Mons. João S. Clá Dias, fundador dos Arautos do Evangelho.
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quarta-feira, 21 de junho de 2017
sábado, 26 de abril de 2014
Milagres dos Papas João XXIII e João Paulo II
Os milagres dos Papas João XXIII e João Paulo II
A Irmã Caterina Capitani, da Congregação das Filhas da Caridade, miraculada por João XXIII, morreu em 2010. Foi a Irmã Adele Labianca a relatar os factos. Desenvolviam juntas atividade na Hospital Pediátrico de Nápoles. Em 1967 tinha 54 anos e há 23 anos que não podia sair da cama devido a abcessos que lhe tinham progressivamente atingido todo o corpo. Intervenções cirúrgicas tinham sido 14. As condições pioravam de dia para dia. Foi-lhe administrada a unção dos enfermos e uma relíquia do Papa foi-lhe colocada sobre uma das feridas e ela... acordou. A Irmã Adele Labianca relatou o que Irmã Caterina lhes contou dias depois do milagre:
“Senti uma mão apoiada no meu estômago na direção da fistula e uma voz que me chamava do lado esquerdo: ‘Irmã Caterina’ Assustada por ouvir a voz de um homem, virei-me e vi ao meu lado o Papa João em vestes papais que não sei descrever porque olhava só para o seu rosto que era muito belo e sorridente. Ele disse-me: ‘Irmã Caterina rezaste tanto e também tantas irmãs, principalmente uma delas – infelizmente na minha humildade devo dizer que esta uma delas era eu’. Haveis mesmo arrancado do coração este milagre! Mas agora tudo acabou: tu estás bem e não tens mais nada!”
Prodigiosa foi também a cura de Floribeth Mora Diaz, de 51 anos, natural de San José na Costa Rica. Uma mulher muito doente que vivia com o seu marido e os seus 4 filhos. A 8 de abril de 2011 sabe ter apenas um mês de vida devido a um aneurisma. Ela não cede ao desespero e entrega-se à oração pedindo a intercessão de João Paulo II:
“Nesse momento o que eu mais pedia era a intercessão de João Paulo II. Eu dizia sempre:’João Paulo II, tu que estás assim próximo de Deus, diz ao Senhor que eu não quero morrer! Tinha medo de morrer porque tinha os meus filhos... Diz-lhe, por favor, que se eu morro quem tomará conta deles? São muito importantes para mim! Aquilo que eu mais amo são os meus filhos e o meu marido... Sempre pedi para que os protegesse e que não os deixasse sós no momento em que eu me fosse.”
“Depois de ter visto a beatificação de João Paulo II, numa transmissão – eram duas da manhã na Costa Rica – senti qualquer coisa de incrível... Acordei de manhã, acendi a televisão e encontrei uma transmissão precisamente da beatificação. Recordo que vi o Papa Bento XVI que levava a relíquia... E como acordei adormeci outra vez. Às 8 da manhã acordei mas de uma maneira diferente: ouvi uma voz no meu quarto que me dizia: ‘Levanta-te’. Eu estava surpreendida e vi que estava só!’ E continuava a ouvir esta voz que dizia e repetia: ‘Levanta-te! Não tenhas medo!’ Imediatamente os meus olhos olharam para a revista que estava em cima da televisão e que tinha saído para a beatificação... Tinha João Paulo II com as mãos levantadas como se fosse um quadro... E as suas mãos estavam levantadas como que a dizer-me para me levantar. E eu respondi: ‘Sim, Senhor!’ E desde daquele dia estou de pé! O Senhor naquele dia tirou-me o medo, tirou-me a agonia e deu-me uma paz, uma paz que me deu a certeza que era sã!” (RS)
Fonte: RV
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Canonização dos Beatos João XXIII e João Paulo II
Canonização dos Beatos João XXIII e João Paulo II, programa dos eventos na Diocese de Roma
No Sábado 26 de Abril, na véspera da celebração para a canonização dos Beatos João XXIII e João Paulo II, a diocese de Roma promove uma noite em branco de oração em algumas igrejas do centro histórico, onde será possível rezar em diferentes línguas e confessar-se. Vai se começar às 19h na igreja de Santa Maria no Montesanto (Igreja dos Artistas), na Piazza del Popolo, com animação litúrgica em italiano. A partir das 21h os outros locais de culto interessados serão: Santa Inês em Agone (Piazza Navona), com animação em polaco; São Marcos (Pra do Capitólio), com animação em Italiano e Inglês; Santa Anastácia (na praça do mesmo nome), com animação em Português; Santíssimo Nome de Jesus (Praça Argentina), com animação em italiano e espanhol; Santa Maria em Vallicella e São João Baptista dos Florentinos, com animação em italiana; Sant'Andrea della Valle, com a animação em francês, São Bartolomeu (Ilha Tiberina), com animação em italiano e árabe; Santo Inácio de Loyola, Igreja das Santas Estigmas, Santos Doze Apóstolos, Sagrado Coração de Jesus e Santa Maria de Montesanto, com animação em língua italiana. Nestas igrejas a oração será organizada seguindo um dos três esquemas elaborados para esta ocasião pelo secretariado litúrgico do Vicariato.
Sempre no sábado 26, a partir das 17h, terá lugar uma vigília de oração também na Basílica de São Paulo Fora dos Muros. Iniciará com a oração das Vésperas seguida pela Missa pré-festiva do Domingo in albis (II depois da Páscoa, também chamado da Misericórdia). Se continuará com a exposição do Santíssimo Sacramento, e às 20h30, com a recitação das Completas.
Em contrapartida, será a Basílica de São João de Latrão, a catedral de Roma, a acolher o evento litúrgico para os fiéis de Bergamo, às 18 horas.
