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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

JESUS NO PRESÉPIO - UMA GRANDE ALEGRIA

Uma grande alegria

Assim como os pastores encontraram aquele adorável Menino reclinado sobre as palhas do presépio, nós também podemos reencontrá-Lo “reclinado” nos Tabernáculos de todo o mundo.

Por: Clara Isabel Morazzani Arráiz

Era noite. Os pastores que apascentavam seus rebanhos tinham acabado de ouvir o anúncio da Boa Nova que o Anjo lhes fizera, e disseram entre si: “Vamos até Belém e vejamos o que se realizou e o que o Senhor nos manifestou” (Lc 2, 15). Partiram então”com grande pressa” (Lc 2, 16) para a gruta, a fim de adorar o Verbo feito carne e servir de testemunhas do grande acontecimento para as épocas futuras.

Docilidade à voz do Anjo

Ao compreenderem o significado da notícia – a chegada do Messias – os pastores haviam sido tomados de um misto de temor reverencial e de consolação, mas não duvidaram sequer um segundo. Bastou a mensagem transmitida pelo celeste embaixador para robustecê-los na fé e confirmar suas esperanças.

Sem dúvida, a luminosa aparição do Anjo veio acompanhada de uma graça especial que os fazia pressentir a grandeza do acontecimento anunciado. Flexíveis à voz do sobrenatural, não manifestaram reservas, não opuseram objeções; pelo contrário, deixaram tudo, abandonando com presteza até mesmo os rebanhos confiados à sua guarda e se dirigiram sem demora em busca do “Recém-nascido, envolto em faixas e posto numa manjedoura” (Lc 2, 12).

Ali, como os Apóstolos que, anos mais tarde, seriam chamados de bem-aventurados pelo Divino Mestre, também eles poderiam ter ouvido dos lábios do Salvador: “Felizes os vossos olhos porque vêem! Ditosos os vossos ouvidos porque ouvem!” (Mt 13, 16).

A humildade dos pastores atraiu o olhar de Deus

Aqueles rudes camponeses foram objeto dessa predileção, por parte da Bondade Divina, muito mais por serem pobres de espírito do que por sua modesta condição social. A virtude da humildade, que os tornava aptos para compreender os mistérios de Deus, sem opor ceticismos arrogantes, atraiu sobre eles os olhares do Altíssimo, da mesma forma como Maria Santíssima, por Sua insuperável despretensão, foi escolhida para ser Mãe do Redentor.

Já em Seu nascimento Jesus mostrava, assim, Seu amor pelos mais pequeninos, por aqueles que, reconhecendo seu nada ou até mesmo sua falência espiritual, põem toda a sua confiança no poder de Deus.

Há quem possa ver nessa atitude de submissão diante de Deus, tão própria aos santos de todos os tempos, uma desprezível manifestação de ignorância ou insuficiência.
Mas essa é a opinião daqueles que o próprio Jesus denominaria como os “sábios e entendidos” (Mt 11, 25) deste mundo e que, por conseguinte, acham-se privados do conhecimento das coisas divinas, por cegarem- se a si mesmos.

A sabedoria verdadeira – esta sim, possuíam-na os pastores -, alcançaraa em altíssimo grau a virginal Senhora que Se inclinava em adoração ante a mísera manjedoura transformada em trono real. Movidos por essa “sabedoria da humildade”, os pastores haviam corrido até o estábulo e contemplavam a Sabedoria em Pessoa, que repousava placidamente sobre as palhas: “Ela apareceu sobre a terra, e habitou entre os homens” (Br 3, 38).

O presépio de Belém e os altares da Igreja

Hoje, de certo modo, se repete a cada dia o mistério de Belém. Dois milênios depois do nascimento de Cristo, as igrejas se encontram multiplicadas pelo mundo, e nos seus Tabernáculos repousa Jesus, verdadeiramente presente, embora oculto sob os véus do Pão Eucarístico, assim como repousou outrora sobre as palhas da manjedoura, envolto nos panos que Maria Santíssima Lhe preparara.

A mesma presteza que admiramos nos pastores deve impelir-nos, também nós, a deixar tudo e correr para o altar, a fim de encontrar o Senhor que desce do Céu. Nos altares da Igreja, obediente à voz do sacerdote, nasce Nosso Senhor Jesus Cristo uma vez mais, fazendo-nos lembrar a maneira como Ele Se apresentou ante os olhares maravilhados da Virgem Mãe, de São José e dos pastores, naquela noite santa.

O Natal não é uma mera recordação histórica

A festa de Natal encerra um significado litúrgico extraordinário: embora o Santo Sacrifício seja oferecido todos os dias nos altares de tantas igrejas espalhadas pelo mundo, ele se reveste de uma unção e densidade simbólicas particulares na noite de 24 para 25 de dezembro.

Não se trata apenas da recordação de fatos históricos envoltos nas brumas do passado, mas de uma realidade mais profunda do que aquela que captamos através dos sentidos.
A Liturgia do Natal traz um conjunto de graças vinculadas a esse mistério, as quais se derramam sobre nossos corações quando o celebramos com fervor sincero.

“O ano litúrgico – ensinava o Sumo Pontífice Pio XII – que a piedade da Igreja alimenta e acompanha, não é uma fria e inerte representação de fatos que pertencem ao passado, ou uma simples e nua evocação da realidade de outros tempos.
É, antes, o próprio Cristo, que vive sempre na sua Igreja e que prossegue o caminho de imensa misericórdia por Ele iniciado, piedosamente, nesta vida mortal, quando passou fazendo o bem, com o fim de colocar as almas humanas em contato com os Seus mistérios e fazê-las viver por eles, mistérios que estão perenemente presentes e operantes, não de modo incerto e nebuloso, de que falam alguns escritores recentes, mas porque, como nos ensina a doutrina católica e segundo a sentença dos doutores da Igreja, são exemplos ilustres de perfeição cristã e fonte de graça divina pelos méritos e intercessão do Redentor”.1

A Fé em Nosso Senhor, deitado na manjedoura e presente na Eucaristia

Hoje não vemos, como os pastores, o Divino Menino deitado sobre as palhas, mas contemplamo-Lo, com os olhos da Fé, na Hóstia imaculada que o sacerdote apresenta para a adoração dos fiéis; não ouvimos as vozes dos anjos fazendo ecoar o “Glória!” pelas vastidões dos céus, mas chega até nós o apelo da Igreja, convidando seus filhos: “Venite gentes et adorate!”.

