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domingo, 20 de dezembro de 2009

NATAL - PAZ! ONDE ESTÁS?

Paz! Onde estás?

Evangelho de Natal

Quando os anjos se retiraram deles para o Céu, os pastores diziam entre si: “Vamos até Belém e vejamos o que é que lá aconteceu e o que é que o Senhor nos manifestou”. 16 Foram a toda pressa, e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura. 17 Vendo isto, contaram o que lhes tinha sido dito acerca deste Menino. 18 E todos os que ouviram, se admiraram das coisas que os pastores lhes diziam. 19 Maria conservava todas estas coisas, conferindo-as no seu coração. 20 Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, conforme lhes tinha sido dito.” (Lc 2, 15-20).

Nascendo numa época corroída por misérias morais e sociais, Jesus veio renovar o mundo. E os primeiros anunciadores da boa nova foram os humildes pastores de Belém.








Mons. João Clá Dias, E.P.
IAs conseqüências do pecado original

Ao lermos o Gênesis, entristecenos a história do primeiro pecado do homem, sobretudo ao nos darmos conta de que ali surgiu a fonte da progressiva brutalidade que se espalhou sobre a Terra.
No início, o equilíbrio moral de nossos primeiros pais, Adão e Eva, era vigorosamente forte e robusto, pois eles “foram constituídos em um estado ‘de santidade original’ [...] O homem estava intacto e ordenado em todo seu ser, porque livre da tríplice concupiscência que o submete aos prazeres dos sentidos, à cobiça dos bens terrenos e à auto-afirmação contra os imperativos da razão” 1.

Para romper essa barreira e ser lançada a humanidade num maremagno de desordens, de fato, bastou um só pecado: o original.

O pecado leva à idolatria

“A partir do primeiro pecado, uma verdadeira ‘invasão’ do pecado inunda o mundo: o fratricídio cometido por Caim contra Abel; a corrupção universal em decorrência do pecado” 2.

Daí o mal ter se difundido por toda parte numa crescente voracidade, a ponto de conferir realidade à afirmação do poeta Plautus, quando este fez uma descrição do relacionamento entre os seres humanos, na sociedade de seus dias: “Homo homini lupus” 3.
Não tardou muito o homem em substituir o verdadeiro Deus – seu companheiro de conversa e passeio das tardes no Paraíso – por deuses falsos, ídolos materiais e sem vida.
Foi com fundamento que Horácio, pela voz de um desses deuses, Príapo (deus da masculinidade e da fertilidade), ridicularizou essa apostasia: “Tempos atrás, eu era o tronco de uma figueira selvagem, madeira imprestável, quando o marceneiro, hesitando sobre o que fazer de mim, se um banco ou um Príapo, preferiu que eu me tornasse o deus” 4.

Os homens querem se fazer adorar

A idolatria não exigiu para si somente figuras materiais, mas esse delírio se estendeu ao endeusamento de certas personalidades. Governantes inúmeros fizeram-se adorar por seus súditos. O título de Augusto, conferido pelo Senado Romano ao Imperador Otávio, tornou-se uma amostra do desequilíbrio de espírito daqueles tempos.

Digna é de nota a proskynesis (o ósculo da poeira do chão pelos súditos, diante do soberano). Um exemplo clamoroso nessa linha deu-se com Alexandre Magno que “com a ‘proskynesis’ [...] exigia o reconhecimento de que oficialmente, em sua qualidade de rei [...], ele não era mais um homem, mas sim, um deus. Em outras palavras, quando Alexandre exigiu que gregos e macedônios se prostrassem a seus pés e osculassem a poeira diante dele, queria que o reconhecessem como deus” 5.

Por trás dessas práticas encontrava- se, evidentemente, a idolatria ao próprio Satanás, denunciada por São Paulo em sua primeira Epístola aos Coríntios: “Considerai Israel segundo a carne: não entram em comunhão com o altar os que comem as vítimas? Que quero afirmar com isto? Que a carne sacrificada aos ídolos ou o próprio ídolo são alguma coisa? Não! As coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam-nas a demônios e não a Deus. E eu não quero que tenhais comunhão com os demônios.

Não podeis beber ao mesmo tempo o cálice do Senhor e o cálice dos demônios.
Não podeis participar ao mesmo tempo da mesa do Senhor e da mesa dos demônios” (1 Cor 10, 18-21).

Infame humilhação das mulheres

E como não poderia deixar de ser, todo esse culto era acompanhado de abjetas depravações, como por exemplo a “prostituição sagrada”, perpetrada no interior dos templos babilônicos e assírios, conforme nos relata o próprio Heródoto 6. Esse mesmo costume era comum e corrente nos templos de Afrodite e de Vênus, na Grécia, como também nos de Astarte, na Síria.

E qual a fonte “vocacional” dessas “sacerdotisas”? Basta percorrer os números 181 e 182 do conhecido “Código de Hamurábi” (aproximadamente 1793 a 1750 a.C.), tão exaltado por certos historiadores, para conhecermos a regulamentação de como deviam os pais proceder para doarem suas filhas aos templos.
Ademais, relata Heródoto que, em Babilônia, todas as mulheres nativas, sem qualquer exceção, pelo menos uma vez na vida deviam passar por essa infame humilhação no templo de Melita 7.
Esse horroroso costume era rigorosamente observado também na ilha de Chipre. O mesmo se dava na Fenícia, entre os adoradores de Baal; idem na Frígia, no culto a Cibele e Átis. E não nos esqueçamos de que se atribuíam, aos deuses do Olimpo, não poucos roubos, parricídios, raptos, incestos, infanticídios, etc.

Horrores no trato dispensado às crianças

Se injusto e brutal era o trato dispensado às mulheres, melhor não era o dado às crianças. Heródoto nos faz chegar ao conhecimento os horrores nessa matéria, como por exemplo ter sido prática legal na Grécia, permitida aos tutores das crianças, a pedofilia, que posteriormente foi copiada pela Pérsia 8.
Um famoso historiador francês assim nos narra como deveriam ser consideradas as crianças que nascessem defeituosas: “O Estado tinha o direito de não tolerar que seus cidadãos fossem disformes ou mal constituídos. Por isso ele ordenava ao pai, ao qual nascesse um filho nessa situação, que o fizesse morrer. Essa lei se encontrava nos antigos códigos de Esparta e de Roma” 9.

Falta de amor na família

E quanto à constituição familiar “os adultérios e divórcios estavam na ordem do dia; havia mulheres que tinham se casado vinte vezes” 10. O que evidentemente conduzia a um trato social despótico e injusto. “A falta de amor na família levou à desumanidade para com os escravos, os pobres e os trabalhadores” 11.

