Seguidores

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

Esteja ao lado de Nossa Senhora de Fátima como nunca pode imaginar.

Visite a Capela das Aparições, ON LINE.
Participe das orações, do terço e das missas diárias.

Clique na imagem de Nossa Senhora e estará em frente à Capelinha do Santuário de Fátima.

CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris
Clique sobre a foto para a visita guiada em 15 etapas
Mostrando postagens com marcador França. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador França. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

PARIS - 40.000 PESSOAS EM TORNO DA CATEDRAL DE NOTRE DAME PARA OUVIR O PAPA


Catedral de Notre Dame - Paris

O Papa Bento XVI defendeu nesta sexta-feira a "unidade" dos cristãos, advertindo contra "qualquer forma de divisão", diante de uma platéia de religiosos católicos e de representantes das demais igrejas cristãs reunidos para as vésperas na catedral Notre Dame, em Paris.
"Rezo pela unidade da Igreja", declarou Bento XVI durante sua homilia, depois de saudar com "respeito e afeição" os representantes das igrejas cristãs "que vieram para participar das vésperas nesta catedral".
Cerca de 40.000 pessoas se reuniram em volta da catedral, no coração de Paris, para acompanhar a cerimônia em telões.
O Papa lembrou em seguida as palavras de São Paulo, advertindo para "qualquer forma de divisão", e destacou que não pode haver Igreja "sem unidade em torno do Cristo redentor".
As vésperas foram celebradas na presença de cerca de 2.000 padres, religiosos e seminaristas.
Esta cerimônia era um dos pontos altos do primeiro dia da viagem do Papa à França, que deve durar até segunda-feira.
Mais cedo, Bento XVI pronunciou um discurso teológico diante de 700 personalidades do mundo da cultura e foi recebido no palácio do Eliseu pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy.O Papa apoiou o princípio de "laicidade positiva" defendido por Sarkozy, que prega uma laicidade mais aberta sobre as religiões.

DISCURSO DE BENTO XVI FOI UMA VERDADEIRA "LECTIO MAGISTRALIS", UMA "ORAÇÂO DE SAPIÊNCIA"

"O que fundou a cultura da Europa - a busca de Deus e a disponibilidade para O escutar - permanece o fundamento de toda a verdadeira cultura": Bento XVI dirigindo-se, em Paris, ao mundo da cultura
______________________________

Foi uma verdadeira “Lectio magistralis”, uma “oração de sapiência” o discurso que Bento XVI pronunciou nesta sexta-feira à tarde, em Paris, no “Colégio dos Bernardinos”, “lugar histórico… edificado pelos filhos de São Bernardo de Claraval”, desejado pelo cardeal Lustiger como “um centro de diálogo da Sabedoria cristã com as correntes culturais intelectuais e artísticas” da sociedade. Tendo escolhido como tema “Das origens da teologia ocidental e das raízes da cultura europeia”, o Papa deteve-se a reflectir antes de mais sobre a própria natureza do monaquismo ocidental. Em tempos de grande fractura cultural, provocada pela migração dos povos e reformulação de novas nações e estados, os mosteiros foram espaços onde sobreviveram os tesouros da cultura antiga e onde se forjou pouco a pouco uma nova cultura. Como é que tal aconteceu? Que motivação congregava as pessoas nesses lugares? Que desejavam? Como viveram? – interrogou-se Bento XVI, que logo sublinhou que “o objectivo deles era “procurar a Deus”. No meio da confusão daqueles tempos…, os monges desejam a coisa mais importante: … encontrar a própria Vida. Eles queriam passar, das coisas secundárias, às realidades essenciais”. “Por detrás do provisório, procuravam o definitivo”. E “como eram cristãos, não se tratava de uma aventura num deserto sem caminho, de uma busca em total obscuridade. O próprio Deus colocou marcos no caminho, ou melhor, aplanou as veredas. Por isso a tarefa deles era descobrir o caminho e segui-lo. “Esta via era a sua Palavra que se encontrava oferecida aos homens nos livros das Sagradas Escrituras”. A busca de Deus requer portanto, intrinsecamente, uma cultura da palavra… O desejo de Deus abarca o amor das letras, o amor da palavra, a sua exploração em todas as direcções… Era precisamente em razão da busca de Deus que se tornavam importantes as ciências profanas que nos indicam os caminhos para a língua. A biblioteca, como também a escola, fazia assim parte integrante do mosteiro”. Progredindo depois, passo a passo, na sua reflexão sobre o vasto tema escolhido, Bento XVI sublinhou que “a Palavra que abre o caminho da busca de Deus e que é, em si mesma, esse caminho, é uma Palavra que suscita o nascimento de uma comunidade”… “A Palavra não conduz unicamente no caminho de uma mística individual, mas introduz-nos também na comunidade daqueles que caminham na fé. É por isso que não basta reflectir sobre a Palavra, é preciso igualmente lê-la de maneira justa”. Fazendo notar que cada vez que no Novo Testamento se fala da Bíblia hebraica (“Antigo Testamento”) se usa o termo “Escrituras” (no plural). “Este plural sublinha já, claramente, que a Palavra de Deus só chega até nós através da palavra humana, através das palavras humanas, por outras palavras – que é somente na humanidade dos homens que Deus nos fala, através das suas palavras e da sua história”.
O que quer dizer – prosseguiu Bento XVI – que “a Escritura tem necessidade de ser interpretada, tem necessidade da comunidade onde se formou e viveu”. “A estrutura própria da Bíblia constitui um desafio sempre novo colocado a cada geração. Por sua natureza, ela exclui tudo o que hoje em dia se designa como fundamentalismo”.“A Palavra de Deus nunca está simplesmente presente na mera literalidade do texto. Para a atingir, é necessário uma superação e um processo de compreensão que se deixa guiar pelo movimento interior do conjunto dos textos e, a partir daí, tornar-se igualmente um processo vital”.Um processo vital que é vivido num “tensão entre o elo da inteligência e o elo do amor”. “Esta tensão entre o elo e a liberdade, que vai bem para além do problema literário da interpretação da Escritura (sublinhou o Papa), determinou também o pensamento e a obra do monaquismo e modelou profundamente a cultura ocidental”. “Esta tensão apresenta-se de novo à nossa geração como um desafio face aos dois pólos que são, de um lado, o arbitrário subjectivo, do outro, o fanatismo fundamentalista”. Encaminhando-se para a conclusão da sua dissertação, Bento XVI referiu ainda a dupla dimensão da vida monástica – “ora et labora” (reza e trabalha). Sem esta cultura do trabalho que, com a cultura da palavra, constitui o monaquismo, são impensáveis o desenvolvimento da Europa, o seu ethos e a sua concepção do mundo. A originalidade deste ethos deveria contudo levar a compreender que o trabalho e a determinação da história pelo homem são uma colaboração com o Criador, que têm n’Ele a sua medida”. Bento XVI concluiu a sua reflexão observando que o objectivo dos monges medievais continua necessário no nosso tempo, com a sua ausência de Deus: “Uma cultura unicamente positivista, que remetesse para o domínio puramente subjectivo, como não científica, a questão sobre Deus, seria a capitulação da razão, a renúncia às suasmais elevadas possibilidades e portanto o malogro do humanismo, cujas consequências poderiam ser graves.O que fundou a cultura da Europa, a busca de Deus e a disponibilidade para O escutar, permanece ainda hoje em dia o fundamento de toda a verdadeira cultura”.
Fonte: RV

BENTO XVI CHEGA EM PARIS



X VIAGEM APOSTÓLICA: PAPA EM PARIS
Castel Gandolfo, 12 set (RV)


- Bento XVI partiu, esta manhã, para a X Viagem Apostólica de seu Pontificado, que o levou à França. O Papa visitará Paris e Lourdes de 12 a 15 do corrente, por ocasião dos 150 anos das Aparições de Nossa Senhora em Lourdes.O Santo Padre deixou, de helicóptero, a Residência Pontifícia de Castel Galdolfo, esta manhã, às 8h30, hora local, e se dirigiu ao aeroporto internacional de Fiumicino, em Roma.