Se grande foi a Fé daqueles homens simples ao acreditarem que, naquele pequenino vindo à terra em tal despojamento, e aquecido tão-só pelo bafo dos animais, ocultava-Se o próprio Deus, a nossa Fé poderá alcançar grau mais elevado se considerarmos esse mesmo Deus escondido na Eucaristia. E poderemos, nós também, ser contados entre os homens que o Senhor chamou de bem-aventurados: “Felizes aqueles que crêem sem ter visto!” (Jo 20, 29).

Jesus, a Beleza suprema, vela-Se em vão aos olhos de quem tem Fé: apesar da infância à qual O reduziu seu amor, seu poder se manifesta nesse dia, e só Ele – quer sob a figura de frágil criança, quer sob as espécies eucarísticas – derrota os infernos e resgata a humanidade da vil escravidão do pecado.

Natal: uma “clareira” alegre e luminosa

Quantas graças de alegria e consolação concedidas por ocasião do Natal! A cada ano, em todas as épocas da Era Cristã, esta festa máxima abre uma “clareira” alegre e luminosa no curso normal, por vezes tão cheio de sofrimentos e angústias, da vida de todos os dias.
Dominados pelas preocupações concretas ou pela ilusão deste mundo passageiro, os homens esquecem-se facilmente da eternidade que os espera e olham para esta terra como para seu fim último.

Todos se afanam em busca da felicidade; entretanto, só uma é a verdadeira, e o Divino Menino vem para apontar o único caminho que a ela conduz: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14, 6). E nessa noite silenciosa, todos param diante da gruta de Belém, gozando, ainda que por alguns instantes, dessa alegria envolvente, trazida pelo Redentor. “Ali, os maus cessam seus furores, ali, repousam os exaustos de forças, ali, os prisioneiros estão tranqüilos, já não mais ouvem a voz do exator.

Ali, juntos, os pequenos e os grandes se encontram, o escravo ali está livre do jugo do seu senhor” (Jó 3, 17-19).

De onde vem a felicidade que sentimos no Natal?

Prolonguemos esses momentos de alegria vividos aos pés da manjedoura ou em torno do altar. De onde nos vem, ao certo, essa felicidade? Onde a poderemos encontrar?
Encarnando-Se, Deus quis fazer- Se um de nós, para tornar essa felicidade ainda mais acessível, mais atraente, mais encantadora. Ao entrar neste mundo, o Divino Infante abre seus braços num gesto que prenuncia Sua missão salvadora e parece exclamar: “Eis que venho. [...] Com prazer faço a vossa vontade” (Sl 39, 8-9), manifestando neste ato Sua perfeita obediência ao Pai, selada no Getsêmani: “Faça-se a vossa vontade e não a minha” (Lc 22, 42).

Assim, na esplendorosa noite de Natal inicia-se o grande mistério da Redenção, em sua dupla perspectiva: é o perdão concedido ao homem réu, manchado pela culpa de Adão e por suas más ações; e também a elevação desse mesmo homem à ordem sobrenatural, convidando-o a participar da Família Divina, pelo dom da graça.

Nessa adorável Criança vemos nossa pobre natureza galgar alturas inimagináveis, às quais seria incapaz de subir por suas próprias forças, e entrar na intimidade do Deus inacessível e infinito.

Celebramos a nossa própria deificação

O santo Papa Leão Magno, em seu célebre sermão sobre o Natal, mostrou, com palavras inspiradas, essa alegria universal que nos traz o nascimento de Cristo: “Ninguém está excluído da participação nesta felicidade. A causa da alegria é comum a todos, porque Nosso Senhor, vencedor do pecado e da morte, não tendo encontrado ninguém isento de culpa, veio libertar a todos.

Exulte o justo, porque se aproxima da vitória; rejubile o pecador, porque lhe é oferecido o perdão; reanime-se o pagão, porque é chamado à vida”.2
No Redentor, reclinado no presépio, vemos nossa humanidade, reconhecemos nEle um Irmão, “em tudo semelhante a nós, exceto no pecado” (Hb 4, 15); nos pastores, e em todos aqueles que circundam a manjedoura ou o altar, admiramos uma luz, de fulgor até então desconhecido, que brilha, expulsando as trevas da maldição do pecado no qual estavam envoltos.

“Oh admirável intercâmbio! O Criador do gênero humano, assumindo corpo e alma, quis nascer de uma Virgem; e, tornando-Se homem sem intervenção do homem, nos doou sua própria divindade!”.3 Celebramos, pois, no Natal, a nossa própria deificação.

É preciso retribuir todo esse amor

Quem não corresponderá com amor ao próprio Amor em Pessoa? Quem, remido, não se ajoelhará em adoração ante a fragilidade de um Redentor que Se faz pequeno para engrandecer os homens? Também nós, resta-nos retribuir esse mesmo amor ao Pequeno Rei que hoje Se nos entrega no mistério do altar.

O amor torna o amante semelhante ao amado, afirma o grande místico São João da Cruz. Para consolidar essa união é necessário, entretanto, que Um desça até o outro pela ternura, ou que o segundo suba até o Primeiro pela veneração. Jesus já desceu até nós pela compaixão, pelo afeto, pela ternura…

Subamos até Ele, ou melhor, peçamos, por intercessão de sua Mãe Santíssima, que Ele mesmo nos faça subir. Bem junto ao altar, entoando com os lábios o “Venite gentes et adorate” da Liturgia, cantemos com o coração nossa entrega sem reservas ao Menino Salvador.
Por: Clara Isabel Morazzani Arráiz

1 Pio XII, Mediator Dei, n. 150.
2 Sermo 1 in Nativitate Domini.
3 Liturgia das Horas. Antífona da Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, I Vésperas.
(Revista Arautos do Evangelho, Dez/2008, n. 84, p. 20 a 23)

domingo, 20 de dezembro de 2009

NATAL - PAZ! ONDE ESTÁS?

Paz! Onde estás?

Evangelho de Natal

Quando os anjos se retiraram deles para o Céu, os pastores diziam entre si: “Vamos até Belém e vejamos o que é que lá aconteceu e o que é que o Senhor nos manifestou”. 16 Foram a toda pressa, e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura. 17 Vendo isto, contaram o que lhes tinha sido dito acerca deste Menino. 18 E todos os que ouviram, se admiraram das coisas que os pastores lhes diziam. 19 Maria conservava todas estas coisas, conferindo-as no seu coração. 20 Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, conforme lhes tinha sido dito.” (Lc 2, 15-20).

