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Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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Mostrando postagens com marcador igreja. Mostrar todas as postagens
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A IGREJA EM DIÁLOGO COM A SOCIEDADE

PAPA: "A IGREJA NO DEBATE PÚBLICO, EM DIÁLOGO COM A SOCIEDADE"

Cidade do Vaticano,

- Bento XVI recebeu em audiência no Vaticano os bispos da Inglaterra e País de Gales, na conclusão de sua visita “ad Limina Apostolorum”. Em seu discurso, o papa ressaltou a figura do Cardeal John Newman, que deve ser beatificado em setembro próximo, como “exemplo de dedicação à oração, de sensibilidade pastoral para com as necessidades dos seus fiéis e de paixão pela pregação do Evangelho”. O papa congratulou-se com os muitos sinais de fé viva e de devoção dos católicos da Inglaterra e do País de Gales, “não obstante as pressões de uma época secularista”. Aludindo à sua visita apostólica à Grã Bretanha (ainda não confirmada oficialmente), Bento XVI considerou que será uma ocasião para ele testemunhar esta fé, fortalecê-la e confirmá-la. Observando que este país é “bem conhecido por seu compromisso com a igualdade de oportunidades para todos os membros da sociedade”, Bento XVI deplorou “o efeito de certas leis que acabaram por impor injustas limitações à liberdade das comunidades religiosas agirem de acordo com suas convicções”. “Sob certos aspectos, esta legislação viola a lei natural sobre a qual se funda a igualdade dos seres humanos e pela qual está garantida” – explicou. “Peço-lhes insistentemente que, como pastores, façam com que o ensinamento moral da Igreja seja sempre apresentado na sua inteireza e convictamente defendido. A fidelidade ao Evangelho não limita a liberdade dos outros; pelo contrário, está ao serviço da sua liberdade, oferecendo-lhes a verdade. Continuem a insistir no direito de participar do debate nacional, num diálogo respeitoso com outros elementos da sociedade”. O papa ressalvou, porém, a necessidade de que a Comunidade Católica do país fale com a unidade de uma mesma voz, a fim de que a mensagem salvífica de Cristo possa ser apresentada de modo efetivo e convincente em sua totalidade.“Isso exige que não só vocês, bispos, mas também os padres, professores, catequistas, e todos os que estão comprometidos em comunicar o Evangelho estejam atentos aos chamados do Espírito, que guia toda a Igreja à verdade, congrega na unidade e inspira o seu zelo missionário”. O papa citou o exemplo do futuro bem-aventurado:“Bem o compreendeu o Cardeal Newman, que nos deixou um claro exemplo de plena adesão da fé à verdade revelada. Na Igreja são hoje necessários escritores e comunicadores com a sua estatura e integridade. Tenho esperanças de que a devoção a ele possa inspirar muitos a seguirem suas pegadas”. Bento XVI pediu aos bispos britânicos que não poupem esforços para encorajar as vocações sacerdotais e lembrou a grande importância do diálogo ecumênico e inter-religioso. O papa os exortou a serem “generosos na aplicação das medidas da Constituição Apostólica Anglicanorum Coetibus, prestando “assistência àqueles grupos de anglicanos que queiram entrar na plena comunhão da Igreja Católica. “Estou convencido – declarou Bento XVI – que, se forem acolhidos de modo cordial e caloroso, esses grupos serão uma bênção para a Igreja inteira”.(CM)

Fonte: RV

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

RELAÇÃO ENTRE IGREJA E ARTE

Nova relação entre Igreja e arte para saber “ver o invisível”
20º aniversário da Pontifícia Comissão para os Bens Culturais da Igreja

CIDADE DO VATICANO,
- Hoje, mais do que nunca, é necessário prosseguir no “complexo e nem sempre fácil percorrido que permitirá, através de sinais de reflexão e de comparação entre artistas e teólogos, desenvolver um tecido conectivo de imagens e símbolos que permita à nossa sociedade voltar a ser consciente das suas próprias raízes culturais e de voltar a adquirir a capacidade de ver o invisível”.
Assim afirmou hoje Francesco Buranelli, secretário da Pontifícia Comissão para os Bens Culturais da Igreja, durante a coletiva de imprensa do 20º aniversário desta instituição.
Na coletiva de imprensa, interveio também Dom Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura e da comissão pontifícia, e o abade Michael John Zielinski, O.S.B. Oliv, vice-presidente do organismo.
Em sua intervenção, Buranelli recordou que João Paulo II, com a constituição apostólica Pastor Bonus, de 1988, “teve a longa visão cultural de instituir uma estrutura à qual confiar a proteção dos tesouros da Igreja no mundo”.
A excepcionalidade da comissão pontifícia, explicou, está no “valor da universalidade”, porque não se trata de um dicastério de tutela “ligado a limites territoriais ou estatais”, mas “remete à vocação própria da Igreja de conservar, proteger e valorizar todo bem cultural reconhecido como patrimônio identitário da cristandade”.
“Trata-se de uma atividade diária e densa para difundir uma consciência cada vez maior do papel e do valor específico do patrimônio cultural religioso, particularmente do cristão, dentro do patrimônio cultural de cada nação e, por conseguinte, no patrimônio mundial da humanidade.”
Buranelli recordou a atenção prestada recentemente pela mídia e pela opinião pública internacional diante do anúncio da participação da Santa Sé na 54ª Bienal de Arte Contemporânea de Veneza 2011, com um pavilhão promovido pela comissão pontifícia.
Em sua opinião, em todos os lugares se concordou em que “chegou a hora de que a Igreja assuma novamente, com valor, o papel de inspiradora e patrocinadora que durante séculos caracterizou o trabalho da evangelização”.
“A Igreja deveria partir daí para basear-se novamente nesse diálogo com a arte e sobre a arte que a viu durante séculos no centro do debate cultural e que parece ter se enfraquecido – até perder-se em trivialidades e dissensões – no curso dos últimos dois séculos”, comentou.
Nova relação
Francesco Buranelli reconheceu que o contraste entre a Igreja e os artistas “viveu nestas últimas décadas momentos de novo e intenso impulso, que, não por acaso, coincidiu com a grande renovação teológica e litúrgica iniciada no segundo pós-guerra, culminada no Concílio Vaticano II, e que foi favorecida com consciência e amplitude de horizontes pelos últimos pontífices”, até chegar ao encontro de Bento XVI com os artistas no dia 21 de novembro passado, na Capela Sistina.
Nesta última ocasião, sublinhou, culminou-se “um vazio que era a triste consequência da interrupção do vibrante e construtivo diálogo que a Igreja havia instaurado com a arte desde as auroras da arte paleocristã”.
Atualmente, a Igreja não deve “ter medo desta amizade” com a arte.
Para que se instaure uma nova relação com o mundo artístico, é necessário, em primeiro lugar, “um envolvimento eclesial que não se limite à escuta da autorizada iniciativa dos pontífices, mas que faça dela um tesouro e estímulo às instituições religiosas a atuarem em iniciativas de formação e de estímulo para que o que foi um movimento ‘do alto’ se torne operativo também ‘na base’, para que, a partir da inspiração das palavras do Magistério, nasça uma nova etapa artística para toda a Igreja”.
Isso significa promover posturas como a atenção das igrejas particulares pelos artistas presentes em seu próprio território, a constituição de comissões diocesanas de arte religiosa contemporânea e a criação de condições para que “o artista, acompanhado, mas não limitado, na aquisição de uma linguagem coerente e unitária, e de uma sintaxe inteligível, possa enfrentar a teologia e o profundo conhecimento dos ritos e símbolos cristãos, e que, ao entrar em uma igreja, saiba perceber o que é o ‘sagrado’ que sua arte está chamada a fazer viver no coração dos crentes”.
“Somente desta forma – concluiu – o patrocínio eclesial poderá sair dos atalhos fáceis das produções ‘em série’ e os artistas se sentirão novamente provocados pelo tema da relação com o Inexpressável e poderão, confrontando-se com o tema talvez mais alto que a mente humana concebeu, crescer em seu caminho de arte.”
Fonte: ZENIT.org