Os encontros de oração em preparação para as canonizações de Domingo 27 de Abril terão início já na sexta-feira 25 e neles estarão envolvidos os jovens da diocese de Roma, e não só, com duas iniciativas promovidas respectivamente pelo Secretariado para a pastoral universitária e o Serviço diocesano para a pastoral juvenil do Vicariato de Roma.
Fonte: RV
domingo, 22 de maio de 2011
BEATIFICAÇÂO DA IRMÃ DULCE
- Cerca de 70 mil pessoas devem assistir neste domingo a cerimônia de beatificação de Irmã Dulce em Salvador. Ela ficou conhecida como "Anjo Bom da Bahia" pelo trabalho a favor dos pobres.
Neste sábado houve ensaio para a cerimônia de domingo no Parque de Exposições. No Santuário Irmã Dulce foi realizada uma missa e das 19h de sábado às 7h de domingo ocorre uma vigília de fiéis. Pelo menos 1,3 mil fiéis participam da concentração.
A freira baiana começou ainda jovem a cuidar dos pobres e doentes. Há sessenta anos, Irmã Dulce improvisou uma enfermaria em um galinheiro em Salvador.
Hoje, no mesmo terreno, está um hospital que atende de graça 150 mil pessoas por mês. O hospital emprega muita gente que a freira amparou.
- Naquele momento eu estava necessitando muito dela e ali ela foi minha segunda mãe - diz Marlene Teles, que trabalha como encarregada de limpeza no hospital.
A comunidade de Alagados era uma das regiões preferidas de Irmã Dulce.
- Ela vinha de iniciativa própria visitar moradores trazendo remédios e alimentação - diz o padre Rafael Cerqueira, da Igreja de Alagados.
Irmã Dulce morreu em 1992 aos 78 anos. A capela onde repousam os restos mortais dela já é um local de peregrinação.
Devotos de todo Brasil vão até o santuário para chegar perto do túmulo da freira. A sepultura está coberta por centenas de demonstrações de fé. São fotografias e cartas de fiéis pedindo graça.
Depois do parto do segundo filho, Claúdia Cristiane, que mora no interior de Sergipe, foi desenganada pelos médicos e pediu ajuda à freira.
A cura foi considerada um milagre pelo Vaticano e serviu de base para o processo de beatificação.
A cerimônia acontece neste domingo no Parque de Exposições de Salvador. 400 caravanas, de vários estados, estarão presentes.
Só tenho a agradecer a ela e a Deus', diz mulher que recebeu milagre de Irmã Dulce
A funcionária pública Cláudia Cristiane Santos de Araújo, moradora de Malhador, a 50 km de Aracaju, se emociona ao falar de Irmã Dulce.A 9 dias da beatificação do "Anjo bom da Bahia", nome dado à freira pelo escritor Jorge Amado, Cláudia, de 42 anos, tornou-se ilustre na cidade onde reside com o marido, caminhoneiro, e os dois filhos, de 21 e 10 anos.
Isso porque a Igreja Católica revelou que foi ela que, em janeiro de 2001, sofreu hemorragia grave após o parto do segundo filho, Gabriel, e posteriormente recebeu um milagre de Irmã Dulce.
Os médicos, segundo a funcionária pública, já desacreditavam que ela pudesse sobreviver.
Cláudia conta que em 10 de janeiro daquele ano foi a Itabaiana, cidade próxima a Malhador, para dar à luz ao segundo filho.
Com 9 meses de gestação, foi atendida na Maternidade São José. Após o parto, teve uma hemorragia e passou por três cirurgias antes de ser transferida para o Hospital e Maternidade Renascença, na capital sergipana, em coma.
- Os médicos de Itabaiana disseram à minha família que haviam feito tudo o que foi possível para me salvar. Estava em coma e não me recordo de como tudo aconteceu - diz.
Em Aracaju, recebeu a visita do amigo e padre José Almir de Menezes, que levou uma foto de Irmã Dulce e pediu à freira que salvasse Cláudia.
- Não me lembro dessa visita. Sei que depois de alguns dias a hemorragia estava contida e eu, recuperada. Só tenho a agradecer a Irmã Dulce e a Deus, e também ao padre José Almir, um grande amigo da família - acrescenta.
A funcionária pública disse que antes do segundo parto não conhecia a história de vida do "Anjo Bom da Bahia".
- É uma grande satisfação ter recebido essa graça. Tinha fé, mas não a conhecia. E veio justamente de Irmã Dulce, que foi uma pessoa que fez tudo pelos mais humildes - diz.
O padre José Almir de Menezes, de Nossa Senhora das Dores, no interior de Sergipe, foi quem pediu ajuda espiritual de Irmã Dulce para salvar a vida da amiga:
- Eu disse a ela, você acredita que Irmã Dulce pode interceder por você? Ela disse acredito. Rezamos um pouco, dei a unção dos enfermos. Ela teve alta entre dois dias e meio e três dias depois - conta o padre.
O cirurgião Sandro Barral afirma que a mulher foi examinada por mais de 10 médicos no Brasil e por seis médicos na Itália e ninguém teve explicação científica para a recuperação da paciente.
- Ninguém conseguiu explicar porque a melhora se processou de forma tão rápida, em condição tão adversa - afirma.
A cerimônia de beatificação da freira baiana, morta em 1992, aos 77 anos, acontece no próximo dia 22 de maio, no Parque de Exposições de Salvador. Às 14h, haverá um espetáculo artístico reunindo mais de 600 alunos do Centro Educacional Santo Antônio (CESA) - complexo de educação das Obras Sociais Irmã Dulce - com idades entre 6 e 15 anos.
