas velas nas cerimonias comemorativas. As velas são usadas porque a mãe do menino curado por São Braz levou velas para ele na prisão.Muitos eventos miraculosos são mencionados nos estudos sobre São Braz e ele é muito venerado na França e na Espanha. Suas relíquias são conservadas e veneradas em vários lugares: em Brusswick, Mainz, Lubeck, Trier e Colonia, na Alemanha; na França, em Paray-le-Monial; em Dubrovnik, na antiga Iugoslávia e em Roma, Trento e Milão, na Itália. Na liturgia da Igreja Católica, São Braz é mostrado com velas nas mãos e em frente a ele, uma mãe carregando uma a criança com a mão na garganta, como que pedindo para ele curá-la. Daí se originou a benção da garganta no seu dia. Alguns interpretam como sendo uma mãe pedindo a benção de São Braz para a garganta do filho. Ele é padroeiro dos animais selvagens e dos Veterinários, junto com Santo Egídio.
A benção das gargantas é feita da seguinte forma: Duas velas são abençoadas, e seguras ligeiramente abertas e comprimidas de encontro à garganta do doente e a benção então é pronunciada.

Oração

Ó glorioso São Brás, como ainda hoje sois lembrando por terdes socorrido a um garoto engasgado com espinha de peixe! Pelas vossas orações e por vossos méritos, Deus me livre do mal da garganta e de qualquer outro mal.
Amém.
Conservai a minha garganta sã e perfeita para que eu possa me comunicar com os irmãos, rompendo meu isolamento, provindo seja do egoísmo, seja das inibições.
Amém.
E assim os meus louvores estarão sempre em meus lábios e minha boca entoará glórias ao Deus que faz maravilhas através de seus santos.
Amém.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

150ºanos das Aparições de Nossa Senhora em Lourdes


O Papa Bento XVI concede Indulgência Plenária

Um decreto da Santa Sé explica as condições


Validade do dia 2 até o dia 11 de fevereiro de 2007 CIDADE DO VATICANO, 5 de dezembro de 2007.O Papa reinante Bento XVI concederá aos fiéis a Indulgência Plenária por ocasião do 150º aniversário da aparição da Santíssima Virgem Maria em Lourdes, Sul da França.«Para que desta comemoração se derivem frutos crescentes de santidade renovada, o Sumo Pontífice Bento XVI estabeleceu a concessão da Indulgência Plenária» aos fiéis segundo as condições habituais.O Decreto da Santa Sé está assinado pelo Penitenciário Maior, o Cardeal James Francis Stafford, e pelo Regente da Penitenciaria Apostólica, o Bispo Gianfranco Girotti, O.F.M. Conv.Quais são as condições habituais? – Estas condições implicam:
1) o arrependimento e confissão dos pecados,
2) a comunhão e
3) oração pelas intenções do Papa.A.- As modalidades para ganhar a indulgência plenária em Lourdes são várias.«Desde o 8 de dezembro de 2007 a 8 de dezembro de 2008 se visitem, seguindo preferivelmente esta ordem:
1) o batistério paroquial onde Bernadette se batizou;
2) a casa chamada ‘cachot'’, da família Soubirois;
3) a gruta de Massabielle;
4) a capela da casa onde Bernadette recebeu a Primeira Comunhão, passando o tempo recolhidos em meditação e concluindo com a oração do Pai nosso, a Profissão de fé de qualquer maneira legítima e a oração jubilar ou outra invocação mariana».B.- Fora de Lourdes o Decreto estabelece que os fiéis «desde 2 de fevereiro de 2008, Apresentação do Senhor, até 11 de fevereiro de 2008, memória litúrgica da Bem-aventurada Virgem Maria de Lourdes e 150º aniversário da aparição, visitem em qualquer templo, oratório, gruta ou lugar decoroso a imagem abençoada da Virgem de Lourdes, exposta solenemente à veneração pública e ante a mesma participem de um ato de devoção mariana ou ao menos se recolham em meditação e concluam com a oração do Pai Nosso, a Profissão de Fé de qualquer maneira legítima e a invocação da Bem-aventurada Virgem Maria».C.- O documento estabelece que «os anciãos, os enfermos, ou todos os que, por legítima causa, não possam sair de casa, poderão alcançar do mesmo modo, em sua própria casa ou no lugar onde o impedimento os retém, a indulgência plenária».Eles o conseguirão se, «com ânimo afastado do pecado e com a intenção de cumprir as três condições necessárias assim que lhes for possível, nos dias de 2 a 11 de fevereiro de 2008, farão com o desejo do coração uma visita espiritual aos lugares antes indicados, rezando as orações citadas e oferecendo a Deus com confiança, por meio de Maria, as doenças e dificuldades de sua vida».O documento conclui indicando que «para que os fiéis possam participar mais facilmente desses favores celestiais, os sacerdotes, aprovados para a escuta das confissões pela autoridade competente, devem prestar-se com espírito pronto e generoso a acolhê-los e guiar solenemente as orações públicas à Imaculada Virgem Mãe de Deus».

