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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

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CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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sexta-feira, 6 de junho de 2008

ANO BIMILENAR DO APÓSTOLO DOS GENTIOS


APRESENTADO PROGRAMA DO ANO PAULINO, QUE SERÁ ABERTO DIA 28 PRÓXIMO

Basílica romana de São Paulo Fora dos Muros

Cidade do Vaticano, 05 jun (RV) -

Estão sendo ultimados os preparativos na Basílica romana de São Paulo Fora dos Muros para acolher o papa, no próximo dia 28, dia da abertura oficial do "Ano Paulino", na memória bimilenar do Apóstolo dos Gentios.
O programa do evento foi apresentado esta manhã numa coletiva de imprensa realizada na sede da Rádio Vaticano na presença do arcipreste da Basílica de São Paulo Fora dos Muros, Cardeal Andrea Cordero Lanza de Montezemolo, e do vice-presidente da Obra romana de peregrinações, Mons. Liberio Andreatta. Será um grande evento para toda a Igreja, com uma forte impostação ecumênica, ressaltou o Cardeal Cordero Lanza de Montezemolo: "Um ano dedicado a São Paulo e, como explicou o papa, com duas finalidades principais: conhecer melhor e fazer conhecer melhor São Paulo, todo o seu ensinamento e a riqueza gigantesca daquilo que ensinou – embora por vezes possa parecer difícil, hermenêutico e pouco conhecido – e dar uma finalidade ecumênica, rezando e atuando em favor do ecumenismo, isto é, pela unidade. A correspondência é muito grande e, portanto, esperamos e cremos que o Ano Paulino seja verdadeiramente um grande benefício para todo o cristianismo".O Ano Paulino será inaugurado pelo Santo Padre. O papa, ao chegar à Basílica de São Paulo Fora dos Muros, por primeiro acenderá a lâmpada votiva paulina e a entregará aos monges para que a mesma possa arder durante todo o Ano Paulino, que se concluirá no dia 29 de junho de 2009.Em seguida, Bento XVI abrirá a Porta Paulina, simétrica em relação à Porta Santa da Basílica, para depois celebrar as Primeiras Vésperas: estarão com o pontífice o patriarca ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, que já confirmou a sua presença, e um representante da Igreja anglicana, enviado do arcebispo de Cantuária, Dr. Rowan Williams, impossibilitado de participar da cerimônia.São muitas as iniciativas de caráter pastoral, religioso, cultural e artístico que se realizarão neste Ano, em particular, para acolher os milhares de peregrinos esperados em Roma.Portanto, há grande entusiasmo para honrar essa grande figura de Paulo, cidadão romano, de família judaica, nascido em Tarso, na atual Turquia, convertido na estrada de Damasco, na Síria, apóstolo incansável, em caminho por 16 mil Km pelo mundo. Um cidadão global, se diria hoje, na pluralidade de culturas que atravessou. (RL/BF)