Após a apresentação das crianças, terá início, às 17h, a celebração canônica com uma missa seguida do roteiro litúrgico do Rito de Beatificação do Vaticano.
A cerimônia será presidida pelo cardeal Dom Geraldo Majella Agnelo, o delegado papal na solenidade, representando o Papa Bento XVI.
Fonte: Infoglobo Comunicação e Participações S.A.sábado, 21 de maio de 2011
IRMÃ DULCE - BIOGRAFIA
............Irmã Dulce: A minha politica é a do amor ao próximo.
Irmã Dulce, que ao nascer recebeu o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, era filha do dentista Augusto Lopes Pontes e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes.
Aos 13 anos, depois de visitar áreas carentes, acompanhada por uma tia, ela começou a manifestar o desejo de se dedicar à vida religiosa.
Com o consentimento da família e o apoio da irmã Dulcinha, foi transformando a casa da família num centro de atendimento a pessoas necessitadas.
Em 8 de fevereiro de 1933, logo após se formar professora, Maria Rita entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe.
Em 15 de agosto de 1934, aos 20 anos de idade, foi ordenada freira, recebendo o nome de Irmã Dulce, em homenagem à sua mãe.
Sua primeira missão como freira foi ensinar em um colégio mantido pela sua congregação, na Cidade Baixa, em Salvador, região onde também dava assistência às comunidades pobres e onde viria a concentrar as principais atividades das Obras Sociais Irmã Dulce.
Em 1936, ela fundou a União Operária São Francisco.
No ano seguinte, junto com Frei Hildebrando Kruthaup, abriu o Círculo Operário da Bahia, mantido com a arrecadação de três cinemas que ambos haviam construído através de doações.
Em maio de 1939, irmã Dulce inaugurou o Colégio Santo Antônio, voltado para os operários e seus filhos.
No mesmo ano, por necessidade, Irmã Dulce invadiu cinco casas na Ilha dos Ratos, para abrigar doentes que recolhia nas ruas.
Mas foi expulsa do lugar e teve que peregrinar durante uma década, instalando os doentes em vários lugares, até transformar em albergue o galinheiro do Convento Santo Antônio, que mais tarde deu origem ao Hospital Santo Antônio, centro de um complexo médico, social e educacional que continua atendendo aos pobres.
Considerada um "Anjo bom" pelo povo baiano, recebeu também o apoio de pessoas de outros estados brasileiros e de personalidades internacionais.
Mesmo com a saúde frágil, ela construiu e manteve uma das maiores e mais respeitadas instituições filantrópicas do país.
Em 1988, irmã Dulce foi indicada pelo então presidente José Sarney, com o apoio da rainha Silvia da Suécia, para o Prêmio Nobel da Paz.
Oito anos antes, no dia 7 de julho de 1980, Irmã Dulce ouviu do Papa João Paulo II, na sua primeira visita ao país, o incentivo para prosseguir com a sua obra.
Os dois voltariam a se encontrar em 20 de outubro de 1991, na segunda visita do Papa ao Brasil, quando João Paulo II fez questão de ir ao Convento Santo Antônio visitar Irmã Dulce, já bastante enferma.
Cinco meses depois, no dia 13 de março de 1992, Irmã Dulce morreu, pouco antes de completar 78 anos.
No ano 2000 foi distinguida pelo papa João Paulo II com o título de Serva de Deus.
O processo de beatificação de irmã Dulce tramitou na Congregação das Causas dos Santos do Vaticano e está marcado para o dia 22 de maio de 2011, em Salvador - Bahia - Brasil.
Fonte: educação-UOL
terça-feira, 3 de maio de 2011
RESTOS MORTAIS DO BEATO JOÃO PAULO II

Entre os fiés que na manhã de hoje visitaram o novo altar estava um grupo de brasileiros. A mineira Carmelina Moraes foi uma das primeiras brasileiras a ver o novo altar do Beato João Paulo II.
“Estou muito emocionada. Uma emoção enorme. Tudo muito lindo, aí esta a expressão suprema da religião”, disse a mineira.
Ana Jorgina, do Rio de Janeiro, também estava esta manhã na Praça de São Pedro.
“A gente achou muito bonito. Na capela de São Sebastião então, dois mártires”, destacou a carioca.
Luiz Correa, também do Rio, ficou impressionado.
“Acho que o Papa João Paulo II foi uma pessoa que mereceu e fez muito pela comunidade cristã”, refletiu.
Outra carioca, Terezinha da Silva, resume o sentimento dos brasileiros que visitaram o novo altar do Beato João Paulo II, agora dentro da Basílica de São Pedro.
Fonte: RV
domingo, 1 de maio de 2011
BEATO JOÃO PAULO II
Cidade do Vaticano, 1º mai (RV)
maiores da história da Igreja.
faleceu na véspera da festa da Divina Misericórdia em 2005, celebrada anualmente no primeiro domingo depois da Páscoa.Vallini, vigário-geral do papa para a Diocese de Roma, que leu também a biografia de João Paulo II.
de todas as idades, cantos e abraços inundaram a Praça, que explodiu de alegria. A VIDA DE KAROL WOJTYLA - BEATO JOÃO PAULO II
No período de sua juventude, Karol Wojtyla demonstra uma forte ligação com o teatro, a música e a literatura, mas um encontro com bispo titular de Cracóvia na época, Cardeal Adam Stefan Sapieha, durante um visita pastoral, desperta pela primeira vez no jovem polonês o desejo de seguir a vida sacerdotal. Apesar do pendor pela vida religiosa, no começo de sua vida universitária Karol Wojtyla se dedica apenas ao teatro. Monta com amigos um grupo de teatro, mas o início da 2ª Guerra Mundial muda seus planos.
