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Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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Mostrando postagens com marcador XXIII Jornada Mundial da Juventude. Mostrar todas as postagens
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domingo, 20 de julho de 2008

JMJ - BENTO XVI NA MISSA DE ENCERRAMENTO DA JMJ 2008


Acolher e testemunhar o dom do Espírito Santo - responsabilidade de todos os cristãos, a começar pelos jovens: Bento XVI na Missa de encerrramento da JMJ 2008

(20/7/2008) Milhares de pessoas (cerca de 350 mil ) tinham-se juntado neste Domingo a Bento XVI para o ponto alto da Jornada Mundial da Juventude 2008, em Sidney: a celebração da Santa Missa que iniciou ao som do Gregoriano, após a chegada do papamóvel, por entre a multidão.

O Cardeal George Pell, Arcebispo da Austrália, saudou Bento XVI e falou da Igreja “jovem” e “viva”, apesar de aparecer tantas vezes desfigurada.

A seca que atinge várias partes do país foi ainda motivo para um pedido especial de oração, para que a chuva chegue a “esta terra Austral do Espírito Santo”.
Após as leituras em espanhol, francês, italiano e inglês, a aclamação ao Evangelho voltou a dar atenção às comunidades da Oceânia, desta vez das Ilhas Fiji, com cantos e danças tradicionais.

Na sua homilia, o Papa pediu uma “nova geração” de Apóstolos, prontos a levar “Cristo ao mundo” e a dar vida a uma "nova era".

Bento XVI situou esta celebração em continuidade com o Pentecostes, quando o Senhor ressuscitado enviou o Espírito aos seus discípulos reunidos no Cenáculo. Foi assim que, pela força deste Espírito, Pedro e os Apóstolos partiram a pregar o Evangelho até aos confins da terra. Também agora o sucessor de Pedro viajou até à Austrália… presidindo a esta assembleia que congrega jovens de todas as nações… como num novo Cenáculo, sobre o qual se invoca a descida do Espírito…

“Em cada Missa, o Espírito Santo desce novamente, invocado na solene oração da Igreja, não só para transformar os dons do pão e do vinho no Corpo e Sangue do Senhor, mas também para transformar as nossas vidas, para fazer de nós, com a sua força, um só corpo e uma só alma”em Cristo".

A força, a “potência”, do Espírito Santo, é a potência da vida de Deus: o poder que nos conduz, que conduz o nosso mundo, em direcção ao Reino de Deus que vem. O amor que nos liga ao Senhor e entre nós é a luz que abre os nossos olhos para ver as maravilhas da graça de Deus em todos nós.

Uma experiência que se renovou concretamente em Sidney, nesta Jornada Mundial da Juventude: “Também aqui, nesta grande assembleia de jovens cristãos provenientes de todo o mundo, fizemos uma experiência viva da presença e da força do Espírito na vida da Igreja. Vimos a Igreja como ela é na verdade: Corpo de Cristo, comunidade viva de amor, com gente de todas as raças, nações e línguas, de todos os tempos e lugares, na unidade que nasce da nossa fé no Senhor ressuscitado”.

Esta experiência, esta realidade – advertiu Bento XVI – “não é algo que possamos merecer ou conquistar; podemos apenas recebê-la como puro dom”. Para tal, algo nos toca fazer: “O amor de Deus só pode infundir a sua força quando lhe permitimos que nos transforme por dentro. Temos que deixar que penetre a dura crosta da nossa indiferença, do nosso cansaço espiritual, do nosso cego conformismo ao espírito deste nosso tempo”.

O que há-de corresponder a passos concretos, a começar pela oração, pessoal e comunitária; nos nosso corações; diante do Santíssimo Sacramento; e a oração litúrgica, bem no coração da Igreja. A propósito do “testemunho” (outro aspecto desenvolvido pelo Papa), Bento XVI deu graças a Deus pelo dom da fé, tesouro transmitido de geração em geração na comunhão da Igreja.