O avião papal, um Airbus A-321 da Alitalia, decolou às 9h23, com destino a Paris, onde chegou às 11h15 hs locais.No aeroporto romano de Fiumicino, o Bispo de Roma se despediu das autoridades civis e religiosas, entre as quais o Núncio Apostólico na Itália, Dom Giuseppe Bertello, o embaixador da Itália, junto à Santa Sé, Antonio Zanardi Landi, o bispo de Porto e Santa Rufina, onde se encontra Fiumicino, Dom Gino Reali, o Prefeito local, Mario Canapini, e o vice-Premiê, Gianni Letta.Antes de partir, Bento XVI se entreve, brevemente, com as autoridades presentes, das quais se despediu.
A delegação vaticano, que acompanha o Papa nesta viagem à França, é composta de três Cardeais franceses: Dom Jean-Louis Tauran, Presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso; Dom Paul-Poupard, Presidente emérito do Pontifício Conselho da Cultura; e Dom Roger Etchegaray, vice-Decano do Colégio Cardinalício.
Acompanha a delegação também o arcebispo Dominique Mamberti, Secretário para as Relações com os Estados.Como de costume, o Papa enviou um telegrama ao Presidente da Itália, país onde sobrevoou o avião papal, antes de chegar à França.
No telegrama a Giorgio Napolitano, o Bispo de Roma lhe apresentou suas sinceras saudações, como também a todo o povo italiano, enviando a todos, sobretudo aos que sofrem no corpo e no espírito, a sua Bênção Apostólica.
Durante o vôo, que o levou a Paris, Bento XVI respondeu a algumas perguntas dos jornalistas credenciados, falando, entre outras coisas, sobre a “laicidade, que, segundo o Papa, não está em contraposição com a fé; pelo contrário é fruto da fé.

Isto vale seja para os franceses, seja para os cristãos de hoje” disse o Pontífice, que acrescentou: “É importante viver com alegria a liberdade da nossa fé; é necessário dar verdadeiro testemunho cristão para a sociedade de hoje”.
“A religião, afirmou depois o Bispo de Roma, não deve ser identificada com o Estado; ela não é política e a política não é religião. Neste sentido, os cristãos devem contribuir para confirmar os valores que são fundamentais para a construção da sociedade”.

Respondendo a outro jornalista, que lhe perguntou sobre o motu proprio, que permite celebrar a Missa em latim, como um passo atrás ao Concílio, o Santo Padre respondeu: “É claro que a Liturgia conciliar renovada é aquela ordinária para a Igreja. O motu proprio é simplesmente um ato de tolerância pastoral para com as pessoas que receberam formação no período pré-conciliar. Portanto, é absolutamente infundado – concluiu – o fato de a liturgia em latim ser um retrocesso na Igreja”.Enfim, após cerca de duas horas de vôo, o avião papal pousou no aeroporto internacional Orly de Paris, precisamente às 11h06, onde se deu a cerimônia de boas-vindas, sem discursos oficiais.

O Papa foi recebido no aeroporto de Paris por algumas autoridades civis, religiosas e políticas, entre as quais o Presidente da França, Nicolas Sarkozy e sua esposa Carla Bruni, o Primeiro Ministro da França, François Fillon, o cardeal-arcebispo de Paris, Dom André Vingt-Trois, com seus auxiliares, e a Presidência da Conferência Episcopal da França.Após uma breve saudação aos presentes, o Pontífice se dirigiu, automóvel, à Nunciatura Apostólica de Paris, que dista 25 km.
Dali, às 12h15, o Papa deslocou-se ao Palácio do Eliseu, a Residência oficial do Presidente da República francesa, para uma visita de cortesia a Nicolas Sarkozy e para a cerimônia oficial de boas-vindas. (MT)
Fonte: RV

A MENSAGEM DE BENTO XVI, ANTES DE SUA VIAGEM À FRANÇA

Mensagem de Bento XVI antes de sua viagem à França
De 12 a 15 de setembro visitará Paris e Lourdes

CIDADE DO VATICANO,
Queridos irmãos e irmãs:
Na próxima sexta-feira empreenderei minha primeira viagem pastoral à França como sucessor de Pedro. Às vésperas de minha chegada, quero dirigir minha cordial saudação ao povo francês e a todos os habitantes desta querida nação. Vou como mensageiro de paz e fraternidade.
Vosso país não me é desconhecido. Em várias ocasiões tive a alegria de visitá-lo e de apreciar sua generosa tradição de acolhida e de tolerância, assim como a solidez de sua fé cristã e sua elevada cultura humana e espiritual.
Nesta ocasião, o motivo de minha viagem é a celebração do 150º aniversário das aparições da Virgem Maria em Lourdes. Depois de visitar Paris, a capital de vosso país, terei a grande alegria de unir-me à multidão de peregrinos que vão seguir as etapas do caminho do Jubileu, acompanhando Santa Bernadete até a gruta de Massabielle.
Minha oração se intensificará aos pés de Nossa Senhora pelas intenções de toda a Igreja, em particular pelos doentes e pelas pessoas mais abandonadas, assim como pela paz no mundo.
Que Maria seja para todos vós, em particular para os jovens, a mãe sempre disponível às necessidades de seus filhos, uma luz de esperança que ilumina e guia vossos caminhos!
Queridos amigos da França: eu vos convido a unir-vos à minha oração para que esta viagem dê frutos abundantes. Na alegre espera de estar logo entre vós, invoco sobre cada um, sobre vossas famílias e comunidades, a proteção materna da Virgem Maria, Nossa Senhora de Lourdes. Que Deus vos abençoe!
Fonte: ZENIT.org

PROGRAMA OFICIAL DA VISITA DE BENTO XVI À FRANÇA


França: Bento XVI irá falar sobre a laicidade



Bento XVI irá pronunciar um "discurso claro sobre a laicidade saudável quando falar no Eliseu", durante sua visita à França. A garantia é dada pelo Cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso.
O Cardeal francês adianta ainda em entrevista ao jornal “Avvenire” que o Papa irá oferecer “"uma palavra iluminadora sobre cultura em seu discurso com o mundo académico".
D. Tauran será um dos quatro franceses da Cúria Romana a acompanhar o Papa na França, juntamente com os cardeais Paul Poupard e Roger Etchegaray e do secretário do Vaticano para as Relações com os Estados, D. Dominique Mamberti.
Sobre os actos de violência contra cristão ocorridos recentemente no estado indiano de Orissa, o Cardeal Tauran observou que as perseguições dos fundamentalistas hindus contra os cristãos são guiadas "mais por motivos políticos e sociais que genuinamente religiosos".