Começo da vida sacerdotal
Em 1942, um ano após a morte de seu pai, o futuro Papa ingressa clandestinamente - com o auxílio do bispo titular de Cracóvia - no Departamento Teológico da Universidade Jaguelloniana, e assim começa a viver seus primeiros dias como seminarista. Em 1946, com 26 anos, Karol Wojtyla é ordenado sacerdote no Seminário Maior de Cracóvia, celebrando sua primeira Missa na Cripta de São Leonardo, na Catedral de Wavel.
No mesmo ano de sua ordenação, Padre Wojtyla é enviado por Dom Sapieha até Roma, onde doutora-se em Teologia e Filosofia pela Pontifícia Universidade "Angelicum". Em 1948, volta à Polônia, e após uma rápida passagem pelo interior do país, instala-se novamente em Cracóvia, onde vai aprofundar seus estudos filosóficos, sem deixar, obviamente, seu trabalho como pastor.
Em 1949, com o intuito de obter seu "doutorado de Estado", Karol Wojtyla retorna à Universidade Jaguelloniana. Na instituição de ensino permanece por mais cinco anos até obter o título acadêmico, com uma tese que relaciona a moral cristã com os estudos fenomenológicos do filosofo alemão Max Scheler.
Já doutorado, Padre Wojtyla passa a lecionar na Universidade Católica de Lublin, como titular da cadeira de Ética. Concomitantemente, também dá aulas na Universidade Estatal de Cracóvia.
Bispo, arcebispo, cardeal e Papa
Seguindo sua carreira religiosa, em 1958 é nomeado, pelo Papa Pio XII, bispo titular de Olmi e auxiliar de Cracóvia, tornando-se assim o membro mais jovem do episcopado polonês. Doze anos depois de se tornar sacerdote e presidir sua primeira missa, Karol Wojtyla volta à Catedral de Wavel, agora para ser ordenado bispo pelas mãos do bispo titular, Dom Eugeniuzs Baziak.
No período em que atua como bispo auxiliar, Karol Wojtyla participa ativamente do Concílio Vaticano II (1962-1965). Nesta importante série de reuniões que mudou os rumos pastorais e doutrinais da Igreja Católica, o futuro papa tem importante papel na elaboração da constituição "Gaudium et Spes".
Em 1964, falece o bispo titular de Cracóvia, Dom Baziak. A ascensão de Karol Wojtyla é rápida. Somente após seis anos de sua ordenação episcopal, é nomeado responsável pela diocese polonesa. Um ano depois, o Papa Pio XII ascende Cracóvia à categoria de arquidiocese e Wojtyla torna-se arcebispo.
Na arquidiocese de Cracóvia, Wojtyla destaca-se, entre outras atividades, por seu trabalho de integração dos leigos; de promoção humana e do apostolado juvenil; de formação religiosa dos trabalhadores e por sua forte oposição ao governo comunista que comanda a Polônia na época.
Com pouco mais de 40 anos de idade, a atuação pastoral e intelectual de Karol Wojtyla já se mostra profícua e seu futuro clerical bastante promissor. Não causa espanto então quando, em 1967, o Papa Paulo VI cria-o cardeal.
Como cardeal, Karol Wojtyla participou de cinco Assembleias do Sínodo dos Bispos, que aconteceram previamente ao seu pontificado. Cardeal Wojtyla também foi responsável pela ordenação sacerdotal mais numerosa de sua época. Em 1974, o então purpurado ordenou 43 novos sacerdotes.
sábado, 30 de abril de 2011
Cidade do Vaticano, 30 abr (RV)
JOÃO PAULO II - GRANDES RECORDAÇÕES
Cidade do Vaticano, 30 abr (RV)- Dom Odilo P. Scherer, Arcebispo de São Paulo, está em Roma desde ontem pela manhã. O cardeal representa a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil na
beatificação de João Paulo II. Cristiane Murray lhe pediu que revelasse à Rádio Vaticano algum episódio particular, uma recordação pessoal de João Paulo II. Eis a sua resposta: "Eu tenho sim uma bela recordação. Eu trabalhei aqui em Roma durante oito anos na Congregação para os bispos e, em novembro de 2001, eu fui nomeado bispo auxiliar de São Paulo pelo Papa João Paulo II e, em agosto de 2002, eu fui celebrar na capelinha privada com João Paulo II. No dia 12 de janeiro celebrei lado a lado com ele junto com o arcebispo emérito de Messina. Como eu ainda não tinha sido ordenado bispo - e por isso não trazia comigo as insígnias episcopais - o solidéu e a cruz. Após a missa, o Papa recebeu aqueles que tinham participado na sala próxima à capela para saudações e entregar lembranças. Quando chegou a minha vez, o papa pediu para o secretário que lhe trouxesse algo. O secretário chegou com uma caixinha que continha a cruz peitoral e o Papa a colocou em mim. Cruz que eu guardo até hoje como uma lembrança muito cara de João Paulo II. Eu fiquei muito tocado pelo gesto dele que naturalmente era um gesto significativo e simbólico também. Mesmo que o Papa não quisesse dizer isso, ao mesmo tempo o significado é esse: o bispo leva a cruz peitoral para dizer que ele também esta unido à cruz de cristo e deve carregar a cruz de Cristo que às vezes se faz sentir no seu cargo, na sua missão de bispo. Evidentemente o Papa João Paulo II me dava a entender isso também. Daqui pra frente como bispo, ainda mais deve carregar a cruz de Cristo. Mas eu fiquei muito feliz com aquele momento: era o gesto de pastor do Papa em relação ao jovem bispo que estava para começar passando aquela mensagem de carinho ao me dar aquela lembrança e também a lição que desde logo me deixou".