Nascendo numa época corroída por misérias morais e sociais, Jesus veio renovar o mundo. E os primeiros anunciadores da boa nova foram os humildes pastores de Belém.








Mons. João Clá Dias, E.P.
IAs conseqüências do pecado original

Ao lermos o Gênesis, entristecenos a história do primeiro pecado do homem, sobretudo ao nos darmos conta de que ali surgiu a fonte da progressiva brutalidade que se espalhou sobre a Terra.
No início, o equilíbrio moral de nossos primeiros pais, Adão e Eva, era vigorosamente forte e robusto, pois eles “foram constituídos em um estado ‘de santidade original’ [...] O homem estava intacto e ordenado em todo seu ser, porque livre da tríplice concupiscência que o submete aos prazeres dos sentidos, à cobiça dos bens terrenos e à auto-afirmação contra os imperativos da razão” 1.

Para romper essa barreira e ser lançada a humanidade num maremagno de desordens, de fato, bastou um só pecado: o original.

O pecado leva à idolatria

“A partir do primeiro pecado, uma verdadeira ‘invasão’ do pecado inunda o mundo: o fratricídio cometido por Caim contra Abel; a corrupção universal em decorrência do pecado” 2.

Daí o mal ter se difundido por toda parte numa crescente voracidade, a ponto de conferir realidade à afirmação do poeta Plautus, quando este fez uma descrição do relacionamento entre os seres humanos, na sociedade de seus dias: “Homo homini lupus” 3.
Não tardou muito o homem em substituir o verdadeiro Deus – seu companheiro de conversa e passeio das tardes no Paraíso – por deuses falsos, ídolos materiais e sem vida.
Foi com fundamento que Horácio, pela voz de um desses deuses, Príapo (deus da masculinidade e da fertilidade), ridicularizou essa apostasia: “Tempos atrás, eu era o tronco de uma figueira selvagem, madeira imprestável, quando o marceneiro, hesitando sobre o que fazer de mim, se um banco ou um Príapo, preferiu que eu me tornasse o deus” 4.

Os homens querem se fazer adorar

A idolatria não exigiu para si somente figuras materiais, mas esse delírio se estendeu ao endeusamento de certas personalidades. Governantes inúmeros fizeram-se adorar por seus súditos. O título de Augusto, conferido pelo Senado Romano ao Imperador Otávio, tornou-se uma amostra do desequilíbrio de espírito daqueles tempos.

Digna é de nota a proskynesis (o ósculo da poeira do chão pelos súditos, diante do soberano). Um exemplo clamoroso nessa linha deu-se com Alexandre Magno que “com a ‘proskynesis’ [...] exigia o reconhecimento de que oficialmente, em sua qualidade de rei [...], ele não era mais um homem, mas sim, um deus. Em outras palavras, quando Alexandre exigiu que gregos e macedônios se prostrassem a seus pés e osculassem a poeira diante dele, queria que o reconhecessem como deus” 5.

Por trás dessas práticas encontrava- se, evidentemente, a idolatria ao próprio Satanás, denunciada por São Paulo em sua primeira Epístola aos Coríntios: “Considerai Israel segundo a carne: não entram em comunhão com o altar os que comem as vítimas? Que quero afirmar com isto? Que a carne sacrificada aos ídolos ou o próprio ídolo são alguma coisa? Não! As coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam-nas a demônios e não a Deus. E eu não quero que tenhais comunhão com os demônios.

Não podeis beber ao mesmo tempo o cálice do Senhor e o cálice dos demônios.
Não podeis participar ao mesmo tempo da mesa do Senhor e da mesa dos demônios” (1 Cor 10, 18-21).

Infame humilhação das mulheres

E como não poderia deixar de ser, todo esse culto era acompanhado de abjetas depravações, como por exemplo a “prostituição sagrada”, perpetrada no interior dos templos babilônicos e assírios, conforme nos relata o próprio Heródoto 6. Esse mesmo costume era comum e corrente nos templos de Afrodite e de Vênus, na Grécia, como também nos de Astarte, na Síria.

E qual a fonte “vocacional” dessas “sacerdotisas”? Basta percorrer os números 181 e 182 do conhecido “Código de Hamurábi” (aproximadamente 1793 a 1750 a.C.), tão exaltado por certos historiadores, para conhecermos a regulamentação de como deviam os pais proceder para doarem suas filhas aos templos.
Ademais, relata Heródoto que, em Babilônia, todas as mulheres nativas, sem qualquer exceção, pelo menos uma vez na vida deviam passar por essa infame humilhação no templo de Melita 7.
Esse horroroso costume era rigorosamente observado também na ilha de Chipre. O mesmo se dava na Fenícia, entre os adoradores de Baal; idem na Frígia, no culto a Cibele e Átis. E não nos esqueçamos de que se atribuíam, aos deuses do Olimpo, não poucos roubos, parricídios, raptos, incestos, infanticídios, etc.

Horrores no trato dispensado às crianças

Se injusto e brutal era o trato dispensado às mulheres, melhor não era o dado às crianças. Heródoto nos faz chegar ao conhecimento os horrores nessa matéria, como por exemplo ter sido prática legal na Grécia, permitida aos tutores das crianças, a pedofilia, que posteriormente foi copiada pela Pérsia 8.
Um famoso historiador francês assim nos narra como deveriam ser consideradas as crianças que nascessem defeituosas: “O Estado tinha o direito de não tolerar que seus cidadãos fossem disformes ou mal constituídos. Por isso ele ordenava ao pai, ao qual nascesse um filho nessa situação, que o fizesse morrer. Essa lei se encontrava nos antigos códigos de Esparta e de Roma” 9.

Falta de amor na família

E quanto à constituição familiar “os adultérios e divórcios estavam na ordem do dia; havia mulheres que tinham se casado vinte vezes” 10. O que evidentemente conduzia a um trato social despótico e injusto. “A falta de amor na família levou à desumanidade para com os escravos, os pobres e os trabalhadores” 11.