Programa
(Hora local, menos cinco horas de São Paulo)

Sexta feira, 12.09.2008
Roma – Paris
9.00 – Partida do aeroporto internacional Leonardo da Vinci de Fiumicino (Roma) para o aeroporto de Orly (Paris)
11.00 – Chegada ao aeroporto de Orly (Paris)
11.15 – Acolhimento oficial no aeroporto
12.25 – Cerimónia de Boas vindas no palácio do Eliseu
12.30 – Visita cordial ao Presidente da República no Eliseu
13.00 – Encontro com as autoridades do Estado – Discurso de Bento XVI
17.00 – Encontro com representantes da Comunidade Hebraica na Nuciatura Apostólica de Paris 17.30 – Encontro com o Mundo da Cultura no Colégio de Bernardins, em Paris – Discurso de Bento XVI
19.15 – Celebrações das Vésperas com os sacerdotes, religiosos, religiosas, seminaristas e diáconos na Catedral de Notre-Dame, em Paris – Discurso de Bento XVI
20.30 – Saudação aos jovens na Catedral de Notre-Dame, em Paris – Saudação de Bento XVI

Sábado, 13.09.2008
Paris – Lurdes
09.10 – Breve visita ao Instituto de França, em Paris
10.00 – Missa no Palácio dos Inválidos, em Paris – Homilia de Bento XVI
12.30 – Almoço com os bispos de França, seguida de viagem até à Nunciatura Apostólica de Paris 15.50 – Despedida na Nunciatura Apostólica de Paris
16.30 – Partida no aeroporto de Orly (Paris) para o aeroporto de Tarbes-Lourdes-Pyrénée.
17.45 – Chegada ao aeroporto de Tarbes-Lourdes-Pyrénée
18.00 – Partida em helicóptero do aeroporto de Tarbes-Lourdes-Pyrénée para o estádio Antoine Béguère, em Lourdes
18.20 – Chegada ao Estádio Antoine Béguère
18.30 – Caminho do Jubileu: Visita à Igreja do Sagrado Coração e Visita à Prisão de Lourdes
19.15 – Visita à Gruta da Aparição, em Lourdes
21.30 – Conclusão da Procissão Mariana na Praça do Rosário, no Santuário de Lourdes

Domingo, 14.09.2008
Lourdes
10.00 – Missa pelo 150º Aniversário das Aparições – Homilia de Bento XVI e recitação do Angelus. Palavras de Bento XVI
12.45 – Almoço com os Bispos da Região dos Pirineus e com os Cardeais e Bispos, seguida de viagem para o Hermitage de São José, em Lourdes
17.15 – Encontro com os Bispos Franceses no Hemiciclo de Santa Bernardete, em Lourdes – Discurso do Papa
18.30 – Conclusão da Procissão Eucarística em Lourdes – Discurso de Bento XVI

Segunda Feira, 15.09.2008
Lourdes – Roma
Despedida da Residência do Hermitage de São José, em Lourdes
08.45 – Visita ao Oratório do Hospital de Lourdes
09.30 – Missa com os doentes na Basílica de Notre-Dame du Rosaire, em Lourdes – Homilia de Bento XVI
12.10 – Partida em helicóptero do Estádio Antoine Béguère para o aeroporto de Tarbes-Lourdes.
12.30 – Chegada ao aeroporto de Tarbes-Lourdes-Pyrénées. Cerimónia de despedida. Discurso de Bento XVI
13.00 – Partida do aeroporto de Tarbes-Lourdes-Pyrénées para o aeroporto de Ciampino, Roma.
15.15 – Chegada ao aeroporto de Ciampino, Roma.
Fonte: Ag. ECCLESIA

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

COLETIVA DE IMPRENSA SOBRE A VIAGEM DO PAPA À FRANÇA
Padre Federico Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé e da Rádio Vaticano

Cidade do Vaticano,
– O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé e da Rádio Vaticano, Padre Federico Lombardi, presidiu, a uma coletiva, aos jornalistas credenciados junto à Santa Sé, que vão dar cobertura da próxima Viagem Apostólica de Bento XVI à França, a décima de seu Pontificado.
Segundo Padre Lombardi, o Papa está preparando com muito cuidado o discurso que vai pronunciar ao mundo da cultura da França, em seu primeiro dia de permanência em Paris, na tarde de 12 de setembro.
Estarão presentes no encontro, que se realizará no recém-restaurado Colégio dos Bernardinos, 700 expoentes da cultura, da ciência e das artes desse país, assim como representantes da UNESCO e da União Européia.Segundo confirmou Padre Federico Lombardi, «o discurso que o Papa pronunciará na ocasião é um discurso muito esperado.
O original é escrito em alemão, com a tradução em francês. Bento XVI dedicou boa parte de seu magistério à relação entre a fé e a razão.
O Colégio dos Bernadinos, lugar do encontro com o mundo da cultura é sumamente simbólico, disse Padre Lombardi, devido à sua grande história.
O conjunto arquitetônico foi fundado em 1245 por um monge cisterciense, por indicação do Papa Inocêncio IV, que estava convencido de que a renovação da Igreja devia passar pelo estudo.O cardeal Jean-Marie Lustiger, arcebispo falecido de Paris, afirmou Padre Lombardi, «conseguiu a possibilidade de a Igreja recuperar o uso do Colégio dos Bernardinos como lugar de encontro entre a Igreja e a cultura».
A arquidiocese empregou 7 anos para restaurar o centro. As obras se concluíram há poucas semanas. A verdadeira inauguração será feita pelo Papa.
Bento XVI visitará Paris e Lourdes, de 12 a 15 próximos, recordamos, como peregrino entre peregrinos, para celebrar os 150 anos das aparições de Nossa Senhora.
Ao chegar à localidade, nos Pirineus, frisou o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, o Papa percorrerá as primeiras 3 etapas do «caminho do jubileu», ligadas à vida de Santa Bernadete, a vidente das aparições.

À noite se unirá à procissão com velas, típica de Lourdes, da qual participam centenas de enfermos.
O Papa dirigirá aos peregrinos seu primeiro discurso na cidade mariana.Domingo pela manhã, às 10h, Bento XVI presidirá à celebração Eucarística no Prado (La Prairie), diante da Gruta das Aparições, em recordação ao aniversário das aparição de Nossa Senhora a Bernardete de Soubirous.
Segundo Padre Lombardi, «esta Missa, para a França, tem horizontes internacionais, devido à presença universal dos peregrinos que chegam do mundo inteiro ao santuário».
Estarão presentes na celebração todos os bispos da França, com os quais, logo a seguir, o Papa se reunirá no Hemiciclo de Santa Bernadete.
Segunda-feira, concluiu Padre Federico Lombardi, será o dia dos enfermos. Após rezar no lugar em que Bernadete recebeu a primeira comunhão, para percorrer a última etapa do «caminho jubilar», o Papa vai celebrar Missa, com a qual concluirá sua visita ao Santuário mariano de Lourdes. (MT)
Fonte: RV

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

FRANÇA SE PREPARA PARA A RECEPÇÃO AO SANTO PADRE

PARIS SE PREPARA PARA RECEBER BENTO XVI

Paris,
- Paris e o Santuário de Lourdes, no sudoeste da França, se preparam para receber neste fim de semana o Papa Bento XVI. Está prevista a presença de 200 mil pessoas, no sábado, na esplanada dos Inválidos, na capital francesa. O Papa “vem para encontrar-se com os franceses, em especial com os católicos”, disse ontem durante uma coletiva de imprensa o cardeal André Vingt-Trois, arcebispo de Paris. Ele ressaltou que esta primeira viagem será uma oportunidade para que a França conheça a personalidade de Bento XVI, sublinhando que o seu predecessor, João Paulo II ganhou a simpatia e admiração de grande parte da população. Trata-se, pois, da primeira visita de Bento XVI à França, que terá início em Paris com um encontro com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, no Eliseu, e se concluirá no dia 15 no Santuário de Lourdes, que comemora este ano os 150 anos das Aparições de Nossa Senhora a Bernadette Soubirous.