sexta-feira, 29 de abril de 2011
PREPARATIVOS PARA A BEATIFICAÇÃO DE JOÃO PAULO II
na Cripta vaticana, o caixão contendo o corpo do Papa Wojtyla, que sucessivamente será colocado na Basílica Vaticana.A operação de abertura do túmulo – informa uma nota oficial da Sala de Imprensa da Santa Sé – teve início bem cedo. Por volta das 9h locais teve lugar um breve momento de oração, com o Arcipreste da Basílica de São Pedro, Cardeal Angelo Comastri, que entoou a Ladainha de todos os santos.Entre os presentes encontravam-se também o Secretário de Estado, Cardeal Tarcisio Bertone, e os cardeais Giovanni Lajolo e Stanislaw Dziwisz, bem como personalidades da Cúria Romana, irmãs do apartamento pontifício de João Paulo II, e responsáveis da Gendarmaria e da Guarda Suíça.Pouco depois, sempre acompanhado pelo canto da Ladainha, o caixão – colocado num carrinho – foi levado num breve percurso até a frente do túmulo de São Pedro, sempre na parte inferior da Basílica, na Cripta vaticana. Ali o Cardeal Bertone recitou uma breve oração concluindo o ato por volta das 9h15 locais.A nota oficial recorda que os restos mortais do próximo
Beato haviam sido sepultados dentro de três caixões. O primeiro, de madeira, exposto durante o funeral; o segundo, de chumbo e lacrado; o terceiro, também de madeira, é o mais externo e visível, extraído do túmulo na manhã desta sexta-feira: o seu estado de conservação – especifica a nota – é "bom", embora "manifeste alguns sinais do tempo"."A grande lápide tumular, removida e momentaneamente depositada em outro lugar da Cripta vaticana, está conservada intacta e será transportada para Cracóvia, a fim de ser posteriormente – informa, ainda, o comunicado – colocada numa nova igreja a ser dedicada ao Beato."O caixão com os restos mortais do Papa polonês permanecerá na Cripta vaticana até a manhã de domingo, quando será levado para a Basílica, diante do altar central, para a homenagem do Santo Padre e dos fiéis após a Beatificação. Enquanto isso, a Cripta permanecerá fechada ao público."A reposição estável do corpo do Beato sob o altar da capela de São Sebastião terá lugar, provavelmente, na noite de segunda-feira, 2 de maio, após o fechamento da Basílica" – conclui a nota. (RL)terça-feira, 12 de abril de 2011
22 DE OUTUBRO, DATA ESCOLHIDA PARA A MEMÓRIA LITURGICA DE JOÃO PAULO II
Cidade do Vaticano, 12 abr (RV)
domingo, 10 de abril de 2011
CAPELA NA BASÍLICA VATICANA ESTÁ PRONTA
................Cripta onde está o tumulo do Papa João Paulo II
Cidade do Vaticano, 10 abr (RV)
- Na noite desta sexta-feira, na Basílica Vaticana – como já anunciado – às 19h locais, teve lugar a trasladação do corpo do Beato Papa Inocêncio XI, do espaço sob o altar da Capela de São Sebastião para o espaço preparado sob o altar da Transfiguração, que se encontra à esquerda da nave central, ao fundo, atrás do pilar de Santo André. O rito foi presidido pelo Arcipreste da Basílica de São Pedro, Cardeal Angelo Comastri, acompanhado por Mons. Vittorio Lanzani e Mons. Giuseppe De Andrea, e por outros membros do Cabido e da Fábrica de São Pedro.A urna do Beato, após ter sido extraída do altar de São Sebastião, foi acompanhada em procissão, com o canto da ladainha – em particular, a ladainha dos santos pontífices – até o altar da Transfiguração, onde a mesma foi imediatamente colocada no novo espaço, protegido pela mesma grade que a protegia precedentemente. O rito concluiu-se com a oração e a bênção do celebrante e a leitura e a assinatura do Ata notarial sobre a transferência. Na Capela de São Sebastião, onde foram ultimados os trabalhos de restauração e renovação do sistema de iluminação e amplificação, o espaço sob o altar encontra-se pronto para acolher o corpo do Beato João Paulo II, logo após a Beatificação. (RL) Fonte: RVsexta-feira, 8 de abril de 2011
OS TRÊS DIAS DA BEATIFICAÇÃO DE JOÃO PAULO II
Cidade do Vaticano,
sábado, 2 de abril de 2011
ANIVERSÁRIO DA MORTE DE JOÃO PAULO II
Cidade do Vaticano, 02 abr (RV) - Em 2 de abril de 6 anos atrás, João Paulo II chegava à Casa do Pai. Um aniversário este ano iluminado pela expectativa alegre e emocionada, em todo o mundo, pela beatificação do Papa Wojtyla no próximo dia 1º de maio. Sobre esse extraordinário binômio entre a morte e a elevação aos altares de Karol Wojtyla, a Rádio Vaticano ouviou o Vigário do Papa para o Estado da Cidade do Vaticano, Cardeal Angelo Comastri,:R. - Devemos reconhecer que o povo de Deus, no momento mesmo da morte de João Paulo II tinha já a certeza de que um Santo tinha entrado no céu. Além disso, o então Cardeal Joseph Ratzinger, no dia 8 de abril de 2005, durante os funerais na Praça São Pedro, invocou a bênção de João Paulo II da janela do céu, num certo sentido considerando-o já Santo. Todos nós recordamos aquelas tocantes palavras: “Padre Santo nos abençoe da janela do céu”. Com a beatificação, a percepção do povo de Deus é confirmada com um ato solene e oficial do Santo Padre.P - Como é de conhecimento de todos, nos últimos momentos da sua vida terrena, João Paulo II disse: “Deixem-me ir”. Com este “ir”, neste “chegar” ao Pai, Karol