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Os Caminhos de Dom Bosco

31 de Janeiro: festa de São João Bosco
Aproveitando o dia de ontem, 31 de janeiro, em que a Sagrada Liturgia celebra a festa de São João Bosco, confessor, pai e mestre da juventude, gostaríamos de aqui expor um caso em que todo o amor, dedicação e compreensão de São João Bosco para com os jovens pode ser encontrado em pessoas que talvez estejam procurando seguir os mesmos passos desse grande santo. Falo de uma Associação Católica, que se faz presente hoje em mais de 57 paises.
São os Arautos do Evangelho. Esta Associação é simplesmente incansável em tudo a que resolve se dedicar.
Como nesse caso estamos comentando a respeito dos jovens, gostaríamos de nos ater a eles, que são futuro do nosso país e do mundo.
O jovem, rapaz ou moça, quando ingressa nos Arautos, se dedica durante um longo período a estudos de grande profundidade. Somente após a conclusão dos mesmos é que poderão ser aprovados para dar início à missão de Arauto do Evangelho. Essa associação compreende três Ordens: a Ordem Primeira, composta de sacerdotes e daqueles que se destinam ao sacerdócio, e de leigos consagrados; a Ordem Segunda, jovens leigas consagradas e a Ordem Terceira, formada pelos Cooperadores, que vivem na sociedade, mas compartilham da espiritualidade dos Arautos, e que são mais conhecidos como Terciários.
Os jovens praticam o celibato, e dedicam-se à evangelização e ao apostolado. Moram em casas destinadas especificamente para cada Ordem. Alternam-se na vida de recolhimento, muito estudo e oração com atividades de evangelização nas dioceses e paróquias, dando especial ênfase à formação da juventude. Como encontram na cultura e na arte eficientes instrumentos de evangelização, os Arautos habitualmente lançam mão da música, tanto pelas vozes como pelos instrumentos. Assim sendo formam diversos coros e bandas sinfônicas, e desta maneira levam sua mensagem de fé, incentivo e confiança à humanidade atual. Usam também artes cênicas, levando peças de teatro, escritas por eles, aos colégios e outros ambientes. Com muita eficiência e talento, conseguem transmitir com total clareza ao publico infanto-juvenil a história que se propõem a apresentar. Nestas histórias estão passagens da vida de Santos, e outros episódios edificantes. No campo do teatro, desejamos mencionar a apresentação anual da Paixão de Cristo, durante a Semana Santa, sem dúvida alguma uma obra prima em matéria de representação, guarda-roupa e cenários, tudo feito por eles mesmos e sempre apresentada com sucesso para enormes públicos.
Com isto, podemos concluir que o que é feito com amor, dedicação e compreensão para com os jovens, terá sempre resultado positivo.
- Quando menino São João Bosco dizia: "Quando crescer quero ser sacerdote para tomar conta dos meninos. Os meninos são bons; se há meninos maus é porque não há quem cuide deles". Ele ficou muito conhecido por certas frases que usava com os meninos do oratório e com os padres e irmãs que o ajudavam. São atuais e ricas de sabedoria. Elas demonstram o imenso carinho que Dom Bosco tinha pelos jovens.
Como exemplos : "Basta que sejam jovens para que eu vos ame.", "Prometi a Deus que até meu último suspiro seria para os jovens.", "O que somos é presente de Deus; no que nos transformamos é o nosso presente a Ele", "Ganhai o coração dos jovens por meio do amor", "A música dos jovens se escuta com o coração, não com os ouvidos."
- Isto tudo deu-se com D.João Bosco no século passado. Hoje pelo que podemos ver está se repetindo ou até mesmo continuando com os Arautos do Evangelho.
Mas pergunto: “Nos Arautos do Evangelho, quem é o grande comandante deste enorme exército que divulga, propaga e defende Nossa Senhora e a Igreja Católica Apostólica Romana?”
Atrás de uma grande obra religiosa sempre está um grande homem. Um homem que tenha um amor e um conhecimento muito especial de Nossa Senhora e de sua vida, que seja Inteligente, ame e compreenda os jovens, seja deles confessor, pai e mestre, um verdadeiro guerreiro, profundo conhecedor de filosofia e de teologia, que conheça e goste de música.
Neste caso dos Arautos do Evangelho não foi diferente. Fomos encontrar o Pe. João S. Clá Dias. Uma pessoa simples e que merece de todos nós dedicarmo-nos a conhecer sua vida e seu total empenho aos jovens. Alias é o que faz nestes quase sessenta paises onde estão presentes os Arautos do Evangelho.

- Termino dizendo que: São Francisco de Salles foi o grande patrono da obra de São João Bosco, que o tomou por modelo em tudo. Dele aprendeu que não há senão um único meio para alguém tornar-se um bom educador: ser santo.