O primeiro dos eventos públios em Paris será a oração das vésperas, na catedral de Notre Dame, no final da tarde de sexta-feira, seguida de uma saudação aos jovens diante da igreja. Bento XVI participará de uma procissão ao redor da catedral, durante a qual, pela primeira vez, a estátua de Nossa Senhora de Paris deixará o edifício.
Os fiéis reunidos na Catedral de Notre Dame e às margens do rio Sena, como também em outras dez paróquias da cidade participarão de uma vigília de oração, antes de iniciarem o “Caminho de Luz” que os levará até a esplanada dos Inválidos. A missa de sábado da manhã, na esplanada dos Inválidos, contará com a presença de fiéis católicos e de outras religiões, segundo membros da equipe que organiza a visita de Bento XVI à capital francesa. Na sua chegada a Paris, o Papa será recebido por Sarkozy , segundo o cardeal, “um encontro protocolar habitual” que constará de uma saudação pessoal, seguida da apresentação de membros do governo e convidados. Durante a cerimônia de boas-vindas o Papa e o presidente francês pronunciarão discursos. O Papa “não vem como turista, mas sim como peregrino” e com uma missão apostólica, declarou o cardeal André Vingt-Trois, que também é presidente da Conferência Episcopal da França. O cardeal destacou ainda a apertada agenda das 72 horas da visita à França, que foi preparada nos últimos seis meses. Salientou o encontro que o Papa manterá na sexta-feira com os responsáveis da comunidade judaica antes que comece o Sabbat e posteriormente, com os da comunidade muçulmana. Também desperta interesse o discurso que Bento XVI fará na sexta-feira no recém restaurado Colégio dos Bernardinos diante de destacadas figuras do mundo da cultura e que terá como tema “a fé cristã, a razão e a cultura”. Os organizadores contam com um total de 10 mil voluntários em Paris para esta visita, que se realizará sob estreitas medidas de segurança. Perguntado pela imprensa, o cardeal Vingt-Trois negou que os católicos se tornaram uma minoria na França. “Nossa igreja tem dificuldades, porém não creio que seja uma grande enfermidade” disse ele, que também não considera que o Papa “venha com a intenção de fazer uma revolução” religiosa. Por sua vez, um responsável da organização da visita a Lourdes destacou que este ano aumentou em 55% o numero de peregrinos ao Santuário. (SP)
Fonte : RV

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

22º CONGRESSO MARIOLÓGICO MARIANO INTERNACIONAL

CONGRESSO MARIANO INTERNACIONAL DISCUTE APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA
Lourdes,
- Teve início ontem em Lourdes, na França, o 22º Congresso Mariológico Mariano Internacional. Esta edição vai debater o tema: “As aparições da Bem-aventurada Virgem Maria. Entre história, fé e cultura”.
Organizado pela Pontifícia Academia Mariana Internacional, o congresso vai examinar as aparições de Nossa Senhora dos pontos de vista exegético, teológico e histórico e sob os perfis jurídico e científico.
Outro momento importante do evento será a reflexão ecumênica, com uma mesa-redonda entre representantes católicos, ortodoxos e luteranos.

Mas qual é a finalidade do Congresso?
Foi o que a Rádio Vaticano perguntou ao card. Paul Poupard, presidente emérito do Pontifício Conselho para a Cultura e Enviado Especial do Santo Padre ao evento:
Card. Poupard:- “A sua finalidade, como escreveu o Santo Padre, é promover a devoção com a qual a Igreja se dirige à Santíssima Mãe de Jesus.
Isso exige ser sempre mais aprofundado e confirmado através da pesquisa teológica.
O papa acrescenta ainda que o congresso oferece a ocasião e a possibilidade de discutir a doutrina mariana, mas também conduzir as almas a adquirirem uma consciência mais fervorosa da religião e uma fé mais fortalecida, como também formular propósitos mais sólidos.”

Cardeal, o que o culto de Maria diz ao homem de hoje?
Card. Poupard:- “Diz muito. Esse culto mariano nos faz descobrir toda a personalidade de Maria, mulher de fé, mulher eucarística, como costumava defini-la o Servo de Deus João Paulo II. E mais se venera Maria, mais se adora o mistério de Jesus, seu Filho Divino que Maria nos doou como Filho de Deus, que veio para nós, pecadores sobre a Terra.
Portanto, este grande mistério de Cristo é aprofundado através do culto de Maria.” Segundo o presidente da Pontifícia Academia Mariana Internacional, Fr. Vincenzo Battaglia, as aparições de Nossa Senhora ainda suscitam muitos interrogativos, seja por seu notável número e freqüência no passado e ainda no presente, seja pelo significado que acontecimentos extraordinários do gênero têm para a Igreja e para a humanidade, por terem sido reconhecidos como sobrenaturais, sobretudo porque em muitos casos foram acompanhados por uma mensagem confiada aos videntes.
É por isso que a Pontifícia Academia Mariana Internacional elaborou, com este congresso, uma proposta cientifica e formativa muito rigorosa.
Vinte e dois especialistas provenientes de diversas instituições acadêmicas e científicas vão discutir os fundamentos doutrinais para interpretar corretamente as aparições.
O objetivo é traçar com clareza os princípios e os critérios teológicos e jurídicos que regulam o discernimento eclesial. (BF)
Fonte: RV

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

600 CONVIDADOS, ENTRE PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS E INTELECTUAIS PARA OUVIR BENTO XVI

Mundo da cultura espera Papa em França

Collège des Bernardins, Paris


Bento XVI vai discursar sobre a cultura e a ciência no próximo dia 12 de Setembro. Por ocasião da viagem do Papa a França, o Mosteiro College des Bernardins vai acolher 600 convidados, entre professores universitários e intelectuais para ouvir o Papa.
O mosteiro que receberá o evento foi construído no século XIII e é o edifício gótico mais prestigioso de Paris depois da catedral de Notre Dame.
No dia 5 de Setembro, será aberto ao público por ocasião da visita do Papa, após seis anos de reconstrução, ao longo dos quais foram investidos cerca de 50 milhões de euros.
A partir de 15 de Setembro, dia em que Bento XVI conclui a sua visita à França, serão promovidas manifestações artísticas e culturais no local.
Segundo o Arcebispo de Paris, André Ving-Trois, o mosteiro será "um centro de encontro e diálogo" onde "a cultura será colocada ao serviço do homem".
O College des Bernardins vai receber exposições de arte contemporânea, terá sala de cinema, biblioteca, sala de concertos e festivais de música clássica e contemporânea.
O projecto arquitectónico, idealizado por Heve Baptiste e Jean-Michel Wilmotte, teve como objectivo preservar a beleza da estrutura original, caracterizada pela pureza de linhas e dar um toque contemporâneo ao desenho.
O novo mosteiro tem cinco mil metros quadrados. A única parte que sobreviveu à destruição depois da revolução francesa (1789) foi o antigo refeitório, que serviu de prisão, quartel de bombeiros e academia de polícia.
Fonte: Ag.ACCLESIA
A FAMÍLIA CATÓLICA