Dirigindo o olhar para o futuro, o Santo Padre interpelou os jovens congregados em Sidney, perguntando-lhes: o que vão transmitir à próxima geração; se estão a construir algo que possa durar no futuro; se estão dando lugar ao Espírito Santo nas suas vidas… A força do Espírito impulsiona para o futuro, em direcção do Reino de Deus…“A efusão do Espírito Santo sobre a humanidade é penhor de esperança e de libertação de tudo aquilo que nos empobrece”.

“Uma nova geração de cristãos está chamada a contribuir para a edificação de um mundo em que a vida seja acolhida, respeitada e tratada com amor, não rejeitada nem temida como uma ameaça e portanto destruída.Uma nova era em que o amor não seja ávido e egoísta, mas puro, fiel e sinceramente livre, aberto aos outros, respeitoso da sua dignidade…

Uma nova era em que a esperança nos liberte da superficialidade, da apatia e da miopia que mortificam a nossa alma e envenenam as relações humanas.”“O mundo tem necessidade desta renovação!” – sublinhou o Papa, que recordou o “deserto espiritual” que se vai alargando, com um “vazio interior”, medos, “sentimento de desespero”…

Em todo o caso, observou Bento XVI, dirigindo-se especialmente aos jovens de todo o mundo, também a Igreja carece de renovação:

“(A Igreja) tem necessidade da vossa fé, do vosso idealismo, da vossa generosidade… Cada cristão recebeu um dom que há-de ser usado para edificar o Corpo de Cristo. A Igreja tem especial necessidade do dom dos jovens, de todos os jovens…

As intenções da oração universal dos fiéis foram propostas em inglês, alemão, polaco, vietnamita, árabe e sudanês. Nesta língua rezou-se por todos os cristãos “que não podem servir abertamente o Senhor por causa de pressões políticas, instabilidade ou medo”.

Nesta celebração, conclusiva da jornada mundial da juventude , participou também o Presidente da Republica de Timor Leste José Ramos Horta que depois saudou o Papa, como confirmou o director da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Frederico Lombardi que referiu ainda que o presidente timorense tinha participado nos dias passados nas outras actividades da jornada mundial da juventude ,em que esteve presente também um grupo proveniente de Timor Leste.

A versão integral dos discursos pronunciados pelo Santo Padre está disponível no site da Santa Sé www.vatican.va e nas várias edições do jornal L'Osservatore Romano.
Fonte: RV

JMJ - SANTA MISSA NA XXIII JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

Santa Missa na XXIII Jornada Mundial da Juventude no Hipódromo de Randwick.

Homilia do Santo Padre

Queridos amigos,

«Ides receber uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós» (Act 1, 8). Vimos hoje cumprida esta promessa.

No dia de Pentecostes, como ouvimos na primeira leitura, o Senhor ressuscitado, sentado à direita do Pai, enviou o Espírito sobre os discípulos reunidos no Cenáculo.

Com a força deste Espírito, Pedro e os Apóstolos foram pregar o Evangelho até aos confins da terra. Em cada idade e nas mais diversas línguas, a Igreja continua a proclamar pelo mundo inteiro as maravilhas de Deus, convidando todas as nações e povos a abraçar a fé, a esperança e a nova vida em Cristo.(…)

Rezo para que esta grande assembleia, que congrega jovens «de todas as nações que há debaixo do céu» (Act 2, 5), se torne um novo Cenáculo. Que o fogo do amor de Deus desça sobre os vossos corações e os encha, a fim de vos unir cada vez mais ao Senhor e à sua Igreja e enviar-vos, como nova geração de apóstolos, para levar o mundo a Cristo.(…)

De fato, em cada Missa o Espírito Santo, invocado na oração solene da Igreja, desce novamente não só para transformar os nossos dons do pão e do vinho no Corpo e no Sangue do Senhor, mas também para transformar as nossas vidas fazendo de nós, com a sua força, «um só corpo e um só espírito em Cristo».

