Seguidores

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

Esteja ao lado de Nossa Senhora de Fátima como nunca pode imaginar.

Visite a Capela das Aparições, ON LINE.
Participe das orações, do terço e das missas diárias.

Clique na imagem de Nossa Senhora e estará em frente à Capelinha do Santuário de Fátima.

CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris
Clique sobre a foto para a visita guiada em 15 etapas
Mostrando postagens com marcador Religião. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Religião. Mostrar todas as postagens

sábado, 31 de maio de 2008

VISITAÇÃO DE NOSSA SENHORA À SANTA ISABEL


Mostrai-nos Jesus, o bendito fruto do Vosso Ventre


Com a festa da Visitação de Nossa Senhora à sua prima Santa Isabel encerra-se o mês de maio, dedicado especialmente à devoção mariana. Em muitas igrejas e comunidades faz-se a coroação da imagem de Nossa Senhora, como expressão do carinho que o povo dedica Àquela que foi agraciada por Deus, como a “bendita entre todas as mulheres”.
O povo, na sensibilidade de sua fé, reconhece em Maria a “Mãe do meu Senhor”, exatamente como Isabel, no Evangelho; e também vê nela a “Mãe nossa”, como Jesus disse: “filho eis tua mãe”.


Nossa Senhora da Visitação

Maio é o mês dedicado à particular devoção de Nossa Senhora. A Igreja o encerra com a Festa da Visitação da Virgem Maria à santa prima Isabel, que simboliza o cumprimento dos tempos. Antes ocorria em 02 de julho, data do regresso de Maria, uma semana depois do nascimento e do rito da imposição do nome de São João Batista. A referência mais antiga da invocação de Nossa Senhora da Visitação pertence a Ordem franciscana, que assim a festejavam desde 1263, na Itália. Em 1441, o Papa Urbano VI instituiu esta festa, pois a Igreja do Ocidente necessitava da intercessão de Maria, para recuperar a paz e união do clero dividido pelo grande cisma. A Bíblia narra que Maria viajou para a casa da família de Zacarias logo após a anunciação do Anjo, que lhe dissera "vossa prima Isabel, também conceberá um filho em sua idade avançada. E este é agora o sexto mês dela, que foi dita estéril; nada é impossível para Deus". (Lc 1, 26, 37). Já concebida pelo Espírito Santo, a puríssima Virgem foi levar sua ajuda e apoio à parenta genitora do precursor do Messias Salvador. O encontro das duas Mães é a verdadeira explosão de salvação, de alegria e de louvor ao Criador. Dele resultou a oração da Ave Maria e o cântico do "Magnificat", rezados e entoados por toda a cristandade aos longos destes mais de dois milênios. Desde 1412, Nossa Senhora da Visitação é festejada especialmente pelos italianos da Sicília, como a Padroeira da cidade da Enna. Mas nem todo o mundo cristão celebrava esta veneração, por isto foi confirmada no sínodo de Basiléia em 1441. Os portugueses sempre a celebraram com muita pompa, porque rei D. Manuel I, o Venturoso, que governou entre 1495 e 1521, escolheu Nossa Senhora da Visitação a Padroeira da Casa de Misericórdia de Lisboa, e de todas as outras do reino. Foi assim que este culto chegou ao Brasil Colônia, primeiro na Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, depois se disseminou por todo território brasileiro. Antigamente os fieis faziam uma enorme procissão até os Hospitais da Misericórdia para levar conforto aos enfermos e suas doações às instituições. Hoje, as paróquias enviam as doações recolhidas com antecedência, para as Pastorais dos enfermos, que atuam com os voluntários junto às Casas de Saúde mais deficitárias. Tudo para perpetuar a verdadeira caridade cristã, iniciada pela Mãe de Deus ao visitar a santa prima levando sua amizade e ajuda quando mais precisava. Em 1978, a Madre Maria Vincenza Minet foi chamada pelo Senhor para fundar uma congregação de religiosa sob o carisma de Nossa Senhora da Visitação. Com o apoio do Bispo de Assis, nesta cidade da Itália nasceu as Servas da Visitação em 1978, para abrirem missões a fim de atender as necessidades dos mais pobres e marginalizados em todos os continentes. Hoje, além da Itália, atuam na Polônia, Filipinas, África e Brasil.

Fontes: Paulinas e CNBB

P5 - DIA MUNDIAL DA JUVENTUDE (DMJ) EM SYDNEY

PUBLICADO O PROGRAMA DA VIAGEM DO PAPA À AUSTRÁLIA


Cidade do Vaticano, 30 mai (RV)

- Foi publicado nesta sexta-feira, pela Sala de Imprensa da Santa Sé, o programa da 9ª Viagem Apostólica Internacional de Bento XVI a Sydney, na Austrália, por ocasião do 23° Dia Mundial da Juventude, que se realizará de 15 a 20 de julho próximo.

* Bento XVI partirá de Roma no dia 12 de julho às 10 horas locais do aeroporto Leonardo da Vinci e chegará ao aeroporto militar de Darwin na manhã do dia 13. O Papa seguirá para Richmond, localizada a 60 km de Sydney, onde passará um período de descanso até o dia 17.

* No dia 17, pela manhã, se realizará a Cerimônia oficial de boas-vindas ao Papa na ‘Government House’ de Sydney. Na parte da tarde o Santo Padre assistirá a uma apresentação de danças tradicionais por parte dos aborígenes e depois será acolhido pelos jovens, em clima de festa, no Barangaroo East Darling Harbour.

* No dia 18 o Papa se encontrará com as autoridades do estado de New South Wales e da cidade de Sydney, participará do encontro ecumênico na Catedral de Sydney, se encontrará com representantes de outras religiões e com um grupo de jovens deficientes.

* No sábado, dia 19, o Papa celebrará a Santa Missa junto com os bispos australianos, seminaristas e noviços, e à noite iniciará a grande Vigília com os jovens no hipódromo de Randwick, em Sydney.

* No domingo, dia 20, o Papa presidirá nesse hipódromo, a Santa Missa por ocasião do 23° DMJ e à tarde se encontrará com os benfeitores e organizadores do evento.

* No dia 21 o Papa saudará os voluntários do DMJ na Catedral de Sydney e depois voltará para Roma.