As trevas do pecado invadiam todos os povos

Seria um não mais terminar se procurássemos nos aprofundar na recordação do ambiente social e moral dos últimos tempos da Antiguidade.
Para formarmos uma idéia de síntese desse período histórico, basta correr os olhos sobre o primeiro capítulo da Epístola aos Romanos: “Deus os entregou a paixões degradantes [...] E é assim que fazem o que não devem. Estão repletos de toda espécie de injustiça, perversidade, ambição, maldade; cheios de inveja, homicídios, discórdia, falsidade, malícia; são difamadores, maldizentes, orgulhosos, arrogantes, engenhosos para o mal, rebeldes para com os pais, estúpidos, desleais, inclementes, impiedosos” (Rm 1, 26.28-31).
Essa era a terrível noite que, como um negro manto de drama, sofrimento e dor, envolvia a humanidade daqueles tempos como um dos frutos do pecado original. Entre o próprio povo eleito, raros escapavam das influências da ambição dos fariseus hipócritas, que iam ao Templo por pura vanglória e exibicionismo, em busca de honras. As trevas do pecado envolviam todos os povos, e o domínio de Satanás se estendia por toda a Terra.

Como reparar tanto horror? Como de certa forma restabelecer a antiga ordem e reabrirem-se as portas do Céu? Nesse caos tão generalizado, onde encontrar, na face da Terra, criaturas humanas que dessem a Deus um louvor puro e inocente?

II – O Menino que reverteu a História

Entremos numa certa gruta e ali veremos um Menino adorado por sua Mãe Santíssima e São José, reunidos em família, oferecendo mais glória a Deus do que toda a humanidade idólatra, e até mesmo mais do que os próprios anjos do Céu em sua totalidade.
Já em seu nascimento, numa singela manjedoura, aquele Divino Infante reparava os delírios de glória egoísta sofregamente procurada pelos pecadores.

Ele se encarnava para fazer a vontade do Pai e, assim, dar-nos o perfeitíssimo exemplo de vida.
Nenhum pensamento, desejo, palavra ou ação surgida de sua alma divinamente santa terá outro fim que não seja o de glorificar o Pai, a quem tudo consagrou desde o primeiro instante.
Não tardarão muitos séculos, depois daquele natal, para os altares dos falsos deuses serem arrasados, os ídolos quebrados, os templos pagãos destruídos – ou convertidos em santuários – e os próprios demônios se calarem.
Sim, aquele Menino nascido numa gruta reverterá o trabalho realizado por Satanás durante milênios, e a Roma pagã será a sede do Cristianismo; transformada na Cidade Eterna, dentro de suas muralhas, sobre uma pedra inabalável, se estabelecerá até o fim dos tempos uma infalível cátedra da moral e da verdade.

Os pastores são convidados pelos Anjos

Mas, por outro lado, onde encontrariam os anjos, homens dignos de serem convidados para adorar o Menino? Na própria Belém, o berço de Isaí (1 Sm 16, 1) e de seu filho Davi, o humilde e jovem pastor “louro e de formosos olhos” (1 Sm 16, 12). Nos campos daquelas regiões, escolheram os anjos os destinatários do grande anúncio, pessoas pertencentes à mesma condição

social do Rei e Profeta: os pastores de ovelhas. Assim, dois cortesãos do mais nobre sangue – Maria e José -, junto com os pastores de condição humilde e a própria Corte Celeste constituiriam os adoradores do Menino- Deus recém-nascido. Do Templo, nenhum representante.

Os escribas e fariseus desprezavam aquela classe de homens que, dia e noite, no verão ou no inverno, guardavam os rebanhos naquelas pastagens de Belém. Pelo seu teor de vida, os pastores não se enquadravam nas minuciosas práticas e abluções religiosas dos cerimoniais farisaicos.

Os terrenos por eles ocupados não eram suficientemente irrigados e, por isso, não lhes assistia um escrupuloso asseio. Ademais, a instrução era por eles acolhida diretamente na própria natureza que não lhes ensinava o uso de vasilhas, a escolha dos alimentos puros etc. Formavam eles uma comunidade à margem da sociedade, que vivia do pasto e no pasto, portanto um povo da terra, totalmente desprezado pelos fariseus. Além disso, eram excluídos do normal procedimento dos tribunais, sendo considerados inválidos seus testemunhos em juízo.
Paradoxalmente, os excluídos dos pleitos farisaicos são agora convidados, pelos anjos do Supremo Juiz, a penetrar na corte de um príncipe herdeiro do trono de Davi.

IIIA adoração dos pastores

15 Quando os anjos se retiraram deles para o Céu, os pastores diziam entre si: ‘Vamos até Belém e vejamos o que é que lá aconteceu e o que é que o Senhor nos manifestou’.

A flexibilidade de alma daqueles pastores era plena, submissa e toda feita de prontidão. O anjo lhes dissera para não temerem (cf. Lc 2, 10) e não consta nesse relato de Lucas que tenham passado por algum espanto ao longo do contato com aqueles puros espíritos.
Ora, sabemos pela História o quanto os judeus se amedrontavam com as aparições angélicas, julgando que a morte com certeza se lhes seguiria (cf. Jz 6, 22-23; Jz 13, 20-22; Tb 12, 16-17). Mas esses pastores, apesar de homens de pouquíssimo conhecimento, intuíram rapidamente que, por fim, nascera o Messias.

Sem conhecer as amplas e profundas explicações doutrinárias dos fariseus, eles como todo e qualquer judeu, sabiam da promessa feita por Deus e anunciada pelos profetas aos antigos sobre o futuro aparecimento de um Salvador. Não seria quiçá esse o tema de suas conversas durante as noites de pastoreio? Restou-nos apenas uma síntese das palavras do anjo a eles. Entretanto não será exagerado crer que ele lhes tenha esclarecido qual deveria ser o lugar e o caminho de acesso à gruta, tanto mais que lhes indicou os sinais distintivos: “Encontrareis um Menino envolto em panos e posto no Presépio” (Lc 2, 12).

As grutas da região lhes deviam ser muito familiares, pois eram os locais de refúgio onde buscavam proteção contra as intempéries. Tampouco se pode descartar a hipótese de ter havido antecedentes de partos ocorridos em circunstâncias análogas às do Natal. O certo é que em nenhum momento lhes passa pela alma a menor dúvida e, por isso, comentam entre si, em meio a muita alegria, o fato narrado pelo anjo, e convictamente concluem e decidem empreender a caminhada rumo ao “que o Senhor nos manifestou” (v. 15).

Receberam com fervor a boa nova
16 Foram a toda pressa, e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura.