Wojtyla, no entanto, ainda está vivo em nós, talvez em alguns aspectos, mais presente do que antes... R. – “Deixem-me ir” tem um preciso significado: João Paulo II sentia que estava já nos umbrais da Casa do Pai. Aquelas palavras, aquelas expressões eram a ânsia do coração, a alegria - quase - de acelerar o passo para ir ao encontro de Jesus, levado pela mão de Maria. Eu imaginei na minha fantasia de fé, naquele momento, estou certo de que na porta do céu se encontrava Maria. Maria, a quem João Paulo II sempre olhou e creio que Maria o abraçou como o abraçou no dia do atentado para salvá-lo.P – “Totus Tuus ego sum”: a vida, o Pontificado de João Paulo II foram - são! - em nome de Maria. Esta beatificação pode ser lida, em fundo, como um dom de Nossa Senhora à Igreja, a todos os fiéis? R. - Claro que sim! João Paulo II sentiu toda a sua vida ligada a Maria. O lema episcopal “Totus Tuus” - todo teu, ó Maria - é uma expressão da espiritualidade de toda a sua vida. Mas em particular, devemos dizer que seu pontificado se desenvolveu sob o olhar de Maria. Como podemos esquecer o dia 13 de maio de 1981? O dia em que Nossa Senhora aparece pela primeira vez em Fátima, uma bala atravessa o corpo de João Paulo II, mas não consegue matá-lo. Foi João Paulo mesmo que disse: “Uma mão assassina atirou para matar, mas uma mão materna me deteve nos umbrais da morte”. Não pode haver outra leitura. Mas como não recordar também o dia 25 de março de 1984? Naquele dia, na Praça São Pedro, diante da imagem de Nossa Senhora de Fátima trazida especialmente de Fátima, o Papa - eu o vejo ainda - de joelhos, consagra a Rússia ao Imaculado Coração de Maria; e no ano seguinte - 1985 – chega ao poder Gorbachev e tem início a “perestroika”, a mudança, a revolução no Leste da Europa. P - João Paulo II, será elevado à honra dos altares pelo Papa Bento XVI. Dois papas, dois servidores da Igreja, dois amigos, duas figuras tão relacionadas entre si: também este é um aspecto particularmente significativo, se poderia dizer, providencial...R. - Eu creio que é a primeira vez na história da Igreja que um Papa tem a alegria de declarar Beato o seu predecessor. Certamente, será uma emoção extraordinária para Bento XVI, mas será também uma segurança espiritual! João Paulo II, agora, do céu, protege os passos de seu sucessor, e o conforta nos desafios que hoje a Igreja deve enfrentar. O Papa, em seus primeiros discursos, disse: “Parece que eu ainda ouço sua voz me dizendo: “Não tenha medo”, aquele convite, aquele imperativo o Papa dirigiu ao mundo inteiro, aos cristãos ao redor do mundo. “Não tenham medo!": agora, certamente, do céu, ele também diz a Bento XVI, neste momento dramático da história, neste momento em que o mar da história, parece verdadeiramente uma tempestade. Agarrados em Jesus, sob o olhar de Maria, podemos atravessar toda as tempestades da história, com a certeza de chegar ao porto de Deus. (SP) Fonte: RV
terça-feira, 22 de março de 2011
EXITO TOTAL DO FACEBOOK DE JOÃO PAULO II
CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 22 de março de 2011
Em poucos dias, todos os vídeos postados foram vistos mais de 50 mil vezes, e alguns chegaram a 113 mil acessos.
Uma das notícias publicadas na página foi visitada mais de 2 milhões de vezes.Este site foi lançado com a colaboração entre a ‘Rádio Vaticano' e o ‘Centro Televisivo Vaticano', em parceria com o Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais.
segunda-feira, 14 de março de 2011
BEATIFICAÇÃO DE JOÃO PAULO II
1° de maio deste ano, a Rádio Vaticano e o Centro Televisivo Vaticano (CTV) apresentam algumas iniciativas e colocam à disposição uma ampla variedade de materiais de documentação. sábado, 29 de janeiro de 2011
BEATIFICAÇÃO DE JOÃO PAULO II
Roma, 29 jan (RV) - sábado, 15 de janeiro de 2011
JOÃO PAULO II LIGADO À FESTA DA DIVINA MISERICÓRDIA
Lombardi:- "É o dia que liturgicamente já está centralizado no tema da misericórdia, porque celebra a aparição de Jesus no Cenáculo – com o coração aberto – e a instituição do Sacramento da Confissão e da Penitência. Portanto, é um domingo em que a Liturgia fala muito da misericórdia de Deus, manifestada por Cristo Ressuscitado."Efetivamente, o Pontificado de João Paulo II está profundamente ligado ao tema da misericórdia:terça-feira, 22 de dezembro de 2009
UM NATAL SOB O SIGNO DO ROSÁRIO
A cada ano, no Natal, diferente é o contexto em que se celebra aquela Luz que um dia brilhou nas trevas. Em 2002, nós o comemoramos sob o benéfico influxo da Carta Apostólica de João Paulo II, sobre o Rosário.

O caro leitor já se perguntou alguma vez por que razão Jesus veio ao mundo naquela época? Não poderia Ele ter nascido logo após o pecado de Adão e Eva? Ou, pelo contrário, por que não adiou sua vinda para cerca do fim do mundo, pouco antes da volta de Henoc e Elias? No primeiro caso, pareceria haver várias vantagens. Por exemplo, a efusão das graças da Redenção já no início da humanidade poderia evitar muito morticínio, muitas crueldades, crimes e calamidades comuns no tempo do paganismo. Teria evitado mesmo? É muito de se duvidar.