As trevas do pecado invadiam todos os povos

Seria um não mais terminar se procurássemos nos aprofundar na recordação do ambiente social e moral dos últimos tempos da Antiguidade.
Para formarmos uma idéia de síntese desse período histórico, basta correr os olhos sobre o primeiro capítulo da Epístola aos Romanos: “Deus os entregou a paixões degradantes [...] E é assim que fazem o que não devem. Estão repletos de toda espécie de injustiça, perversidade, ambição, maldade; cheios de inveja, homicídios, discórdia, falsidade, malícia; são difamadores, maldizentes, orgulhosos, arrogantes, engenhosos para o mal, rebeldes para com os pais, estúpidos, desleais, inclementes, impiedosos” (Rm 1, 26.28-31).
Essa era a terrível noite que, como um negro manto de drama, sofrimento e dor, envolvia a humanidade daqueles tempos como um dos frutos do pecado original. Entre o próprio povo eleito, raros escapavam das influências da ambição dos fariseus hipócritas, que iam ao Templo por pura vanglória e exibicionismo, em busca de honras. As trevas do pecado envolviam todos os povos, e o domínio de Satanás se estendia por toda a Terra.

Como reparar tanto horror? Como de certa forma restabelecer a antiga ordem e reabrirem-se as portas do Céu? Nesse caos tão generalizado, onde encontrar, na face da Terra, criaturas humanas que dessem a Deus um louvor puro e inocente?

II – O Menino que reverteu a História

Entremos numa certa gruta e ali veremos um Menino adorado por sua Mãe Santíssima e São José, reunidos em família, oferecendo mais glória a Deus do que toda a humanidade idólatra, e até mesmo mais do que os próprios anjos do Céu em sua totalidade.
Já em seu nascimento, numa singela manjedoura, aquele Divino Infante reparava os delírios de glória egoísta sofregamente procurada pelos pecadores.

Ele se encarnava para fazer a vontade do Pai e, assim, dar-nos o perfeitíssimo exemplo de vida.
Nenhum pensamento, desejo, palavra ou ação surgida de sua alma divinamente santa terá outro fim que não seja o de glorificar o Pai, a quem tudo consagrou desde o primeiro instante.
Não tardarão muitos séculos, depois daquele natal, para os altares dos falsos deuses serem arrasados, os ídolos quebrados, os templos pagãos destruídos – ou convertidos em santuários – e os próprios demônios se calarem.
Sim, aquele Menino nascido numa gruta reverterá o trabalho realizado por Satanás durante milênios, e a Roma pagã será a sede do Cristianismo; transformada na Cidade Eterna, dentro de suas muralhas, sobre uma pedra inabalável, se estabelecerá até o fim dos tempos uma infalível cátedra da moral e da verdade.

Os pastores são convidados pelos Anjos

Mas, por outro lado, onde encontrariam os anjos, homens dignos de serem convidados para adorar o Menino? Na própria Belém, o berço de Isaí (1 Sm 16, 1) e de seu filho Davi, o humilde e jovem pastor “louro e de formosos olhos” (1 Sm 16, 12). Nos campos daquelas regiões, escolheram os anjos os destinatários do grande anúncio, pessoas pertencentes à mesma condição

social do Rei e Profeta: os pastores de ovelhas. Assim, dois cortesãos do mais nobre sangue – Maria e José -, junto com os pastores de condição humilde e a própria Corte Celeste constituiriam os adoradores do Menino- Deus recém-nascido. Do Templo, nenhum representante.

Os escribas e fariseus desprezavam aquela classe de homens que, dia e noite, no verão ou no inverno, guardavam os rebanhos naquelas pastagens de Belém. Pelo seu teor de vida, os pastores não se enquadravam nas minuciosas práticas e abluções religiosas dos cerimoniais farisaicos.

Os terrenos por eles ocupados não eram suficientemente irrigados e, por isso, não lhes assistia um escrupuloso asseio. Ademais, a instrução era por eles acolhida diretamente na própria natureza que não lhes ensinava o uso de vasilhas, a escolha dos alimentos puros etc. Formavam eles uma comunidade à margem da sociedade, que vivia do pasto e no pasto, portanto um povo da terra, totalmente desprezado pelos fariseus. Além disso, eram excluídos do normal procedimento dos tribunais, sendo considerados inválidos seus testemunhos em juízo.
Paradoxalmente, os excluídos dos pleitos farisaicos são agora convidados, pelos anjos do Supremo Juiz, a penetrar na corte de um príncipe herdeiro do trono de Davi.

IIIA adoração dos pastores

15 Quando os anjos se retiraram deles para o Céu, os pastores diziam entre si: ‘Vamos até Belém e vejamos o que é que lá aconteceu e o que é que o Senhor nos manifestou’.

A flexibilidade de alma daqueles pastores era plena, submissa e toda feita de prontidão. O anjo lhes dissera para não temerem (cf. Lc 2, 10) e não consta nesse relato de Lucas que tenham passado por algum espanto ao longo do contato com aqueles puros espíritos.
Ora, sabemos pela História o quanto os judeus se amedrontavam com as aparições angélicas, julgando que a morte com certeza se lhes seguiria (cf. Jz 6, 22-23; Jz 13, 20-22; Tb 12, 16-17). Mas esses pastores, apesar de homens de pouquíssimo conhecimento, intuíram rapidamente que, por fim, nascera o Messias.

Sem conhecer as amplas e profundas explicações doutrinárias dos fariseus, eles como todo e qualquer judeu, sabiam da promessa feita por Deus e anunciada pelos profetas aos antigos sobre o futuro aparecimento de um Salvador. Não seria quiçá esse o tema de suas conversas durante as noites de pastoreio? Restou-nos apenas uma síntese das palavras do anjo a eles. Entretanto não será exagerado crer que ele lhes tenha esclarecido qual deveria ser o lugar e o caminho de acesso à gruta, tanto mais que lhes indicou os sinais distintivos: “Encontrareis um Menino envolto em panos e posto no Presépio” (Lc 2, 12).

As grutas da região lhes deviam ser muito familiares, pois eram os locais de refúgio onde buscavam proteção contra as intempéries. Tampouco se pode descartar a hipótese de ter havido antecedentes de partos ocorridos em circunstâncias análogas às do Natal. O certo é que em nenhum momento lhes passa pela alma a menor dúvida e, por isso, comentam entre si, em meio a muita alegria, o fato narrado pelo anjo, e convictamente concluem e decidem empreender a caminhada rumo ao “que o Senhor nos manifestou” (v. 15).

Receberam com fervor a boa nova
16 Foram a toda pressa, e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura.

O amor não admite lentidão. A pressa dos pastores comprova o grande fervor com que receberam a boa nova. Como não conheciam o emaranhado conceitual dos fariseus, não se levantou em suas almas a menor objeção sobre a realidade do Messias que se lhes manifestava diante de todos e de cada um. Trinta e poucos anos mais tarde, a cega doutrina dos escribas e fariseus se uniria aos conceitos dos saduceus e herodianos – sem excluir os do próprio Sinédrio – para se opor ao senso comum e sobrenatural dos humildes de espírito e assim, com entranhado ódio, empregar todos os recursos com vistas à condenação do “Salvador, que é Cristo e Senhor, [nascido] na cidade de Davi” (v. 11).

