Seguidores

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

Esteja ao lado de Nossa Senhora de Fátima como nunca pode imaginar.

Visite a Capela das Aparições, ON LINE.
Participe das orações, do terço e das missas diárias.

Clique na imagem de Nossa Senhora e estará em frente à Capelinha do Santuário de Fátima.

CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris
Clique sobre a foto para a visita guiada em 15 etapas
Mostrando postagens com marcador Grupo de jovens. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Grupo de jovens. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

BENTO XVI COMUNICA-SE COM OS JOVENS VIA INTERNET

Papa envia mensagem a site de relacionamento
Xt3.com foi criado por ocasião da Jornada Mundial da Juventude
CIDADE DO VATICANO,
-Pela primeira vez na história, um Papa enviou uma mensagem a um site de relacionamento.
A mensagem foi lida nesta segunda-feira pelos milhares de jovens que estão inscritos no http://www.xt3.com/, site oficial social das JMJ 2008.
Bento XVI recorda que passaram 50 dias desde aquele memorável dia em Sydney, no qual celebrou a Eucaristia com cerca de 400 mil pessoas no Hipódromo de Randwick, e que hoje, 8 de setembro, a Igreja celebra o aniversário (o natal) de Nossa Senhora.
«Fortalecidos pelo Espírito Santo e valentes como Maria, vossa peregrinação de fé enche a Igreja de vida!», assegura o Papa.
O pontífice explica aos jovens que visitará a França (Paris e Lourdes) de 12 a 15 de setembro.
«Peço-vos que vos unais comigo na oração pelos jovens da França. Que todos fiquemos rejuvenescidos pela esperança!», deseja o Papa.
Desde que http://www.xt3.com/ foi lançado durante a JMJ, como o site social oficial do evento, conseguiu 35 mil inscritos de 170 países, informam seus organizadores em uma mensagem enviada à Zenit.
Robert Tone, diretor do site, afirma: «Estamos entusiasmados e profundamente honrados por saber da mensagem do Papa. Sua Santidade está demonstrando sua costumeira disponibilidade para utilizar as novas tecnologias em seu desejo de comunicar-se com os jovens».
Como outros sites de relacionamento que se converteram no fenômeno mais importante da Internet nos últimos tempos, em http://www.xt3.com/ os inscritos compartilham suas páginas, amigos, fotos, grupos de discussão, etc.
Graças à sua dimensão espiritual, oferece também intenções de oração e a possibilidade de poder receber consulta espiritual com um sacerdote. Também permite que as dioceses criem sua própria página de relacionamento.
«Xt3» significa Cristo (Xt) no terceiro (3) milênio.
Durante as JMJ, Bento XVI se converteu no primeiro Papa a utilizar as mensagens de texto dos telefones celulares em formato SMS para a evangelização.
Apresentamos nossa tradução e a mensagem original em inglês enviada pelo Papa aos jovens de http://www.xt3.com/.
Queridos amigos:
Há 50 dias, estávamos juntos por ocasião da celebração da missa.
Hoje vos saúdo no aniversário de Maria, Mãe da Igreja.
Fortalecidos pelo Espírito Santo e valentes como Maria, vossa peregrinação de fé enche a Igreja de vida!
Logo visitarei a França.
Peço-vos que vos unais comigo na oração pelos jovens da França.
Que todos sejamos rejuvenescidos pela esperança!
BXVI
Dear Friends,
Fifty days ago we were together for the celebration of Mass.Today I greet you on the birthday of Mary, Mother of the Church.Empowered by the Spirit and courageous like Mary,your pilgrimage of faith fills the Church with life!Soon I am to visit France.I ask you all to join me in praying for the young people of France.May we all be rejuvenated in hope!
BXVI
Fonte: ZENIT.org

segunda-feira, 21 de julho de 2008

JMJ - PAPA BENTO XVI SE DESPEDE DOS JOVENS RECORDANDO PROPOSTA DE MATRIMONIO

Bento XVI despede-se dos jovens recordando proposta de matrimônio
Que Deus fez a Maria na Anunciação
SYDNEY, domingo, 20 de julho de 2008.