terça-feira, 19 de agosto de 2008

HOJE - SÃO JOÃO EUDES

SÃO JOÃO EUDES


Um Homem que arriscou na misericórdia.
João Eudes nasceu em Ri (França), a 14 de novembro de 1601. Filho de um casal de bons normandos e fervorosos cristãos, recebeu desde criança a formação que um lar com esse grau de excelência podia dar então. Uma infância muito normal, uma etapa de estudos bem completa no colégio dos Jesuítas, e um processo de discernimento espiritual que o levará a optar pelo sacerdócio na recentemente fundada Congregação do Oratório, do Cardeal de Bérulle. A partir daí se iniciou uma fecunda vida de missionário que o levará por muitos caminhos da França, fazendo-o entrar em contato com a dolorosa realidade de um país cristão em crise de fé e permitindo-lhe se converter em missionário e profeta da misericórdia.
João Eudes, discípulo tanto de Bérulle como de Francisco de Sales, abebera seu espírito em ambas correntes teológicas, e delas alimentou a coerente espiritualidade que dará sentido a sua vida inteira e nutrirá sua veia de escritor popular. Dessa dupla fonte se alimentou o riacho que começava a notar-se no jovem sacerdote oratoriano, que em breve se converterá em uma poderosa torrente espiritual. Ambas fundarão e estimularão seu espírito missionário.
Pe. Eudes parte de um princípio unificador: o cuidado e ocupação principal de todo batizado consiste em formar e estabelecer Jesus em nós, e fazer que aí Ele viva e reine. Porque ser cristão e ser santo é uma mesma coisa. Mas coloca sempre, mesmo de modo latente, este "leitmotiv" espiritual sobre a tela de fundo de uma misericórdia comprometida e eficaz. Encontramos aqui uma coerência radical entre vida concreta e doutrina espiritual, uma engrenagem perfeito entre a própria experiência existencial, o apostolado missionário, as fundações, a doutrina da misericórdia e a espiritualidade do Coração de Jesus e Maria.
Por isso, não é exagero afirmar que o eixo de todo seu projeto espiritual foi o conceito de misericórdia. Mesmo se explicitando de forma relativamente tardia em seus escritos, podemos dizer que ela marcou sua vida toda. Desde os inícios de seu ministério João Eudes sente, recebe e cumpre –afetiva, mas real e comprometidamente- esta misericórdia em sua própria vida e na dos demais. Ela dá unidade a sua ação apostólica, impulsiona-o constantemente para ir além da mera sensibilidade diante da desgraça e o encoraja a promover determinadas ações missionárias e fundações religiosas.

Evangelizado e evangelizador
Tinha aprendido a reconhecer em todas as partes a presença de Deus, inclusive na experiência concreta e em todos os acontecimento. Nessa época não se falava de sinais dos tempos, mas João Eudes os entendia e vivia plenamente. Para ele um desses sinais foi sem duvida aquela peste de Súez, em 1627. Então, o jovem sacerdote, que apenas acabava de superar uma longa e dolorosa enfermidade que praticamente o tinha inutilizado, decidiu ir em auxílio de quem mais o necessitava -os empestados, abandonados de todo recurso espiritual- para levar-lhes os sacramentos, sinais da misericórdia de Deus. Foi este seu primeiro encontro com os pobres, os pequenos, os abandonados. Três anos mais tarde, em Caen, repetir-se-á tão difícil experiência. Serão então mais fortes a caridade e o compromisso para com os irmãos sofredores que as razões de quem tentava dissuadi-lo do que parecia uma perigosa doidice.
Estas primeiras atividades que realizou como sacerdote e como missionário eram gestos que falavam da misericórdia e faziam a misericórdia. Gestos significativos que já eram missão, uma pregação silenciosa daquelas que louvava Paulo VI na EN8. Gestos que o marcaram e o colocaram para sempre no caminho que desce de Jerusalém a Jericó. Dai em diante sua presença missionária ao lado de qualquer Jesus que sofre irá preenchendo de realismo sua espiritualidade e seu ministério.
Todos os seus compromissos apostólicos terão relação profunda com essa experiência. O abismo de minhas misérias chama o abismo de suas misericórdias, exclama em seu Magnificat pessoal. Tendo experimentado, ele mesmo, a misericórdia de Deus em sua própria vida, quis agradecer por ela dedicando-se a pregá-la e transmiti-la. Os caminhos missionários da França conservam ainda a lembrança de seus passos. Desse fervor evangelizador, dessa paixão pelo Reino, surgiria aquele outro elemento chave de sua espiritualidade que foi a devoção ao Coração de Cristo, unido indissoluvelmente ao Coração de Maria. Como alguém tem escrito, João Eudes foi um homem de coração e um homem do Coração: nisto consiste sua máxima contribuição ao cristocentrismo da escola beruliana.

O caminho da misericórdia
Porque a história não fica na anedota. Apresentado-se um momento crítico em própria vida e história, João Eudes saberia arriscar definitivamente no caminho da misericórdia; e ao fazer assim, arriscaria pela santidade verdadeira. Pode ser dito que a misericórdia o fez missionário e o motivou a entregar sua vida inteira a um empenho que constituiu como que a coluna vertebral de seu ministério: desde 1627 a 1680, ano de sua morte, jamais soube o que é descanso. João Eudes seria, antes de tudo e por cima de tudo, um sacerdote missionário, como gostava de assinar suas cartas.
Esse incansável caminhar missionário -o anúncio da Boa notícia que é a presença da misericórdia na história dos homens-, não era se não uma verbalização daquela experiência íntima, inicial e continuada, da máxima misericórdia divina: evangelizar -reitera a seus eudistas- é anunciar ao homem, especialmente ao mais cheio de misérias -miserável- a boa notícia de que Deus o ama, que o leva em seu coração de Pai e está disposto a jogar tudo para salvá-lo..
O trato com as pessoas lhe tinha permitido conhecer bem de perto não só os vícios morais que pululavam em todos os recantos da sociedade senão também os profundos males que abatiam o Povo de Deus. Ele sabia bem quais eram as misérias dos miseráveis. Tinha sentido a dolorosa miséria humana e social das multidões, a ignorância religiosa dos que se diziam crentes e seu afastamento do autêntico compromisso cristão; tinha experimentado também a situação do clero, abatido pela ignorância, a pobreza material e sua falta de espírito apostólico. Aguçado por esta realidade, Pe. Eudes foi descobrindo seu próprio caminho "de Jerusalém a Jericó". A paixão pelo homem - "as almas", diz ele, com a linguagem de sua época- o devora:
"Se dependesse de mim, iria a Paris a gritar na Sorbone e demais colégios: "¡fogo, fogo!. Sim, o fogo do inferno está consumindo o universo. Venham senhores doutores, venham senhores bacharéis, venham senhores abades, venham todos os senhores eclesiásticos e ajudem a apagá-lo".