Ali na gruta, naquele momento, estavam presentes o Pai Eterno e o Divino Espírito Santo, que viam naquele tenro, delicado e ao mesmo tempo grandioso Menino, a realização de um plano idealizado desde todo o sempre: “Tu és meu filho muito amado, em quem coloco todas as minhas complacências” (cf. Lc 4, 22 e Mc 1, 11). Como também Maria Santíssima, que através de seus altíssimos dons, de maneira inigualável penetrava os mistérios daquele Nascimento. José a acompanhava muito de perto. Abismados ambos pela incomensurável humildade de Deus em fazer- se homem - à diferença da soberba dos demônios -, concentravam-se para adorar o Divino Infante.

Foi-lhes concedido um dom de fé flexível e obediente

Lá chegam agora também os pastores, em simplicidade e pobreza, atraídos e amados por Deus devido a seu espírito de obediência, e por serem contemplativos. Não era a pobreza material que os tornava diletos de Deus, pois pobres os havia em situação ainda mais deficiente e em maior número. Ademais, não podemos nos esquecer de que essa não era a condição social dos Reis Magos, que paralelamente estavam se pondo a caminho para adorar o Divino Infante.

Por outro lado, seria outro erro querer atribuir ao portentoso milagre da aparição dos anjos, durante a noite, o fator decisivo para a crença daqueles homens toscos e talvez iletrados.
Quão maiores e incontáveis seriam os milagres operados por aquele Menino em sua vida pública! Entretanto, muitos judeus não creram.

O fator decisivo foi um especial dom de fé que lhes foi concedido.
A Teologia nos ensina que há uma fé que se poderia denominar puramente intelectual: a pessoa crê em Deus, mas chega a odiá-Lo e temê- Lo como fazem os demônios e os precitos. Há, ainda, os que crêem, mas não traduzem em obras sua fé.

Os fatos, como nos são narrados por Lucas, fazem-nos concluir que os pastores possuíam uma fé flexível e obediente, colocando em prática tudo aquilo em que acreditaram. Sem perda de tempo, submeteram todo o seu entendimento e vontade ao que lhes anunciou o sobrenatural.

É naquela noite que, diante do Presépio, encontramos os primeiros cristãos adorando a Cristo, o Absoluto abnegado, despido das manifestações da glória que Lhe é devida. Os pastores, ao serem capazes de adorá-Lo na manjedoura, não teriam dificuldade de fazê-lo no Calvário, tal como Maria o fez de modo tão sublime.

Nós também, nos dias atuais, temos o nosso presépio. O mesmo Unigênito Filho de Deus, reclinado sobre as palhas no interior da gruta em Belém, está presente debaixo das Espécies

Eucarísticas. Será que igualmente nos movemos “apressadamente” em busca do Salvador, como o fizeram os pastores?

Proclamaram maravilhas de que tinham sido testemunhas

17 Vendo isto, contaram o que lhes tinha sido dito acerca deste Menino.

O bem é de si eminentemente difusivo, e por isso, os pastores, de adoradores transformam-se em arautos das maravilhas contempladas por eles, antecedendo de muito os apóstolos e até mesmo o Precursor, João Batista, em suas missões.
Esse inesquecível Natal, pela mesma razão, fará cantar o coração dos pregadores, santos e Doutores: “Nós nos reunimos para admirar o aniquilamento do Verbo e gozarmos do piedoso espetáculo de ver como Deus desce para nos levantar, se rebaixa para fazer-nos crescer, e se empobrece para repartir-nos seus tesouros” 12 – afirma Bossuet.

Também São Boaventura proclama as maravilhas da graça operadas no Natal: “Para curar, Deus teve de unir-se à natureza humana, sem exceção de nenhuma parte, pois ela toda estava enferma. Diz-se que se ‘encarnou’ por ser a carne o que é mais enfermo e para indicar melhor a humilhação de Deus” 13.

E São Tomás assim explica o nascimento d’Aquele que é eterno: “Podese afirmar que Cristo nasceu duas vezes, segundo seus dois nascimentos; porque assim como se diz que corre duas vezes o que corre em dois momentos, assim também se pode dizer que nasce duas vezes o que nasce uma vez na eternidade e outra no tempo; porque a eternidade e o tempo diferem muito mais que dois momentos, ainda que um e outro designem una medida de duração” 14.

18 E todos os que ouviram, se admiraram das coisas que os pastores lhes diziam.

Após ter sido a própria Virgem Santíssima a primeira anunciadora da Boa Nova junto à sua prima Santa Isabel, agora os pastores movem-se para proclamar as maravilhas das quais tinham sido testemunhas.

A aparição do anjo e sua mensagem, a multidão de outros puros espíritos entoando cânticos celestiais, a constatação da realidade dos fatos na própria gruta, ao encontrarem Maria, José e o Menino, devem ter sido acontecimentos que arrebatavam a todos quantos deles tomavam conhecimento.

Tanto mais que provavelmente os pastores deviam estar tomados pelo sopro do Espírito Santo e iluminados em sua missão.

Maria conferia tudo o que acontecia no seu coração

19 Maria conservava todas estas coisas, conferindo-as no seu coração.

A propósito da afirmação feita por Lucas nesse versículo, ouçamos o que nos comenta Maldonado: “Observava, sim, como creio, todas as coisas, não como se desconhecesse o mistério delas, mas vendo com gozo como se confirmava com novos prodígios e pelo testemunho daqueles pastores, o que ela tinha conhecido antes, pelo anjo Gabriel.


Este é o significado das palavras do evangelista, quando ele diz: Ela as conferia em seu coração; ou seja, comparava estas coisas com as que haviam precedido, via a coincidência de todas elas, para confirmar a fé neste mistério, como diz Eutímio. [...]
Segundo São Beda, Maria comparava as coisas que aconteciam com as palavras das antigas profecias:
‘Como lia as Sagradas Escrituras e conhecia muito bem os profetas, comparava consigo o que ia acontecendo acerca do Senhor, com o que d’Ele mesmo via escrito pelos profetas; e conferindo ambas as coisas, via que coincidiam admiravelmente, com uma luz comparável à dos próprios Querubins.

Havia dito Gabriel: Eis que conceberás e darás à luz um filho. E antes Isaías havia predito: Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho. Havia profetizado Miquéias (4-8) que viria o Senhor à filha de Sion, na Torre do Rebanho, e então voltaria o antigo império. E dizem agora os pastores que lhes apareceram milícias da cidade celestial, na Torre do Rebanho, cantando a vinda do Messias.
Maria havia lido (Is 1, 3) que o boi conheceu seu dono e o asno, o presépio de seu senhor; e via o Filho de Deus dar vagidos no presépio, vindo para salvar os homens e animais. E em todas e em cada uma dessas coisas comparava o que havia lido, com o que ouvia e via’.

Diz em seu coração para indicar que guardou tudo em seu interior, sem revelar a ninguém. Exemplo admirável de humildade e modéstia virginal, como nota Santo Ambrósio: ‘Aprendamos a castidade da Virgem em todas as coisas, a qual, não menos recatada em seus lábios que em sua carne, conferia em seu coração esses mistérios divinos’.A mesma coisa comentou São Bernardo.” 15.

Maternal acolhida

20 Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, conforme lhes tinha sido dito.