- Bento XVI apresentou no momento de sua despedida aos jovens a Anunciação do anjo a Maria como uma proposta de matrimônio de Deus à Virgem, para a qual a jovem israelita respondeu «sim» em nome do gênero humano.
Deixou esta reflexão às 400 mil pessoas reunidas no hipódromo de Randwick, em Sydney, na conclusão da missa de encerramento da Jornada Mundial da Juventude (JMJ).
O Papa apresentou Maria nesse momento que mudaria sua vida e a história da humanidade como «jovem mulher em diálogo com o Anjo que, em nome de Deus, A convida a uma particular doação de Si mesma, da sua vida, do seu próprio futuro de mulher e mãe».
«Podemos imaginar como deveria sentir-Se Maria naquele momento: cheia de trepidação, totalmente baralhada com a perspectiva que Lhe foi apresentada», explicou.
O Papa, que dedicou esta JMJ ao Espírito Santo recordou as palavras com as quais o anjo tentou acalmá-la: Não tenhas receio, Maria (…). O Espírito Santo virá sobre Ti e a força do Altíssimo estenderá sobre Ti a sua sombra».
«Foi o Espírito que Lhe deu a força e a coragem para responder ao chamamento do Senhor. Foi o Espírito que A ajudou a compreender o grande mistério que estava para se realizar por meio d’Ela. Foi o Espírito que A envolveu com o seu amor, tornando-A capaz de conceber no seu ventre o Filho de Deus», revelou o Pontífice.
Como um namoro
Para o bispo de Roma, «esta cena constitui talvez o momento cardinal na história do relacionamento de Deus com o seu povo».
«Ao longo do Antigo Testamento, Deus fora-Se revelando de forma parcial mas gradual, como todos fazemos nas nossas relações pessoais. Foi preciso tempo para que o povo eleito aprofundasse a sua relação com Deus. A Aliança com Israel foi uma espécie de período de galanteio, um longo namoro», disse.
Continuou em seguida dizendo: «Chegou depois o momento definitivo, o momento do matrimónio, a realização duma nova e eterna aliança. Naquele momento, Maria, diante do Senhor, representava toda a humanidade».
Na mensagem do anjo indicou: «era Deus que fazia uma proposta de matrimónio à humanidade; e Maria, em nosso nome, disse sim».
Por isso, o Papa fez um convite aos fiéis para «permanecer fiéis ao ‘sim’ com que acolhemos a oferta de amizade feita pelo Senhor».
«Sabemos que Ele nunca nos abandonará – afirmou –. Sabemos que sempre nos apoiará com os dons do Espírito. A «proposta » do Senhor, Maria acolheu-a em nosso nome».
Despedindo-se dos jovens o Papa se dirigiu a Maria para pedir que «nos guie no meio das dificuldades para permanecermos fiéis àquele relacionamento vital que Deus estabeleceu com cada um de nós».
«Maria é o nosso exemplo e a nossa inspiração. Que Ela interceda por nós junto do seu Filho e, com amor materno, nos proteja dos perigos!», concluiu.
Fonte: ZENIT.org

sábado, 19 de julho de 2008

JMJ - VIGÍLIA DE ORAÇÃO COM OS PEREGRINOS

Vigília de Oração com os jovens no Hipódromo de Randwick.

Discurso do Santo Padre

Caríssimos jovens,

Nesta noite, ouvimos mais uma vez a grande promessa de Cristo –
«ides receber uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós» – e escutamos o seu mandato – «sereis minhas testemunhas (…) até aos confins do mundo» (Act 1, 8).

Estas palavras foram precisamente as últimas que Jesus pronunciou antes da sua ascensão ao céu.

Nesta noite, fixamos a nossa atenção sobre «como» tornar-se testemunhas. Precisamos de conhecer a pessoa do Espírito Santo e a sua presença vivificante na nossa vida. Não é fácil!