Fonte:RV

VEJA DEMAIS POSTAGENS: P1, P2, P3 e P4

sexta-feira, 30 de maio de 2008

HOJE COMEMORAMOS: SANTA JOANA D'ARC

Santa Joana d'Arc - Santa Guerreira - PADROEIRA DA FRANÇA

Comemoração: 30 de maio


Heroína francesa, nascida na pequena aldeia de Domrémy, em 6 de janeiro de 1412 , morreu em Rouen, a 30 de maio de 1431. Era uma simples aldeã, filha de camponeses, que se dizia inspirada por Deus para realizar a grande empresa de expulsar os ingleses que ocupavam a maior parte do território de sua pátria. Aos catorze anos, passou a ouvir vozes celestiais, acreditando que o arcanjo São Miguel, além de santa Catarina e santa Margarida, com ela confabulavam. Suas numerosas visões indicavam-lhe a missão que veio a realizar. Quando as lutas entre franceses e ingleses se aproximaram do Barrois, a exaltação da camponesa tornou-se mais intensa, e não pôde retardar por mais tempo o cumprimento das ordens sobrenaturais.
Partiu de sua aldeia e obteve de Robert de Baudricourt, capitão da guarnição de Vaucouleurs, uma escolta para guiá-la até Chinon, onde se achava Carlos VII, rei de França, então escarnecido como 'rei de Bourges', pelo seu reduzido domínio territorial. O país estava quase todo nas mãos dos ingleses. Os habitantes da Borgonha, seus aliados, com a cumplicidade de Isabel da Baviera, entregaram a nação ao domínio britânico, pelo tratado de Troyes. Inspirada por extraordinário patriotismo, procurou Joana o rei Carlos Vll e comunicou-lhe a insólita missão que recebera de Deus. Nesse encontro de março de 1428, assombrou a todos a segurança com que se dirigiu ao rei, que lhe entregou o comando de um pequeno exército, para socorrer Orléans, então sitiada pelos ingleses. A caminho, diante da atitude heróica da humilde camponesa, as tropas se avolumaram.
Chegando a Orléans, Joana intimou o inimigo a render-se. O entusiasmo dos combatentes franceses, estimulado pela estranha figura da aldeã-soldado, fez com que os ingleses levantassem o sítio da cidade. Em lembrança desse feito glorioso Joana d'Arc foi cognominada a 'Virgem de Orléans' (Pucelle d'Orléans). O êxito aumentou o prestígio da camponesa, inclusive entre o exército inimigo, e despertou a crença em seu poder sobrenatural. Realmente a coragem dessa heroína realizou o desejado milagre: ergueu o espírito abatido da França. Um sopro cívico perpassou pela nação. Nova missão, porém, ambicionava Joana d'Arc: levar o rei Carlos VII para ser sagrado na catedral de Reims, como era tradição na realeza francesa. A sagração ocorreu a S de maio de 1429. Na tentativa que se seguiu, de retomada de Paris, a heroína foi ferida. O sangue derramado aumentou o patriotismo de seus conterrâneos. Caberia, contudo, a Joana d'Arc a palma do martírio. No ataque que empreendeu a Complègne, em maio de 1430, foi aprisionada pelos borguinhões.
Nem estes nem os ingleses quiseram executá-la sumariamente, como poderiam ter feito. Seu plano era privá-la da auréola de santa, obtendo sua condenação num tribunal espiritual. No jogo de interesses políticos que envolveu sua figura de heroína, Joana d'Arc não encontrou nenhum apoio por parte do rei. Em 14 de junho, o bispo Pierre Cauchon surgiu no acampamento de Jean de Luxemburgo, onde se encontrava a prisioneira. Ambicioso e desejando obter o bispado de Rouen, então vago, Cauchon faria tudo para agradar aos donos do poder. Joana foi vendida aos ingleses. No processo que se seguiu, e em que Cauchon foi um dos Juízes, Joana foi condenada à prisão perpétua, “ao pão da dor e à água da agonia”, fórmula empregada para entregá-la à justiça leiga. Sentenciada à morte, foi queimada viva publicamente na praça do Mercado Velho, em Rouen. O sacrifico da heroína despertou novas energias no povo francês. Carlos VII, expulsando finalmente os ingleses de Calais, foi chamado o Vitorioso. A figura de Joana foi celebrada em centenas de obras de arte e muitas obras literárias. A Igreja canonizou-a por ato do papa Bento V, em 1920.
Santa Joana d'Arc é, com Santa Teresinha, padroeira da França.

ORAÇÃO:

Concedei-me, Ó Pai a coragem e o espírito de sacrifício de vossa serva Joana D`Arc, a fim de que, pelo seu exemplo e fidelidade, seja eu também um soldado da Causa do Evangelho. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém. Santa Joana D´Arc, rogai por nós.


MIANMAR : PROSSEGUIR OBRAS EM COLABORAÇÃO COM BUDISTAS

PAPA EXORTA BISPOS DE MIANMAR A PROSSEGUIR SUAS OBRAS EM COLABORAÇÃO COM BUDISTAS

Cidade do Vaticano, 30 mai (RV) - O papa recebeu esta manhã um grupo de 20 bispos de Mianmar (ex-Birmânia), que estão realizando a visita qüinqüenal ad Limina Apostolorum, para venerar os túmulos dos apóstolos e reforçar sua comunhão com o Sucessor de Pedro. A Igreja em Mianmar é conhecida e admirada por sua solidariedade com os mais pobres e necessitados, o que pôde ser comprovado após a passagem do ciclone Nargis. O papa disse estar a par dos esforços da Igreja em providenciar cobertas, alimentos, água e medicamentos para os atingidos, nestes dias tão difíceis. Bento XVI espera que os acordos recentemente alcançados para a distribuição das ajudas possibilitem a assistência necessária e o acesso às áreas carentes; garantiu que a Igreja universal está espiritualmente próxima daqueles que perderam seus entes queridos e seus únicos pertences, cujo sofrimento deve ser aliviado.Bento XVI notou com prazer o crescente número de homens e mulheres que respondem ao chamado da vida consagrada, naquela região, fazendo votos de que sua aceitação livre e radical dos princípios evangélicos possa inspirar outros a optar pela vida de castidade, pobreza e obediência. Os cursos de formação oferecidos pela Conferência dos Religiosos Católicos são uma prova de que a cooperação entre diferentes comunidades religiosas é possível, no devido respeito de seus carismas. Neste sentido, o papa estimulou a colaboração com os Budistas.Outros sinais de esperança - acrescentou o Santo Padre - são o grande número de vocações ao sacerdócio. E no dia em que se celebra a Santificação dos Sacerdotes, pede que eles possam desempenhar seus deveres com humildade, simplicidade e obediência. “Como sabem, isto requer uma formação consonante com a dignidade do ofício presbiterial. Encorajo vocês a continuar fazendo sacrifícios para garantir que os seminaristas recebam formação integral, que os prepare para ser autênticos arautos da Nova Evangelização” – disse.O papa também convidou os bispos de Mianmar a recordarem seus sacerdotes a nutrirem-se continuamente da Eucaristia, através da participação na liturgia e na contemplação silenciosa. E enalteceu seu trabalho, sempre rico de iniciativas espirituais e catequéticas, principalmente junto aos jovens. Estes programas de evangelização requerem planejamento e organização, e devem recorrer ao uso de opúsculos e material audiovisual. “Estou certo – disse o papa – que Igrejas locais de outras partes do mundo fornecerão os instrumentos necessários, quando possível”. Enfim, o Santo Padre recordou o ano jubilar dedicado a São Paulo, que a Igreja católica promove a partir do final do mês de junho: “Iluminados pelo Espírito Santo, convido-os a unirem-se a São Paulo, na certeza de que nada – nem a angústia, a perseguição e a carestia – pode nos separar do amor de Deus em Cristo Jesus, nosso Senhor” – concluiu.

CARDEAL HUMMES ESCREVE CARTA AO CLERO

REPORTAGEM SOBRE CARTA ENVIADA AO CLERO NO DIA MUDIAL DE ORAÇÃO PELA SANTIFICAÇÃO DOS SACERDOTES



Cidade do Vaticano, 30 mai (RV) -
Hoje, 30 de maio, é o Dia Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes, e para a ocasião, o Cardeal Cláudio Hummes, Prefeito da Congregação para o Clero, escreveu uma Carta para o Clero evidenciando a importância da oração como fonte do trabalho sacerdotal.

O Cardeal Hummes ressalta a importância de se dar prioridade à oração em relação à ação, porque dela “depende a incisividade da ação”. O Cardeal recorda que a missão da Igreja depende em grande medida da relação pessoal de cada um com Deus.

O Prefeito da Congregação para o Clero pede aos sacerdotes que não cedam à tentação de ver a sua missão como “um inevitável e indelegável peso, já assumido, que se deve cumprir mecanicamente, com um programa pastoral organizado e coerente”. O Cardeal lembra que o sacerdócio é “a vocação e o caminho”, apontando que a “única medida adequada, face à nossa Santa Vocação, é a radicalidade”.