Não pode deixar de ser que a Santíssima Virgem os tivesse acolhido com maternal afeto e bondade.
Se os anjos condescenderam em lhes aparecer, tal seria que Maria não completasse, com sua nota de Rainha e Mãe, a missão de seus celestiais súditos, acentuando nas almas daqueles homens simples, mas cheios de fé, as graças que Deus lhes concedera.

Deveriam eles retomar os cuidados dos respectivos rebanhos, mas tudo leva a crer que não lhes foi fácil cumprir, de imediato, com seus deveres de ofício. Percebe-se, pela manifestação piedosa de sua alegria, o quanto estavam tomados por graças superabundantes e místicas.

IV – Considerações finais

Os anjos cantam e proclamam a instituição do Reino de Cristo que nasce na gruta em Belém. A manifestação desse Reino constitui a glória reparadora, e os que o dão a conhecer glorificam-no, assim como ao próprio Deus e Sumo Bem.O adorável Menino nasceu para tornar conhecido o Pai entre os homens e, assim, poder d’Ele receber a devida glória: “Glorifiquei-Te sobre a terra; acabei a obra que me deste a fazer” (Jo 17, 4).

Ali também, sob certo ponto de vista, com o nascimento de seu Fundador, nasce a Santa Igreja, como afirma Santo Ambrósio: “Vede as origens da Igreja nascente” 16. Uma nova luz brilhou sobre a terra: “Este povo, que jazia nas trevas, viu uma grande luz, e uma luz levantou-se para os que jaziam na sombra da morte” (Mt 4, 16).

Viverá o mundo de hoje sob os influxos dessas graças, ou terá dado as costas a esse incomensurável benefício obtido pela maternal mediação de Maria? A segunda hipótese parece ser a mais provável, infelizmente.

Neste caso encontrará a humanidade a tão desejada, necessária e propalada paz? Jamais, se não a procurar onde realmente ela se encontra: “Deixemos, pois, as obras das trevas, e revistamo-nos das armas da luz” (Rm 13, 12).


1) CIC, nº 375-377.

2) Idem, nº 401.

3) PLAUTUS. Titus Macci, Asinaria, II. iv, 495.

4) QUINTUS, Horatius Flaccus. Satyrarum libri, livro 1, poema 8.

5) FERGUSON, William Scott. Greec Imperialism. Kitchener (Canadá): Batoche Books, 2001, pp. 68 e 69.

6) Cf. HERODOTUS. Book 1, Clio, nº 181. In Kitson, J., Herodotus Website, www.herodotuswebsite.co.uk, 2003.

7) Cf. Idem, 199.

8)- Ibidem.

9) COULANGES, Fustel de. La Cité Antique, l. 3, c. 17. Paris: Flammarion, 1984, p. 78.

10) WEISS, Juan Bautista, Historia Universal.Barcelona: La Educación, 1928, v. III, p. 653.

11) Idem, p. 654.

12) BOSSUET, Sermão de Natal ed.Lebarq, t. 2 p. 274, Paris, Desclée, 1929.

13) SAN BUENAVENTURA. Breviloquio, p. 4ª: BAC, Obras de San Buenaventura, t. 1 p. 335.

14) AQUINO, São Tomás de. S.T. III q.35 a. 2 ad 4.

15) MALDONADO, P. Juan de, S. J.Comentarios a los Cuatro Evangelios.Madrid: BAC, 1951, v. II, p. 393-394.

16) Lib. 2, in c. 2 Lc. (Exposição do Evangelho segundo Lucas)

Mons. João Clá Dias, EP

domingo, 29 de novembro de 2009

O VERDADEIRO ESPÍRITO DE NATAL

O VERDADEIRO ESPÍRITO DE NATAL




NATAL DO MENINO JESUS



Em São Paulo, numa rua sossegada de um bairro residencial, todos os anos uma família se esmera em enfeitar sua casa para o Natal. Na verdade, isso é uma coisa que quase todos fazem, nessa época tão festiva e especial do ano. Todos querem decorar e enfeitar suas casas ou estabelecimentos comerciais, de modo a marcar as festas natalinas. Ruas e praças, jardins e fachadas, sacadas de prédios se enchem de luzes e cores. Toda a cidade resplandece.
Mas nessa casa em especial, as pessoas se preocupam com algo mais. Algo que represente o verdadeiro espírito do Natal, quando festejamos o nascimento do Menino Deus que veio ao mundo numa pobre gruta em Belém da Judéia, há 2009 anos, para mudar a face do mundo, para resgatar das trevas a humanidade.
Esse Menino cresceu, viveu, pregou, curou, ensinou e morreu por nós.
E nos deixou um mandamento: “ Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como eu vos amei.”
Seguindo os ensinamentos de Jesus, essa família especial passa dias e dias trabalhando sem descanso para decorar e enfeitar de forma primorosa a fachada, a calçada e o interior da casa onde moram, transformando-a em algo de conto de fadas, algo mágico, que nos faz voltar a ser crianças, a recordar os Natais de nossa infância. Sua casa se torna a casa de Papai Noel, cada cômodo decorado de acordo. Por uma insignificante quantia, todos podem entrar e visitar a casa. E a renda assim obtida é destinada a ajudar uma instituição que cuida de crianças carentes, situada na cidade de Tremembé, próxima a Taubaté, estado de São Paulo. Nessa instituição ficam abrigados os filhos dos detentos dos presídios que existem naquela região.
Dessa forma são postos em prática os ensinamentos do Divino Mestre: “Tudo o que fizeres a um dos meus pequeninos foi a Mim que o fizestes.”
Que bela maneira de se festejar o Natal!
Se você mora em São Paulo, aproveite a oportunidade: venha se divertir, ajudando o próximo e visite a Casa do Papai Noel.


Visite: Avenida Iraí, 1508, esquina da Alameda dos Uapés - São Paulo - Capital

De 26 de novembro até 23 de dezembro

Horário: Segunda a sexta das 16h00 as 22h00
...............Sábados e domingos das 14h00 as 22h00


Mapa de localização:


Fonte: A FAMÍLIA CATÓLICA

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

HOJE: SANTA TEREZINHA DO MENINO JESUS


SANTA TERESINHA



A vida de Santa Teresinha:

Santa Teresinha do Menino Jesus nasceu em Alençon (França), no dia 2 de janeiro de 1873, sendo batizada dois dias depois na igreja de Notre-Dame com o nome de Marie Françoise Thérèse. Seu pai, Louis Martin, relojoeiro e joalheiro, que aos 20 anos tentara ser monge da Ordem de São Bernardo, está perto dos 50 anos quando nasce sua nona filha. Sua mãe, Zélie Martin, famosa bordadeira do conhecido "ponto de Alençon", gera Teresa aos 41 anos. Vítima de câncer, essa piedosa mulher falece no dia 28 de agosto de 1877.
A menina de Lisieux
Aos três anos, a pequena Teresa já está decidida a não recusar nada ao Bom Deus. Louis Martin transfere-se com as cinco filhas para a cidade de Lisieux, por sugestão do cunhado, Senhor Guérin. Os outros irmãos morreram ainda pequenos. Aí, cercada pelo carinho do pai que chama sua caçula de "minha rainha" e pela ternura das irmãs, Teresa recebe uma formação exigente e cheia de piedade. Suas irmãs se chamam Maria, Paulina, Leônia e Celina.
Na festa de Pentecostes de 1883, ela é milagrosamente curada de uma enfermidade através de um sorriso que lhe oferece a Virgem Maria. Educada pelas monjas beneditinas, até outubro de 1885, completa seus estudos em casa sob a orientação de Madame Papineau. Fez a primeira comunhão em 8 de maio de 1884, depois de uma intensa preparação. Este grande dia marca a "fusão" de Teresinha com Jesus.
No dia 14 de junho do mesmo ano recebe o sacramento da Crisma, muito consciente dos dons que lhe são implantados no coração. No Natal de 1886 vive uma profunda experiência espiritual, uma virada decisiva em sua vida, que ela chama de conversão: aos 13 anos, a menina chorosa e caprichosa, conforme seu próprio testemunho abandona os cueiros da infância. Supera a fragilidade emotiva conseqüente da perda da mãe e inicia uma corrida de gigante no caminho da perfeição.

A vida no Carmelo
Põe-se a pensar seriamente em abraçar a vida religiosa como monja carmelita, a exemplo de suas irmãs Maria e Paulina, no Carmelo de Lisieux, mas é impedida em seu sonho devido à pouca idade. Por ocasião de uma peregrinação à Itália, depois de visitar Loreto e alguns pontos de Roma, numa audiência concedida pelo Papa Leão XIII a um grupo de peregrinos de Lisieux, no dia 20 de novembro de 1887, audaciosamente ela suplica ao Santo Padre a permissão para ingressar no Carmelo aos 15 anos de idade.
No dia 9 de abril de 1888, após muitas dificuldades, consegue realizar seu sonho e é aceita na clausura do Carmelo. Recebe o hábito da Ordem da Virgem no dia 10 de janeiro do ano seguinte. Emite seus votos religiosos no dia 8 de setembro de 1890, festa da Natividade da Virgem Maria. Inicia no Carmelo o caminho da perfeição traçado pela Madre Fundadora, Santa Teresa de Jesus, cumprindo com fervor e fidelidade os ofícios que lhe são confiados.
Em 1895, por obediência, começa a escrever suas memórias que serão publicadas, após sua morte, com o título História de uma Alma. Este livro será responsável pela divulgação da vida e espiritualidade de Santa Teresinha no mundo inteiro, sendo traduzido em 58 línguas.
No dia 9 de junho de 1895, na festa da Santíssima Trindade, oferece-se vítima de holocausto ao Amor Misericordioso de Deus. Em 3 de abril do ano seguinte, na noite entre a Quinta-feira e a Sexta-Feira Santa, tem uma primeira manifestação da tuberculose, a doença que a levará à morte. Teresa não se rebela.
Acolhe sua enfermidade como a misteriosa visita do Esposo Divino. Serão 27 meses de terrível martírio. Começa uma prova de fé, mas manter-se-á firme até o fim, sem jamais rebelar-se. Tudo aceita com paciência e amor. Chega a dizer que jamais pensou que fosse capaz de sofrer tanto.

Meu Deus eu Te amo
Tendo piorado a sua saúde, em 8 de julho de 1897 é conduzida à enfermaria do Carmelo. Suas irmãs e as outras monjas, no afã de não perder nenhuma de suas palavras, anotam tudo que ela diz entre dores atrozes e gemidos. Pouco antes de morrer, sem o menor consolo, exclamou:
Não me arrependo de haver-me entregue ao amor.
Às 19 horas do dia 30 de setembro de 1897 fixou os olhos no crucifixo e exclamou: Meu Deus, eu Te amo. Depois de um êxtase que teve a duração de um Credo, expirou. Obscura e anônima, parte para os braços do Pai a humilde carmelita que um dia será chamada a maior Santa dos tempos modernos.
O Papa Pio XI a canonizou no dia 17 de maio de 1925. No dia 9 de junho de 1897 havia prometido fazer cair uma chuva de rosas sobre o mundo. No dia 17 de julho explicara melhor em que consistiria esta chuva:
Eu quero passar o meu céu fazendo o bem sobre a terra.
No dia 1o de agosto havia profetizado:
Ah, eu sei que o mundo inteiro me amará.
De fato, em vinte cinco anos foram contados mais de quatro mil prodígios atribuídos à sua intercessão. A leitura e meditação de História de uma Alma vem causando, há cem anos, incontáveis conversões.

Sua mensagem
Sua mensagem pode ser resumida em quatro pontos:
sigamos o caminho da simplicidade;
entreguemo-nos com todo nosso ser ao amor;
em tudo busquemos fazer cumprir a vontade de Deus;
e que o zelo pela salvação das pessoas devore nossos corações.
A padroeira das missões
No dia 14 de dezembro de 1927, o Papa Pio XI proclamou "Santa Teresa do Menino Jesus padroeira principal de todos os missionários, homens e mulheres, e de todas as missões existentes em toda a terra, com São Francisco Xavier e com todos os direitos e privilégios que convêm a este título".
Teresinha nada realizou que merecesse aplausos do mundo. Não fundou mosteiros como Teresa d'Ávila, nem foi viver no meio dos leprosos como Francisco de Assis. Deus a convidou a realizar miudezas, coisas insignificantes. Deu-lhe a missão de nos lembrar o valor dos "pequenos nadas".
Chamou-a para que ela nos revelasse a estrada do abandono em Suas mãos. E Teresinha não decepcionou o seu Bem-Amado. Ela nos mostra o quanto é salutar aceitarmos nossos próprios limites e assumir a nossa pequenez, sem nos envergonharmos de nossa humanidade. Nada há de extraordinário na vida dessa monja. O que há de especial em Teresinha é a simplicidade com que amou a Deus.
Nunca pôde deixar o seu Carmelo para ir evangelizar em terras distantes, embora tenha acalentado o sonho de ir para o Oriente e ali viver sua vocação ao amor. Seu desejo de ser missionária era tão intenso que chega a confessar que não desejava sê-lo somente durante alguns anos, mas desde a criação até a consumação dos séculos. Além do mais afirma que uma só missão não lhe bastaria. Manteve correspondência com dois missionários, a quem extravasava seus ideais de partir em missão.
O ardor missionário de Teresinha se manifesta no seu zelo em salvar almas, isto é, conduzir as pessoas a Deus, fazendo-as cientes do quão são amadas pelo Senhor Misericordioso. Sua missão é fazer Deus amado, adorado, por seu amor, por sua bondade. No Carmelo compreendeu que sua missão era "fazer amado o Rei do céu, submeter-lhe o reino dos corações..."
Teresinha amplia o conceito de missão, levando-nos a compreender que, pela oração, também podemos nos tornar missionários.
A oração é o sustento da ação missionária. A eficácia da evangelização depende da união com Deus. O trabalho de um apóstolo será mais eficaz se ele for um contemplativo. Um contemplativo será tanto mais autêntico quanto mais apostólica for sua intenção.
Neste sentido, Teresinha foi uma apóstola, uma autêntica missionária pois ajudou, pela oração e por sacrifícios, os missionários, participando de seus trabalhos através de seu coração solidário, sedento de conduzir as pessoas ao conhecimento do amor misericordioso de Deus.
Para a Padroeira das Missões, a oração é uma arma invencível que Jesus lhe deu para tocar as pessoas. Muito mais que as palavras, a oração sensibiliza, testemunha, conforta e transmite esperança. Nossa vida de oração poderá estimular a santificação das pessoas através da atenção aos sinais da presença de Deus nos acontecimentos. A Santa de Lisieux nos ensina por sua vida que a contemplação é o alicerce da missão. É necessário cultivar uma espitualidade substanciosa, radicada no Evangelho, marcada pela necessidade de estarmos na presença de Deus numa atitude de adoração e escuta. Missão que não é sedimentada na oração não oferece resultados.
Santa Teresinha, padroeira das missões, intercede junto a Jesus por todos os missionários e missionárias, por aqueles que deixam suas famílias para anunciar o Evangelho em terras distantes. Para que possamos entender que todo cristão é chamado a ser missionário em sua própria família, em sua escola, em seu trabalho. Anunciar, evangelizar, espalhando a boa notícia de Jesus é tarefa de todos!