Já sabeis que o nosso testemunho cristão é oferecido a um mundo que, sob muitos aspectos, é frágil.

A unidade da criação de Deus está enfraquecida por feridas que se tornam profundas quando se quebram as relações sociais ou o espírito humano acaba quase totalmente esmagado pela exploração e o abuso das pessoas.

De facto, a sociedade contemporânea está a sofrer um processo de fragmentação por causa dum modo de pensar que é, por sua natureza, de visão curta, porque transcura o horizonte inteiro da verdade – da verdade referente a Deus e relativa a nós.

Por sua natureza, o relativismo não consegue ver o quadro inteiro. Ignora aqueles mesmos princípios que nos tornam capazes de viver e crescer na unidade, na ordem e na harmonia.A unidade e a reconciliação não se podem alcançar apenas com os nossos esforços.

Deus fez-nos uns para os outros (cf. Gen 2, 24) e, somente em Deus e na sua Igreja, podemos encontrar aquela unidade que procuramos. E todavia, apesar de vermos as imperfeições e desilusões a nível individual e institucional, às vezes somos tentados a construir artificialmente uma comunidade «perfeita».

Não se trata de uma tentação nova. A história da Igreja contém muitos exemplos de tentativas para contornar ou saltar por cima das fraquezas e falimentos humanos a fim de se criar uma unidade perfeita, uma utopia espiritual.

Na realidade, porém, tais tentativas de criar a unidade só a minam. Separar o Espírito Santo de Cristo presente na estrutura institucional da Igreja comprometeria a unidade da comunidade cristã, que é precisamente o dom do Espírito. Infelizmente persiste a tentação de «seguir em frente sozinho».

Alguns falam da sua comunidade local como de algo separado da chamada Igreja institucional, descrevendo a primeira como flexível e aberta ao Espírito e a segunda como rígida e privada do Espírito.

A unidade pertence à essência da Igreja (cf. Catecismo da Igreja Católica, 813); é um dom que devemos agradecer e amar. Nesta noite, rezamos pelo nosso propósito de cultivar a unidade: contribuir para ela e resistir a toda a tentação de nos irmos embora. Porque é exatamente a amplitude, a perspectiva larga da nossa fé – firme e simultaneamente aberta, consistente e ao mesmo tempo dinâmica, verdadeira e no entanto propensa sempre a um conhecimento mais profundo – que podemos oferecer ao nosso mundo. Permanecei vigilantes.

Procurai saber ouvir. Conseguis vós ouvir, através das dissonâncias e divisões do mundo, a voz concorde da humanidade? Desde a criança abandonada de um campo no Darfur, a um adolescente confuso, a um pai em ânsias numa periferia qualquer, ou talvez neste preciso momento das profundezas do vosso coração eleva-se o mesmo grito humano que anela por um reconhecimento, por uma integração, pela unidade.

Quem poderá satisfazer este desejo humano essencial de ser alguém, viver imerso na comunhão, ser edificado, ser guiado para a verdade? O Espírito Santo… Esta é a sua função: levar a termo a obra de Cristo.

Enriquecidos pelos dons do Espírito, vós tendes a força de ultrapassar as visões parciais, a utopia vã, a precariedade fugaz e oferecer a coerência e a certeza do testemunho cristão.Por estes variados modos, o Espírito é o «dador de vida» que nos conduz mesmo até ao coração de Deus. Assim, quanto mais consentirmos ao Espírito Santo que nos guie, tanto maior será a nossa configuração a Cristo e mais profunda a nossa imersão na vida de Deus uno e trino.Esta participação na própria natureza de Deus (cf. 2 Ped 1, 4) verifica-se no desenrolar dos acontecimentos da vida diária, nos quais Ele sempre está presente.

Há momentos, porém, em que nos podemos sentir tentados a procurar certas satisfações fora de Deus. O afastamento d’Ele é só uma tentativa vã de fugirmos de nós mesmos (cf. Santo Agostinho, Confissões, VIII, 7). Deus está connosco, não na fantasia, mas na realidade da vida. O que temos de procurar é enfrentar a realidade, não fugir dela.