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

ÍNDIA - IGREJA PROFANADA

Índia: nova profanação de Igreja
Arcebispo de Bangalore lamenta episódio

BANGALORE, ZENIT.org

- O arcebispo de Bangalore, Dom Bernard Moras, denunciou a falta de resposta do governo ante uma nova profanação de uma igreja no Estado indiano de Karnataka.
A igreja católica de Santo Antonio, em Kavalbyrasandra, nos arredores de Bangalore, foi objeto de vandalismo e de profanação na noite de sábado 7 de novembro, informou “Eglises d'Asia”, a agência informativa das Missões Estrangeiras de Paris (MEP).
O sacristão descobriu o fato ao abrir a igreja para preparar a missa dominical, no início da manhã de 8 de novembro.
O sacrário estava quebrado e as hóstias, no chão. Haviam saqueado os armários, forçado as caixas de doações e roubado um cálice de ouro, além de objetos litúrgicos.
Segundo o pároco, padre Arockiadas, a igreja, que conta com mais de cinco mil fiéis, tinha voltado a abrir após recentes obras de ampliação, e não havia registrado nenhum incidente de enfrentamento com as comunidades não cristãs.
O Estado de Karnataka tem sofrido “numerosos ataques a igrejas”, mas “não se deteve nenhum culpado, apesar das promessas das forças policiais”, denunciou Dom Moras.
O prelado declarou que está surpreso com a inação do governo e que perdeu totalmente a confiança na polícia.
“Estou profundamente ferido por esta profanação do Santíssimo Sacramento, que está no coração da nossa fé”, disse.
Também chamou à calma os fiéis. Quase mil se reuniram na igreja para rezar. A polícia patrulhou a área e tentou achar pistas dos criminosos.
No dia 10 de setembro, outra igreja tinha sofrido ataques de vandalismo, enquanto os cristãos de Karnataka se preparavam para recordar o triste aniversário dos ataques anticristãos do ano passado, perpetrados por extremistas hindus.
Aquele dia, a igreja de São Francisco de Sales, em Hebbagudi, nos arredores de Bangalore, foi forçada durante a noite por um grupo de 25 pessoas não identificadas. Romperam uma dezena de janelas e destruíram as estátuas de uma via sacra.
O pároco fez um chamado ao governo do Estado: “pedimos justiça perante o governo e as autoridades para que os cidadãos indianos possam praticar sua religião como segurança”.
Um forte debate agitou a Assembleia legislativa de Karnataka. Um dos líderes da oposição denunciou: “desde que o Bharatiya Janata Party (BJP) chegou ao governo em maio de 2008, não cessaram os ataques a igrejas, mesquitas e outros lugares de culto; não há harmonia social nem religiosa”.
Depois de Orissa, epicentro da violência anticristã de 2008, o Estado de Karnataka foi um dos mais afetados pelos ataques, com mais de 40 lugares de culto saqueados e numerosos cristãos agredidos e gravemente feridos.
A inação, ou a cumplicidade do governo e da polícia durante os ataques foram apontadas por Dom Moras.
Como havia feito em Orissa, o governo federal ameaçou então assumir o controle da situação se o Estado não mostrasse capacidade de conter os fanáticos hindus.
A Constituição do país permite uma intervenção federal se um dos Estados já não pode proteger os direitos dos cidadãos.
Por sua parte, os cristãos de Karnataka tinham decidido, por iniciativa de Dom Moras, reagrupar-se em um fórum ecumênico, o KUCFHR, para defender seus direitos fundamentais.
Delegações de 113 denominações cristãs reuniram-se em uma grande demonstração de unidade, no dia 19 de junho.
Segundo estatísticas de 2001, o Estado de Karnataka conta com mais de 53 milhões de habitantes, em sua grande maioria hindu.
Os muçulmanos representam cerca de 12% da população, e os cristãos, menos de 2%, sofrendo regularmente os ataques de fundamentalistas hindus.
Como durante o ataque do mês de setembro passado, o ministro do interior de Karnataka, V.S. Acharya, membro do BJP, qualificou a profanação da igreja de Santo Antonio como “incidente menor”.

Fonte: ZENIT.org

terça-feira, 22 de setembro de 2009

SER SACERDOTE NOS DIAS DE HOJE

Pároco conta alegrias e tristezas de ser sacerdote hoje
Padre Luigi Pellegrini, de Santa Rita em Viareggio
Por Antonio Gaspari
ROMA,