A santa das rosas
Por que Santa Teresinha é conhecida mundialmente como "A Santa das Rosas"?
No dia 11 de março de 1873, não sabendo mais o que fazer para curar sua pequena Thérése de uma atroz gastroenterite, Zélie Martin resolveu ir a Sémaillé, um vilarejo próximo a Alençon, à procura de uma senhora chamada Rose Taillé para ser a ama-de-leite de sua caçula.
Assim, de 16 de março de 1873 a 2 de abril de 1874, Teresa viveu nesse lugar onde os habitantes tinham um belo costume: presentearem-se, por qualquer motivo, com flores. É provável que a precoce convivência com esses odores tenha acendido em nossa santa uma paixão que jamais a abandonará: as flores, especialmente as rosas.
Em carta à sua prima Maria Gurérin, escrita no dia 18 de agosto de 1887, Teresinha vai afirmar seu amor pelas rosas: "Amo tanto uma bela rosa branca, quanto uma rosa vermelha".
Sentia-se feliz quando podia lançar pétalas de rosas para o alto quando passava o ostensório com o Santíssimo Sacramento. Madre Inês, sua irmã de sangue, relata que, no dia 14 de setembro de 1897, Teresinha ganhou uma rosa e a desfolhou sobre o crucifixo de forma muito carinhosa. Algumas pétalas caíram no chão da enfermaria. Muito seriamente, a santa teria afirmado: "Ajuntai bem estas pétalas, minhas irmãzinhas, elas vos servirão a dar alegrias, mais tarde... Não percam nenhuma..."
Seu prazer era atirar flores no grande crucifixo do pátio do Carmelo. Gostava de cobrir o seu crucifixo de rosas de forma muito cuidadosa, afastando as pétalas murchas. No entanto, não lançava flores em ninguém. Madre Inês conta que certa vez colocou-lhe rosas nas mãos, pedindo-lhe que as atirasse em alguém, como sinal de afeto. A santa recusou-se a fazê-lo. Ela só desfolhava e lançava rosas para seu amado Jesus.
Santa Teresinha aproveita a imagem da rosa para explicar um elemento importante de sua "Pequena Via": "Compreendi que o brilho da rosa... não tira o perfume da pequena violeta... Compreendi que, se todas as florzinhas quisessem ser rosas, a natureza perderia seu enfeite primaveril..." Por isso, ela conclui, Deus criou " os grandes santos que podem ser comparados.... às rosas". No jardim da vida há lugar para as humildes flores, as frágeis violetas, que não possuem o vigor e o perfume das rosas, mas mesmo assim enfeitam o mundo. As rosas são os gigantes da fé. As violetas são as almas pequenas que trilham o pequeno caminho.
Quem tanto amava as rosas, vai prometer, quase ao fim da vida, que fará chover rosas sobre o mundo. Com esta promessa estava se prontificando a interceder pela humanidade junto a Deus. Haveria de conseguir muitas graças e bênçãos junto ao Pai. Após sua morte os milagres irão se multiplicar. Ela prometeu continuar sua missão no céu, trabalhando para o bem das almas e não frustrou os que confiam em sua oração. Ainda hoje são muitos os relatos de curas, milagres e conversões realizados por intermédio da humilde carmelita.

Doutora da Igreja
Eu sou pequena demais para subir a rude escada da perfeição, afirma Santa Teresinha. Ainda assim, queria ser uma grande santa, porque para ela, nos caminhos de Jesus Cristo não há meios-termos. Ela admirava os santos que cometerem loucuras em seu amor a Deus e media sensatamente a distância que a separava deles.
A fraqueza se fez força em Teresinha. Essa lúcida mulher que um dia desistiu da rude escada da perfeição foi proclamada Doutora da Igreja pelo Papa João Paulo II, em Roma, no dia 19 de outubro de 1997. Nesse dia, o Papa disse, no momento da homilia:
Entre os 'Doutores da Igreja', Teresa do Menino Jesus e da Santa Face é a mais jovem, mas o seu ardente itinerário espiritual demonstra muita maturidade, e as intuições da fé expressas em seus escritos são tão vastas e profundas que a tornam digna de ser posta entre os grandes mestres espirituais. E na Carta Apostólica Divinis Amoris Scientia, ainda afirma o Papa: Teresa oferece uma síntese amadurecida da espiritualidade cristã. Ela une a teologia e a vida espiritual, exprime-se com vigor e autoridade, com grande capacidade de persuasão e de comunicação, como demonstram o acolhimento e a difusão da sua mensagem no Povo de Deus.
Sua sabedoria e inteligência colocados a serviço do anúncio da Palavra vêm transformando os corações, conduzindo gerações e gerações de pessoas no mundo inteiro à experiência do amor misericordioso de Deus, de forma simples, descomplicada. Meninos e meninas, pobres e desprezados, todos os que têm um coração de criança são homenageados nesse título que tanto demorou para ser conferido. Os pequenos se tornam Doutores.
Passados cem anos, a Doutora Teresinha tem uma Palavra forte e esclarecedora a nos dizer. Palavra profética de mulher missionária que nos faz retornar ao Evangelho. Acabaram os argumentos daqueles que tentavam escapar aos desafios da vida cristã e dos caminhos da santidade.
O Evangelho pode ser vivido por pequenos pássaros como nós. Teresinha, com seu ensinamento, nos mostra como isso pode acontecer. A menina, agora teóloga laureada, prova-nos que o Evangelho está vivo e pode pulsar em nós, em nossa vida. Ele existe também para nós, cristãos frágeis e atônitos ante a realidade que nos aflige.
A Doutora nos faz descobrir que o Evangelho não é um compêndio de frases edificantes escritas para nos comover ou atemorizar. O Evangelho é uma pessoa concreta: Jesus de Nazaré! Uma vez apaixonados por Ele e atentos à lição de Teresinha, saberemos encontrar o melhor modo de segui-lo.