“A celebração quotidiana da eucaristia - escreve - não se pode limitar ao cumprimento de uma “tarefa pastoral ou uma exigência da comunidade”, mas “pela necessidade pessoal absoluta que dela sentimos, como a única razão adequada para uma existência presbiteral completa”.

O Prefeito da Congregação do Clero termina a Carta apontando Maria como presença “imprescindível de toda a vida sacerdotal”, e recorda o apelo de João Paulo II por “um movimento de oração que ponha no centro a Adoração Eucarística contínua”.

BENTO XVI ORIENTA COMO ENFRENTAR A DIFUNDIDA "EMERGÊNCIA EDUCATIVA"

Orientações para enfrentar difundida «emergência educativa», segundo Papa
Encontro com a Assembléia Geral da Conferência Episcopal Italiana


Por Marta Lago

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 29 de maio de 2008 (ZENIT.org).
- Acolhida dos novos movimentos na Igreja, perfil evangelizador nos encontros de jovens, trato pessoal com eles, vivências de fé comunitárias e reconhecimento do papel eclesial na educação escolar: são chaves que Bento XVI dá para enfrentar a «emergência educativa» «da Itália e de muitos outros países».
É uma questão fundamental abordada, de 26 a 30 de maio, pela 58ª Assembléia Plenária da Conferência Episcopal Italiana – reunida na Sala nova do Sínodo, no Vaticano –, com cujos membros o Papa se reuniu ao meio-dia desta quinta-feira.
Em seu discurso a seus irmãos no episcopado, o bispo de Roma afirmou a causa da «fortemente advertida» «emergência educativa»: «um relativismo penetrante e não raramente agressivo», que marca a sociedade e a cultura.
O relativismo «põe Deus entre parênteses» e «desanima toda opção verdadeiramente comprometida – sintetizou –, em particular as escolhas definitivas, para privilegiar, ao contrário, nos diversos âmbitos da vida, a afirmação de si mesmo e as satisfações imediatas».
Os jovens, ao final, ficam «sozinhos diante dos grandes interrogantes que inevitavelmente nascem dentro deles», sozinhos «diante das expectativas e dos desafios» de seu próprio futuro, segundo advertiu o Papa aos prelados italianos.
«Para nós, bispos, para nossos sacerdotes, para os catequistas e para toda a comunidade cristã, a emergência educativa assume um rosto bem preciso: o da transmissão da fé às novas gerações», especificou.
Para enfrentar as dificuldades antes apontadas, «o Espírito Santo suscitou na Igreja muitos carismas e energias evangelizadoras» e é tarefa dos bispos «acolher com alegria estas forças novas – recorda o Papa –, sustentá-las, favorecer seu amadurecimento, guiá-las «para que permaneçam sempre no âmbito «da fé e da comunhão eclesial».
Desta forma, pede aos prelados italianos que se dê «um perfil evangelizador mais destacado às muitas formas e ocasiões de encontro e de presença» que a comunidade eclesial celebra com o mundo juvenil em paróquias, oratórios e escolas – «em particular nas escolas católicas».
«Obviamente, são importantes sobretudo as relações pessoais e especialmente a confissão sacramental e a direção espiritual», sublinha.
Todas as ocasiões de grande importância, como adverte o Santo Padre: cada uma «representa uma possibilidade que se nos dá para fazer que nossas crianças e jovens percebam o rosto desse Deus que é o verdadeiro amigo do homem».
Dessa forma, dirige sua atenção «aos grandes encontros» da juventude, como o de setembro passado em Loreto ou o de julho em Sydney: «aão a expressão comunitária, pública e festiva, dessa esperança, desse amor e dessa confiança para com Cristo e a Igreja que permanecem enraizadas na alma juvenil».
Também estes eventos de enorme concorrência «ajudam a respirar a universalidade da Igreja e a fraternidade que deve unir todas as nações», reconhece Bento XVI.
Consciente do impacto, no mais amplo contexto social, da emergência educativa, o Papa indica a necessidade de apontar a «uma educação que seja de verdade tal», situando «de novo no centro a plena e integral formação da pessoa humana». Espaço-chave neste aspecto são as escolas; e à luz de todo esse trabalho, Bento XVI reflete: «Em um Estado democrático, que se gaba de promover a iniciativa livre em todo campo, não parece justificar-se a exclusão de um adequado apoio ao compromisso das instituições eclesiásticas no âmbito escolar».

Fonte: ZENIT.org

P4 - DIA MUNDIAL DA JUVENTUDE (DMJ) EM SYDNEY

PARTICIPANTES DO DMJ DE SYDNEY VÃO RECEBER MENSAGENS VIA CELULAR

Sydney, mai (RV) - Os peregrinos que participarão do Dia Mundial da Juventude de Sydney, na Austrália, poderão receber em seus celulares mensagens do papa, uma iniciativa que tem como objetivo comunicar de modo mais eficaz com as novas gerações.As mensagens serão um dos serviços digitais oferecidos pela primeira vez durante o evento. Espera-se que 225 mil católicos de todo o mundo participem do DMJ-2008.Segundo o prelado coordenador do evento, Dom Anthony C. Fisher, os principais locais que abrigarão os jovens terão "autdoors digitais de oração", ou seja, telões onde aparecerão as mensagens enviadas aos peregrinos por celular, com intenções de oração.Ainda de acordo com Dom Fisher, haverá também um site de relacionamentos, uma espécie de "facebook católico" "Queremos usar o melhor da tecnologia moderna e a linguagem dos jovens de hoje para nos comunicarmos com eles durante o DMJ. Temos uma mensagem antiga, mas deve ser explicada em termos que sejam compreensíveis a todas as gerações", explicou o bispo. (BF)

Veja demais postagens da matéria : P1 , P2 e P3

quinta-feira, 29 de maio de 2008

P3 - DIA MUNDIAL DA JUVENTUDE (DMJ) EM SYDNEY


EM SUA CHEGADA À AUSTRÁLIA PARA DMJ, PAPA ATRAVESSARÁ BAÍA DE SYDNEY EM NAVIO DE CRUZEIRO

Sydney, (RV) - Em sua primeira visita oficial à Austrália, em julho, por ocasião do 23º Dia Mundial da Juventude, Bento XVI atravessará em um navio de 63 metros e três andares a famosa baía de Sydney. A informação foi antecipada pelos organizadores.
Um comunicado de imprensa, divulgado pelo diretor de programação do Dia Mundial da Juventude 2008, Danny Casey, anuncia que “a chegada do Santo Padre será transmitida ao vivo para todo o mundo e mostrará a magnífica baía de Sydney a centenas de milhões de pessoas”.
O navio escolhido para transportar o papa no dia 17 de julho é o “Cruzeiro Capitão Cook”, que navegará escoltado por outras 12 embarcações.
Os organizadores prepararam seu desembarque em Barangaroo, onde será realizada a chegada oficial, e calculam que cerca de cem mil pessoas receberão Bento XVI.
O 23º Dia Mundial da Juventude será realizado de 15 a 20 de julho. (CM/BF)