- Segundo o Anuário Estatístico da Igreja (edição de 2008), há 407.262 padres no mundo. Deles, uma grande parte desempenha a tarefa de pároco. Guia, aconselha, dá assistência, forma comunidades locais, pessoas e famílias.
Seu papel tem um aspecto religioso, social e civil insubstituível. Todavia, certa cultura secularizada ataca, critica e é incrédula quanto aos párocos e sacerdotes.
Neste contexto e em pleno “Ano Sacerdotal”, ZENIT entrevistou Luigi Pellegrini, pároco desde 2000 da igreja Santa Rita, em Viareggio (12.000 habitantes), Itália.
Nascido em Camaiore, dia 17 de março de 1966, pe. Luigi se licenciou em Teologia Espiritual no Instituto Pontifício “Teresianum” de Roma, em 1997, e está inscrito no mesmo Instituto para o doutorado em Teologia Espiritual. É professor da “Escola Teológica” para leigos, onde ministra cursos sobre a eucaristia para seminaristas no “Estúdio Teológico Interdiocesano de Camaiore”.
Sua paróquia é uma das que mais atraem fiéis em Viareggio, a qual também promove vários encontros de alto nível, tanto espiritual como cultural.
–Em num mundo que parece cada vez mais secularizado, como se explicariam as razões que movem muitas pessoas a seguir a vocação ao sacerdócio?
–Pe. Luigi: Em sua vida, no momento em que a fé não permanece exterior, mas interpele concretamente, cresce em você em entusiasmo de poder fazer dela uma resposta da sua vida. Nossa religião te coloca diante de um encontro pessoal, concreto e capaz de preencher sua existência.
É verdade que hoje o mundo está bem organizado para levar os corações até outras perspectivas, a fim de confundir e enfraquecer. Mas depois de certo tempo, nada disso mais basta. Encontra-se Jesus, conhece-o e no momento em que responde “sim”, a alegria se faz concreta e, portanto, verificável em sua vida diária.
Talvez nós, como Igreja, também percamos muitas oportunidades para levar os homens até a dimensão espiritual da vida. O espírito, entretanto, através de caminhos simples, sabe conduzir à busca de Deus e a experimentar que o amor por Ele não é utopia, mas se faz o verdadeiro sentido à vida.
–Como foi o seu chamado? –Pe. Luigi: Recebi como grande presente uma família cristã, pobre de coisas materiais, mas rica em humanidade. Meus pais foram capazes de me acompanhar no descobrimento das verdades de Deus, com fatos e com uma singela profundidade de fé concreta e por isso ainda mais incisiva. Nasci dia 17 de março de 1966, 12 anos depois do casamento de meus pais. Num ano em que meu pai, tendo que enfrentar um tumor, pensava em tudo, menos em ter um filho.
Justo no período menos esperado, o Senhor me chamou à vida. Eles, sem possibilidades econômicas, preocupados em como manter um filho, não se renderam e, de forma resistente, e com grande dignidade e fé, conseguiram lidar bem com aquele determinado momento.
Meu pai morreu quando eu tinha dez anos e aos 14 entrei no seminário menor de Lucca. Por que a essa idade? Tive de deixar, naquele momento, muito do que era importante para mim: meu pai, minha mãe –que ficava sozinha–, minha paróquia, na qual desempenhava diversas atividades, amigos...
Lembro-me ainda, de modo claro, que sentia que tinha de dizer “sim” a um chamado que a oração me havia me ajudado a discernir: os grupos vocacionais daqueles anos, tal como o entusiasmo de sentir que aquela paróquia me pertencia e que eu fazia parte dela.
Não posso dizer que ninguém me condicionou. Ao contrário. Pensando de novo sobre isso, me propus a prestar muita atenção para seguir as eventuais vocações que o Senhor colocasse em meu caminho.
Sentia crescer a cada ano, a alegria de me aproximar do sacerdócio. Não foi sempre fácil. Cresci conforme a idade e ao mesmo tempo também minha espiritualidade se transformava, adquirindo maior consciência a respeito da entrega de uma vida que devia ser cada vez mais plena e definitiva. Estava muito impaciente.
Acredito cada vez mais que o Senhor me deu esta vocação não por ser melhor ou caracterizada por dons especiais, e sim porque necessitava encontrar um caminho e uma resposta forte, que deve ser reconfirmada a cada dia, para que eu possa me salvar verdadeiramente. A dádiva da vocação se converte na proteção e apoio à própria fraqueza.–Ser padre hoje, especialmente em uma cidade como a sua, onde durante muito tempo dominou a ideologia anticlerical, não é fácil. Quais são as maiores dificuldades para difundir as palavras de Cristo?
–Pe. Luigi: A cidade de Viareggio pode parecer imersa no mar e no carnaval e por muitos aspectos realmente está. Mas agradeço cada dia ao Senhor por minha experiência de padre (18 anos em cinco contextos diferentes) nesta cidade. Conheci homens e mulheres que, através de diferentes formações espirituais, fizeram do Senhor e da vida da Igreja um verdadeiro sentido a própria vida. Com frequência os leigos têm sido para mim promotores de iniciativas e experiências espirituais que se manifestaram importantes à comunidade. Aproximei o mundo do espaço paroquial juvenil, descobrindo nele um estilo que me ajudou a crescer como sacerdote. Uma comunidade aberta, onde alguém te acolhe e está disposto a fazer contigo parte do caminho até o Reino.
Do mais, a realidade dos movimentos e dos leigos pertencentes a caminhos formativos e comunidades eclesiásticas me fez conhecer os homens, mulheres e jovens que fizeram do anúncio Evangélico e do próprio testemunho um significado à vida.
Nestes anos compreendi que nós, sacerdotes, não podemos individualizar nosso modo de ver a Igreja e o mundo. Os homens, assim como nossa vocação, necessitam de uma forte dimensão espiritual e formação.
Para nós, padres, é extremamente perigoso nos convencermos de que temos direito a uma vida privada, a um pequeno grupo nosso de seguidores fiéis, e organizar uma pastoral privada que não nos incomode. O entusiasmo de poder promover como padre uma comunidade que sirva ao homem sempre me ajudou. Especialmente porque estou convencido de que Jesus é a verdadeira resposta à pergunta do sentido verdadeiro da vida do homem.
A dificuldade mais frequente é ter de explicar às pessoas o verdadeiro significado de ser cristão católico: quer dizer, a proximidade com os sacramentos, a Eucaristia dominical, a escuta da palavra de Deus, a oração, a unidade com o Papa, sobretudo quando se compreende que seus diversos pontos de vista derivam da amizade com um sacerdote.
Nesses casos, sempre supondo que entenderam mal, explico a beleza e necessidade do encontro físico e real com Jesus, alimento de Vida, que podemos experimentar e doar unidos à Igreja.
–Poucos, inclusive aqueles que mais a frequentam, conhecem e refletem sobre a importância social da paróquia. Poderia nos explicar como as atividades paroquiais influenciam na educação dos jovens e na vida social das famílias e da comunidade local?
–Pe. Luigi: Acredito que poderíamos ter ainda uma grande incidência na comunidade social como paróquias. Experimento isso hoje em dia, tendo uma paróquia de 12.000 habitantes... Quantos encontros e experiências de vidas difíceis! Certamente devemos enfatizar que hoje, como Igreja, temos menos incidência nas estruturas sociais. Mas como paróquias, podemos mais que nunca introduzir lugares de encontro para famílias a indivíduos para que todos colaborem na construção de um mundo melhor.
Não devemos nos desanimar se muitos nos consideram como “distribuidores” de sacramentos. Todas, inclusive esta, são oportunidades para encontrar e tentar uma mudança na forma de pensar. Não podemos permitir que fiquemos atrás, esperando alguma mudança. O fato é que as pessoas não entendem. Com frequência construímos uma pastoral que evita tradições, encontros, adoração, missas, confissão, devoção a Maria; para substituir tudo isso, propomos o “vazio” ou alguma iniciativa que possa ser manipulada politicamente, talvez não em sintonia com o Santo Padre. Assim certamente o sacerdote tem mais tempo livre para si e para os poucos que o cercam. Porém, perde a beleza de entregar-se totalmente, experimentando a alegria da própria vocação e a identidade verdadeira do próprio sacerdócio.
–Quais momentos são difíceis na vida de um padre e quais são os de maior satisfação?
–Pe. Luigi: Hoje é difícil fazer compreender o valor da perseverança nas decisões da vida e no caminho da fé. Fica difícil aproximar de quem, como os padres, têm responsabilidade educativa. Enquanto ainda resiste o voluntariado, se torna cada vez mais difícil ter disponibilidade para a formação e a catequese por parte dos adultos. É muito difícil aconselhar e educar os filhos e jovens na dimensão da escuta, da meditação, do sacrifício e do respeito às pessoas e às coisas. É um grande desafio hoje não só nos âmbitos religiosos, se queremos pensar em um mundo melhor.
Certamente não faltam ocasiões de grande satisfação para um sacerdote: começando por cada Eucaristia, que mesmo celebrada todos os domingos, cada vez é um grande milagre de graça que nos permite experimentar especialmente a união ao sacrifício de Cristo e a possibilidade de encontrar a cada domingo, rezando, todos aqueles que o Senhor confiou. A outra grande oportunidade é estar à disposição de todos no sacramento da Reconciliação. Deus não nos elegeu precisamente para manifestar seu amor e misericórdia.
Outro momento especial de graça é quando podemos partilhar com muitos irmãos e irmãs a sua fase de conversão: do distanciamento para compartilhar a alegria do renascimento. Experimentando a proximidade com aqueles que não sofrem apenas de reproduzir profissionais frases pré-fabricadas, mas a capacidade de compartilhar a experiência que leva você à entrega total a Deus.
Outra oportunidade para grande alegria é quando alguém se sente capaz de dizer "sim" ao chamado de Deus para sua própria vocação.–Se tivesse de explicar a um jovem a beleza do sacerdócio, o que diria?
–Pe. Luigi: Primeiro, certifique-se de que tal chamado não é por seus méritos, e sim porque constata um amor especial por Jesus. Quando experimentar isso como um convite, não permanecerá indiferente.
Logo, os anos de estudo e de formação são uma ocasião para conhecer Aquele que por ele dá a vida e que te faz mais seguro para se converter em anunciador não suas verdades, mas da única Verdade que pode salvar toda a humanidade.
Quando sente que é verdade para ti, nada pode te deter e, portanto, a característica espontânea de um jovem se volta para os outros. O que logo te reforça e confirma sua decisão é descobrir a presença de Maria e a intercessão especial de toda a Igreja do céu que, através dos escritos de santos e seu testemunho de vida, te ajuda a crescer na dimensão espiritual e na oração.
Por último e não menos importante, recomendaria sentir intensamente a unidade com o Papa, que orienta e dá sentido ao nosso sacerdócio, tornando-se um símbolo de unidade com Cristo.
Quero tratar de modo especial também outro aspecto da vida sacerdotal: o celibato. Pode parecer que impõe limite ao amor ou quem sabe reduza as vocações. Não é assim. Posso compreender que diga isso quem não vive a experiência da Igreja, mas me parece difícil compreender que tais afirmações possam derivar de nossos contextos.
Sinto-me capaz de testemunhar o contrário, que é um grande dom da Igreja Católica para os próprios sacerdotes. É a consequência natural de uma consagração. Enriquece a própria eleição na totalidade da entrega e se converte cada vez mais em testemunho para todos aqueles que acreditam na realidade do céu.
O fato é que a exclusividade da própria vida pelo Senhor não tira nada. Pelo contrário, te enriquece. Afirmar o contrário empobrece o valor sacrifical de nosso “ser sacerdote”.
–Quais são as iniciativas culturais e religiosas que propõe para reforçar a identidade e a fraternidade sacerdotal? –Pe. Luigi: Dar aos padres ocasiões para se afirmarem na fé através da troca de experiências, não para julgar o outro, mas para que haja um enriquecimento mútuo, de maneira que a amizade cresça e que a estima seja recíproca. Por exemplo, aproveitar a grande ocasião que Bento XVI nos ofereceu neste ano, através do Ano Sacerdotal.
Deveria introduzir a todos, ajudados pelos bispos, no descobrimento da própria identidade dos homens e de chamados. Redescobrir a essência de uma vida entregue totalmente, sem compromissos, sempre orientados a reconhecer a benevolência de Deus e por isso capazes de renovar a Jesus, sem temer, o próprio amor.
Não acredito que para ser sacerdote seja preciso buscar uma vida simples, facilmente aceita pelo mundo todo, entretanto devemos fazer crescer nossa pertença à Igreja, que nos acolheu, nos formou, nos direciona através dos bispos, segue vigiando, dirigindo e corrigindo eventuais visões menos católicas ou individuais que tenhamos.
A Igreja é uma mãe e nela devo sentir que não estamos sozinhos, mas que compartilhamos e enfrentamos eventuais desafios do mundo de hoje.

Fonte:

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

IGREJA DA COSTA RICA REJEITA MODIFICAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO

COSTA RICA: IGREJA REJEITA MODIFICAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO

San José, 18 set (RV)

- A Conferência Episcopal da Costa Rica divulgou ontem um comunicado no qual rechaça “totalmente” o projeto de lei que visa uma modificação constitucional que deixa de estabelecer que a religião do país é a religião católica; assim como a intenção de eliminar a palavra “Deus” dos juramentos oficiais.Os bispos explicam que este projeto de lei proposto pelo “Movimento por um Estado Laico na Costa Rica” se enuncia como remédio para preservar a liberdade religiosa dos habitantes do país” quando na realidade o que estão fazendo aqueles que pertencem a este grupo é aproveitar “esta oportunidade para impulsionar sua própria agenda”.Os bispos asseguram que a atual Constituição “permitiu, historicamente, uma sã, respeitosa e equilibrada colaboração entre o Estado e a Igreja em áreas do desenvolvimento integral de nosso país. Afirmar o contrário é ignorar a história”.Ao comentar o desejo deste grupo de suprimir o nome de Deus do juramento constitucional, os prelados indicam que esta pretensão “evidencia um doloroso secularismo, totalmente oposto ao conceito de justa autonomia da comunidade política e da Igreja, e entendido como a exclusão de Deus e da fé dos âmbitos públicos, reduzindo esta a um simples intimismo”. (SP)

Fonte: RV

domingo, 13 de setembro de 2009

NECESSITAMOS DE FAMÍLIAS CRISTÃS PARA EVANGELIZAÇÃO

Igreja precisa de famílias cristãs para nova evangelização
Cardeal Antonelli reconhece que elas chegam onde outros não conseguem chegar
Por Carmen Elena Villa
.......................Cardeal Ennio Antonelli