O amor não admite lentidão. A pressa dos pastores comprova o grande fervor com que receberam a boa nova. Como não conheciam o emaranhado conceitual dos fariseus, não se levantou em suas almas a menor objeção sobre a realidade do Messias que se lhes manifestava diante de todos e de cada um. Trinta e poucos anos mais tarde, a cega doutrina dos escribas e fariseus se uniria aos conceitos dos saduceus e herodianos – sem excluir os do próprio Sinédrio – para se opor ao senso comum e sobrenatural dos humildes de espírito e assim, com entranhado ódio, empregar todos os recursos com vistas à condenação do “Salvador, que é Cristo e Senhor, [nascido] na cidade de Davi” (v. 11).

Ali na gruta, naquele momento, estavam presentes o Pai Eterno e o Divino Espírito Santo, que viam naquele tenro, delicado e ao mesmo tempo grandioso Menino, a realização de um plano idealizado desde todo o sempre: “Tu és meu filho muito amado, em quem coloco todas as minhas complacências” (cf. Lc 4, 22 e Mc 1, 11). Como também Maria Santíssima, que através de seus altíssimos dons, de maneira inigualável penetrava os mistérios daquele Nascimento. José a acompanhava muito de perto. Abismados ambos pela incomensurável humildade de Deus em fazer- se homem - à diferença da soberba dos demônios -, concentravam-se para adorar o Divino Infante.

Foi-lhes concedido um dom de fé flexível e obediente

Lá chegam agora também os pastores, em simplicidade e pobreza, atraídos e amados por Deus devido a seu espírito de obediência, e por serem contemplativos. Não era a pobreza material que os tornava diletos de Deus, pois pobres os havia em situação ainda mais deficiente e em maior número. Ademais, não podemos nos esquecer de que essa não era a condição social dos Reis Magos, que paralelamente estavam se pondo a caminho para adorar o Divino Infante.

Por outro lado, seria outro erro querer atribuir ao portentoso milagre da aparição dos anjos, durante a noite, o fator decisivo para a crença daqueles homens toscos e talvez iletrados.
Quão maiores e incontáveis seriam os milagres operados por aquele Menino em sua vida pública! Entretanto, muitos judeus não creram.

O fator decisivo foi um especial dom de fé que lhes foi concedido.
A Teologia nos ensina que há uma fé que se poderia denominar puramente intelectual: a pessoa crê em Deus, mas chega a odiá-Lo e temê- Lo como fazem os demônios e os precitos. Há, ainda, os que crêem, mas não traduzem em obras sua fé.

Os fatos, como nos são narrados por Lucas, fazem-nos concluir que os pastores possuíam uma fé flexível e obediente, colocando em prática tudo aquilo em que acreditaram. Sem perda de tempo, submeteram todo o seu entendimento e vontade ao que lhes anunciou o sobrenatural.

É naquela noite que, diante do Presépio, encontramos os primeiros cristãos adorando a Cristo, o Absoluto abnegado, despido das manifestações da glória que Lhe é devida. Os pastores, ao serem capazes de adorá-Lo na manjedoura, não teriam dificuldade de fazê-lo no Calvário, tal como Maria o fez de modo tão sublime.

Nós também, nos dias atuais, temos o nosso presépio. O mesmo Unigênito Filho de Deus, reclinado sobre as palhas no interior da gruta em Belém, está presente debaixo das Espécies

Eucarísticas. Será que igualmente nos movemos “apressadamente” em busca do Salvador, como o fizeram os pastores?

Proclamaram maravilhas de que tinham sido testemunhas

17 Vendo isto, contaram o que lhes tinha sido dito acerca deste Menino.

O bem é de si eminentemente difusivo, e por isso, os pastores, de adoradores transformam-se em arautos das maravilhas contempladas por eles, antecedendo de muito os apóstolos e até mesmo o Precursor, João Batista, em suas missões.
Esse inesquecível Natal, pela mesma razão, fará cantar o coração dos pregadores, santos e Doutores: “Nós nos reunimos para admirar o aniquilamento do Verbo e gozarmos do piedoso espetáculo de ver como Deus desce para nos levantar, se rebaixa para fazer-nos crescer, e se empobrece para repartir-nos seus tesouros” 12 – afirma Bossuet.

Também São Boaventura proclama as maravilhas da graça operadas no Natal: “Para curar, Deus teve de unir-se à natureza humana, sem exceção de nenhuma parte, pois ela toda estava enferma. Diz-se que se ‘encarnou’ por ser a carne o que é mais enfermo e para indicar melhor a humilhação de Deus” 13.

E São Tomás assim explica o nascimento d’Aquele que é eterno: “Podese afirmar que Cristo nasceu duas vezes, segundo seus dois nascimentos; porque assim como se diz que corre duas vezes o que corre em dois momentos, assim também se pode dizer que nasce duas vezes o que nasce uma vez na eternidade e outra no tempo; porque a eternidade e o tempo diferem muito mais que dois momentos, ainda que um e outro designem una medida de duração” 14.

18 E todos os que ouviram, se admiraram das coisas que os pastores lhes diziam.

Após ter sido a própria Virgem Santíssima a primeira anunciadora da Boa Nova junto à sua prima Santa Isabel, agora os pastores movem-se para proclamar as maravilhas das quais tinham sido testemunhas.

A aparição do anjo e sua mensagem, a multidão de outros puros espíritos entoando cânticos celestiais, a constatação da realidade dos fatos na própria gruta, ao encontrarem Maria, José e o Menino, devem ter sido acontecimentos que arrebatavam a todos quantos deles tomavam conhecimento.

Tanto mais que provavelmente os pastores deviam estar tomados pelo sopro do Espírito Santo e iluminados em sua missão.

Maria conferia tudo o que acontecia no seu coração

19 Maria conservava todas estas coisas, conferindo-as no seu coração.

A propósito da afirmação feita por Lucas nesse versículo, ouçamos o que nos comenta Maldonado: “Observava, sim, como creio, todas as coisas, não como se desconhecesse o mistério delas, mas vendo com gozo como se confirmava com novos prodígios e pelo testemunho daqueles pastores, o que ela tinha conhecido antes, pelo anjo Gabriel.