Quando o zelo aperta
A partir desta perspectiva se entende melhor suas numerosas fundações. Porque ao estudar sua vida e sua obra descobrimos, cada vez melhor, como estas fundações constituíram, em quanto evangelização, autênticas obras de misericórdia, ou seja, maneiras concretas de expressar sua opção definitiva pela misericórdia divina.
Apelando a uma categoria moderna, podemos dizer que João Eudes também se deixou evangelizar "pelos pobres", vale dizer, pelas prostitutas e os incontáveis homens e mulheres que vegetavam na morte devido a ninguém lhes ter falado da Vida. Foi essa experiência que ativou seu carisma de fundador. Bastaria recordar aquele episódio citado pelo Pe. Emile Georges, que opera nas raízes da ordem de N.S. da Caridade.
Pe. Eudes não era um fundador "profissional" mas um homem de Deus que ia respondendo, na medida de seus recursos, aos clamores da misericórdia, às necessidades concretas de sua época, que para ele representavam autênticas mensagens do Espírito. Era um homem que sabia ler a ação de Deus inclusive nos fracassos, que se deixava interpelar seriamente pelos sinais de seu tempo, e cujo maior desejo era fazer eficaz a misericórdia. Não existia em seus projetos nenhuma intenção moralizante: tinha de realizá-los, simplesmente, porque Deus misericordioso assim queria; eram uma conseqüência normal de seu seguimento de Cristo, e de sua atenção à misericórdia do Pai: para ele se tratava só de cristificar o ser humano, sobre tudo aqueles cuja imagem de Deus estava mais deteriorada pelo pecado ou pela miséria.
É precisamente em 1644, ano em que se consolidava na França o rigorismo jansenista, quando João Eudes funda a Ordem de N.S. da Caridade, coincidindo com uma tomada de consciência cada vez mais viva do que é essa misericórdia divina. Tem feito a descoberta, de uma maneira concreta, que Deus ama e, porque ama, salva perdoa. Sente-se chamado a ser pessoalmente instrumento desse amor salvador em um dos campos mais dramaticamente esquecidos da pastoral da época: a prostituição.
Também no nascimento da Congregação de Jesus e Maria (Eudistas) há uma experiência de misericórdia; lhe doía intensamente a Igreja, lhe doíam as pessoas que andavam "como ovelhas sem pastor"; e se deixou interpelar pelo amor de Deus que, em Jesus, vem "salvar o que estava perdido". Expressão última e acabada da misericórdia do Pai. Se "uma pessoa vale mais que mil mundos", é necessário que alguém se dedique de tempo completo a formar a quem deve salvá-la. Urgido por tão angustiantes convicções, decide abandonar o Oratório para fundar sua pequena congregação.
Formar o clero era só uma maneira de colocar-se no caminho da misericórdia que salva e que necessita de canais dignos dessa tarefa. Em uma carta ao Pe. Manoury, primeiro formador dos novos eudistas, Pe. Eudes se expressava:
"Cuide de formá-los no Espírito de Nosso Senhor, que é espírito de desprendimento e de renúncia a tudo e a si mesmo; espírito de submissão e abandono à divina vontade manifestada pelo evangelho e pelas regras da congregação..., espírito de puro amor a Deus..., espírito de devoção singular a Jesus e Maria..., espírito de amor à cruz de Jesus ou seja ao desprezo, à pobreza e ao sofrimento..., espírito de ódio e horror a todo pecado..., espírito de caridade fraterna e cordial ao próximo, aos da congregação, aos pobres..., espírito de amor, respeito e estima pela Igreja".

Mestre da misericórdia
Porque nosso santo não se contenta com ser, ele mesmo, coerente; seu desejo é que todos os cristãos se deixem preencher por esse espírito da misericórdia divina, seu anseio é que todos os batizados, especialmente os sacerdotes, sejam também "missionários da misericórdia". A paixão pelo reinado de Jesus nos corações dos homens, realmente o devora. Conhecendo bem a penosa situação, moral e espiritual, do clero e do povo cristão da época, percebe e sente em todo seu ser a urgência da evangelização e da formação de bons operários para levar adiante um serviço eficaz do evangelho. A essa dupla tarefa dedica o melhor de seus esforços.
Naquele mesmo ano de 1644, quando, por um lado, se consolida o jansenismo e, por outro, ele funda N. S. de a Caridade, Pe. Eudes conclui seus Conselhos aos confessores; trata-se de um curto escrito que resume aquele delicado sentido de caridade pastoral que o Vaticano II e, mais recentemente, João Paulo II, retomando uma densa herança patrística, tem apresentado como nota constitutiva do verdadeiro pastor segundo o Coração de Cristo. Ali João Eudes nos deixa uma de suas escassas confidências pessoais:
"Conheço muito bem alguém que tem sido escolhido pela divina misericórdia para trabalhar na conversão dos pecadores; encontrando-se perplexo sobre como devia conduzir-se com eles, se usar de bondade ou de rigor, se misturar os dois..., recorreu na oração à Santíssima Virgem, seu habitual refúgio. Antes que tivesse comunicado a alguém suas inquietações, a Mãe das Misericórdias lhe inspirou através de um mensageiro: quando pregares usa as armas poderosas e terríveis da Palavra de Deus para combater, destruir e esmagar o pecado nas pessoas, mas quando te encontrares com o pecador, fala-lhe com bondade, benignidade, paciência e caridade".
Por isso, recomenda aos confessores acolher e tratar o penitente "com um coração verdadeiramente paternal, quer dizer, com uma grande cordialidade, benignidade e compaixão", e incitá-lo à confiança. E explica:
"com entranhas de misericórdia e com o coração cheio de amor a quantos se apresentarem para a confissão, sem fazer acepção de pessoas nem agir com preferências, salvo quando se tratar de enfermos ou inválidos, de mulheres grávidas ou que estão criando seus filhos, daqueles que vêm de longe...". "Se aparecer temeroso e com alguma desconfiança de obter o perdão de seus pecados, deve levantar-lhe o ânimo e fortalecê-lo, fazendo-lhe ver que Deus tem um grande desejo de perdoá-lo; que se alegra muito com a penitência dos grandes pecadores; que quanto maior é nossa miséria, mais glorificada é em nós a misericórdia de Deus; que Nosso Senhor tem orado a seu Pai pelos que o tem crucificado, para ensinar-nos que, mesmo sendo crucificado com nossas próprias mãos, perdoaria-nos muito espontaneamente se lhe pedíssemos".
Neste ponto a gente se sente bem longe do rigorismo agostiniano e jansenista. Apelando a um lugar comum podemos afirmar que o "zelo pela salvação das almas" realmente o devorava. Esta expressão -que hoje é pouco aceita pois se entende melhor que o ser humano não é só alma e que Deus salva a pessoa toda- traduz bem a qualidade apostólica de santos como João Eudes. Sem considerar que a importância dada por ele ao compromisso concreto nos permite captar em seu pensamento uma intuição do que na linguagem bíblica significava a "alma": não a parte espiritual em confronto com o corpo -o material- mas a identidade total do homem, matéria e espírito, tal como tem saído das mãos de Deus.