ROMA,

- Fazer da família o “sujeito de evangelização” é o objetivo declarado que o Conselho Pontifício para a Família apresentou no seminário internacional inaugurado nesta quinta-feira em Roma.
Segundo o cardeal Ennio Antonelli, presidente deste dicastério vaticano, este encontro serve para colocar as bases para a preparação do 7º Encontro Mundial das Famílias, que se realizará na cidade de Milão, em 2012. A edição precedente foi celebrada na Cidade do México, no último mês de janeiro.
O cardeal apresentou dois projetos que estão sendo realizados neste contexto: o primeiro pretende promover em vários países uma pesquisa psicológica, tanto descritiva como de aplicação, sobre o bem que as famílias estáveis fazem aos seus filhos e à sociedade. O segundo projeto, assegurou o cardeal Antonelli, consiste em promover a família como “sujeito de evangelização”.
Famílias, “vamos evangelizar!”
O purpurado indicou que é importante que se reforce a missão pastoral da família porque, “como destinatária de evangelização, a família já está muito presente na atenção dos operadores pastorais”, enquanto que, “como sujeito de evangelização, deve ser muito mais valorizada, voltando a despertar sua responsabilidade missionária ao serviço de todos os homens e de todo o humano”.
O presidente do Conselho Pontifício para a Família assegurou que “os crentes evangelizam com sua espiritualidade, seu testemunho, sua atividade, seu anúncio, sua profissão de fé. Ou melhor, é o próprio Cristo quem evangeliza através deles”, esclareceu.
“Na medida em que vivem em comunhão com Cristo, os cristãos compartilham seu amor apaixonado por todos os homens, convertem-se em seus cooperadores para o desenvolvimento humano na história e para a salvação eterna, muito além da história.”
O purpurado italiano esclareceu que, por meio das famílias praticantes, “queremos chegar as demais famílias e ao maior número de pessoas”.
Destacou, assim, o amplo campo de evangelização que as famílias têm, onde os agentes pastorais nem sempre podem chegar: “a própria casa, o ambiente, a escola, a paróquia, as associações eclesiásticas e civis, entre outras”.

Fonte: ZENIT.org

quarta-feira, 3 de junho de 2009

VOO AF447 - A SOLIDARIEDADE DA IGREJA FRANCESA

VOO RIO-PARIS: A SOLIDARIEDADE DA IGREJA FRANCESA

Paris, 03 jun (RV)

- O arcebispo de Paris, Cardeal André Vingt-Trois, em nome da Igreja Católica na França, expressou solidariedade aos parentes e familiares das vítimas, em declaração pública feita depois do desaparecimento do airbus A330 da companhia Air France, que caiu no Atlântico durante o vôo Rio-Paris, com 228 pessoas a bordo.
Um desastre que "faz com que as famílias dos passageiros de diversas nacionalidades caiam na dor", destacou o arcebispo de Paris, convidando "os católicos a rezarem por todas as vítimas e por seus familiares".
Os passageiros a bordo eram de 32 nacionalidades diferentes: 72 franceses, 59 brasileiros, 26 alemães e cerca de 12 italianos. Somente um dos comissários de bordo era brasileiro, o restante, francês.Por sua vez, o presidente do Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes e os Itinerantes, Dom Antonio Maria Vegliò, em telegrama afirmou que o desastre aéreo suscitou "angústia e profundo sofrimento". (BF)

Fonte: RV

quarta-feira, 27 de maio de 2009

PENTECOSTÉS III


Pentecostés

"O Espírito é o único que pode ajudar às pessoas e as comunidades a libertarem-se dos velhos e novos determinismos, guiando-os com a lei do espírito que dá a vida em Cristo Jesus"João Paulo II

O Espírito Santo e a Igreja

A Igreja, comunhão vivente na fé dos apóstolos que ela transmite, é o lugar de nosso conhecimento do Espírito Santo:
Nas Escrituras que Ele inspirou;
Na Tradição, da qual os Padres da Igreja são testemunhas sempre atuais;
No Magistério da Igreja, ao que Ele assiste;
Na liturgia sacramental, através de suas palavras e seus símbolos, onde o Espírito Santo nos põe em comunhão com Cristo;
Na oração na qual Ele intercede por nós;
Nos carismas e ministérios mediante os quais a Igreja é edificada;
Nos sinais de vida apostólica e missionária;
No testemunho dos santos, onde Ele manifesta sua santidade e contínua obra da salvação;
A Igreja reconhece ao Espírito Santo como santificador. O Espírito Santo é força que santifica porque Ele mesmo é "espírito de santidade". A Igreja nascida com a Ressurreição de Cristo, se manifesta ao mundo pelo Espírito Santo no dia de Pentecostes. Por isso aquele episódio de que "começaram a falar em línguas diferentes", para que todo o mundo conheça e entenda a Verdade anunciada por Cristo em seu Evangelho.
A Igreja não é uma sociedade como outra qualquer; não nasce porque os apóstolos estavam de acordo; nem porque tenham convivido juntos por três anos; nem sequer pelo seu desejo de continuar a obra de Jesus. O que faz e constitui como Igreja a todos aqueles que "estavam juntos no mesmo lugar" (Atos, 2,1), é que "todos ficaram repletos do Espírito Santo" (Atos, 2,4).
Tudo o que a Igreja anuncia, testemunha e celebra é sempre graças ao Espírito Santo. São dois mil anos de trabalho apostólico, com tropeços e avanços, erros e acertos, toda uma história de luta para fazer presente o Reino de Deus entre os homens, que não terminará até o fim do mundo, pois Jesus antes de partir no-lo prometeu: "...eu estarei convosco, todos os dias até o fim do mundo" (Mt, 28,20).

Fonte: acidigital

terça-feira, 19 de maio de 2009

TEM INÍCIO A "CONVERSÃO PASTORAL" MISSIONÁRIA PARA A IGREJA DA AMÉRICA LATINA

Começa “conversão pastoral” missionária da Igreja na América Latina
Mensagem da XXXII Assembleia Plenária do CELAM
Por Nieves San Martín
MANÁGUA

- Os bispos representantes das 22 Conferências Episcopais da América Latina e do Caribe, convocados para a Assembleia Intermediária do quatriênio 2007-2011 em Manágua (Nicarágua), ao final da mesma divulgaram, no dia 15 de maio, uma mensagem titulada “Para que Nossos Povos em Cristo tenham Vida em Abundância”.
Os bispos reunidos “dentro do belo e consolador tempo da Páscoa” afirmam, em primeiro lugar, ter “orado e refletido juntos de 12 e 15 de maio” e ter “experimentado a comunhão e o espírito fraterno que nos fez recordar o ambiente vivido na V Conferência Geral celebrada há dois anos em Aparecida”.
Por isso, querem transmitir sua experiência “com grande esperança para consolar-nos mutuamente diante de tantas adversidades e dores pelas quais atravessam nossos sofridos povos da América Latina e do Caribe”.
Os prelados consideraram e valorizaram o caminho percorrido desde sua última Assembleia, “constatando e agradecendo a Deus Pai por continuar derramando seu Espírito Santificador em nossas Igrejas particulares, prolongando o renovado o Pentecostes que experimentamos em Aparecida”.
Afirmam ser “conscientes das dificuldades e das resistências que implicam a renovação das estruturas eclesiais para que sejam missionárias, e a formação dos agentes de pastoral (presbíteros, consagrados e leigos) para que sejam discípulos missionários”. Mas reconhecem que “a conversão pastoral está acontecendo e nossas Igrejas estão respondendo. O convite firme que Aparecida fez para realizar a Missão Continental está frutificando”.
Em Aparecida, recordam, "afirmou-se com clareza que a diocese é o lugar privilegiado para viver a comunhão" (DA 164-169). Sobre isso, reconhecem e valorizam “os esforços que se fizeram nos diferentes níveis para promover a comunhão. Por exemplo, entre a vida consagrada e as dioceses, entre os movimentos apostólicos e a pastoral diocesana. O testemunho de unidade na Igreja nos tempos atuais se converte em pedra angular para dar um testemunho confiável à sociedade”.
Os bispos reunidos em Manágua constatam “que as atividades do CELAM se orientaram com sincronia para impulsionar a missão continental”.
Apreciam “o esforço que os diferentes organismos do CELAM fizeram para reorientar os tradicionais afazeres e colocar nossas Igrejas em estado de missão”.
O CELAM, afirmam, “tem a preocupação de servir as Conferências Episcopais com a convicção de que a missão continental oferece a providencial oportunidade de contemplar Cristo Ressuscitado, que garantiu a vitória do bem sobre o mal. N'Ele nossos povos fortalecem a esperança cristã e enfrentam com alegria e confiança qualquer adversidade”.
Esta percepção, acrescentam, “exige o melhor de nossos esforços para fortalecer o caminho e articular os diferentes processos. Compartilhar as experiências é uma chave para que, dentro da pluralidade, mantenha-se a unidade”.
Também constataram que “a intensidade da missão continental está acontecendo na vida interna da Igreja; no entanto, é ainda incipiente a consciência e o compromisso de muitos fiéis leigos para que também em seus ambientes de trabalho (economia, política, educação e cultura, meios de comunicação social etc) se convertam em discípulos missionários; e como tais, explicitem a consciência de ser enviados e realizem em comunhão sua missão”.
Eles, acrescentam, “como fiéis leigos cristãos, têm a principal responsabilidade de promover a ética como ponto de referência indispensável em uma sociedade plural e, no atual contexto de crise global, isso poderá favorecer a permanência dos valores do Evangelho na cultura latino-americana e do Caribe”.
Ao compartilhar a realidade de seus países, os bispos constataram “os desafios do momento atual: a crise econômica global, a pobreza em vários países, certo desencanto da democracia, que levou à busca de novos modelos políticos misturados com populismo, a fragilidade de nossos Estados para garantir plenamente os direitos humanos, a corrente secularista que silencia valores religiosos e morais, pretendendo afastar a Igreja de sua responsabilidade de colaborar em uma cultura centrada na dignidade da pessoa humana, garantindo a vida desde a fecundação até a morte natural.
Recordaram com gratidão “a Deus pela contribuição histórica da Igreja Católica ao ter criado uma cultura fundante com os valores do Evangelho, que foi a alma de nossos povos e edificou um tecido social com identidade, fraterno, solidário e aberto, muito além de suas fronteiras”.
E concluem afirmando: “Nossos povos estão destinados a ter vida e vida em abundância; para isso Jesus deu a vida, o Pastor dos pastores. Ele nos chamou para colocar a Igreja peregrina a caminho e poder assim cumprir o projeto de Deus Pai proposto em Cristo”.