Mas, o que é este «poder» do Espírito Santo? É o poder da vida de Deus. É o poder do mesmo Espírito que pairou sobre as águas na alvorada da criação e que, na plenitude dos tempos, levantou Jesus da morte. É o poder que nos conduz, a nós e ao nosso mundo, para a vinda do Reino de Deus.

No Evangelho de hoje, Jesus anuncia que começou uma nova era, na qual o Espírito Santo será derramado sobre a humanidade inteira (cf. Lc 4, 21). Ele próprio, concebido por obra do Espírito Santo e nascido da Virgem Maria, veio habitar entre nós para nos trazer este Espírito.

Como fonte da nossa vida nova em Cristo, o Espírito Santo é também, de modo profundamente verdadeiro, a alma da Igreja, o amor que nos une ao Senhor e entre nós e a luz que abre os nossos olhos para verem as maravilhas da graça de Deus ao nosso redor.

Aqui na Austrália, nesta grande «Terra Austral do Espírito Santo», tivemos todos uma inesquecível experiência da presença e da força do Espírito na beleza da natureza. (…)

Também aqui, nesta grande assembleia de jovens cristãos vindos de todo o mundo, tivemos uma experiência concreta da presença e da força do Espírito na vida da Igreja. Vimos a Igreja na profunda verdade do seu ser: Corpo de Cristo, comunidade viva de amor, que engloba pessoas de toda a raça, nação e língua, de todos os tempos e lugares, na unidade que brota da nossa fé no Senhor ressuscitado.A força do Espírito não cessa jamais de encher de vida a Igreja. (…)

No entanto esta força, a graça do Espírito, não é algo que possamos merecer ou conquistar; podemos apenas recebê-la como puro dom.

O amor de Deus pode propagar a sua força, somente quando lhe permitimos que nos mude a partir de dentro. Temos de O deixar penetrar na crosta dura da nossa indiferença, do nosso cansaço espiritual, do nosso cego conformismo com o espírito deste nosso tempo. Só então nos será possível consentir-Lhe que acenda a nossa imaginação e plasme os nossos desejos mais profundos.

Eis o motivo por que é tão importante a oração: a oração diária, a oração privada no recolhimento dos nossos corações e diante do Santíssimo Sacramento e a oração litúrgica no coração da Igreja. A oração é pura receptividade à graça de Deus, amor em acto, comunhão com o Espírito que habita em nós e nos conduz através de Jesus, na Igreja, ao nosso Pai celeste.

Na força do seu Espírito, Jesus está sempre presente nos nossos corações, esperando serenamente que nos acomodemos em silêncio junto d’Ele para ouvir a sua voz, permanecer no seu amor e receber a «força que vem do Alto», uma força que nos habilita a ser sal e luz para o nosso mundo.(…)

Amados jovens, permiti que vos ponha agora uma questão. E vós o que é que deixareis à próxima geração? Estais a construir as vossas vidas sobre alicerces firmes, estais a construir algo que há-de durar? Estais a viver a vossa existência de modo a dar espaço ao Espírito no meio dum mundo que quer esquecer Deus ou mesmo rejeitá-Lo em nome de uma falsa noção de liberdade?

Como estais a usar os dons que vos foram dados, a «força» que o Espírito Santo está pronto, mesmo agora, a derramar sobre vós? Que herança deixareis aos jovens que virão? Qual será a diferença impressa por vós?

A força do Espírito Santo não se limita a iluminar-nos e a consolar-nos; orienta-nos também para o futuro, para a vinda do Reino de Deus. Que magnífica visão duma humanidade redimida e renovada entrevemos na nova era prometida pelo Evangelho de hoje! (…)

A efusão do Espírito de Cristo sobre a humanidade é um penhor de esperança e de libertação contra tudo aquilo que nos depaupera. Tal efusão dá nova vista ao cego, manda livres os oprimidos, e cria unidade na e com a diversidade (cf. Lc 4, 18-19; Is 61, 1-2).