Encarnados com o Encarnado
Está claro que existe uma significativa distância cultural entre o século XVII francês e nossa época, em quanto ao sentido da palavra misericórdia. Convém precisar esta diferença na hora de apresentar a mensagem eudiana se queremos que seja captada a plenitude pelos homens de nosso tempo. Hoje o seu significado se tem empobrecido até tal ponto que parece ser um simples sinônimo de pena ou de piedade para com o culpável.
Para João Eudes, de modo diferente, misericórdia era mansidão, clemência, paciência e compreensão frente à falha do outro, mas sobretudo amor, piedade, generosidade. A misericórdia era zelo pela causa do homem, um intenso sentimento de piedade, generosidade; não mera comiseração ante o sofrimento do outro, mas expressão plena e comprometida de um amor que trata de levar a todos uma salvação eficaz, concreta, mas ao estilo de Deus. Assim o expressaria em um texto célebre, sobre o qual voltamos reiteradamente:
"Três coisas se requerem para que haja misericórdia. A primeira é ter compaixão da miséria do outro, pois misericordioso é quem leva em seu coração as misérias dos miseráveis. A segunda consiste em ter uma vontade decidida de socorrê-los em suas misérias. A terceira é passar da vontade à ação".
Como veremos em detalhe depois, João Eudes apóia sua doutrina sobre a misericórdia naquele profundo sentido da encarnação de Deus tão caro aos mestres da espiritualidade beruliana. Exclama: "nosso Redentor se encarnou para exercer deste modo sua misericórdia conosco", quer dizer, para passar da misericórdia do Coração de Deus à misericórdia das ações salvadoras.
A mensagem resulta evidente: Jesus personifica a misericórdia divina, a misericórdia ativa e viva de um Deus que vem salvar os mal-feridos do caminho a Jericó. Na pessoa de Jesus, Deus se aproxima gratuitamente de quem está em desgraça e é incapaz de libertar-se a si mesmo. Jesus é o Coração humano de Deus - belo achado teológico eudiano - que tem assumido todas as nossas misérias para libertar-nos delas.
É essa mesma atitude - "levar no coração" - que Deus nos pede diante do próximo. João Eudes reitera, sob diversas formas, ao longo de suas obras: não há outra forma de viver o amor misericordioso de Jesus. Ela traduz e resume uma experiência fundamental que testemunha tudo mais: ser cristão é ser capaz de abrir-se suficientemente, desde o mais profundo, para acolher na própria vida o "outro": Deus, próximo, e, particularmente, quem experimenta qualquer tipo de miséria. Um coração autenticamente cristão é aquele que, sobretudo, sabe receber e acolher um Deus essencialmente gratuito, mas que, com Deus e como Deus, sabe acolher também as misérias dos demais de tal modo que o impressionem, o habitem no mais profundo de seu ser, e o dinamizem para uma ação comprometida e coerente.

Nas mãos da Graça
Por isso, a nível de meios, longe de todo delírio prometeico e de toda pretensão voluntarista, João Eudes entende que nessa tarefa, incômoda e difícil, o primeiro é a graça de Deus, pois tudo depende dele que é quem age em nós:
"O que somos nós, meus irmãos, para que Deus nos empregue em tão sublimes ministérios? Para se dignar a escolher a nós, miseráveis pecadores como instrumentos de suas divinas misericórdias?".
Daí sua insistência na oração constante. Porém, longe de qualquer delírio pietista, sublinha também a necessidade de "pôr sempre toda a carne na grelha": é necessário entregar-se à tarefa, trabalhando como se tudo dependesse de nós, trabalhando de todo coração, pelo exemplo -testemunho- e pela eficácia da ação. Temos de deixar que, diante dos problemas que abatem o próximo, nosso coração se estremeça de amor até o ponto de não restar outro remédio que passar à ação em busca de alívio. Trata-se de amar até a dor. Porque o dar da verdadeira misericórdia não é assunto de simples quantidade, mas de qualidade, de uma atitude vital com a qual partilha com os demais. O importante não é dar coisas mas dar a si mesmo.
Para nosso homem esta é a forma privilegiada de glorificar a Deus. Como missionário, como formador de sacerdotes e como fundador de Institutos religiosos, soube sublinhar a união estreita que existe entre a misericórdia de Deus, nosso compromisso cristão e a virtude de religião: o autêntico culto deriva em zelo apostólico e este se expressa com sinais de misericórdia porque -afirma- anunciar o evangelho é simplesmente anunciar a misericórdia de Deus, e este anúncio tem de fazê-lo com palavras claras e obras coerentes. Evangelizar é anunciar aos "miseráveis" a boa notícia de que Deus os ama, que os "leva em seu coração"; para isto o missionário só tem um caminho: levá-los em seu próprio coração. Deste modo o Pai é glorificado. Por isso se atreve a exclamar:
"Nada desejo pessoalmente, mas se Deus me exigisse expressar meu querer, escolheria seguir vivendo indefinidamente, para ajudar a salvar as almas".
A partir desta convicção, João Eudes o místico se faz ativo, o contemplativo se converte em missionário, testemunha e fundador. Porque se trata de "passar da vontade ao fato". Não bastam os belos sentimentos e as formosas palavras. Deve-se passar do 'levar as misérias alheias no coração", aos efeitos concretos da misericórdia. Escutando-o evocamos Tiago: uma fé sem obras é uma fé morta. Ele entendia bem que estamos radicalmente a serviço da misericórdia de Deus, que somos os verdadeiros anjos de Deus: somos as mãos, os pés, o coração do Deus salvador, porque "Deus não tem mais mãos que as nossas", como falara lindamente Teresa d’Ávila.
Em resumo, evangelização, zelo e misericórdia, são as três dimensões, fundamentais e inter-relacionadas, de seu pensamento e de sua ação ministerial inteira. Nesta perspectiva orienta o ministério do missionário.