Fonte: ZENIT.org

terça-feira, 12 de maio de 2009

SOLIDARIEDADE, AMOR E APOIO DE TODA A IGREJA AOS CRISTÃOS NA TERRA SANTA

PAPA ASSEGURA SOLIDARIEDADE, AMOR E APOIO DE TODA A IGREJA AOS CRISTÃOS NA TERRA SANTA

Jerusalém, 12 mai (RV)

- Bento XVI presidiu nesta terça-feira − quinto dia de sua peregrinação na Terra Santa, segundo em Jerusalém − às 16h30 locais (10h30 de Brasília), à santa missa no Vale de Josafá, que se encontra diante da Basílica do Getsêmani e do Horto das Oliveiras. Ao chegar à entrada do vale, o Santo Padre transferiu-se do automóvel fechado – que o levara da sede da Delegação Apostólica até aquele local – para o papamóvel, dando uma volta entre os fiéis e peregrinos presentes, que o acolheram com entusiasmo e muita alegria.No início da celebração, o patriarca latino de Jerusalém, Dom Fouad Twal, dirigiu algumas palavras de saudação ao Santo Padre. Ao dar as boas-vindas ao papa à cidade onde Jesus Cristo obteve a vitória sobre o pecado e sobre a morte, e a salvação para aqueles que acreditam n'Ele, o patriarca ressaltou que em muitos aspectos, a situação hoje não mudou muito, em relação ao tempo de Jesus."De um lado, assistimos à agonia do povo palestino, que sonha viver num Estado palestino livre e independente, mas não consegue; de outro, assistimos à agonia de um povo israelense, que sonha uma vida normal na paz e na segurança, mas, não obstante a sua potência midiática e militar, não consegue" – ponderou Dom Twal."Deste Vale de Josafá, vale de lágrimas, façamos subir a nossa oração para que se realizem os sonhos desses dois povos" – acrescentou."Com a sua visita – disse Dom Twal – o senhor nos traz a solicitude e a solidariedade de toda a Igreja, e atrai a atenção do mundo para esta região, para estes povos, sua história, seus combates e suas esperanças, seus sorrisos e suas lágrimas. "A sua visita hoje – continuou – é um grande conforto para os nossos corações e a ocasião de dizer a todos que o Deus de compaixão e aqueles que acreditam n'Ele não são nem cegos, nem esquecidos, nem insensíveis."Agradecendo ao patriarca pelas palavras de boas-vindas a ele dirigidas, Bento XVI quis expressar, em primeiro lugar, também a sua alegria por estar ali, para celebrar a Eucaristia com os presentes, Igreja de Jerusalém. O papa quis saudar também os fiéis da Terra Santa que, por várias razões, não puderam estar presentes.Como sucessor de Pedro – disse o pontífice – percorri os seus passos, para proclamar, entre vocês, o Senhor Ressuscitado, para confirmá-los na fé de seus pais e invocar sobre vocês a consolação que é o dom do Paráclito."Espero que minha presença aqui seja um sinal de que vocês não foram esquecidos – frisou o Santo Padre – que sua perseverante presença e testemunho são, de fato, preciosas aos olhos de Deus, e são um componente do futuro dessas terras." Dito isso, o pontífice fez uma exortação aos cristãos daquele lugar:"Vocês, cristãos da Terra Santa, são chamados a servir não somente como um farol de fé para a Igreja presente no mundo inteiro, mas também como fermento de harmonia, sabedoria e equilíbrio na vida de uma sociedade que, tradicionalmente, foi e continua sendo pluralista, multiétnica e multirreligiosa."Referindo-se à liturgia da palavra, o papa ressaltou que, na segunda leitura, o Apóstolo Paulo pede aos colossenses que "busquem as coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus" (Col 3, 1). A exortação de Paulo a "buscar as coisas do alto" – frisou o pontífice – deve ressoar continuamente em seus corações. As suas palavras nos indicam o cumprimento da visão de fé naquela Jerusalém celeste, onde, em conformidade com as antigas profecias, Deus enxugará toda lágrima e preparará um banquete de salvação para todos os povos (cfr Is 25, 6-8; Ap 21, 2-4)."Infelizmente – constatou o Santo Padre – entre os muros desta mesma cidade, somos levados a considerar como o nosso mundo se encontra distante do cumprimento dessa profecia e promessa. Nesta mesma Cidade Santa onde a vida derrotou a morte, onde o Espírito foi infundido como primeiro fruto da nova criação, a esperança continua combatendo o desespero, a frustração e o cinismo, enquanto a paz, que é dom e chamado de Deus, continua sendo ameaçada pelo egoísmo, pelo conflito, pela divisão e pelo peso das ofensas sofridas."Por essa razão – continuou Bento XVI em sua homilia – a comunidade cristã nesta cidade que viu a ressurreição de Cristo e a efusão do Espírito, deve fazer todo o possível para conservar a esperança oferecida pelo Evangelho, considerando grandemente o penhor da vitória definitiva de Cristo sobre o pecado e sobre a morte, testemunhando a força do perdão e manifestando a natureza mais profunda da Igreja como sinal e sacramento de uma humanidade reconciliada, renovada e feita una em Cristo, o novo Adão."Reunidos entre os muros desta cidade, sagrada para os seguidores das três grandes religiões, como não dirigir os nossos pensamentos à vocação universal de Jerusalém? Anunciada pelos profetas, essa vocação se mostra como um fato indiscutível, uma realidade irrevogável fundada na complexa história desta cidade e de seu povo. Judeus, muçulmanos e cristãos juntos, qualificam, esta cidade como a sua pátria espiritual."Quanto ainda precisa ser feito para torná-la realmente uma "cidade da paz" para todos os povos – ressaltou – onde todos possam vir em peregrinação em busca de Deus, e para ouvir a voz, "uma voz que fala de paz" (cf. Sl 85, 8)!Como um microcosmo do nosso mundo globalizado, esta cidade deve viver a sua vocação universal – exortou o pontífice – deve ser um lugar que ensina a universalidade, o respeito pelos outros, o diálogo e a compreensão recíproca; um lugar onde o preconceito, a ignorância e o medo que os alimenta, sejam superados pela honestidade, pela integridade e pela busca da paz.Entre esses muros – enfatizou – não deveria haver lugar para a discriminação, a violência e a injustiça. Aqueles que crêem num Deus de misericórdia – sejam eles judeus, cristãos ou muçulmanos – devem ser os primeiros a promover essa cultura da reconciliação e da paz, por mais lento que o processo possa ser, e por pesado que seja o fardo das recordações passadas.O papa concluiu, exortando as autoridades a respeitarem a presença cristã naquela terra, assegurando, ao mesmo tempo, a solidariedade, o amor e o apoio de toda a Igreja e da Santa Sé aos cristãos na Terra Santa. (RL)

Fonte: RV

sábado, 9 de maio de 2009

BENTO XVI : "IGREJA UNIDA DE MODO INSEPARÁVEL AO POVO JUDEU"

PAPA NO MONTE NEBO: "IGREJA UNIDA DE MODO INSEPARÁVEL AO POVO JUDEU"
Amã, 09 mai (RV)

- Segundo dia da viagem de Bento XVI à Terra Santa. O papa se encontra desde ontem na capital da Jordânia, Amã. O programa deste sábado é intenso: Às 7h15, hora local, o papa presidiu a Santa Missa privada na Capela da Nunciatura Apostólica de Amã. Duas horas depois, visitou a antiga Basílica do Memorial de Moisés, no Monte Nebo.Em seu discurso, Bento XVI afirmou que é justo que sua peregrinação tenha início sobre esta montanha, onde Moisés contemplou de longe a Terra Prometida."No alto do Monte Nebo, a memória de Moisés nos convida a 'alçar os olhos' para abraçar com gratidão não somente as obras maravilhosas de Deus no passado, mas também olhar com fé e esperança para o futuro que ele reservou para nós e para o mundo inteiro."Falando da peregrinação aos lugares santos, Bento XVI afirmou que esta antiga tradição recorda o inseparável vínculo que une a Igreja ao povo judeu. "Desde o início, a Igreja nestas terras comemorou na própria liturgia as grandes figuras do Antigo Testamento, como sinal do seu profundo apreço pela unidade dos dois Testamentos. Possa nosso encontro de hoje inspirar em nós um amor renovado pelo cânone da Sagrada Escritura e o desejo de superar todo obstáculo que se contrapõe à reconciliação entre cristãos e judeus, no respeito recíproco e na cooperação a serviço daquela paz à qual a palavra de Deus nos chama!" – disse.Do Monte Nebo, o pontífice se dirigiu à cidade de Madaba, onde abençoou a primeira pedra da Universidade do Patriarcado Latino.Ao saudar os presentes, Bento XVI elogiou a política do Reino da Jordânia de privilegiar a educação – missão que envolve em primeira pessoa a Rainha Rania, "cuja dedicação é motivo de inspiração para muitos" – disse o papa.Falando das universidades, o Santo Padre recordou que sua missão não é somente transmitir conhecimento, mas promover nos estudantes o amor pela verdade, para fazer da universidade um local de compreensão e de diálogo. Todavia, nesta busca pela verdade, a religião, como a ciência, a tecnologia e a filosofia, pode corromper-se. "A religião é desfigurada quando é obrigada a servir a ignorância e o preconceito, o desprezo, a violência e o abuso."Quando isso acontece, explicou o pontífice, não vemos somente a perversão da religião, mas também a corrupção da liberdade humana. "Sem dúvida, quando promovemos a educação, proclamamos a nossa confiança no dom da liberdade." (BF)