Cronologia resumida

02/01/1873
às 23:30 hs. nasce Maria Francisca Teresa Martin, à Rua Sainte-Blaise, 36, hoje 42.
04/01/1873
Batismo na igreja de Nossa Senhora, pelo Pe. Lucien Dumaine. Padrinhos: a irmã mais velha, Marie (13 anos) e Paul Albert Boul (13 anos).
15/03 ou 16/03/1873
Partida para Semallé (Orne), casa de Rosa Taillé, a fim de ser amamentada.
02/04/1874
Retorna definitivamente para sua casa.
24/12/1876
Sua mãe, Zélia Martin, consulta com Dr. Notta, em Lisieux, a respeito de seu tumor no seio. Não é mais possível fazer uma cirurgia.
03/04/1877
Aos quatro anos: "Serei religiosa em um claustro".
18 a 23/06/1877
Sra. Martin, Maria, Paulina e Leônia fazem uma peregrinação a Lourdes
28/08/1877
Morre da Sra. Martin
29/08/1877
Sepultamento da Sra. Martin. Teresa escolhe Paulina como sua segunda mãe.
15/11/1877
Chegada de Teresa e suas irmãs a Lisieux, aos cuidados do tio Guérin
16/02/1882
Paulina decide ingressar no Carmelo
Verão 1882.
Fica sabendo da partida próxima de Paulina. Sente-se chamada ao Carmelo. Fala com Madre Maria de Gonzaga
Outubro 1882
O nome Teresa "do Menino Jesus" lhe é proposto por Madre Maria de Gonzaga.
13/05/1883
Pentecostes. Sorriso da Virgem, cura repentinamente Teresa.
14/06/1884
Crisma, por Dom Hugonin, bispo de Bayeux, na Abadia. Madrinha: Leônia, sua irmã.
15/10/1886
Entrada de Maria no Carmelo (Irmã Maria do Sagrado Coração de Jesus)
29/05/1887
Pentescostes. Teresa consegue do pai licença para ingressar no Carmelo aos quinze anos de idade.
31/10/1887
Visita a Dom Hugonin, em Bayeux, para solicitar ingresso no Carmelo.
20/11/1887
Audiência de Leão XIII. Teresa apresenta seu pedido ao Papa.
09/04/1888
Festa da Anunciação. Entrada de Teresa no Carmelo de Lisieux.
10/01/1889
Tomada de hábito. Última festa para o Sr. Martin. Teresa acrescenta "da Santa Face" ao seu nome religioso.
29/02/1894
Morte do Sr. Martin no Castelo de La Musse (Eure), às 8h e 15m.
Dezembro 1894
Recebe da Madre Inês de Jesus a ordem de escrever suas memórias.
Abril 1895
Confidencia a Irmã Teresa de Santo Agostinho: "Morrerei em breve".
Início de abril 1897
Gravemente enferma.
08/07/1897
Teresa desce para a enfermaria.
14/09/1897
Desfolha uma rosa sobre o crucifixo.
30/09/1897
Morte de Teresa, diante da comunidade reunida, por volta das 19h e 20m.
04/10/1897
Sepultamento no Cemitério de Lisieux
30/09/1898
Publicação de 2000 exemplares de "História de uma Alma".
29/04/1923
Beatificação da Irmã Teresa do Menino Jesus por Pio XI.
17/05/1925
Solene Canonização na Basílica de São Pedro, em Roma.
14/12/1927
Proclamada Padroeira Universal das Missões.
03/05/1944
Nomeada Padroeira secundária da França, juntamente com Santa Joana d’Arc.
19/10/1997
Solene Proclamação como Doutora da Igreja, pelo Papa João Paulo II.
30/09/1998
Primeiro Centenário da Publicação de "História de uma Alma".
Fonte: Angelfire

sexta-feira, 13 de junho de 2008

"APRESENTAÇÃO DE JESUS" - PELO REVMO. PE. JOÃO S. CLÁ DIAS


Meditação dos Primeiros Sábados * Quarto mistério -“Apresentação de Jesus ”. *

Apresentação de Jesus
Pe. João Clá Dias

Simeão disse a Maria: Teu filho será causa de queda e de ressurreição para muitos.
Ele será sinal de contradição ... ... e teu coração será transpassado por uma espada´! (Lc 2, 34-35)