Esta força pode criar um mundo novo, pode «renovar a face da terra» (cf. Sal 104, 30).Uma nova geração de cristãos, revigorada pelo Espírito e inspirando-se a uma rica visão de fé, é chamada a contribuir para a edificação dum mundo onde a vida seja acolhida, respeitada e cuidada amorosamente, e não rejeitada nem temida como uma ameaça e, consequentemente, destruída. Uma nova era em que o amor não seja ambicioso nem egoísta, mas puro, fiel e sinceramente livre, aberto aos outros, respeitador da sua dignidade, um amor que promova o bem de todos e irradie alegria e beleza.

Uma nova era na qual a esperança nos liberte da superficialidade, apatia e egoísmo que mortificam as nossas almas e envenenam as relações humanas. Prezados jovens amigos, o Senhor está a pedir-vos que sejais profetas desta nova era, mensageiros do seu amor, capazes de atrair as pessoas para o Pai e construir um futuro de esperança para toda a humanidade.

O mundo tem necessidade desta renovação. Em muitas das nossas sociedades, ao lado da prosperidade material vai crescendo o deserto espiritual: um vazio interior, um medo indefinível, uma oculta sensação de desespero.

Quantos dos nossos contemporâneos escavaram para si mesmos cisternas rotas e vazias (cf. Jer 2, 13) à procura desesperada de sentido, daquele sentido último que só o amor pode dar!?

Este é o dom grande e libertador que o Evangelho traz consigo: revela a nossa dignidade de mulheres e homens criados à imagem e semelhança de Deus; revela a sublime vocação da humanidade, que é a de encontrar a própria plenitude no amor; desvenda a verdade sobre o homem, a verdade sobre a vida.

Também a Igreja tem necessidade desta renovação. Precisa da vossa fé, do vosso idealismo e da vossa generosidade, para poder ser sempre jovem no Espírito (cf. Lumen gentium, 4). (…) A Igreja tem uma especial necessidade do dom dos jovens, de todos os jovens. Ela precisa de crescer na força do Espírito, que agora mesmo vos enche de alegria a vós, jovens, e vos inspira a servir o Senhor com entusiasmo.

Abri o vosso coração a esta força. Dirijo este apelo de forma especial àqueles que o Senhor chama à vida sacerdotal e consagrada. Não tenhais medo de dizer o vosso «sim» a Jesus. (…)Que significa receber o «selo» do Espírito Santo? Significa ficar indelevelmente marcados, inalteravelmente mudados, significa ser novas criaturas.

Para aqueles que receberam este dom, nada mais pode ser como antes. Ser «baptizados» no Espírito significa ser incendiados pelo amor de Deus. «Beber» do Espírito (cf. 1 Cor 12, 13) significa ser refrescado pela beleza do plano de Deus sobre nós e o mundo, e tornar-se por sua vez uma fonte de refrigério para os outros.

Ser «selados com o Espírito» significa além disso não ter medo de defender Cristo, deixando que a verdade do Evangelho permeie a nossa maneira de ver, pensar e agir, enquanto trabalhamos para o triunfo da civilização do amor. (…)

Amados jovens de língua portuguesa, queridos amigos em Cristo! Sabeis que Jesus não vos quer sozinhos; disse Ele: «Eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador para estar convosco para sempre, o Espírito da verdade (…) que vós conheceis, porque habita convosco e está em vós» (Jo 14, 16-17).

É verdade! Sobre vós desceu uma língua de fogo do Pentecostes: é a vossa marca de cristãos. Mas não foi para a guardardes só para vós, porque «a manifestação do Espírito é dada a cada um para proveito comum» (1 Cor 12, 7). Levai este Fogo santo a todos os cantos da terra. Nada e ninguém O poderá apagar, porque desceu do céu. Tal é a vossa força, caros jovens amigos! Por isso, vivei do Espírito e para o Espírito!

A versão integral dos discursos pronunciados pelo Santo Padre está disponível no site da Santa Sé www.vatican.va e nas várias edições do jornal L’Osservatore Romano.
Fonte: RV