Fonte: RV

domingo, 26 de abril de 2009

CINCO NOVOS SANTOS. ENTRE ELES, HERÓI NACIONAL PORTUGUÊS

IGREJA TEM 5 NOVOS SANTOS. ENTRE ELES, HERÓI NACIONAL PORTUGUÊS

Cidade do Vaticano, 26 abr (RV)

- Bento XVI presidiu esta manhã, na Praça São Pedro, à canonização de cinco novos santos: os italianos Arcangelo Tadini, Bernardo Tolomei, Gertrudes Comensoli e Catarina Volpicelli, e o português Nuno de Santa Maria Álvares Pereira.O rito de canonização, em latim, realizou-se no início da missa, após o ato penitencial. O Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Dom Angelo Amato, acompanhado pelos postuladores das causas, pediu que os cinco bem-aventurados sejam inscritos no “álbum dos Santos” e “possam ser invocados por todos os cristãos”. Foi lida uma breve biografia de cada um dos novos santos e cantada a Ladainha de todos os santos. Bento XVI proferiu então a fórmula de canonização, e as relíquias dos novos santos foram depostas junto ao altar. Prosseguindo o rito, Dom Angelo Amato pediu que fosse redigida a Carta Apostólica sobre as canonizações, e Bento XVI respondeu “Decernimus”, isto è, “Ordenamo-lo”. Como nas mais solenes celebrações presididas pelo papa, o Evangelho foi cantado duas vezes, em latim e em grego. Em sua homilia, o papa ressaltou aspectos salientes de cada um dos novos cinco santos da Igreja, citando alguns deles como exemplos éticos na atual e grave crise econômica mundial. O papa comentou as leituras do dia e sublinhou a centralidade do mistério pascal – e da Eucaristia – para os cinco novos santos.A Praça estava repleta de milhares de peregrinos, muitos deles vindos de Portugal para celebrar seu novo santo, São Nuno, que foi um general da batalha de Atoleiros, herói da independência portuguesa. Em 1422, ficou viúvo e sua única filha se casou com o filho do Rei João. Ele entrou então para um convento carmelita, como um simples irmão, e assumiu o nome de Frei Nuno de Santa Maria. Ouça as palavras do pontífice em português: “Sinto-me feliz por apontar à Igreja inteira esta figura exemplar nomeadamente pela presença duma vida de fé e oração em contextos aparentemente pouco favoráveis à mesma, sendo a prova de que em qualquer situação, mesmo de caráter militar e bélica, é possível atuar e realizar os valores e princípios da vida cristã, sobretudo se esta é colocada ao serviço do bem comum e da glória de Deus” - proclamou o pontífice.Por sua vez, Bernardo Tolomei, que viveu no século XIV, na Itália central, foi o “iniciador de um singular movimento monástico beneditino. Nele – observou o Papa, sobressai o amor pela oração e pelo trabalho manual. Sua vida foi uma existência eucarística toda consagrada à contemplação, que se traduzia em humilde serviço ao próximo” – recordou Bento XVI.Milhares de devotos vieram também de Nápoles homenagear a sua bem-aventurada Caterina Volpicelli, fundadora das Servas do Sagrado Coração, no século XIX. “Um modelo do compromisso cristão para construir uma sociedade aberta à justiça e à solidariedade, superando o desequilíbrio econômico e cultural que continua a existir em grande parte de nosso planeta” – definiu o papa. Em seguida, Bento XVI ressaltou o exemplo do Padre Arcângelo Tadini, “homem integralmente de Deus, pronto a deixar-se guiar pelo Espírito Santo, e que ao mesmo tempo, era disponível a colher as urgências da época e encontrar os remédios a ela”. Por isso, tomou iniciativas concretas e corajosas: organizou a Sociedade Operária Católica de Mutuo Socorro, e o pensionato para as trabalhadoras. Em 1900, fundou a Congregação das Irmãs Operárias da Santa Casa de Nazaré, que evangelizavam o ambiente de trabalho dividindo as fadigas.Concluindo a homilia, o papa se referiu à italiana Gertrudes Comensóli, que “desde pequena sentiu uma particular atração por Jesus presente na Eucaristia. A adoração de Cristo eucarístico tornou-se o objetivo principal de sua vida; a condição habitual da sua existência: Diante da Eucaristia, Santa Gertrudes compreendeu a sua vocação e missão na Igreja: dedicar-se sem reservas à ação apostólica e missionária, especialmente a favor da juventude”.Enfim, o Papa agradeceu a Deus pelo dom da santidade que resplandece nos cinco novos canonizados: “Deixemo-nos atrair pelo seu exemplo, deixemo-nos guiar pelos seus ensinamentos, para que a nossa existência também se torne um cântico de louvor a Deus, seguindo os passos de Jesus, adorado com fé no mistério eucarístico e servido com generosidade em nosso próximo”.Após a cerimônia, o papa rezou com os fiéis a oração mariana Regina Coeli, dirigindo antes, como o faz habitualmente, algumas palavras aos fiéis. Bento XVI expressou seu reconhecimento ao Governo italiano, presente com várias delegações, e a todos os peregrinos vindos de toda a Itália. O papa lembrou o Dia da Universidade Católica do Sagrado Coração, que se celebra hoje, quando decorrem 50 anos da morte de seu fundador, Padre Agostino Gemelli. Em português, fez a sua saudação à delegação oficial, aos bispos e a todos os compatriotas do novo santo, São Nuno: “Deixou-nos assim uma nobre lição de renúncia e partilha, sem as quais será impossível chegar àquela igualdade fraterna característica duma sociedade moderna, que reconhece e trata a todos como membros da mesma e única família humana. Em particular saúdo os Carmelitas, a quem um dia se prendeu o olhar e o coração deste militar crente, vendo neles o hábito da Santíssima Virgem e no qual depois ele próprio se amortalhou. Ao desejar a abundância dos dons do Céu para todos os peregrinos e devotos de São Nuno, deixo-lhes este apelo: «Considerai o êxito da sua carreira e imitai a sua fé».Bento XVI desejou a todos um bom domingo e concedeu a sua benção.

Fonte: RV

quarta-feira, 15 de abril de 2009

FERNANDO LUGO, EX BISPO, ASSUME PATERNIDADE


IGREJA NO PARAGUAI CONSTRANGIDA POR ASSUMIDA PATERNIDADE DE LUGO

..........Evo Morales, Fernando Lugo e Hugo Chaves
DIZE-ME COM QUEM ANDAS E DIR-TE-EI QUEM ÉS

Assunção, 15 abr (RV)

- A Igreja Católica do Paraguai, através da Conferência Episcopal, emitiu ontem um comunicado no qual pede “perdão pelos pecados de seus membros, tanto pastores como fiéis”. “Como bispos, renovamos nosso compromisso assumido na ordenação episcopal e pedimos a todos os nossos sacerdotes que pratiquem as promessas assumidas com a ordenação” – diz o comunicado. Segunda-feira, em um discurso público, o presidente Fernando Lugo reconheceu a paternidade de um menino de dois anos, filho de Viviana Rosalith Carrillo Cañete, de 26 anos. O menino completará dois anos no dia 4 de maio. O menino foi concebido quando o presidente era bispo emérito da diocese do Departamento de San Pedro, a 360 quilômetros a norte de Assunção.O atual presidente apresentou sua renúncia como bispo no dia 18 de dezembro de 2006, para concorrer às eleições presidenciais do país. O Vaticano não aceitou o pedido e papa lhe aplicou a suspensão "a divinis", que o interdita de exercer o ministério sacerdotal, mas mantém sua condição de bispo. Após Lugo vencer as eleições presidenciais em abril de 2008, o Papa Bento XVI aceitou oficialmente sua renúncia.Segundo informações divulgadas hoje, Fernando Lugo teria efetuado ontem o registro civil do menino Guillermo Armindo Lugo, e decidido ‘devolver a si mesmo’ a metade de seu salário, ao qual renunciou ao assumir o poder, para fazer frente aos gastos com os cuidados e a manutenção de seu filho. O salário do presidente era entregue ao Instituto Nacional do Indígena (Indi).Os bispos paraguaios pedem orações por toda a Igreja Católica, para que o sentido de pertença dos fiéis se fundamente sempre mais no Senhor Ressuscitado, em sua Vida, em suas Palavras e em sua Obra. (CM)