Veja as demais postagens da matéria clicando em : P1 e P2

ÁFRICA - ONDE MAIS CRESCE A IGREJA CATÓLICA

Igreja Católica cresce mais na África
Segundo o Anuário Estatístico da Igreja, publicado recentemente
Por Inmaculada Alvarez
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 28 de maio de 2008 (ZENIT.org).
- A presença da Igreja Católica cresce na África acima da média mundial, tanto em número de batizados (22%) como em número de sacerdotes (23,24%).
É um dos dados que se desprende do Annuarium Statisticum Ecclesiae, cujo conteúdo está sendo dado a conhecer estes dias, segundo informou L’Osservatore Romanoem 18 de maio.
O Anuário, preparado pelo Departamento Central de Estatística da Santa Sé e editado pela Libreria Editirce Vaticana, oferece dados estatísticos e gráficos que mostram os principais indicadores sobre a ação da Igreja nos cinco continentes no período 2000-2006.
Entre estes indicadores, refere-se especialmente à distribuição geográfica dos fiéis, à evolução da oferta dos serviços pastorais e à concentração das diversas categorias de operadores pastorais sobre cada território.
Segundo os dados, o número de católicos no âmbito mundial cresceu nos últimos sete anos em 8,24%, a um ritmo quase paralelo ao crescimento global da população (8,19%). No total, o número global de batizados passou de 1,04 bilhão no ano 2000 a 1,13 bilhão em 2006, 17,3% da população mundial.
Contudo, este crescimento é diferente por continentes: assim, na África, o crescimento do número de batizados (de 130 milhões no ano 200 a 158,3 em 2006) é superior ao crescimento populacional, com o qual a porcentagem de católicos de origem africana passou a constituir 14% do global de batizados.
Na Ásia, a porcentagem se mantém estável, enquanto na Europa o crescimento do número de batizados é inferior a 1%. Contudo, esta porcentagem, ao ser maior que a do crescimento global da população, significa uma leve melhoria com relação a anos anteriores. Na América e na Oceania (com um crescimento de 8,4% e 7,6%, respectivamente), os católicos crescem abaixo do número de habitantes. Contudo, os católicos americanos continuam supondo quase a metade dos católicos do mundo inteiro. Mais sacerdotes
Com relação aos operadores pastorais, o número de bispos do mundo cresce em 7,86%, especialmente no caso dos prelados procedentes da Ásia (14,83%), seguida da América (9,09%), África e Oceania (ao redor de 6%) e Europa (4,41%). Contudo, os continentes que continuam contribuindo com o maior número de bispos continuam sendo a Europa e a América, que juntas supõem 70%.
Com relação ao número de sacerdotes, tanto diocesanos como religiosos, crescem 0,51% no mundo, passando de 405.178 a 407.262, em 2006. Contudo, a média não reflete a enorme disparidade entre continentes, já que a África cresce 23,24% e a Ásia, 17,71%, enquanto a América se mantém e a Europa e a Oceania diminuem 5,75% e 4,37%, respectivamente.
Na Europa, a população sacerdotal diminui (se antes os sacerdotes europeus representavam 51% do total mundial, atualmente estão 3 pontos abaixo deste número). O número global de fiéis por sacerdote se situa nos 2.800 (dado em aumento com relação ao ano 2.000) ainda que onde mais aumenta o número de fiéis por sacerdote é na Europa. Na África, ainda que a situação melhora, a proporção continua sendo elevada (4.729 fiéis por sacerdote).
Dentre os dois grupos de sacerdotes, diocesanos e religiosos, crescem globalmente os primeiros (2%) enquanto os outros diminuem (2,31%).
Os religiosos que não foram ordenados sacerdotes aumentam, ainda que com notáveis diferenças: enquanto diminuem na Europa (-16,83%) e na Oceania (-16,83%) aumentam enormemente na Ásia (30,63%) e na África (8,13%). A Europa continua tendo relativamente mais religiosos (34,62%), ainda que em clara diminuição.
Com relação às religiosas, ainda que seu número continua sendo o dobro que de sacerdotes e 14 vezes maior que os religiosos, a tendência é a diminuir. No âmbito global, as mulheres religiosas passaram de 800 mil a 750 mil em 7 anos, ainda que aumentam na África (15,45%) e na Ásia (12,78%).
Por último, aumentam em termos globais os candidatos ao sacerdócio, cerca de 4,43% no âmbito mundial, ainda que com grandes diferenças: enquanto na Europa diminuem quase 16%, na Ásia e na África aumentam.
Por outro lado, as estruturas eclesiais crescem especialmente naqueles lugares com um crescimento mais dinâmico: na Ásia aumentaram 4,86% e na África 3,84%, enquanto na Europa o crescimento é praticamente inexistente. Contudo, segundo os dados do anuário, continua havendo uma grande diferença entre os continentes segundo o número de batizados por circunscrição; assim, na América há uma por cada 528 mil fiéis, enquanto na Europa há uma por cada 381 mil, e na África uma por cada 381 mil; na Ásia, uma por cada 177 mil e na Oceania, uma por cada 112 mil.
O número de centros pastorais também cresce, de 409 mil em 2000 a 428 mil em 2006, mas com grandes divergências: na Europa e na Oceania diminui (2 e 5%, respectivamente), enquanto cresce espetacularmente na Ásia (28,49%) e menos na América (4,79%) e na África (3,2%).
Fonte: ZENIT.org

Brasil tem dois novos Bispos

MAIS DOIS NOVOS BISPOS PARA O BRASIL

Cidade do Vaticano, 28 mai (RV) – Bento XVI nomeou hoje mais dois novos bispos para o Brasil: um para a diocese de Vacaria, no Rio Grande do Sul, Fr. Francisco de Assis Dantas de Lucena, e outro para a diocese de Guarabira, Paraíba, Pe. Irineu Gassen.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

P2 - DIA MUNDIAL DA JUVENTUDE (DMJ) EM SYDNEY

PAPA TERÁ SÉRIE DE 3 ENCONTROS COM JOVENS EM SYDNEY

Cidade do Vaticano, 28 mai (RV) - Os organizadores do Dia Mundial da Juventude de Sydney 2008 informaram ontem que o papa chegará ao país três dias antes do evento para transcorrer um período de meditação e descanso em uma região australiana ainda secreta.
Os três dias de repouso terão caráter absolutamente “privado”, anunciou dom Anthony Fisher, bispo auxiliar de Sydney e Coordenador General do DMJ 2008. “O pontífice pediu para escolhermos um lugar adequado para sua permanência, e nós aconselhamos um lugar sereno, formoso e apropriado”, disse o bispo aos jornalistas, adiantando que “o Santo Padre terá chance de admirar a formosa flora e fauna da Austrália”. Dom Fisher ressaltou que “o lugar de descanso não será revelado, porque o papa quer justamente privacidade e tempo para a meditação”.Segundo o cronograma da viagem, Bento XVI chegará a Sydney em 13 de julho, e será imediatamente levado a este lugar para descansar e se recuperar do fuso horário e do longo vôo. Quinta-feira 17 de julho, o Santo Padre receberá as boas-vindas no navio cruzeiro Sydney 2000 – o maior da Austrália. Acompanhado de centenas de embarcações, navegará até a baía de Sydney, onde permanecerá até domingo, dia 20. Naquela cidade, será hóspede do cardeal George Pell, arcebispo de Sydney, anexa à Catedral de St. Mary. Dom Anthony Fischer adiantou ainda que no âmbito do evento do DMJ, Bento XVI terá três encontros com diferentes grupos de jovens, entre eles com jovens marginalizados. O objetivo desta série de encontros é “permitir ao Santo Padre entrar em contato pessoal com jovens com diferentes opções de vida”.
O primeiro deles será um almoço informal com 12 jovens, dos cinco continentes (dois representantes de cada) mais um jovem procedente de Papua-Nova Guiné e outro de Nova Zelândia.Os dois representantes australianos são a voluntária da Sociedade de São Vicente de Paulo Teresa Wilson, e o estudante universitário da tribo dos Gamilaroi, Craigh Ashby, ambos engajados no voluntariado em favor das comunidades indígenas australianas.
O segundo dos encontros previstos, segundo dom Fischer, será uma missa especial na catedral de St. Mary com seminaristas e religiosos jovens. Durante a celebração, o papa abençoará e dedicará o novo altar da catedral.
O terceiro encontro, segundo o coordenador, será com jovens marginalizados de Sydney, e Bento XVI irá a um subúrbio da cidade para isso. “Os jovens que o papa encontrará nesta ocasião estão afastados das mensagens positivas que o DMJ promove. Não será apenas uma experiência única para eles, mas algo que os unirá à contínua missão curadora da Igreja Católica” – explicou dom Fischer. (CM)
Fonte: Rádio Vaticano
Veja a primeira postagem sobre o assunto, clique em : P1 - DIA MUNDIAL DA JUVENTUDE (DMJ) EM SYDNEY