Basta analisar a História do Ocidente cristão, especialmente nos últimos três séculos, para verificar que a vinda de Nosso Senhor . embora tenha suavizado notavelmente o relacionamento entre os homens . não evitou esses males. Comentando esta questão, o renomado teólogo espanhol, Pe. Antonio Royo Marín, OP, confirma a tese acima, baseando-se no ensinamento de São Paulo, de que Deus enviou seu Filho ao mundo .quando chegou a plenitude dos tempos. (Gl 4, 4).
O que significa plenitude dos tempos.? Na homilia de abertura da Quaresma de 2001, o Papa João Paulo II explicou que significa. tempo favor ável (…) isto é, o tempo em que Deus, através de Jesus, satisfez e socorreu o seu povo, realizando plenamente as promessas dos profetas.
Realmente o mundo antigo se sentia decrépito e esgotado, afundado numa corrupção de costumes nunca vista, desgastado por escândalos, corroído pela idolatria, dureza de coração, ganância, crueldade, trato impiedoso entre os homens, tirania, etc. Caminhava, pois, inexoravelmente para a ruína. Segundo os comentadores, essas eram as .trevas . nas quais brilhou a luz do Salvador (segundo o Evangelho de São João).
Recordações da Luz que brilhou nas trevas
De cada vez a comemoração é feita com características próprias, com graças particulares, quase sempre relacionadas com a situação da Igreja e da Cristandade na respectiva época. Todo Natal recorda essa Luz que brilhou nas trevas há dois mil anos.
As graças de Natal no tempo das catacumbas, por exemplo, deviam ter aspectos especiais que a diferenciavam muito daquelas da época de Carlos Magno. E as da Idade Média . tempo assinalado por um auge de fervor católico . foram diferentes das do século XX, um século .caracterizado de maneira particular pelo mistério da iniqüidade., conforme as palavras do Papa João Paulo II na homilia de 18/8/2002.
Neste segundo ano do Terceiro Milênio, a comemoração do Natal se dá numa conjuntura muito feliz. Est á ele aureolado pela Carta Apost ólica de João Paulo II, O Rosário da Virgem Maria.
Estreita relação com o Natal nós os acompanhamos através dos olhos da Virgem Maria, recitando o Rosário. Ele é propriamente uma .oração evangélica, centrada sobre o mistério da Encarnação redentora. . diz o Papa ., segundo a experiência vivida pela Santíssima Virgem, que trouxe em seu seio, nutriu, criou e acompanhou os passos de seu Divino Filho.
Em sua oportuna Carta Apostólica, o Santo Padre mostra ainda que Maria é para nós a Mestra que melhor conhece seu Filho Jesus e pode levar-nos ao conhecimento d.Ele: Percorrer com Ela as cenas do Rosário é como freqüentar a “escola” de Maria para ler Cristo, penetrar nos seus segredos, compreender a sua mensagem.
Uma escola, a de Maria, ainda mais eficaz, quando se pensa que Ela a dá obtendo-nos os dons do Espírito Santo com abundância e, ao mesmo tempo, propondo-nos o exemplo daquela .peregrinação da fé., na qual é mestra inigualável.
Nas situações aflitivas da Igreja
Também no nível dos povos e da nações, ele ganha um brilho especial nos momentos em que a Igreja está em aflitiva situação. Foi assim já no seu nascedouro, quando Nossa Senhora o recomendou a São Domingos de Gusmão. No ano de 1214, a heresia dos maniqueus, ou albigenses, estava se espalhando por todo o Languedoc, região meridional da França, arrancando à Igreja Cat ólica multidões de fiéis.
A doutrina maniquéia não causava dano apenas no campo espiritual, mas estendia seus malefícios também a toda a sociedade temporal.
Uma cruzada da qual participaram cavaleiros de toda a Europa, não foi suficiente para estancar o mal. Como obter de Deus o fim dessa grave situação e a conversão daquele pobre povo? O grande São Domingos . fundador da Ordem dos Irmãos Pregadores (os frades dominicanos) mediu toda a extensão da tragédia e sentiu-se inspirado a intervir. Retirou- se para um local ermo, próximo de Tolosa (capital do Languedoc), onde passou três dias e três noites em oração e penitência, implorando ao Senhor que interviesse para salvar aquelas populações.
São Domingos mereceu passar para a História como o primeiro grande pregador do santo Rosário e, praticamente, seu instituidor.
Na batalha de Lepanto
Era urgente formar uma aliança dos príncipes católicos e armar uma esquadra capaz de fazer frente ao inimigo da Fé cristã. Com este objetivo, o Papa São Pio V fez o que pô- de nos terrenos diplomático, logístico e militar. Mas pôs sua confiança sobretudo na intervenção da Auxiliadora dos Cristãos, à qual recorria por meio do Rosário, levando os outros a imitá-lo.
No dia 7 de outubro daquele ano, ao largo do Estreito de Lepanto, no litoral grego, travou-se a maior batalha naval da História até então. A esquadra católica, composta de pouco mais de 200 navios e 80 mil combatentes, colocada sob a proteção de Nossa Senhora do Rosário, derrotou de modo fragoroso a frota maometana, entretanto mais poderosa que a cristã. Graças a essa vitória, ficou afastada de uma vez por todas a ameaça turca.