Fonte: RV

quarta-feira, 18 de março de 2009

ÁFRICA E SUA IGREJA: A COLETIVA DE IMPRENSA NO AVIÃO

ÁFRICA E SUA IGREJA: A COLETIVA DE IMPRENSA NO AVIÃO
Cidade do Vaticano, 17 mar (RV)
– No avião que o leva a Camarões, realizou-se o tradicional encontro do papa com a imprensa.Nas seis perguntas que respondeu aos jornalistas, Bento XVI tocou muitos pontos cruciais: por exemplo, a crise econômica mundial e o seu impacto nos países pobres e a importância da ética para uma ordem econômica e mundial justa, argumento, aliás, que será um dos temas da próxima Encíclica. Como era de se esperar, Bento XVI falou também da Igreja Africana, da sua vitalidade e dos seus problemas: do anúncio do Evangelho para o continente, da capacidade da Igreja de responder às expectativas mais profundas da cultura africana e de oferecer um horizonte mais amplo, ao contrário das promessas de bem-estar a curto prazo oferecidas pelas seitas religiosas.O pontífice falou da AIDS e da perspectiva cristã do amor e da sexualidade e do empenho eficaz e positivo de muitas instituições católicas a favor dos doentes e dos sofredores – uma mensagem de esperança para a África e para a Igreja africana.Sorrindo, o papa respondeu a uma pergunta acerca da sua suposta solidão, de que a mídia tanto falou após a publicação da carta sobre a remissão da excomunhão aos bispos da Comunidade Sacerdotal São Pio X. A propósito, recordou os inúmeros contatos cotidianos com os seus colaboradores e com muitas outras pessoas que recebe em audiência todos os dias. (BF)

Fonte: RV

domingo, 22 de fevereiro de 2009

DEFESA DA " VERDADE DOS CONCEITOS DE CASAMENTO E FAMÍLIA"

Igreja em Portugal defende «a verdade dos conceitos de casamento e família»
Em nota pastoral da Conferência Episcopal

A Igreja da Memória, em Lisboa

LISBOA, -

A CEP (Conferência Episcopal Portuguesa) difundiu uma nota pastoral em que defende «a verdade dos conceitos de casamento e família».
O organismo episcopal se manifestou diante da intenção de que, na próxima legislatura, se proponha à Assembleia da República uma lei que equipare as uniões homossexuais ao casamento das famílias constituídas na base do amor entre um homem e uma mulher.
Segundo a CEP, «a verdade da vida humana assenta na complementaridade do homem e da mulher. É esta complementaridade dos sexos, expressa de um modo eminente no dom total e perene do amor entre um homem e uma mulher, por princípio aberto à geração de novas vidas, que está na base antropológica da família».
Ao destacar que defendem «a verdade dos conceitos de casamento e família», os bispos afirmam que «pretender redefini-los seria porta aberta para diversos modelos alternativos à sua autenticidade genuína, o que constituiria fonte de perturbação para adolescentes e jovens, com a sua identidade em estruturação, e enfraqueceria a instituição da família, célula base de todas as sociedades».
«A família, fundada no casamento entre um homem e uma mulher, tem o direito a ver reconhecida a sua identidade única, inconfundível e incomparável, sem misturas nem confusões com outras formas de convivência.»
A CEP explica que a Igreja «rejeita todas as formas de discriminação ou marginalização das pessoas homossexuais e dispõe se a acolhê-las fraternalmente e a ajudá-las a superar as dificuldades que, em não poucos casos, acarretam grande sofrimento».
«Contudo, fiel à razão, à palavra de Deus e aos ensinamentos recebidos, a Igreja não pode deixar de considerar que a sexualidade humana vivida no casamento só encontra a sua verdade e plenitude na união amorosa de um homem e de uma mulher.»
O organismo episcopal rejeita «que a união entre pessoas do mesmo sexo possa ser equiparada à família estavelmente constituída através do casamento entre um homem e uma mulher, e o mesmo se diga de uma lei que permita a adoção de crianças por homossexuais».
«Tal constituiria uma alteração grave das bases antropológicas da família e com ela de toda a sociedade, colocando em causa o seu equilíbrio», afirma a nota.
A Igreja em Portugal chama ainda «a atenção para a necessidade de iniciativas que ajudem as famílias estavelmente constituídas a superar os problemas econômicos que muitas atravessam, que as valorizem como lugar primordial de educação dos filhos e que favoreçam a sua importância na vida social».

Fonte: ZENIT.org

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

CADA VEZ PIOR A LIBERDADE RELIGIOSA NA ESPANHA

Novos desafios aos símbolos cristãos na Espanha
A liberdade religiosa, segundo Ajuda à Igreja que Sofre
Por Nieves San Martín
O PERIGO DA LIBERDADE RELIGIOSA IMPOSTA PELO GOVERNO ESPANHOL

MADRI,
-Diante da polêmica sobre os símbolos religiosos em lugares públicos na Espanha, o informe recentemente apresentado pela organização Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) evidencia os obstáculos para a educação cristã e seus sinais religiosos.
No contexto do sistema educativo nacional, «a Igreja também enfrentou desafios relacionados com os símbolos cristãos, em particular com o crucifixo. De Valladolid a Palência, registraram-se numerosas tentativas de retirar os crucifixos das salas de aula, com o intuito de excluir a religião da vida pública», recorda AIS em seu informe.
A princípios de 2007, surgiu um conflito a partir de uma solicitude da Agência de Proteção de Dados, que tentou obrigar todas as paróquias a apagar de seus registros os detalhes referentes ao nome e batismo de quem agora declara ter abandonado o catolicismo.
As tensões entre o governo e a Igreja se manifestaram especialmente durante 2008, antes das eleições gerais do mês de março, indica AIS.
«O governo entende – afirma o Informe 2008 – que a religião é para ser vivida dentro dos templos e na vida privada, enquanto a Igreja Católica centra a questão no direito da pessoa humana à liberdade religiosa, direito manifestado em sua vivência pessoal e social, que incide sem dúvida em todos os espaços de existência, tais como o casamento, a família, o ensino, os serviços sociais, etc.»
O governo está propondo a modificação da vigente lei de Liberdade Religiosa e «deverá estar à espera do novo texto», recorda AIS.

Fonte: ZENIT.org

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

A IGREJA NÃO É UMA ASSOCIAÇÃO HUMANA, MAS CORPO DE CRISTO

BENTO XVI: A IGREJA NÃO É UMA ASSOCIAÇÃO HUMANA, MAS CORPO DE CRISTO

Cidade do Vaticano,
- A Igreja não é uma associação humana, mas sim corpo de Cristo. Foi o que disse Bento XVI na Audiência Geral desta quarta-feira, referindo-se, entre outras coisas, às diversas implicações ligadas ao conceito de Igreja. Como corpo vivo de Cristo na fé, a Igreja _ disse _ é uma assembléia convocada por Deus em todo lugar e em todo tempo. "Paulo _ acrescentou _ sabia que não se pode coagir ninguém a tornar-se cristão"; é uma livre resposta a um chamado, à Palavra.Em sua catequese, o papa ilustrou a realidade histórica e comunitária da Igreja, baseada na fé compartilhada e testemunhada na pessoa de Cristo, Verbo encarnado pela salvação do homem. Ao apresentar a Igreja das origens, o Santo Padre fez referência ao primeiro autor de um escrito cristão _ São Paulo que, após sua conversão, na estrada rumo a Damasco, uniu a própria vida à Palavra de Deus. Recordando a carta do "apóstolo dos gentios" aos tessalonicenses, o pontífice sublinhou a universalidade da Igreja, que não é uma soma das diversas comunidades locais."Não é uma associação humana _ disse Bento XVI _ nascida da idéia de interesses comuns, mas sim uma convocação feita por Deus. Deus a convocou e, portanto, é una em todas as suas realizações, e é sempre a Igreja de Deus. A unidade de Deus cria a unidade da Igreja em todos os lugares onde ela se encontra."São Paulo _ explicou o papa _ não conheceu Jesus, mas apenas aqueles que faziam referência a Ele, e percebeu, imediatamente, o valor fundamental de Cristo. A sua obra _ disse Bento XVI _ é amparada pela clara intenção de evidenciar ao máximo, o alcance decisivo da Palavra, na qual as Escrituras se viram realizadas. A obra evangelizadora de Paulo _ sublinhou o Santo Padre _ não tem outro objetivo senão o de implantar uma comunidade de fiéis a Cristo _ o povo de Deus _ através de duas dimensões, uma sociológica e uma cristológica."Um povo é como um corpo com diversos membros. Cada um dos membros tem sua função, mas todos _ mesmo os menores e aparentemente insignificantes _ são necessários, a fim de que o corpo possa viver e realizar-se organicamente. São Paulo _ ponderou o pontífice _ observa que na Igreja existem tantas vocações _ profetas, apóstolos, mestres e pessoas simples, todos chamados a viver a caridade todos os dias, todos necessários para a construção viva desse organismo espiritual."A Igreja _ sublinhou ainda o papa _ não é apenas um organismo, mas sim o corpo de Cristo, a partir da Eucaristia."A realidade _ explicou o Santo Padre _ vai muito além da imagem sociológica, e exprime a essência mais profunda dessa unidade de todos os batizados em Cristo. Se antes, os templos eram considerados lugares da presença de Deus, agora se sabe e se vê que Deus não se encontra nas construções de pedra. Os lugares da presença de Deus no mundo são as comunidades vivas de fiéis. Esses são os "templos" onde Deus se faz presente no mundo."A Igreja _ argumentou o pontífice _ não pode ser comparada à enchente de um rio, onde não existem margens, e tampouco a uma cadeia de montanhas, muito sólida na sua estrutura, mas imóvel na sua "estaticidade". A Igreja difunde a Palavra do anúncio, constituída pela cruz e pela ressurreição de Cristo."Rezemos ao Senhor _ exortou Bento XVI _ para que _ realmente e sempre _ possamos ser a sua Igreja, o seu corpo, lugar da presença da sua caridade neste nosso mundo e na nossa história."Ao término de sua catequese, o pontífice saudou os milhares de peregrinos presentes, falando-lhes em seus respectivos idiomas e, de modo particular, os fiéis e peregrinos poloneses, às vésperas do 30º aniversário da eleição de João Paulo II à cátedra de Pedro.A seguir, dirigiu uma saudação especial às enfermeiras voluntárias da Cruz Vermelha italiana, que celebram o primeiro centenário de fundação de sua associação.Finalmente, no dia em que a Igreja celebra a memória litúrgica de Santa Teresa d'Ávila, o pensamento do Santo Padre se voltou para os jovens, os doentes e os recém-casados. "Esta grande santa _ afirmou Bento XVI _ testemunha que o amor autêntico não pode ser separado da verdade, e mostra que a cruz de Cristo é mistério de amor redentor e modelo de fidelidade a Deus."Ouçamos, então, a saudação especial que o papa dirigiu aos fiéis e peregrinos de língua portuguesa: "Estimados peregrinos e visitantes de língua portuguesa, a minha mais cordial saudação em Cristo Jesus. Convido a todos, na linha da catequese de hoje, a invocar ao Apóstolo Paulo, para que nos ajude a compreender com maior profundidade o mistério da Igreja, sobretudo para amá-la e cooperar responsavelmente na sua edificação. Com estes votos saúdo os grupos de portugueses que vieram da Arquidiocese de Braga, e os brasileiros de Foz do Iguaçu e de São João da Boa Vista. A todos vós e às vossas famílias dou de coração a minha bênção apostólica."