Este é o significado das palavras do evangelista, quando ele diz: Ela as conferia em seu coração; ou seja, comparava estas coisas com as que haviam precedido, via a coincidência de todas elas, para confirmar a fé neste mistério, como diz Eutímio. [...]
Segundo São Beda, Maria comparava as coisas que aconteciam com as palavras das antigas profecias:
‘Como lia as Sagradas Escrituras e conhecia muito bem os profetas, comparava consigo o que ia acontecendo acerca do Senhor, com o que d’Ele mesmo via escrito pelos profetas; e conferindo ambas as coisas, via que coincidiam admiravelmente, com uma luz comparável à dos próprios Querubins.

Havia dito Gabriel: Eis que conceberás e darás à luz um filho. E antes Isaías havia predito: Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho. Havia profetizado Miquéias (4-8) que viria o Senhor à filha de Sion, na Torre do Rebanho, e então voltaria o antigo império. E dizem agora os pastores que lhes apareceram milícias da cidade celestial, na Torre do Rebanho, cantando a vinda do Messias.
Maria havia lido (Is 1, 3) que o boi conheceu seu dono e o asno, o presépio de seu senhor; e via o Filho de Deus dar vagidos no presépio, vindo para salvar os homens e animais. E em todas e em cada uma dessas coisas comparava o que havia lido, com o que ouvia e via’.

Diz em seu coração para indicar que guardou tudo em seu interior, sem revelar a ninguém. Exemplo admirável de humildade e modéstia virginal, como nota Santo Ambrósio: ‘Aprendamos a castidade da Virgem em todas as coisas, a qual, não menos recatada em seus lábios que em sua carne, conferia em seu coração esses mistérios divinos’.A mesma coisa comentou São Bernardo.” 15.

Maternal acolhida

20 Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, conforme lhes tinha sido dito.

Não pode deixar de ser que a Santíssima Virgem os tivesse acolhido com maternal afeto e bondade.
Se os anjos condescenderam em lhes aparecer, tal seria que Maria não completasse, com sua nota de Rainha e Mãe, a missão de seus celestiais súditos, acentuando nas almas daqueles homens simples, mas cheios de fé, as graças que Deus lhes concedera.

Deveriam eles retomar os cuidados dos respectivos rebanhos, mas tudo leva a crer que não lhes foi fácil cumprir, de imediato, com seus deveres de ofício. Percebe-se, pela manifestação piedosa de sua alegria, o quanto estavam tomados por graças superabundantes e místicas.

IV – Considerações finais

Os anjos cantam e proclamam a instituição do Reino de Cristo que nasce na gruta em Belém. A manifestação desse Reino constitui a glória reparadora, e os que o dão a conhecer glorificam-no, assim como ao próprio Deus e Sumo Bem.O adorável Menino nasceu para tornar conhecido o Pai entre os homens e, assim, poder d’Ele receber a devida glória: “Glorifiquei-Te sobre a terra; acabei a obra que me deste a fazer” (Jo 17, 4).

Ali também, sob certo ponto de vista, com o nascimento de seu Fundador, nasce a Santa Igreja, como afirma Santo Ambrósio: “Vede as origens da Igreja nascente” 16. Uma nova luz brilhou sobre a terra: “Este povo, que jazia nas trevas, viu uma grande luz, e uma luz levantou-se para os que jaziam na sombra da morte” (Mt 4, 16).

Viverá o mundo de hoje sob os influxos dessas graças, ou terá dado as costas a esse incomensurável benefício obtido pela maternal mediação de Maria? A segunda hipótese parece ser a mais provável, infelizmente.

Neste caso encontrará a humanidade a tão desejada, necessária e propalada paz? Jamais, se não a procurar onde realmente ela se encontra: “Deixemos, pois, as obras das trevas, e revistamo-nos das armas da luz” (Rm 13, 12).


1) CIC, nº 375-377.

2) Idem, nº 401.

3) PLAUTUS. Titus Macci, Asinaria, II. iv, 495.

4) QUINTUS, Horatius Flaccus. Satyrarum libri, livro 1, poema 8.

5) FERGUSON, William Scott. Greec Imperialism. Kitchener (Canadá): Batoche Books, 2001, pp. 68 e 69.

6) Cf. HERODOTUS. Book 1, Clio, nº 181. In Kitson, J., Herodotus Website, www.herodotuswebsite.co.uk, 2003.

7) Cf. Idem, 199.

8)- Ibidem.

9) COULANGES, Fustel de. La Cité Antique, l. 3, c. 17. Paris: Flammarion, 1984, p. 78.

10) WEISS, Juan Bautista, Historia Universal.Barcelona: La Educación, 1928, v. III, p. 653.

11) Idem, p. 654.

12) BOSSUET, Sermão de Natal ed.Lebarq, t. 2 p. 274, Paris, Desclée, 1929.

13) SAN BUENAVENTURA. Breviloquio, p. 4ª: BAC, Obras de San Buenaventura, t. 1 p. 335.

14) AQUINO, São Tomás de. S.T. III q.35 a. 2 ad 4.

15) MALDONADO, P. Juan de, S. J.Comentarios a los Cuatro Evangelios.Madrid: BAC, 1951, v. II, p. 393-394.

16) Lib. 2, in c. 2 Lc. (Exposição do Evangelho segundo Lucas)

Mons. João Clá Dias, EP

sábado, 19 de dezembro de 2009

MENSAGEM DE NATAL

MENSAGEM DE NATAL RECEBIDA

Prezados leitores,
rebemos e-mail de Natal, o qual desejamos compartilhar com todos vocês

...............................Claudio Fontana

Querido amigo,

Já estamos respirando em clima-de-NATAL , e quero aproveitar êste "email" , para desejar á você, MEU AMIGO QUERIDO , do fundo do meu coração, toda a felicidade e alegria nestes dias de Festas que se aproximam e para que "não esqueçamos do ANIVERSARIANTE , aqui estou, cantando prá você e sua familia , a canção "O HOMEM DE NAZARETH", meu maior sucesso como compositor-maranhense , pedindo á ÊLE , que continue iluminando sua vida e seu trabalho.
FELIZ NATAL ...
FELIZ 2010......
FELIZ ANO NOVO...