Por isso, o Espírito Santo atrai-nos delicada mas resolutamente para aquilo que é real, duradouro, verdadeiro. É o Espírito que nos reconduz à comunhão com a Trindade Santíssima.O Espírito Santo tem sido, de variadas maneiras, a Pessoa esquecida da Santíssima Trindade.

Uma clara noção d’Ele parece estar quase fora do nosso alcance; e todavia era eu ainda pequeno quando meus pais – tal como os vossos – me ensinaram o Sinal da Cruz e, deste modo, depressa cheguei a compreender que há um Deus em três Pessoas e que a Trindade está no centro da fé e da vida cristã.

Quando cresci bastante para ter uma certa compreensão de Deus Pai e de Deus Filho – os nomes já significavam muito – a minha compreensão da terceira Pessoa da Trindade continuava muito deficiente.

Por isso quando, jovem sacerdote, fui encarregado de ensinar teologia, decidi estudar as testemunhas eminentes do Espírito na história da Igreja. E foi ao longo deste itinerário que dei comigo a ler, entre outros, o grande Santo Agostinho.

Daí que Agostinho, ao princípio, olhasse com suspeita para a doutrina cristã da encarnação de Deus; mas, a sua experiência do amor de Deus presente na Igreja levou-o a procurar a sua fonte na vida de Deus uno e trino. Isto fê-lo chegar a três intuições particulares relativas ao Espírito Santo enquanto vínculo de unidade no seio da Santíssima Trindade: unidade como comunhão, unidade como amor duradouro, unidade como dador e dom.

Estas três intuições não são meramente teóricas; ajudam a explicar como age o Espírito. Num mundo em que tanto os indivíduos como as comunidades sofrem muitas vezes por falta de unidade e coesão, tais intuições ajudam-nos a permanecer sintonizados com o Espírito e a alargar e esclarecer o âmbito do nosso testemunho.

Por isso, com a ajuda de Santo Agostinho, procuremos ilustrar um pouco da obra do Espírito Santo. Observa ele que as duas palavras «Espírito» e «Santo» dizem respeito àquilo que pertence à natureza divina; por outras palavras, àquilo que é compartilhado pelo Pai e pelo Filho na sua comunhão.

Ora se a característica própria do Espírito é ser o que é compartilhado pelo Pai e pelo Filho, então – conclui Agostinho – a qualidade peculiar do Espírito é a unidade. Uma unidade de comunhão existencial: uma unidade de pessoas em recíproca relação de dom constante; o Pai e o Filho que Se dão um ao outro.

Uma verdadeira unidade nunca pode estar fundada sobre relações que neguem igual dignidade às outras pessoas; nem a unidade é simplesmente a soma total dos grupos com que às vezes procuramos «definir-nos» a nós mesmos.

A segunda intuição de Agostinho – o Espírito Santo como amor que permanece – deriva do estudo que ele fez da Primeira Carta de São João, no ponto onde o autor nos diz que «Deus é amor» (1 Jo 4, 16). Agostinho sugere que estas palavras, embora referindo-se à Trindade no seu todo, também se devem entender como expressão duma característica particular do Espírito Santo.

Reflectindo sobre a natureza permanente do amor – «quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele» (1 Jo 4, 16) – Agostinho interroga-se: é o amor ou o Espírito que garante o dom duradouro? E a conclusão a que chega é esta: «O Espírito Santo faz-nos habitar em Deus e Deus em nós; mas é o amor que causa tudo isto. Portanto, o Espírito é Deus enquanto amor» (De Trinitate, 15, 17, 31).

É uma explicação magnífica: Deus compartilha-Se como amor no Espírito Santo. Mais uma vez, queridos amigos, podemos dar uma vista de olhos àquilo que o Espírito Santo oferece ao mundo: amor que dissolve a incerteza; amor que supera o medo da traição; amor que traz em si a eternidade; o verdadeiro amor que nos introduz numa unidade que permanece.A terceira intuição – o Espírito Santo como dom – Agostinho deduz-la da reflexão sobre uma passagem evangélica que todos conhecemos e apreciamos: o diálogo de Cristo com a samaritana junto do poço.