COMPLETA 100 ANOS A ARQUIDIOCESE DA CIDADE DE SÃO PAULO


ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO COMEMORA 100 ANOS

Catedral de São Paulo

São Paulo, 28 mai (RV) - A arquidiocese de São Paulo comemorará os cem anos de sua criação em 8 de junho com um ato no Estádio do Pacaembu. O evento, que tem como lema "Deus habita esta cidade", terá como momento culminante a Eucaristia, que será presidida pelo núncio apostólico no Brasil, Dom Lorenzo Baldisseri, e concelebrada pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo do São Paulo, e por numerosos bispos de todo o Brasil.A animação musical da liturgia terá a participação do coro e orquestra "Arautos do Evangelho", a associação internacional de direito pontifício nascida no Brasil. Uma grande imagem do apóstolo São Paulo – padroeiro da cidade – será apresentada a todos os fiéis e levada em procissão ao redor do estádio, para em seguida ser transladada à Catedral no centro da cidade.
A arquidiocese de São Paulo reúne mais de seis milhões de católicos, divididos em seis regiões episcopais, e conta 277 paróquias e 1.110 sacerdotes, entre seculares e religiosos.
O Cardeal Odilo P. Scherer é o sétimo arcebispo da história da arquidiocese e tomou posse em 30 de abril de 2007; ele foi criado cardeal em 24 de novembro desse mesmo ano por Bento XVI. (SP/BF)
Fonte: Rádio Vaticano

segunda-feira, 26 de maio de 2008

P1 - DIA MUNDIAL DA JUVENTUDE (DMJ) EM SYDNEY

EM SYDNEY, BENTO XVI ENCONTRARÁ JOVENS DESFAVORECIDOS


Sydney, 26 mai (RV) - Bento XVI encontrará alguns jovens "desfavorecidos" de Sydney durante o Dia Mundial da Juventude (DMJ), que se realizará na cidade australiana de 15 a 20 de julho. A notícia foi confirmada pelo Comitê organizador, que revela que quem pediu este encontro foi o próprio pontífice, que gostaria de visitar alguns subúrbios de Sydney para conhecer jovens com outros estilos de vida. "Trata-se de jovens distantes das muitas mensagens positivas do DMJ", explica Dom Anthony Fisher, bispo coordenador do evento. Segundo ele, o encontro com Bento XVI "não será somente uma experiência única para eles, mas algo que os unirá à missão de salvação da Igreja". Ainda hoje, a organização do DMJ divulgou que Bento XVI vai almoçar com dozes jovens de todo o mundo e celebrará uma missa especial para os seminaristas e os religiosos. (BF)
Fonte: Rádio Vaticano

sábado, 24 de maio de 2008

REPORTAGEM DA FESTA DE CORPUS CHRISTI EM SANTANA DO PARNAÍBA


Festa de Corpus Christi na cidade histórica de Santana do Parnaíba - São Paulo - Brasil
Igreja Matriz de Santa Ana em Santana do Parnaíba

O dia amanheceu radioso, como se a própria natureza tivesse decidido homenagear o Rei dos Reis. O sol brilhava no céu azul quase sem nuvens, dissipando o friozinho da manhã de outono.
A convite, tínhamos resolvido celebrar
o dia de Corpus Christi em Santana do Parnaíba. É uma encantadora e pequena cidade histórica, que faz parte do circuito dos Bandeirantes. Dista cerca de 40 quilômetros de São Paulo. Foi fundada às margens do Tietê em 1580. Este é um dos cursos d’água seguidos pelos desbravadores do Brasil, na sua procura por ouro e pedras preciosas, no século XVII. Esta cidade é uma das que conservam a tradição de ornamentar as ruas com tapetes de serragens coloridas para a passagem da procissão do Santíssimo, que coroa as festividades de Corpus Christi.
Saímos cedo, por volta das oito horas, para evitar o acúmulo de
pessoas esperadas para o evento, que segundo a prefeitura local seria de 65.000 visitantes, e também para poder apreciar a feitura dos tapetes pela população local. Este trabalho estava programado para ser iniciado às seis horas da manhã.
Assim, quando chegamos ao centro histórico de Santana do Parnaíba, com suas ruas de casas coloniais, perfeitamente conservadas, os trabalhos já estavam concluídos em alguns dos trechos mais estilizados, mas ainda estavam sendo executados nos trechos mais complexos. Para que se entenda bem, trata-se de quadros representando o ano litúrgico da Igreja Católica, com todas as suas
solenidades. Os quadros são dispostos ao longo das ruas do centro histórico, formando um longo tapete, e cada um deles representa uma cena dos Evangelhos que são lidos aos domingos, na Santa Missa, ou uma das festas que homenageiam a Mãe de Deus, Nossa Senhora, ou um santo do calendário litúrgico da Igreja.
Aos nossos olhos deslumbrados, bem como aos dos demais visitantes que já se aglomeravam nas ruas estreitas de Santana do Parnaíba, o imenso tapete se estendia ao longo do pavimento, numa profusão de cores, formando lindas e significativas cenas, que expressavam toda a religiosidade e a fé de nosso povo. Junto ás calçadas, sacos e mais sacos contendo o
material utilizado para a confecção do tapete: serragem de várias cores, pó de café, sal. Pessoas de todas as idades, adultos, jovens e crianças, todos habitantes da cidade, representando grupos paroquiais ou da comunidade, agachavam-se sobre os quadros, executando com arte e carinho este trabalho de amor a Jesus. E o resultado era maravilhoso, emocionante, como todos poderão ver nas fotos e no slide show postado na coluna direita deste blog.
Depois de percorrermos todo o tapete, numa extensão de quase um quilometro por várias ruas, chegara a hora de assistirmos à Santa Missa, na Igreja de Santa Ana, uma construção muito antiga, que deu nome ao lugar.
Ao entrarmos, quinze minutos antes do início da missa das onze e meia, a igreja já estava lotada, a ponto de autorizarem a subida para as galerias no piso superior, onde acabamos nos acomodando no coro.


Foi uma bela cerimônia, alegre e cheia de fervor, com a solenidade que esta festa de Jesus Eucarístico exige.
Às três e meia da tarde, realizou-se a última missa do dia, e em seguida teve lugar a solene procissão do Santíssimo, acompanhada por dezenas de milhares de pessoas, numa magnífica demonstração de fé, sobre o esplendoroso tapete com que uma cidade inteira proclama seu amor por Jesus Salvador e pela Santíssima Eucaristia, em que Ele está sempre vivo e presente entre nós.