Claudio Fontana e Malú


11 -5041-3849
PS: Quem desejar receber cópia da musica "O HOMEM DE NAZARETH", a nós enviada, basta nos solicitar pelo e-mail: afamiliacatolica@gmail.com ou solicitar diretamente ao nosso amigo Claudio Fontana, pelo seu site acima.
A FAMÍLIA CATÓLICA

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

MENSAGEM DE NATAL

PORTUGAL: MENSAGEM DE NATAL

Lisboa, 15 dez (RV)

- O bispo da diocese portuguesa de Santarém, Dom Manuel Pelino, Bispo de Santarém, alertou para “o individualismo, a desconfiança mútua, o desânimo, a solidão, a agressividade” que marcam as nossas sociedades. Na sua mensagem por ocasião do Natal, o prelado considera que “num mundo frio e egoísta precisamos da mensagem do Natal”. “Dediquemo-nos e defendamos também a união estável da família, baseada no amor e santificada pelo sacramento do matrimônio, como berço e ambiente para o desenvolvimento harmonioso dos filhos”, destaca o prelado. O bispo de Santarém pede ainda que “saibamos partilhar o nosso afeto, a nossa atenção e os nossos bens com os que nos rodeiam, sobretudo com os mais carentes”.Já o bispo de Setúbal, Dom Gilberto Canavarro Reis, opta por um registro mais poético, em forma de prece, pedindo “um coração capaz de reparar que ao nosso redor, no bairro, na cidade, há gente que vive na solidão, gente com aposentadoria de miséria, gente em casas degradadas, gente que sofre por causa do desemprego, imigrantes mal acolhidos, gente excluída: gente de carne e osso como nós, gente que poderíamos ser nós mesmos”.Num texto publicado pelo Secretariado Nacional da Pastoral Social, sugere-se que se rejeite “uma vida egoísta, centrada em nós mesmos e, por isso, absurda, e sem graça”, apelando ao compromisso “num mundo em que não haja quem morra de fome, ou na guerra, ou de desespero”. Pede-se ainda a luta “contra as injustiças, contra toda a espécie de exploração, ou de exclusão”. (SP)

Fonte: RV

domingo, 29 de novembro de 2009

O VERDADEIRO ESPÍRITO DE NATAL

O VERDADEIRO ESPÍRITO DE NATAL




NATAL DO MENINO JESUS



Em São Paulo, numa rua sossegada de um bairro residencial, todos os anos uma família se esmera em enfeitar sua casa para o Natal. Na verdade, isso é uma coisa que quase todos fazem, nessa época tão festiva e especial do ano. Todos querem decorar e enfeitar suas casas ou estabelecimentos comerciais, de modo a marcar as festas natalinas. Ruas e praças, jardins e fachadas, sacadas de prédios se enchem de luzes e cores. Toda a cidade resplandece.
Mas nessa casa em especial, as pessoas se preocupam com algo mais. Algo que represente o verdadeiro espírito do Natal, quando festejamos o nascimento do Menino Deus que veio ao mundo numa pobre gruta em Belém da Judéia, há 2009 anos, para mudar a face do mundo, para resgatar das trevas a humanidade.
Esse Menino cresceu, viveu, pregou, curou, ensinou e morreu por nós.
E nos deixou um mandamento: “ Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como eu vos amei.”
Seguindo os ensinamentos de Jesus, essa família especial passa dias e dias trabalhando sem descanso para decorar e enfeitar de forma primorosa a fachada, a calçada e o interior da casa onde moram, transformando-a em algo de conto de fadas, algo mágico, que nos faz voltar a ser crianças, a recordar os Natais de nossa infância. Sua casa se torna a casa de Papai Noel, cada cômodo decorado de acordo. Por uma insignificante quantia, todos podem entrar e visitar a casa. E a renda assim obtida é destinada a ajudar uma instituição que cuida de crianças carentes, situada na cidade de Tremembé, próxima a Taubaté, estado de São Paulo. Nessa instituição ficam abrigados os filhos dos detentos dos presídios que existem naquela região.
Dessa forma são postos em prática os ensinamentos do Divino Mestre: “Tudo o que fizeres a um dos meus pequeninos foi a Mim que o fizestes.”
Que bela maneira de se festejar o Natal!
Se você mora em São Paulo, aproveite a oportunidade: venha se divertir, ajudando o próximo e visite a Casa do Papai Noel.


Visite: Avenida Iraí, 1508, esquina da Alameda dos Uapés - São Paulo - Capital

De 26 de novembro até 23 de dezembro

Horário: Segunda a sexta das 16h00 as 22h00
...............Sábados e domingos das 14h00 as 22h00


Mapa de localização:


Fonte: A FAMÍLIA CATÓLICA

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

NOSSOS VOTOS DE NATAL E ANO NOVO

Natal de 2008

“Eterno esplendor da beleza divina,
ó Cristo, vós sois luz e vida e perdão.
Às nossas doenças trazeis o remédio,
Abris uma porta para a salvação.

Embora pequeno, deitado em presépio,
Em todo o universo, ó Cristo, reinais.
Ó fruto bendito da Virgem sem mancha,
Que todos vos amem num reino de paz.

Às vozes dos anjos as nossas unimos,
Num coro exultante de glória e louvor,
cantando aleluias ao Pai e ao Filho,
cantando louvores e graças ao Amor”.
Hino do “Ofício das Leituras” do dia de Natal


De joelhos em contemplação diante do Santo Presépio, adorando o Deus Menino que, ao assumir a nossa natureza, veio mostrar-nos o rosto humano de Deus em Seu rosto divino de homem, ficamos a refletir.
Quanta simplicidade naquela gruta em Belém...
Quanta humildade na pobre manjedoura...
E, no entanto, quanta glória, quanto esplendor, quanta riqueza naquele ambiente despojado!
Todo o poder do universo na figura frágil, encantadora, daquele recém nascido...
Todo o amor de Deus por nós, pobre humanidade, representado em tão profundo mistério: o Rei dos Reis encarnando-se no seio da Virgem Puríssima, para elevar à altura até então inatingível da divindade nossa natureza pecadora e decaída.
Que o meigo Menino Jesus possa fazer frutificar no coração dos homens, neste Natal de 2008, apesar de tanta dor e tragédia, Sua mensagem de Amor, de Esperança e de Paz.
E que o próximo Ano possa ver nascer, pela Graça de Deus e a poderosa intercessão da Virgem Santíssima, um mundo novo, mais justo e mais fraterno, onde as pessoas deixem de lado as diferenças e preconceitos, ódios, rancores, consumismo e individualismo, para seguir o sublime mandamento que Ele nos deixou:
“Amai vos uns aos outros como Eu vos amei”

Feliz e Santo Natal .
Próspero ano de 2009, pleno de novas e grandes realizações.
São os votos de:
A FAMÍLIA CATÒLICA