Aqui Jesus revela-Se como o dador de água viva (cf. Jo 4, 10), que em seguida será especificada como sendo o Espírito (cf. Jo 7, 39; 1 Cor 12, 13). O Espírito é «o dom de Deus» (Jo 4, 10) – a fonte interior (cf. Jo 4, 14) – que sacia verdadeiramente a nossa sede mais profunda e nos conduz ao Pai.

A partir desta observação, Agostinho conclui que o Deus que Se concede a nós como dom é o Espírito Santo (cf. De Trinitate, 15, 18, 32). Amigos, uma vez mais lancemos um olhar sobre a Trindade em acção: o Espírito Santo é Deus que eternamente Se dá; como uma nascente perene, Ele oferece-Se precisamente a Si mesmo. Jovens caríssimos, vimos que é o Espírito Santo quem realiza a maravilhosa comunhão dos crentes em Cristo Jesus.

Fiel à sua natureza de dador e simultaneamente de dom, agora Ele está a actuar por meio de vós. Inspirados pelas intuições de Santo Agostinho, fazei com que o amor unificante seja a vossa medida; o amor duradouro seja o vosso desafio; o amor que se dá a vossa missão.

Amanhã o próprio dom do Espírito será solenemente conferido aos nossos candidatos ao Crisma. Assim rezarei: «Dai-lhes o espírito de sabedoria e de entendimento, espírito de conselho e de fortaleza, espírito de ciência e de piedade e enchei-os do espírito do vosso santo temor».

O que constitui a nossa fé não é primariamente aquilo que fazemos, mas o que recebemos. Aliás, muitas pessoas generosas que não são cristãs podem realizar muito mais do que fazemos nós. Amigos, aceitais vós ser introduzidos na vida trinitária de Deus? Aceitais ser introduzidos na sua comunhão de amor?Os dons do Espírito que actuam em nós imprimem a direcção e dão a definição do nosso testemunho.

Orientados por sua natureza para a unidade, os dons do Espírito ligam-nos ainda mais estreitamente ao conjunto do Corpo de Cristo (cf. Lumen gentium, 11), colocando-nos em melhores condições para edificar a Igreja e, assim, servir o mundo (cf. Ef 4, 13). Chamam-nos a uma activa e jubilosa participação na vida da Igreja: nas paróquias e nos movimentos eclesiais, nas aulas de religião na escola, nas capelanias universitárias e nas outras organizações católicas. Inunda-me uma profunda alegria por estar convosco. Invoquemos o Espírito Santo: é Ele o artífice das obras de Deus (cf. Catecismo da Igreja Católica, 741).

Deixai que os seus dons vos plasmem. Assim como a Igreja realiza a sua viagem juntamente com a humanidade inteira, assim também vós sois chamados a exercitar os dons do Espírito nos altos e baixos da vida diária.

Fazei com que a vossa fé amadureça através dos vossos estudos, trabalho, desporto, música, arte. Procurai que seja sustentada por meio da oração e alimentada através dos sacramentos, para deste modo se tornar fonte de inspiração e de ajuda para quantos vivem ao vosso redor.

No fim de contas, a vida não é simplesmente acumular, e é muito mais do que ter sucesso. Estar verdadeiramente vivos é ser transformados a partir de dentro, permanecer abertos à força do amor de Deus.

Acolhendo a força do Espírito Santo, podereis também vós transformar as vossas famílias, as comunidades, as nações. Libertai estes dons. Fazei com que a sabedoria, o entendimento, a fortaleza, a ciência e a piedade sejam os sinais da vossa grandeza.E agora, enquanto nos preparamos para a adoração do Santíssimo Sacramento, em espera silenciosa repito-vos as palavras pronunciadas pela Beata Mary MacKillop quando tinha precisamente vinte e seis anos: «Acredita naquilo que Deus sussurra ao teu coração!»