Reportagem: EMLV

À VENDA NA INTERNET DVDs DOVATICANO

DVDs PRODUZIDOS PELO CENTRO TELEVISIVO VATICANO À VENDA NA INTERNET

Cidade do Vaticano, 23 mai (RV) - A partir de agora, é possível comprar as produções do Centro Televisivo Vaticano pela Internet. À disposição, uma ampla seleção de retratos inéditos dos papas João Paulo II e Bento XVI, documentários sobre a Cidade do Vaticano, as cidades santas (Roma, Jerusalém, Assis), e o Concílio Vaticano II.Todos os DVDs do catálogo são multilíngües e podem ser distribuídos em mais de 130 países.A distribuição está por conta da HDH Communications (http://www.hdhcommunications.com). O site, em inglês, espanhol e italiano, oferece critérios de busca fáceis e intuitivos, como a procura por temas, palavras-chave, título e/ou casa de produção.Cada um dos DVDs à venda é apresentado por uma sinopse e um trailer de um minuto nos três idiomas. Por ocasião do lançamento do novo site, as compras em www.hdhcommunications.com durante o mês de junho terão um desconto promocional de 15% por produto. (CM)

Fonte: Rádio Vaticano

REVOLUÇÃO ESPIRITUAL PARA ABATER MUROS E TOCAR OS CORAÇÕES

BISPO-CARDEAL DE HONG KONG: REVOLUÇÃO ESPIRITUAL PARA ABATER MUROS E TOCAR OS CORAÇÕES

Hong Kong, 23 mai RV) - O bispo de Hong Kong, cardeal Joseph Zen Ze-kiun, destaca que o Dia de Oração pela Igreja na China está sob o signo de Maria.O destino da china e da sua Igreja está nas mãos de Nossa Senhora, “única esperança de abater os muros e tocar os corações”, disse o cardeal Joseph Zen Ze-kiun, às vésperas do Dia Mundial de Oração pela Igreja na China.A nossa revolução, disse o cardeal-bispo de Hong Kong, é “uma revolução espiritual” para o bem de todos. Acrescentou que é importante que os líderes chineses compreendam a nossa linguagem: as nossas armas são “espirituais, cheias de benevolência e de perdão”.
À esperança em Maria e à revolução espiritual que deve ser conduzida para o bem de todos, o cardeal une também sinais concretos e promissores: “por ocasião do terremoto que abalou a região de Sichuan – ressalta o Cardeal-Bispo – a China mostrou-se aberta, transparente, abrindo a todos as portas das ajudas internacionais”. E neste clima renovado de abertura se celebrará neste sábado, dia 24, o Dia Mundial de Oração pela Igreja na China, convocado pelo papa. Se rezará também pelas vítimas do sismo e para demonstrar a unidade dos católicos chineses com o papa. A idéia de dedicar à oração pela Igreja na China o dia 24 de maio, dia em que os fiéis chineses e os do mundo católico festejam a memória litúrgica de Nossa Senhora Auxiliadora foi proposta pelo papa na carta aos católicos chineses, publicada em junho do ano passado. (PL)

quinta-feira, 22 de maio de 2008

CORPUS CHRISTI – TAPETES DA PROCISSÃO

CORPUS CHRISTI – Elaboração dos tapetes utilizados durante a Procissão


A confecção de tapetes de rua é uma magnífica manifestação de arte popular que tem como origem a comemoração do Corpus Christi.
Milhares de turistas visitam diversas cidades em todo o Brasil onde este trabalho é executado com afinco, doação e muito amor. São verdadeiras obras de arte.
Utilizando diversos tipos de materiais, como serragem colorida, borra de café, farinha, areia e alguns pequenos acessórios, como tampinhas de garrafas, flores e folhas, as pessoas montam, com grande arte, um tapete pelas ruas, com dizeres e figuras relativas a festa. Por este tapete passa a procissão, seguida pelas pessoas que participam com fervor.
É uma das mais tradicionais festas do Brasil e é comemorado no país desde a chegada dos portugueses.
A tradição de fazer o tapete com folhas e flores vem dos imigrantes açorianos. Essa tradição praticamente desapareceu em Portugal continental, onde teve origem, mas foi mantida nos Açores e nos locais onde chegaram seus imigrantes.
O barroco enriqueceu esta festa com todas as suas características de pompa. Em todo o Brasil esta festa adquiriu contornos do barroco português. Corpus Christi é celebrado desde a época colonial com uma profusão de cores, música, expressões de grandeza e indescritível beleza.
Em nosso pais, a tradição de se fazer os tapetes de ruas acontece em inúmeras cidades. São planejados, trabalhados e executados por dedicados voluntários que começam os preparativos vários dias antes da solenidade. Atravessam noites e noites trabalhando.
Milhares de turistas visitam diversas cidades em todo o Brasil, onde este trabalho é executado com afinco, doação e muito amor. São verdadeiras obras de arte.

HOJE COMEMORAMOS - SANTA RITA DE CASSIA

SANTA RITA DE CÁSSIA
NASCIMENTO

Santa Rita nasceu num pequeno povoado chamado Roccaporena, a 5 km de Cássia, bem no alto do montes Apeninos, na província da Úmbria.
A Úmbria, embora fosse na época uma região pouco povoada, se tornou berço de muitos filhos ilustres, entre eles São Francisco de Assis, São Bento e Santa Clara, além de Santa Rita. Os pais de Santa Rita, Antonio Lotti e Amata Ferri, formavam um casal exemplar e eram conhecidos pelos seus amigos como "pacificadores de Jesus Cristo". Gozavam de imenso prestígio e autoridade no meio daquela gente, por suas virtudes. Sua ocupação diária era visitar os vizinhos mais necessitados, levando a eles ajuda espiritual e material. Para que sua felicidade fosse completa, faltava ao casal um filho. Apesar da idade avançada de Amata (62 anos) Deus atendeu às suas preces: conta a história que um anjo apareceu a ela e lhe revelou que daria à luz uma menina que seria a admiração de todos, escolhida por Deus para manifestar os seus prodígios. Em 1381, nasceu esta admirável criatura, que foi batizada em Santa Maria dos Pobres, em Cássia, porque o pequeno povoado de Roccaporena teve uma pia batismal somente em 1720. O nome de Rita, diminutivo de Margherita, foi revelado pelo anjo, com o qual a Santa se tornou conhecida para sempre. Quando Antonio e Amata iam trabalhar nos campos, colocavam sua filhinha num cesto de vime e abrigavam-na à sombra das árvores. Um dia, a criança sonhava, com os olhos voltados para o céu azul, quando um grande enxame de abelhas brancas a envolveu, fazendo um zumbido especial. Muitas delas entravam em sua boca e aí depositavam mel, sem a ferroar, como se não tivessem ferrões. Nenhum gemido da criança para chamar seus pais; ao contrário, dava gritinhos de alegria. Enquanto isso, um lavrador que estava próximo feriu-se com uma foice, dando um grande talho na mão direita. Dirigindo-se imediatamente para Cássia, a fim de receber os necessários cuidados médicos, ao passar perto da criança viu as abelhas que zumbiam ao redor de sua cabeça. Parou e agitou as mãos para livrá-la do enxame. No mesmo instante, sua mão parou de sangrar e o ferimento se fechou. Gritou de surpresa, o que chamou a atenção de Antonio e Amata que acorreram ao local. O enxame, por alguns instantes disperso, voltou ao seu lugar e mais tarde, quando Rita foi para o mosteiro de Cássia, as abelhas ficaram nas paredes do jardim interno. Este fato é relatado pelos biógrafos da santa e transmitido pelas tradições e pinturas que a ele se referem. A Igreja, tão exigente para aceitar as tradições, insere esta circunstância nas lições do Breviário. Tendo atribuído o nascimento de Rita a um milagre, seus pais também atribuíram este acontecimento a um prodígio divino.