NATAL

A história do Natal começou na véspera do nascimento de Jesus, quando, segundo a Bíblia, os anjos anunciaram a chegada do menino.
Oficialmente, faz agora 2006 anos.
Nessa altura, o imperador Augusto determinou o registo de toda a população do Império Romano por causa dos impostos, tendo cada pessoa, para o efeito de inscrever na sua localidade.
Segundo o Novo Testamento, José partiu de Nazaré para Belém, para esse efeito, e levou com ele a sua esposa, Maria, que esperava um Filho. Ao longo da viagem, chegou a hora de Maria dar à luz, e como a cidade estava com os albergues completamente cheios, tiveram de pernoitar numa gruta.
Foi nessa região da Judeia, que Jesus nasceu.
Diz a Bíblia que um Anjo desceu sobre os pastores que guardavam os seus rebanhos durante a noite e disse-lhes: «Deixai o que estais a fazer e vinde adorar o menino, que se encontra em Belém e é o vosso Redentor».
Os pastores foram apressados, procurando o lugar indicado pelo Anjo, e lá encontraram Maria, José e o menino.
Ao vê-lo, espalharam a boa nova.
Os primeiros registos da celebração do Natal têm origem na Turquia, a 25 de Dezembro, em meados do sec II.
No ano 350, o Papa Júlio I levou a efeito uma investigação pormenorizada e proclamou o dia 25 de Dezembro como data oficial e o Imperador Justiniano, em 529, declarou-o feriado nacional.
O período das festas alargou-se até à Epifania, ou seja vai desde 25 de Dezembro até 6 de Janeiro.
O dia 6 de Janeiro é o chamado dia dos Reis Magos.
A religião Cristã foi, depois, abraçando toda a Europa, dando a conhecer a outros povos a celebração do Natal.
Em Inglaterra, o primeiro arcebispo de Cantuária foi responsável pela celebração do Natal.
Na Alemanha, foi reconhecido em 813, através do sínodo de Mainz.
Na Noruega, pelo rei Hakon em meados de 900.
E em finais do séc. IX, o Natal já era celebrado em toda a Europa.
Os Evangelhos de S.Lucas e S. Mateus relatam a história do nascimento de Jesus.
Só que, ao contrário do que julgávamos, Jesus não teria nascido no Inverno e sim na Primavera ou no Verão - os pastores não guardariam os rebanhos nos montes com o rigor do Inverno...
Em relação à data do nascimento de Jesus, existem algumas dúvidas.
A estrela que guiou os Magos até à gruta de Belém deu lugar a várias explicações.
Alguns cientistas afirmam que deverá ter sido um cometa.
No entanto, nessa altura não há registo que algum cometa tivesse sido visto.
Outros dizem que, no ano 6 ou 7 a. C., houve um alinhamento dos planetas Júpiter e Saturno mas também não é muito credível, para que se considere esse o ano do nascimento de Jesus. Por outro lado, a visita dos Reis Magos é comemorada 12 dias depois do Natal (Epifania) sendo tradicional festejar este acontecimento em pleno Inverno, a 6 de Janeiro.
De qualquer forma, para além da certeza histórica de uma data, é o mistério do Nascimento de Jesus Cristo que os cristãos celebram. E esse é eterno!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

GRANDE PRESENÇA DE PEREGRINOS PARA CELEBRAÇÃO DO NATAL NA TERRA SANTA

TERRA SANTA: EM BELÉM, GRANDE PRESENÇA DE PEREGRINOS PARA CELEBRAÇÃO DO NATAL

Jerusalém,
- O custódio da Terra Santa, Frei Pierbattista Pizzaballa, comenta, com o aproximar-se do Natal, a grande presença de peregrinos para as festas natalinas.A afluência dos turistas havia registrado uma queda vertiginosa nos últimos anos com o recrudescimento das violências entre palestinos e israelenses. O ano 2008 foi caracterizado por uma inversão de tendência na afluência de peregrinos.Em declarações concedidas à agência católica AsiaNews, Frei Pizzaballa disse que este "é realmente um ano particular para todos: números jamais vistos, muito superior aos registrados no ano 2000.Neste segundo semestre registrou-se um considerável incremento de peregrinos em Belém e nos hotéis já não há mais lugar. O religioso franciscano disse que tem sido um período feliz ligado também ao fato que em Belém os preços são mais em conta em relação a Jerusalém, motivo pelo qual muitas agências de turismo inseriram Belém em seus itinerários.As autoridades palestinas calculam que até o final do ano os visitantes estrangeiros nos lugares santos presentes em seus territórios chegarão a um milhão e seiscentos mil, quase o dobro em relação a 2007.O ministério da informação palestino declarou que a nova onda de peregrinos gerou 12 mil empregos. A prefeitura de Belém informa que os 19 hotéis da cidade estão com as reservas preenchidas até o final de janeiro próximo.O prefeito de Belém, Victor Batarseh, declarou que a cidade espera para os dias em torno do Natal cerca de 30 mil visitantes, aos quais se devem acrescentar outros 22 mil por ocasião das festividades do Natal ortodoxo. (RL)

Fonte: RV

sábado, 24 de maio de 2008

À VENDA NA INTERNET DVDs DOVATICANO

DVDs PRODUZIDOS PELO CENTRO TELEVISIVO VATICANO À VENDA NA INTERNET

Cidade do Vaticano, 23 mai (RV) - A partir de agora, é possível comprar as produções do Centro Televisivo Vaticano pela Internet. À disposição, uma ampla seleção de retratos inéditos dos papas João Paulo II e Bento XVI, documentários sobre a Cidade do Vaticano, as cidades santas (Roma, Jerusalém, Assis), e o Concílio Vaticano II.Todos os DVDs do catálogo são multilíngües e podem ser distribuídos em mais de 130 países.A distribuição está por conta da HDH Communications (http://www.hdhcommunications.com). O site, em inglês, espanhol e italiano, oferece critérios de busca fáceis e intuitivos, como a procura por temas, palavras-chave, título e/ou casa de produção.Cada um dos DVDs à venda é apresentado por uma sinopse e um trailer de um minuto nos três idiomas. Por ocasião do lançamento do novo site, as compras em www.hdhcommunications.com durante o mês de junho terão um desconto promocional de 15% por produto. (CM)

Fonte: Rádio Vaticano