Acreditai n’Ele!
Acreditai na força do Espírito do amor!

A versão integral dos discursos pronunciados pelo Santo Padre está disponível no site da Santa Sé www.vatican.va e nas várias edições do jornal L'Osservatore Romano
Fonte: RV

JMJ - "VIM À AUSTRÁLIA COMO EMBAIXADOR DA PAZ"

PAPA: "VIM À AUSTRÁLIA COMO EMBAIXADOR DA PAZ"

Sydney, 18 jul (RV)
- Bento XVI iniciou cedo suas atividades em Sydney, com a celebração da Missa, em particular, na Capela da sede episcopal. Depois do café da manhã, o Papa concedeu, na sala de visitas, uma série de audiências ao Governador e ao Primeiro Ministro de Nova Gales do Sul, Marie Bashir e Morris Iemma, o prefeito de Sydney, senhora Clover More, todos com suas respectivas famílias.
A seguir, o Santo Padre transferiu, de automóvel, à Catedral de Santa Maria, onde, na cripta, participou de um encontro ecumênico, com cerca de 40 líderes de outras Igrejas e Confissões cristãs e membros do Conselho Ecumênico da Nova Gales do Sul.Depois da saudação do cardeal-arcebispo de Sydney, Dom George Pell, e do Bispo anglicano, Robert Forsythe, o Pontífice tomou a palavra e expressou sua satisfação pela oportunidade de se encontrar e rezar com os representantes de várias comunidades cristãs da Austrália.
A Austrália, disse o Papa, é um país caracterizado por grande diversidade étnica e religiosa.
Os imigrantes chegam às praias desta majestosa terra com a esperança de encontrar felicidade e trabalho. E acrescentou: A sua nação reconhece a importância da liberdade religiosa. Esta é um direito fundamental que, se respeitado, permite aos cidadãos agirem, tomando por base valores arraigados nas suas convicções mais profundas, contribuindo assim para o bem-estar da sociedade inteira.
Deste modo os cristãos contribuem, juntamente com os membros das outras religiões, para a promoção da dignidade humana e para a amizade entre as nações.
Os australianos, frisou o Papa, gostam de um confronto franco e cordial, o que contribuiu para um bom serviço ao movimento ecumênico. Neste sentido, recordou a celebração, este ano, do bimilenário de nascimento de São Paulo, apóstolo incansável da unidade na Igreja primitiva.
O Sacramento do Batismo, disse Bento XVI, é o vínculo da unidade e, de conseqüência, o ponto de partida de todo o movimento ecumênico, que visa a celebração comum da Eucaristia, sacramento por excelência da unidade da Igreja.
Embora ainda haja obstáculos a serem superados, recordou o Papa, um diálogo sincero sobre a Eucaristia seria útil para o progresso do movimento ecumênico e para unificar o nosso testemunho diante do mundo.A propósito, o Santo Padre disse que o movimento ecumênico chegou a um ponto crítico.
Para avançar, devemos pedir continuamente a Deus que renove as nossas mentes com a graça do Espírito Santo:Devemos precaver-nos contra toda tentação de considerar a doutrina como fonte de divisão e, de conseqüência, como impedimento daquilo que parece ser a tarefa mais urgente e imediata: melhorar o mundo onde vivemos.
O diálogo ecumênico progride, não só mediante um intercâmbio de idéias, mas também partilhando dons que nos enriquecem mutuamente: o dom e o amor são essenciais para o diálogo.
A pedra angular de todo o nosso esforço, disse o Papa, é Cristo. Eis porque os cristãos devem trabalhar juntos para que o edifício seja firme.
O Santo Padre concluiu expressando sua ardente esperança de se prosseguir juntos no caminho rumo à plena unidade, mediante o testemunho comum.
Encontro Ecumênico e com líderes de outras Religiões Depois do encontro Ecumênico, na cripta da Catedral de Santa Maria, o Bispo de Roma se transferiu à vizinha Sala Capitular, onde manteve um encontro com representantes de outras Religiões e Confissões Religiosas.Depois dos discursos do cardeal George Pell, arcebispo de Sydney, e de um representante da comunidade judaica e de um da religião muçulmana, o Pontífice dirigiu uma cordial saudação de paz e de amizade a todos os representantes das várias tradições religiosas presentes na Austrália. Ao agradecer o Rabino Jeremy Lawrence e o Xeque Femhi Naji El-Imam pelas cordiais saudações o Santo Padre destacou que a Austrália reconhece e respeita o direito fundamental da liberdade de religião e acrescentou: A harmoniosa relação entre religião e vida pública é importante numa época como a nossa, em que alguns chegam a considerar a religião como causa de divisão ao invés de força de unidade.