Desejoso de reconhecer e agradecer o decisivo auxílio de
Maria nessa batalha, o senado veneziano mandou colocar no Palácio dos Doges um quadro comemorativo, com a inscrição: .Non virtus, non arma, non duces, sed Maria Rosarii, victores nos fecit. . .Não foi o valor, nem as armas, nem os chefes, mas sim a Senhora do Rosário que nos tornou vitoriosos.Na França do século XVIII
A sociedade francesa achava-se minada em suas bases pelo iluminismo, pelo indiferentismo religioso e por um lamentável afrouxamento dos costumes, sobretudo nas classes superiores. Para agravar o quadro, espalhava-se pela França o jansenismo, astuta heresia que apresentava de maneira deformada a doutrina católica, evitando atacá-la de frente, com o que tornava difícil sua refuta ção.
Pregando uma ardente devoção a Nossa Senhora e incentivando a oração diária do Rosário, São Luís Grignion conseguiu transformar a Bretanha e a Vandéia (províncias do oeste da França), em regiões ardorosamente católicas, a tal ponto que, dois séculos após, foram essas duas províncias as que maior resistência opuseram ao assalto das tropas anticlericais da Revolução Francesa.
Em Fátima
Na primeira aparição, a 13 de maio de 1917, aconselhou aos três videntes que rezassem diariamente o Terço para pedir o fim da guerra e a paz do mundo. Renovou com insistência, na segunda e na terceira aparições, a recomendação de rezar o Terço todos os dias.
E no dia 13 de setembro, a Virgem Santíssima insistiu mais uma vez na necessidade da recitação diária do Terço, como meio de alcançar o fim da guerra mundial que ensangüentava o mundo.
Foi somente na última aparição, em 13 de outubro, que Nossa Senhora consentiu em revelar sua identidade às três crianças, utilizando estas simples palavras: Eu sou a Senhora do Rosário.. Não poderia haver maior prova de apreço da Mãe de Deus por essa devoção.
Em pleno século XX
Assim como o restante da Europa centro-oriental, também a Áustria fora ocupada pelas tropas soviéticas, ao término da 2ª Guerra Mundial. Angustiados pela probabilidade de perderem sua independência no dom ínio comunista, os austríacos se voltaram filialmente para Nossa Senhora.
Um franciscano, frei Petrus Pavlicek, formou a .Cruzada Reparadora do Rosário pela Paz no Mundo. e passou a organizar grandes procissões anuais em honra do Nome de Maria. Sempre com a participação de milhares de pessoas, cada uma dessas procissões seguia pelas ruas do centro de Viena, rogando pela libertação do país. Um movimento geral de entusiasmo pelo Rosário percorreu toda a nação, e uma torrente de preces jorrou sobre as portas do Céu. E então aconteceu o milagre: pouco após a Páscoa de 1955, o governo moscovita retirou suas tropas da Áustria.
O país inteiro acorreu para agradecer a maternal proteção da Santíssima Virgem, destacando-se a grande solenidade no dia 10 de setembro, festa do Nome de Maria, ocasião em que o Ministro das Relações Exteriores declarou: .Todos nós que aqui estamos hoje reunidos e que com humildade, mas também com ufania, nos declaramos católicos, pudemos conhecer o poder da oração. (…) Nossas orações foram nossas armas e nossa fortaleza. (…) Ganhamos a liberdade! Oh! Maria! nós vos agradecemos. Paz no mundo e nas famílias
Daí o empenho do Papa João Paulo II em incentivar essa devoção. No início de um Milênio que começou com as cenas assustadoras do atentado de 11 de setembro de 2001 - diz o Santo Padre na Carta Apostólica - e que registra, cada dia, em tantas partes do mundo, novas situações de sangue e violência, descobrir novamente o Rosário significa mergulhar na contemplação do mistério d.Aquele que .é a nossa paz., tendo feito .de dois povos um só, destruindo o muro da inimizade que os separava. (Ef 2, 14)..
Se o mundo de hoje está submerso num oceano de males e exposto a perigos que o rondam de todos os lados, isto não se deve tão-só às disputas econômicas e políticas, mas
principalmente a uma grave crise moral e religiosa. É dela que surgem as angústias, as incertezas, a desorientação generalizada. Contudo, assim como nas situações críticas anteriores, a solução está ao alcance de nossas mãos… e de nossos corações: a devoção do Santo Rosário.Depois de ressaltar que deseja confiar a causa da paz à oração do Rosário, o Papa exprime sua paternal aflição: .Pouco valem as tentativas da política, se as almas continuam exacerbadas e não são capazes de um novo olhar do coração.. E indaga: .Quem pode, porém, infundir tais sentimentos, senão o próprio Deus? ….
Exatamente nessa perspectiva, o Rosário se revela uma oração particularmente indicada.
Falta a paz, hoje em dia, não somente entre as nações, mas, muitas vezes, até no recinto do lar. .Quanta paz estaria assegurada nas relações familiares, se fosse retomada a recitação do Santo Rosário em família!. . exclamou o Papa na audiência de 29 de setembro passado, quando anunciou o Ano do Rosário. E na citada Carta Apostólica ele alerta: A família, célula da sociedade, está cada vez mais ameaçada por forças desagregadoras a nível ideológico e prático, que fazem temer pelo futuro dessa instituição fundamental e imprescindível e, conseqüentemente, pela sorte da sociedade inteira..
Para sanar esse mal, que remédio aconselha o Vigário de Cristo?
O relançamento do Rosário nas famílias cristãs, no âmbito de uma pastoral mais ampla da família, propõe-se como ajuda eficaz para conter os efeitos devastadores desta crise da nossa época.
Diante do presépio, dirijamos nossas ardentes súplicas ao adorável Menino Jesus, por intermédio da imaculada Virgem Maria e do puríssimo São José, pedindo que as exortações do Santo Padre na Carta Apostólica O Rosário da Virgem Maria tenham amplo desenvolvimento por todo o mundo católico. E que aquela Luz que brilhou nas trevas há cerca de dois mil anos resplandeça não só neste Natal, mas ilumine toda a nossa vida.