Fonte: RV

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

NÃO SE COMBATE FUNDAMENTALISMO LUTANDO CONTRA A IGREJA CATÓLICA

Não se combate fundamentalismo lutando contra religião, adverte Papa
Defende a liberdade religiosa diante dos prelados do Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão, Uzbequistão e Turcomenistão
CIDADE DO VATICANO,
-Bento XVI explicou hoje que não se pode combater o extremismo fundamentalista lutando contra a autêntica religião, ao receber os bispos e superiores da Igreja Católica nas antigas repúblicas de Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão, Uzbequistão e Turcomenistão.
De fato, esclareceu aos responsáveis das pequenas comunidades desses países da Ásia central de maioria muçulmana, com importantes comunidades ortodoxas, não é possível violar o direito humano fundamental à liberdade religiosa.
O pontífice convidou os bispos e sacerdotes a «enfrentar os desafios que a sociedade atual globalizada apresenta ao anúncio e à coerente prática da vida cristã também em vossas regiões».
Constatou que «se registram quase em todos os lugares do mundo fenômenos preocupantes que colocam em perigo a segurança e a paz”; o Papa se referia em particular «à praga da violência e do terrorismo, à difusão do extremismo e do fundamentalismo».
«Certamente, é necessário enfrentar esses flagelos com intervenções legislativas. Mas a força do direito nunca pode se transformar em iniqüidade; nem se pode limitar o livre exercício das religiões, dado que professar a própria fé livremente é um dos direitos humanos fundamentais e universalmente conhecidos», esclareceu.
O Papa confirmou que «a Igreja não impõe, mas propõe livremente a fé católica, consciente de que a conversão é o fruto misterioso da ação do Espírito Santo». «A fé é dom e obra de Deus. Precisamente por isso está proibida toda forma de proselitismo que obrigue ou induza e atraia alguém com inoportunos enganos a abraçar a fé», afirmou, citando o Concílio Vaticano II.
Segundo o Santo Padre, a abertura à fé de forma livre e madura «beneficia não somente o indivíduo, mas toda a sociedade, porque a observação fiel dos preceitos divinos ajuda a construir uma convivência mais justa e solidária».
O Papa estimulou o renascimento das comunidades católicas nesses países, que estiveram submetidos durante décadas ao jugo opressor do comunismo. Apesar das duras pressões do regime ateu e comunista, «a chama da fé permaneceu acesa no coração dos crentes», constatou com satisfação.
Ainda que estas comunidades católicas sejam um «pequeno rebanho», o Papa convidou os superiores católicos a não se desanimarem.
«Contemplai as primeiras comunidades dos discípulos do Senhor que, apesar de serem pequenas, não se fechavam em si mesmas, mas, movidas pelo amor de Cristo, não hesitavam em carregar as dificuldades dos pobres, a sair ao encontro dos doentes, anunciando e testemunhando o Evangelho a todos com alegria.»
Fonte: ZENIT.org

IGREJA CATÓLICA DO QUIRQUISTÃO RENASCE COM 600 CATÓLICOS

Quirguistão: Igreja renasce com 600 católicos
Declarações de seu bispo, Dom Nikolaus Messmer

CIDADE DO VATICANO,
- As obras de caridade constituem a linguagem com a que 600 batizados no seio da Igreja Católica testemunham sua fé na antiga república soviética do Quirguistão, explicou em Roma o bispo Nikolaus Messmer, S.J., administrador apostólico desde 2006 deste país de cerca de cinco milhões de habitantes, que conta com 75% de muçulmanos e 20% de ortodoxos russos.
Em uma entrevista concedida ao jornal vaticano «L’Osservatore Romano» em 2 de outubro, por ocasião da visita qüinqüenal «ad limina apostolorum», o prelado apresenta uma radiografia da vida desta comunidade católica composta em sua maioria por descendentes de deportados alemães nas repúblicas ex-soviéticas.
Em sua capital, Bisqueque, não existe nenhuma igreja católica. Este país só tem 3 paróquias, 7 sacerdotes e 3 religiosas. «Durante a época da União Soviética, tudo era controlado pelo partido comunista. Os católicos tinham poucas oportunidades de manifestar sua vida religiosa. Também tinham pouco contato com pessoas de outros credos», afirma o prelado.
Hoje, explica, «temos poucas possibilidades de manter relação com outras religiões. Talvez a única exceção seja com os luteranos. Com os ortodoxos e os muçulmanos, é muito difícil estabelecer uma relação significativa», informa o prelado.
O bispo conta que anunciar a palavra de Deus em meio aos muçulmanos é um trabalho praticamente impossível: «nós nos limitamos à assistência aos católicos, a um apostolado de presença».
A pequena comunidade católica realiza seu serviço sobretudo no âmbito social, declara: «com a queda da antiga União Soviética, o Quirguistão era uma das repúblicas mais pobres da ex-União. Hoje, nada mudou de verdade. Por isso, os problemas sociais são muito grandes».
«Buscamos ajudar onde podemos: sustentamos os pobres, os doentes, organizamos refeitórios para as crianças, visitamos os idosos nos asilos, e os presos. Organizamos acampamentos de verão para os jovens», revela.
O prelado, de 53 anos, jesuíta, reconhece que sua formação orientou sua missão, que se desenvolveu no passado também na Sibéria.
Fonte: ZENIT.org

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

RELIGIOSAS VISITAM DIOCESES DE SI CHUAN ATINGIDA PELO TERREMOTO

SOLIDARIEDADE CATÓLICA NA CHINA

Igreja de Bai Lu, construida em 1908 pelos Missionários das Missões Exteriores de Paris

Pequim,
- Mais de 40 religiosas, de 5 dioceses de Si Chuan – região atingida pelo terremoto de 12 de maio passado – visitaram a região mais danificada pelo sismo, ao lado de sacerdotes, seminaristas e leigos.
Igreja de Bai Lu, após terremoto de 12 de maio passado

O grupo esteve no local onde se erguia a famosa igreja de Bai Lu, construída pelos missionários das Missões Exteriores de Paris em 1908, cem anos atrás, e que desabou, com o terremoto, em apenas 8 segundos. Na área encontrava-se também o mais antigo seminário católico, dedicado à Anunciação, considerado o berço católico do sudoeste da China. O Estado Chinês se colocou à disposição para reconstruí-lo.Hoje, graças à doação da associação de caridade Jinde Charities, existe uma capela no local, onde o grupo participou de uma missa. Depois de 8 dias de retiro espiritual, as religiosas participaram da experiência de fé vivida pelos católicos locais com o desastre natural, reforçada com a solidariedade expressa pelo papa Bento XVI. Si Chuan é uma província que concentra uma variedade de etnias, que, segundo um sacerdote local, ‘acolhem muito bem o trabalho de evangelização católica’. Os voluntários da Jinde Charities, entidade católica que coordenou as ajudas e transmitiu as ofertas do papa às vítimas, estão engajados na ajuda aos desalojados, em pleno ritmo. (CM)

Fonte: RV