Obtenha mais informações do ANO PAULINO -Vale a pena ver este site

PAULO, O APOSTOLO DOS GENTIOS

PAULO (SAULO), O APOSTOLO DOS GENTIOS

Apóstolo nascido em Tarso, cidade principal da Cilícia, conhecido como o grande apóstolo dos gentios. Descendia de uma família hebreus da tribo de Benjamin, que haviam obtido a cidadania romana, de grandes posses e prestígio político. Seus pais, sendo como eram, fiéis à lei mosaica, o mandaram logo para Jerusalém para ser educado lá. do filho, a quem procurava orientar para que se instruísse nas culturas helênico-romanas. Como um antigo preceito judaico dizia que todo cidadão nobre devia aprender um ofício manual, ela sugestionou Saulo a escolher o ofício de tecelão.
O pai era um homem forte e instruído, legionário do Imperador Augusto, tinha participado de diversas campanhas militares e estava a serviço do grande Império Romano, que ocupava extensa área no Oriente Médio.
Tarso era a capital da Cilícia e se constituía num dos maiores e populosos centros de atividades comerciais nas províncias romanas do Oriente. No seu porto fluvial atracavam grandes embarcações, navios de três continentes, permutando riquezas e movimentando negócios.
Todavia, aquela notável prosperidade comercial e financeira, trouxe uma conseqüência danosa, porque veio acompanhada pelos vícios e licenciosidades que o paganismo acolhia de braços abertos. As pessoas se entregavam à fartura da mesa e da sexualidade. Como ídolo desta vida epicurista, às portas da cidade erguia-se uma gigantesca estátua de Sardanapalo (que segundo a tradição foi Rei da Assíria no século IX a.C. e viveu no fausto e na devassidão), ostentando uma bandeira rubra com dizeres em letras douradas:
“Viajante! Come, Bebe e Goza, que o resto nada vale!”
Distante dos prazeres, Saulo amparado pelos seus pais dedicava-se ao aprendizado do grego e do hebraico. Contudo, estudar naquela época não era fácil, além de não existir com fartura professores credenciados por sua boa qualidade profissional, o preço das aulas e do pergaminho era elevado! Então era comum encontrar Saulo estudando sentado numa esteira e sobre as pernas cruzadas, colocava encima dos joelhos uma tábua e nela, escrevia com um estilete de aço as lições de latim, grego e hebraico.
Também não descuidava da educação religiosa. As sextas-feiras, à noite, o pai devotamente acendia as lâmpadas domésticas com o objetivo de reunir à família e ali rezavam e eram lidos trechos dos livros santos, com a epopéia de seus antepassados.
Com 15 anos de idade, foi para Jerusalém para dar continuidade aos estudos e matriculou-se na Escola de Gamaliel, onde recebeu uma séria instrução religiosa fundamentada nas doutrinas dos fariseus, porque seus pais queriam fazer dele um homem intelectual e um grande Rabi. Jerusalém era o centro universitário do mosaísmo oficial e a Escola de Gamaliel desfrutava de elevado prestígio. Além dela, existia uma outra Escola chamada: Chamai. As duas Escolas se digladiavam verbalmente, com a finalidade de permanecerem em evidência e ganharem a preferência do povo pelos seus ensinamentos e idéias: a de Gamaliel, era a mais antiga e freqüentada por mais de mil alunos; a de Chamai embora tivesse menor número de estudantes, era valente, impetuosa e provocava muitos distúrbios. Gamaliel ao contrário, era paciente, bondoso e tolerante, por isso mesmo conseguia a aceitação da maioria.
Saulo estava concluindo os estudos, quando começou a se destacar por uma oratória fluente e cativante. Possuía uma voz forte com agradável tonalidade e tinha facilidade em falar de improviso. Estas virtudes, eram alguns dos frutos de sua vida escolar, onde procurou em todas oportunidades, se aplicar com dedicação e interesse. Este devotamento acompanhado de uma profunda afeição pela busca de conhecimentos logo foi recompensada, porque conseguiu a simpatia do mestre e destaque entre os seus colegas. Entretanto havia outros alunos que não simpatizavam com ele e detestavam aquele moço baixo e magro, de nariz aquilino e feições morenas, alumiadas pelo fulgor de dois olhos negríssimos e vivos.
Na cátedra de cedro, alta e quadrangular, fechada ao redor por uma barra de seda roxa, estava o professor Gamaliel, que só deixava aparecer o seu busto, ostentando uma comprida barba branca que caía sobre a túnica de linho azul, seu traje predileto. Seus olhos irradiavam paz num rosto sereno, levemente risonho. Ensinava como se conversasse ou como se estivesse rezando no lar; jamais corrigia direta e estrepitosamente o erro de um aluno, porque poderia inclusive ocasionar hilaridade nos demais; com sabedoria e discernimento procurava atenuar o erro cometido por um estudante diante da classe, dizendo uma palavra inteligente e de humaníssima tolerância.
As centenas de jovens se assentavam em bancos, colocados em filas e dispostos como num anfiteatro. Sempre que quisessem se dirigir ao Mestre, teriam que levantar a mão em silêncio e esperar sentado o momento de ser autorizado a se manifestar. Quando Gamaliel concedia a palavra a um estudante, ele devia levantar-se e falar. Saulo, precocemente revelou um admirável dom de oratória, assim como, era um intransigente defensor das leis e dos costumes judaicos. E justamente porque procurava manter um comportamento condizente com os pensamentos que defendia, excedia em intolerância, mesmo que ocorressem as mais renhidas discussões. Ele se mantinha encasulado e estribado em suas convicções. Tinha a certeza de que o seu raciocínio é que estava correto e por isso, era antipatizado por muitos colegas. No momento em que o Mestre Gamaliel franqueava a palavra, normalmente ocorriam discussões acirradas entre o fariseu Saulo e um outro estudante, geralmente um simpatizante dos essênios, ou dos saduceus, ou ainda de um jovem nazareno (a doutrina de JESUS se espalhou com admirável rapidez). Houve até cenas de agressões, que o Mestre teve que intervir com energia para debelar os acontecimentos desagradáveis.