Num mundo ameaçado por indiscriminadas formas de violência, a voz concorde dos que possuem espírito religioso incita as nações e as comunidades a resolverem os conflitos, através de instrumentos pacíficos e no pleno respeito da dignidade humana”.
A religião deve colocar-se a serviço da humanidade, no respeito da pessoa, tecendo laços de amizade, indo ao encontro das necessidades dos outros e buscando caminhos concretos para contribuir para o bem comum.
Todos estes valores são importantes para uma adequada formação dos jovens. Enfim, referindo-se à sua viagem à Austrália, no âmbito do DMJ, Bento XVI concluiu:Queridos amigos, vim à Austrália como embaixador de paz! Por isso, sinto-me feliz de encontrar-me com os senhores, que também partilham do anseio e do desejo de ajudar o mundo a alcançar a paz. A nossa busca da paz deve ser de mãos dadas.
O nosso esforço de chegar à reconciliação entre os povos brota da verdade que dá sentido à vida. A religião oferece a paz, mas gera no espírito humano a sede da verdade e a fome da virtude. Com estes sentimentos de respeito e encorajamento, o Papa se despediu prometendo suas orações por pelos membros das comunidades religiosas e por todos os habitantes da Austrália. Almoço com 12 jovens, Via-Sacra e encontro com jovens em recuperação Depois do encontro com os representantes de outras Religiões, Bento XVI deixou a Catedral de Santa Maria e regressou à sede episcopal de Sydney, onde almoçou com o cardeal-arcebispo de Sydney, Dom George Pell, e com um grupo de 12 jovens, representantes dos cinco continentes, entre os quais uma brasileira da Bahia.
Os jovens deram ao Papa presentes típicos de seus países.
A brasileira deu-lhe uma camiseta do seu estado.
Na parte da tarde, o Pontífice se deslocou à praça diante da Catedral de Santa Maria de Sydney, para uma sugestiva e espetacular Via-Sacra, cujas estações foram representadas e animadas por jovens atores do DMJ.
O Papa deu início à Via-Sacra e, depois, seguiu as demais estações, através de uma televisão, na cripta da Catedral.Ao término do rito sagrado, Bento XVI transferiu-se à Capela do Sagrado Coração da Universidade de “Notre Dame”, onde manteve um encontro com um grupo de jovens dependentes de droga e álcool da Comunidade de Recuperação “Alive”, acompanhados de seus familiares.
No discurso que pronunciou, o Santo Padre expressou seu apreço pelo programa que seguem e perguntou: “O que quer dizer viver plenamente a vida”? Quantas vezes a nossa sociedade materialista nos apresenta a felicidade com falsos ídolos, bens e objetos de luxo, levando-nos à morte antes que à vida.Recordando a passagem evangélica do Filho Pródigo, o Papa disse que, muitos jovens passam por tal experiência e depois se arrependem. O abuso de drogas ou de álcool ou então a participação de atividades criminosas é o resultado de um passo falso.
Aos arrependidos, que tiveram a coragem de voltar aos seus passos e de retomarem a vida com confiança, o Pontífice afirmou: Queridos amigos, vejo vocês como embaixadores da esperança para os se encontram em idênticas situações.
Podeis convencê-los da necessidade de optar pelo caminho da vida e fugir do caminho da morte, com base na própria experiência. Vocês podem voltar a seguir as pegadas de Jesus, pois Ele os acolhe de braços abertos, oferecendo-lhes o seu amor incondicional e a sua profunda amizade, proporcionando a plenitude da vida.Bento XVI concluiu sua mensagem aos jovens do Centro de Recuperação de Sydney, com a citação bíblica: «Escolham a vida, para que possam viver amando o Senhor». O Papa se despediu dos jovens presentes invocando o Espírito Santo, para que os guie no caminho da vida, a fim de que deixem de lado as opções erradas, que só levam à morte, e se apeguem a Jesus, verdadeira Vida.
Por fim, o Bispo de Roma deixou aos jovens presentes e a todos os que participam do DMJ a seguinte exortação: “Com a força do Espírito Santo, escolham a vida e o amor e sejam testemunhas da alegria no mundo”!Ao término do encontro, foram apresentados ao Papa 20 jovens da comunidade de Recuperação, com seus acompanhadores.
Deixando a Capela da Universidade de “Notre Dame”, o Bispo de Roma regressou à sede episcopal da Catedral de Sydney, onde jantou e pernoitou. (MT)
Fonte: RV