A INFÂNCIA E A JUVENTUDE

Rita era para seus pais um precioso dom concedido à sua fé e orações. Analfabetos, procuravam transmitir à criança seus conhecimentos da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Santa Virgem Maria e dos santos populares. Apenas chegara à idade da razão, apareceram em Rita os primeiros sinais de virtude que, sob influência da graça divina, ia-se desenvolvendo em sua bela alma. Rita era um anjo, dócil, respeitosa e obediente para com seus velhos pais. Os ensinamentos que eles lhe davam levaram-na a decidir consagrar a sua virgindade a Jesus Cristo. Gostava tanto da vida retirada que seus pais lhe permitiram ter um oratório dentro de casa; ali passava os dias meditando no amor de Jesus, castigando seu inocente corpo com duras penitências. Aos 16 anos, pensava no modo de confirmar definitivamente sua consagração a Jesus Cristo por meio dos votos perpétuos. Rita chegou a pedir, de joelhos, licença para entrar no convento. Seus pais, porém, com a idade avançada e guiados pelo amor natural, não querendo deixá-la só no mundo, resolveram casá-la com um jovem que pedira sua mão. Que lutas, que dores para o coração dessa jovem, entre o amor à virgindade e a obediência devida a seus pais! Não tinha coragem de dar a um homem o coração que desde a infância consagrara a Deus e, por outro lado, causavam-lhe piedade seus velhos pais, muito idosos, aos quais se acostumara a obedecer nas mínimas coisas.

O CASAMENTO

O jovem que pedira a mão de Rita se chamava Paolo di Ferdinando Mancini, descrito como um homem pervertido, de caráter feroz e sem temor a Deus, que seria capaz de provocar um verdadeiro escândalo se Rita e seus pais não aceitassem esse casamento. Assim, Rita se viu obrigada a se casar. Quanto padeceu ela no longo período de 18 anos que viveu com seu esposo! Injuriada sem motivo, não tinha uma palavra de ressentimento; espancada, não se queixava e era tão obediente que nem à Igreja ia sem a permissão de seu brutal marido. A mansidão, a docilidade e prudência da esposa, porém, suavizaram aquela rude impetuosidade, conseguindo transformar em manso cordeiro aquele leão furioso. Fernando não pôde resistir a tanta abnegação e mudou completamente de vida, tornando-se um marido respeitoso. Rita sentia-se muito feliz por ver o seu marido convertido ao bom caminho. Sentia-se feliz por educar nos princípios da religião os dois filhinhos que o céu lhe dera: Giovanni Tiago e Paolo Maria. Mas durou pouco tempo aquela felicidade de santa esposa e mãe! Quando menos esperava, seu marido foi ferozmente assassinado pelos inimigos que fez em sua vida de violência. Rita tomou todas as providências para um sepultamento digno para seu marido. Praticou, ainda, o supremo ato de perdoar os seus assassinos. Refeita da primeira dor causada pela morte do marido, a piedosa mulher concentrou toda sua atenção e solicitude em seus dois filhos. A mãe atenta percebia que os dois jovens apresentavam sintomas de desejos de vingança. Quando se viu em tal situação, ela tomou uma resolução heróica e pediu a Jesus Crucificado que levasse os seus filhos inocentes, se fosse humanamente impossível evitar que se tornassem criminosos. Um após outro, caíram doentes os meninos e Rita os tratou com o máximo cuidado, velando para que nada lhes faltasse, procurando todos os remédios necessários para lhes conservar a vida. Sabia que era seu dever socorrê-los e queria cumprir generosamente esse dever. Os meninos morreram, com pequeno intervalo, um após o outro, cerca de um ano depois da morte de seu pai. Rita depositou os corpos de seus filhos ao lado de seu marido e ficou só no mundo; só, mas com seu Deus.

EM BUSCA DO ANTIGO SONHO

Desligada dos laços do matrimônio e dos cuidados maternais pela morte do esposo e filhos, Rita passou a se dedicar com afinco à prática das virtudes, às obras de caridade e à oração. A caridade para com o próximo era inesgotável. Não se contentando em dar o que tinha, trabalhava com suas próprias mãos para poder dar mais. Tudo isto, porém, não bastava para aquela alma inflamada pelo amor divino. Quando ia à cidade, ao passar diante das portas dos mosteiros onde teria podido servir a Deus com todas as suas forças, parecia-lhe que uma força interior e poderosa a atraía. Rita encorajou-se e resolveu fazer uma tentativa. Bateu à porta do convento das agostinianas de Santa Maria Madalena, às quais ela tinha profunda admiração pela devoção que tinha a Santo Agostinho e por ter sido Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho, seu modelo nos diversos estados de vida e tão parecida com ela no sofrimento. Expôs à superiora do convento o seu ardente desejo. Seu aspecto humilde e piedoso causou excelente impressão na religiosa; mas o convento, que somente recebia jovens solteiras, jamais havia aberto suas portas a uma viúva, e a pobre mulher se viu rejeitada. Imaginem em que estado de alma Rita voltou a Roccaporena. Voltou às suas orações e boas obras e, tendo retomado a confiança, voltou ainda por duas vezes à porta do mosteiro de Santa Maria Madalena, sofrendo duas novas rejeições. Rita se abandonou à vontade de Deus, recomendando-se mais do que nunca a seus santos protetores. Quando Deus a viu perfeitamente resignada e confiante, teve compaixão dela e, uma noite, quando estava em oração, ouviu chamar: "Rita! Rita!". Ela não viu ninguém e, pensando ter se enganado, voltou às suas orações. Mas, pouco depois, ouviu novamente: "Rita! Rita!". Levantando-se, abriu a porta e foi à rua. Eram 3 homens e Rita não tardou a reconhecê-los: eram seus protetores São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau de Tolentino, que a convidaram para segui-los. Em êxtase, como num sonho, ela os seguiu e logo estava em Cássia, diante do convento de Santa Maria Madalena. As religiosas dormiam e a porta estava bem trancada. Era impossível abri-la por meios humanos, mas os santos que Deus enviara para acompanhá-la fizeram com que ela se encontrasse no interior do mosteiro. Quando as religiosas desceram para se reunir no coro, ficaram estupefatas ao encontrar a santa mulher que tinha sido insistentemente rejeitada. Como entrara ela, se o mosteiro estava completamente fechado e não havia sinal algum de abertura ou arrombamento? "Sou eu mesma - dizia, chorando - aquela que tantas vezes pediu para entrar aqui e não me aceitastes como digna de tanta felicidade! Santas esposas de Jesus; sabei como a divina Majestade me fez este singular favor, enviando na noite passada o Santo Precursor, acompanhado do glorioso Patriarca Santo Agostinho e S. Nicolau, meus protetores, que me trouxeram aqui de maneira milagrosa. Eu vos rogo, por aquele Senhor que tão liberal foi comigo, que me recebais em vossa companhia".As freiras ficaram impressionadas com o relato que Rita fez do acontecido e, diante de um milagre tão estupendo, reconheceram os desígnios de Deus e admitiram jubilosas em sua companhia aquela criatura mais angelical que humana.