I – A compaixão da Santísima Virgem.
Algum tempo depois do Nascimento de seu Filho, Maria após algumas horas de marcha foi a Jerusalém com São José a fim de apresentar a Deus o Menino recém-nascido. Na multidão que invadia os pórticos do Templo, ninguém prestou atenção naquele pobre casal. A nenhum dos príncipes, pontífices e doutores veio à mente, que diante dos seus olhos estava passando o Messias, cujos gloriosos destinos tantas vezes pregavam ao povo. Teriam respondido com um sorriso de desprezo a quem naquele Menino lhes apontasse o Libertador de Israel.
O Verbo Encarnado, Esplendor da glória do Pai, veio para os seus, e os seus não O reconheceram. Só Ana, a profetisa e o Simeão, advertidos por uma inspiração celeste, adoraram o Salvador.
1 - A Apresentação - Eis que Maria já se encaminha para oferecer o Filho, comenta Santo Afonso de Ligório.(1) Apressa os passos para o lugar do sacrifício, levando em seus braços a vítima tão amada. Entra no templo, aproxima-se do altar, e ali, toda cheia de modéstia, humildade e devoção, apresenta o Filho ao Altíssimo.
Entretanto eis que se aproxima Simeão, que de Deus recebera a promessa de não morrer sem antes ter visto o Messias esperado. O ancião tomou nos braços o Menino-Deus e, iluminado pelo Espírito Santo, anuncia a Santíssima Virgem quanto deveria custar o sacrifício, que então fazia de seu Filho, com o qual haveria também de ser sacrificada a sua alma bendita.(1) E no êxtase de reconhecimento cantou:
´Agora, Senhor, deixai vosso servo morrer em paz, pois meus olhos viram, ... a vossa salvação´.(Lc.2, 29)
2 – O martírio do Imaculado Coração de Maria.
Depois, São Simeão inundado de luz profética, percebeu para o futuro horas sinistras, e balançando tristemente a cabeça disse: ´Pobre mulher, um gládio de dor transpassará vossa alma´. (Lc.2, 35)
E a Virgem partiu, radiosa de juventude e de felicidade, estreitando amorosamente no peito seu Tesouro adormecido. Em Nazaré Ela viveu longamente com o Filho, numa deliciosa intimidade. Foram, durante mais de 30 anos, dias de alegrias inefáveis.
Maria amava Jesus porque era seu Filho:
Ela O carregara, O alimentara, O escutara balbuciar as primeiras palavras, e sua alma se desfez de ternura quando, pela primeira vez, Ele A chamou sua Mãe! Ela assistira a seus progressos graduais. Sob seus olhos maravilhados o Menino Se tornara o adolescente de olhar profundo, o homem cuja beleza arrebatava.
Esse Filho ornado de todas as perfeições não Lhe proporcionara senão alegrias. Revelara-Lhe os tesouros de sua alma e realizara, a pedido dEla, seu primeiro milagre (nas Bodas de Caná). Dera-Lhe seu amor filial e sua obediência.
Maria amava também Jesus porque Ela era seu Deus:
Chegado a certa perfeição, o amor de Deus é mais forte que o amor materno. Nela esse amor multiplicava-se pelo amor divino. Essa aritmética misteriosa produzia um amor quase sem limites.
Eis agora a hora trágica, em que se realiza a terrívei profecia do velho Simeão. A Cruz se apresenta ... um silêncio assustador paira sobre a cidade deicida. Jesus expira.
Ora, esse Filho que Ela tanto ama, padece diante dEla o mais infamante, o mais iníquo, o mais cruel dos suplícios. Ela O vê sofrer em seu Corpo. Segue passo a passo a Via dolorosa, assiste a horrível cena da Crucifixão. Ouve os pesados martelos que introduzem os pregos nos pés e nas mãos adoráveis do Filhos. Percebe sua Carne que cai em pedaços, seu Sangue precioso que corre em abundância. Quando a cruz é erguida entre o céu e a terra, Ela acompanha na Sagrada Face os progressos da agonia.
Maria vê Jesus sofrer em sua honra; bem como, sofrer em sua alma, cujas alegrias da visão de Deus, conhecia. Imensa aflição a invade, quando ouve seu Filho soltar o gemido queixoso:
”Meu Deus, meu Deus, por que Me abandonastes?”
Maria não abandona por um só minuto o Filho agonizante:
A Escritura narra que quando a infeliz Agar (Gn. 21, 16), sem recursos no deserto, viu desmaiar seu filho, levou-o para perto de um matagal. Depois fugiu como uma louca, e em seu desespero gritava: “Não verei com meus olhos meu filho morrer”. - Maria não abandona um só instante o Filho moribundo, não perde de vista um só de seus sofrimentos.
Junto ao madeiro, imóvel, muda, os olhos fixos sobre o Deus que morre. Maria está de pé. Sua alma mergulha num oceano sem fim. Todas as dores do Filho repercutiam nEla e quando a lança do soldado abriu o Coração do Salvador, transpassou com o mesmo golpe a alma da Virgem Mãe! A palavra do velho Simeão acabava de se cumprir!(4)
Deus usa de misericórdia conosco ao ocultar-nos as cruzes futuras:
Neste vale de lágrimas - continua santo Afonso – o homem nasce para chorar. Deve padecer e suportar os males que lhe sobrevêm cada dia. Entretanto, muito mais infeliz seria a vida, se cada um soubesse os males futuros que o esperam.. Desgraçadíssimo seria aquele a quem tocasse tal sorte, disse Sêneca. Ora, usando de misericórdia conosco, oculta-nos o Senhor as cruzes vindouras. Quer que padeçamos, à hora e momentos certos.
Não usou entretanto da mesma compaixão com Maria.. Destinara-a para ser Rainha dos mártires e em tudo semelhante a seu Filho. Devia por isso sofrer continuamente e ter sempre diante dos olhos as penas que a esperavam. E elas eram a Paixão e morte se seu amado Filho. (1)

II–Doçura, suavidade e paz, no oceano de dores.
Esta imagem ao lado representa Nossa Senhora de modo realista ao extremo, e exprime muito bem a idéia de quanto Maria é a obra-prima do Criador.
Quem a contempla tem quase a impressão de que nela transparece o fundo de alma da Virgem das Virgens. Sua face transmite piedade de modo excelso, e convida à oração. A par do instinto maternal, sua fisionomia torna patente uma inimaginável bondade, da qual somente Deus poderia ser o autor.
Esse semblante exprime um ar de suavidade, doçura, bondade, dor lancinante, tudo mesclado com serenidade e paz.
Uma desconfiança sem fundamento seria: “Meus pecados foram a causa dos sofrimentos de seu Divino Filho; será que Maria não teve algum movimento de ressentimento?”
Ora, essa foto nos convence do contrário: por sua manifestação de amor, de que não são esses os sentimentos da Advogada dos Pecadores. Apesar de ver seu Filho crucificado, e sabendo que somos nós a causa desses sofrimentos, Maria tem para conosco um olhar pleno de sobrenatural afeto.
Ela nos dá um conselho materno:
“Meu filho, quando te sentires miserável por tuas quedas, procura ter no fundo da alma a certeza de que, do alto do Céu, eu te olho com a mesma doçura expressa nesse meu olhar, disposta a obter de Jesus, para ti, o perdão de todos os teus pecados”. (3)
Ave Maria, Rainha dos Mártires, cuja alma foi transpassada pelo gládio da dor.
No meio de tantos sofrimentos, qual era o unico consolo de Maria?
Pode-se dizer, com o santo de Ligório em seu discurso sobre as Dores de Maria, que o unico consolo de Maria, no meio de tantos sofrimentos, era ver o mundo resgatado e os homens reconciliados com Deus pela morte de seu divino Filho.
Então, tanto amor da parte de Maria deve poduzir em nós profunda gratidão e nos fazer tomar filialmente parte em suas dores; porque foi por causa de nossos pecados que ela sofreu tanto.
Lição para nós; pois, a Santíssima Virgem nos ensina a suportar com paciência e coragem as penas e aflições desta vida, e submetermo-nos em tudo à vontade da divina Providencia. (2)


Oração:
Virgem Dolorosíssima, seríamos ingratos se não nos esforçássemos em promover a memória e o culto de vossas Dores, pois o vosso Divino Filho tem vinculado a devoção de vossas Dores, particulares graças para uma sincera penitência, oportunos auxílos e socorros em todas as necessidade e perigos.
Pela Dor que sofrestes ao ouvirdes a profecia de Simeão, de que uma espada de dor transpassaria o Vosso Coração, Mãe de Deus, ouvi nossa prece, . . . .

Ave Maria, .......
Oferecimento final . . . dirigido à Nossa Senhora das Dores.
“Não esqueçais os gemidos da vossa Mãe”. (Ecli 7, 29)
No caminho do Calvário e sobretudo ao pé da cruz, quem poderia exprimir as angústias dessa Mãe aflita?

E quem, ó Senhora, vendo-Vos assim em prantos, ousaria perguntar por que chorais? Nem a Terra, nem o mar, nem todo o firmamento, poderiam servir de termo de comparação à vossa dor.=
Dai-me, minha Mãe, um pouco, pelo menos, desta dor. Dai-me a graça de chorar a Jesus, com lágrimas de uma compunção sincera e profunda.
E nós, filhos da mais santa e terna das mães, vendo-a nos tomentos do Calvário e agonizando ao pé da Cruz, não sejamos insensíveis sem nos comover com o que poderia enternecer o mais duro rochedo!
É pedindo a graça de sofrer como Maria e como Jesus, desagravando o Sagrado Coração e por nossa conversão e dos pobres
pecadores, que oferecemos esta meditação em desagravo.

Pe. João Clá Dias

Fonte:Pe. João Scognamiglio Clá Dias