JMJ - IRAQUIANOS CHEGARÃO A SYDNEY NO DIA DE ENCERRAMENTO

JOVENS IRAQUIANOS CHEGARÃO A SYDNEY NO DIA DE ENCERRAMENTO DO 23° DMJ

Kirkuk, 18 jul (RV) - Depois de vários acontecimentos relacionados a vistos e ao cancelamento de vôo, seis jovens iraquianos chegarão a Sydney, na Austrália, no próximo domingo, a fim de participarem da missa de encerramento do 23° Dia Mundial da Juventude.Segundo o serviço informativo 'Baghdadhope' a situação está agora parcialmente resolvida, pois dos vinte e sete jovens iraquianos que obtiveram os vistos pela embaixada australiana em Amã, somente seis chegarão a Sydney. Trata-se do sacerdote caldeu Pe. Rayan Atto, de Erbil, e cinco jovens."Estávamos tristes, mas não perdemos a esperança. Sabemos que seremos os últimos a chegar, mas o que desejamos é chegar a tempo para a missa final com o Papa", ressaltou o sacerdote.Pe. Rayan disse ainda que ao chegar a Sydney o grupo precisará de ajuda, sobretudo para encontrar um alojamento e fez um apelo aos organizadores do DMJ e à comunidade iraquiana presente em Sydney."Chegaremos a Sydney com a bandeira iraquiana e vestindo uma blusa branca onde estará escrito ‘Grupo iraquiano pela paz’. Participaremos deste encontro e testemunharemos a nossa fé e o nosso amor a Deus, junto com as pessoas que ali se encontram", finalizou o sacerdote caldeu.Enquanto isso, os bispos do norte do Iraque organizaram nas dioceses de Erbil, Kirkuk, Al Qosh, Karaqosh, Zakho e Amadiya um DMJ iraquiano para os jovens que não puderam ir a Sydney participar do evento. Cinco mil jovens iraquianos participam do encontro seguindo a programação do 23° DMJ de Sydney traduzido em árabe. Eles ouvem as catequeses de seus respectivos bispos, partilham suas experiências de fé e acompanham os acontecimentos em Sydney.O arcebispo de Kirkuk, dom Louis Sako, disse que os jovens estão participando com muita alegria e entusiasmo. "Para mim e para eles é uma nova Pentecoste. Existe alegria! Para nós é um incentivo a fim de construir um futuro mais seguro e uma renovada presença cristã no país", ressaltou dom Louis.O prelado sublinhou ainda que o futuro do cristianismo no Iraque depende dos jovens e acrescentou que deseja preparar um encontro entre cristãos e muçulmanos no mês de Ramadã a fim de rezarem juntos pela paz e a reconciliação. (MJ)
Fonte:RV