A VIDA NO CONVENTO



A primeira coisa que Rita fez, ao ser admitida no convento, foi repartir entre os pobres todos os bens que possuía. Para colocar à prova a obediência da noviça, a superiora do convento ordenou-lhe que regasse de manhã e à tarde um ramo de videira ressequido e já destinado ao fogo. Rita não ofereceu dificuldade alguma e, de manhã e de tarde, com admirável simplicidade, cumpria essa tarefa, enquanto as irmãs a observavam com irônico sorriso. Isso durou cerca de um ano, segundo certas biografias da santa.Um belo dia, as irmãs se assombraram: a vida reapareceu naquele galho ressequido, surgiram brotos, apareceram folhas e uma bela videira se desenvolveu maravilhosamente, dando a seu tempo deliciosas uvas. E essa videira, velha de cinco séculos, ainda hoje está viçosa no convento.
Em 1443, veio a Cássia para pregar a Quaresma, São Tiago de La Marca. O sermão da paixão de Nosso Senhor sensibilizou profundamente Rita. Voltando ao convento, profundamente emocionada com o que ouvira, prostrou-se diante da imagem do crucifixo que se achava em uma capela interior, e suplicou ardentemente a Jesus que lhe concedesse participar de suas dores. E eis que um espinho se destacou da coroa do crucifixo, veio a ela e entrou tão profundamente em sua testa que a fez cair desmaiada e quase agonizante.
Quando voltou a si, a ferida lá estava, atestando o doloroso prodígio. Enquanto as chagas de São Francisco e de outros santos tinham a cor do sangue puro e não eram repugnantes, a de Rita se converteu numa ferida purulenta e fétida, de maneira que a pobre vítima, para não empestear a casa, teve de ser recolhida a uma cela distante, onde uma religiosa lhe levava o necessário para viver. Ela suportou a ferida durante 15 anos. Em 1450 foi celebrado o jubileu em toda a Cristandade e como algumas irmãs estavam se preparando para ir a Roma, Rita manifestou um ardente desejo de as acompanhar, mas seu estado de saúde estava se agravando devido a ferida que o espinho havia deixado em sua testa. As irmãs acharam que Rita não deveria ir, mas ela pedindo a Deus para a ferida desaparecer, foi mais uma vez atendida e conseguiu acompanhar as irmãs a Roma, com grande proveito para sua alma. Mas logo que voltou da viagem a ferida reapareceu e também uma enfermidade incurável que lhe causava um grande sofrimento. Em meio as dores, ela conservava a alegria do espírito e um sorriso encantador que brilhava em seu rosto.

A MORTE DE SANTA RITA


Na última enfermidade, que durou quatro anos, veio visitá-la uma sua parenta; a Santa agradeceu-lhe a visita e, ao se despedir pediu: - Vá à horta que fica perto de tua casa, por amor de Jesus, e traga-me uma rosa. Era o mês de janeiro, quando os campos estão cobertos de neve e a vegetação morta. A parenta não deu crédito, pensando que a Santa delirasse; contudo, para ser agradável, se dispôs a atende-la, certa porém de que não encontraria rosa alguma. Rita percebeu suas dúvidas e lhe disse:- Vá, não duvides.Entrando na horta ela encontrou uma linda rosa. Cortou-a e levou à enferma; Rita pediu-lhe que voltasse à mesma horta e lhe trouxesse dois figos. Foram achados numa figueira que lá havia.Esses fatos explicam o costume de se enfeitar a imagem da Santa com rosas, figos, cachos de uvas e abelhas. A Santa Igreja mesmo parece querer perpetuar o milagre das rosas, aprovando a Bênção das Rosas que se faz no dia da Festa ou no dia 22 de cada mês, para alívio dos enfermos. A doença da Santa estava cada dia piorando e as dores tinham se tornado insuportáveis. Com orações e santas aspirações ela se preparou para receber os sacramentos e entre expressões de amor a Jesus e Maria sua alma se libertou dos vínculos que a prendiam à terra. "Chegou o tempo, minhas queridas irmãs, de sair deste mundo. Deus assim o quer. Muito vos ofendi por não vos ter amado e obedecido como era de minha obrigação; com toda a minha alma vos peço perdão por todas as negligências e descuidos; reconheço que vos tenho molestado por causa desta ferida da fronte; rogo-vos tenhais piedade das minhas fragilidades; perdoai minhas ignorâncias e rogai a Deus por mim, para que minha alma alcance a paz e a misericórdia da clemência divina..." No convento só se ouviam os soluços das freiras. O rosto pálido da enferma começou a tomar viva cor: transformou-se de repente, voltando a recuperar a formosura dos anos juvenis. As freiras a contemplavam extasiadas. Ela abriu novamente os olhos e, olhando para as irmãs em volta com suavidade e doçura, disse-lhes que a esperavam os Santos, seus protetores, e acrescentou: "Amai a Deus, minhas irmãs, sobre todas as coisas, porque a sua bondade e formosura são inigualáveis e só Ele deve merecer o vosso amor; observai a regra que haveis professado, venerai o nosso grande pai Santo Agostinho por nos ter dado nela um caminho real para a glória".Este foi o seu testamento; e, levantando as mãos, assim prosseguia: "Ficai com Deus, em paz e caridade fraterna".
Sorriu, pareceu adormecer e... acordou no céu entre os anjos.Finalmente, com 76 anos de idade e 40 de vida religiosa, faleceu Santa Rita em Cássia, no velho Convento das Agostinianas, no dia 22 de maio de 1457, depois de ter recebido com muita piedade os últimos sacramentos. Neste momento mãos invisíveis tangeram os sinos do convento e da vila de Cássia, entoando um hino triunfal das esposas eternas, convidando a comunidade para fazer um coro na glorificação da alma daquela que viveu e morreu na santidade... A morte de Rita foi acompanhada de muitos milagres. Na cela onde ela faleceu, apareceu uma luz de grande esplendor e um perfume especial se fez sentir em todo o mosteiro, e a ferida do espinho, antes de aspecto repugnante tornou-se brilhante, limpa, cor de rubi. Centenas de pessoas compareciam ao convento para ver a "Santa", cujo cadáver ficou em exposição além do tempo legal.As freiras trataram de sepultar o corpo da Santa, mas eis que a providência de Deus fez com que em toda a cidade não se achasse mais que um carpinteiro, e este tão doente que estava não podia pegar nas ferramentas.- Que a Santa me cure - disse ele -, e eu farei o caixão.De fato, Francesco Barbari sentiu-se repentinamente curado e cumpriu a sua promessa. As irmãs entoavam hinos de agradecimento a Deus por ter exaltado no céu e na terra sua serva. Rita foi venerada como santa imediatamentre após a sua morte, como atestam o sarcófago e o Códex Miraculorum, documentos de 1457 e 1462. Seus ossos, desde 18 de maio de 1947, repousam no Santuário, na urna de prata e cristal fabricada em 1930.Quase 550 anos se passaram desde que a alma de Rita deixou de animar aquele corpo; não obstante, o poder de Deus ainda o conserva. As vestes que lhe serviam de mortalha estão tão perfeitas como no dia em que a envolveram.
Recentes exames médicos afirmaram que sobre a testa, à esquerda, existem traços de uma ferida óssea (osteomielite). O pé direito apresenta sinais de uma doença sofrida nos últimos anos, talvez uma inflamação no nervo ciático. Sua altura era de 1,57m. O rosto, as mãos e os pés estão mumificados, enquanto que sob o hábito de religiosa agostiniana existe, intacto, o seu esqueleto.

BEATIFICAÇÃO E CANONIZAÇÃO


O culto à bem aventurada da vila de Cássia rapidamente se estendeu pela Itália, Portugal e Espanha, onde devido aos milagres obtidos por sua intercessão o povo lhe deu o nome de "Santa das causas impossíveis". O papa Urbano 8º, então bispo de Espoleto, a cuja diocese pertence Cássia, presenciou vários milagres. Assim que foi elevado à cátedra de São Pedro, mandou iniciar o processo de beatificação. Em 1627 aprovou a reza e missa em honra da Santa.
Muitos contratempos fizeram com que se protelasse a canonização, que só aos 24 de Maio de 1900 se realizou sob o pontificado de Leão 13. Contudo, já em 1577 se erguia em Cássia uma igreja à Santa das causa desesperadas e impossíveis. O Brasil não foi das últimas nações em cultuá-la, pois a atual matriz de Santa Rita da arquidiocese do Rio de Janeiro, data da era remota de 1724. Além desta, existem no Brasil várias outras igrejas dedicadas a Santa Rita, provando a grande veneração que o povo Católico Brasileiro tem por ela.


Fonte: Santa Rita De Cassia