Espiritualidade da encarnação
Para tanto, não podemos acusar o pensamento eudiano de espiritualista, como se não lhe importassem senão as coisas espirituais, esquecendo as necessidades materiais do povo. De fato ele estava muito consciente destas misérias humanas e sociais, mas as via como uma expressão, um sintoma e uma conseqüência da miséria mais profunda e radical e a raiz de todas as demais misérias, que é o pecado. Por isso, a "mais divina de todas as coisas divinas é salvação das almas".
Como normando sensível, prático e eficiente, ensina que é a través de nós que o Cristo quer realizar sua misericórdia salvadora. Mesmo vivendo em um denso mundo espiritual, entendia que a misericórdia de Deus não é uma noção abstrata, mas a presença real, muito real, de Deus encarnado no mundo dos homens, nos acontecimentos cotidianos.
André Pioger sublinha como seus contemporâneos se sentiam comovidos por esta atitude testemunhal do pequeno grande santo:
"Inclusive fora de Caen, João Eudes se interessa vivamente pelos enfermos. Quando realiza a missão nas grandes cidades estabelece casas de refúgio para os pobres e os enfermos; acomoda os idosos e os que estão em má situação... Em Autun, em 1647, faz reparar o hospital Dos Transeuntes e decide aa construção de um novo para os enfermos e para alojar ali os pobres médicos... Onde não cria hospitais visita sempre os que já existiam... Porque não quer só socorrer materialmente mas dedicar-se a cultivar as almas...".
Obviamente, João Eudes vive as idéias de sua época. Por isso sua concepção da missão, que obedecia a uma mentalidade de nova cristandade, difere de outras mais modernas, nas que se enfatiza mais o compromisso estrutural que as "obras de misericórdia". Não podemos pedir a um homem do s. XVII, por mais santo que fosse, que tivesse as idéias de um missionário post-Vaticano II. O importante é ver como ele, ao seu modo, não separava jamais aquelas quatro dimensões da missão, que citava Paulo VI na Evangelii Nuntiandi: o compromisso, o anúncio, o testemunho e a denúncia.
Não fazia do trabalho pelos pobres um simples compromisso social, porque o dele era servir ao Reinado de Jesus nos homens, também não convertia sua pregação em um desencarnado anúncio de verdades abstratas ou de "eslogans" ideológicos. Por outra parte, aparece clara sua convicção de que não se tratava de mais um trabalho social, que podia favorecer a evangelização, de uma pre-evangelização como se diz às vezes, mas de uma verdadeira evangelização dado que sua finalidade era a conversão a Cristo. E quando tinha que enfrentar os responsáveis de qualquer sofrimento injusto, mesmo que fosse o rei ou a rainha, o fazia com clareza, valentia e misericórdia.
Sua própria concepção da grandeza do ministério sacerdotal não obedecia a critérios de poder ou grandeza humana -esses que hoje tanto chocam à teologia moderna- mas à convicção de que o sacerdote, enquanto tal, tem, como tarefa quase exclusiva, ser missionário e tesoureiro do Pai das misericórdias. Por isso sentia a urgência de contagiar os irmãos sacerdotes com ardor inflamado de sua própria experiência missionária. Escreve, por exemplo, durante a missão de Vatesville:
"São maravilhosos os frutos que recolhem os confessores. Mas o que nos aflige é que nem a quarta parte se poderá confessar. Estamos abrumados. (...) O que estão fazendo em Paris tantos doutores e bacharéis, enquanto as almas perecem por milhares, porque ninguém lhes estende uma mão para retirá-las da perdição?".
A dramática experiência de sua própria vida, somada à constatação dos ingentes problemas que viviam o mundo e a Igreja, alimentaram sem dúvida seu pessimismo diante das reais possibilidades do homem. Mesmo assim, soube propor e manter uma proposta de vida cristã sempre equilibrada e sã, ainda que exigente. Por isso, a João Eudes se pode aplicar o que ele mesmo escrevera de Maria: contemplou, amou e levou em seu coração o Coração de Cristo, até fazer-se um só coração com ele.
Também ele se deixou habitar e dinamizar pelo Coração de Deus, que é Cristo. Foi este Coração que o conduziu até seus irmãos e irmãs necessitados; foi este Coração que o lançou, sem descanso, pelos caminhos da missão; e foi este mesmo coração que lhe permitiu posicionar seu carisma e sua missão entre a miséria do homem e a misericórdia do Deus-Amor que quer que todo homem se salve.

O preço era a cruz
Parecia inevitável que por essa opção devesse pagar um alto preço em lutas dolorosas, dentro daquele contexto histórico tão complexo; e o pagou com inteireza, galhardia e equanimidade:
"Se temos de suportar alguma moléstia ou fadiga não é para desanimar-nos ou queixar-nos por tão pouca coisa. Inclusive se tivéssemos de enfrentar a morte, não deveríamos acaso considerar-nos imensamente afortunados?".
Seu abandono do Oratório lhe trouxe a censura de muitos de seus antigos irmãos, e sua luta contra o rigor desmedido do jansenismo lhe acarretou tormentas e horas muito difíceis. Mas ele não recusa a cruz, demonstrando assim até que ponto seu arriscar-se pela misericórdia era autêntico e comprometido:
"A divina misericórdia me tem feito passar por numerosas tribulações, este tem sido um dos mais insignes favores que dela tenho recebido, porque me têm sido extremamente úteis, e Deus me tem livrado sempre delas".
Ainda mais, para ele essas perseguições não eram simples cruz mas o posicionavam no caminho da misericórdia divina:
"Depois de uma desolação de seis anos, o Pai das misericórdias e Deus de todo consolo se tem dignado enxugar minhas lágrimas e mudar minha amargura em regozijo incrível. Seja por isso louvado e bendito eternamente".
Estava consciente, assim escreveria mais tarde, de que não há redenção sem sangue; por isso via no martírio "o ápice, a perfeição e culminância da vida cristã... o milagre mais insigne que Deus realiza nos cristãos..., o favor mais destacável que Cristo faz aos que ama... Nos mártires resplandece com preferência o poder admirável de seu divino amor...".
Coerentemente, pediria com insistência essa graça; testemunho disso é o formoso "Voto de Martírio" que nos legou. Não lhe foi concedida tal graça, mas recebeu outra talvez maior: tornar-se missionário e profeta da misericórdia de Deus. Por isso, no entardecer de sua vida pôde exclamar:
"Mesmo estando já velho (74 anos), prego quase todos os dias, confesso, e atendo infinidade de assuntos. Todas estas fadigas nada custam quando se tem o consolo de ver como os povos correspondem ao que se faz por sua salvação".
Dessa maneira, João Eudes se revela como um autêntico profeta da misericórdia, em uma época em que se impunham tantas correntes rigoristas. A partir dessa paixão que o devorava delineou um caminho de santidade baseado na mística do amor comprometido. Nele, a missão e o ministério aparecem como as duas faces da existência cristã, um laço concreto e visível entre o amor de Deus e a miséria humana. Isso sintetiza todo seu projeto espiritual e missionário.
Isso seria assim até aquela tarde do 19 de agosto de 1680, quando expirava repetindo uma outra vez: "¡Jesus é meu todo!"

Os Eudianos: "SOMOS UMA SOCIEDADE DE VIDA APOSTÓLICA, CATÓLICA, FUNDADA NA FRANÇA PELO SANTO SACERDOTE JOÃO EUDES EM 1643. NOSSA SOCIEDADE É FORMADA POR SACERDOTES, DIÁCONOS E LEIGOS, INCORPORADOS OU ASSOCIADOS. COMPARTILHAMOS NOSSA VIDA DE ORAÇÃO, NOSSAS EXPERIÊNCIAS E NOSSOS COMPROMISSOS APOSTÓLICOS."

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

FESTIVAL MARIANO INTERNACIONAL DE PARAY-LE-MONIAL - FR

MENSAGEM DO PAPA AO FESTIVAL MARIANO INTERNACIONAL DE PARAY-LE-MONIAL .
Basilica de Paraty-Le-Moniel - Fr
Cidade do Vaticano,
- Bento XVI enviou uma Bênção Apostólica ao XVI Festival Mariano Internacional, que se realizará em Paray-le-Monial, na França, de 14 a 18 deste mês. "Tenham a coragem de seguir as pegadas de Nossa Senhora": é um dos pontos centrais da Bênção do papa a este festival, organizado por numerosos jovens, fundadores de grupos de oração, e pela Comunidade do Emanuel.Na Bênção Apostólica, assinada pelo cardeal secretário de Estado, Tarcisio Bertone, Bento XVI assegura sua proximidade espiritual a todos os participantes do Festival e destaca que “a Virgem Maria, mediante a Sua peregrinação de fé e caridade na terra, revela, em sua pessoa, a verdadeira face da Igreja, esposa e serva do Senhor”. O Santo Padre convida a olhar para ela que, na via para a santidade do povo de Deus, foi “a primeira no caminho”; “a primeira a receber a coroa da glória eterna e a ser elevada ao céu, em corpo e alma, pelo poder de Deus”.O papa lembra, ainda, que o Mistério da Festa da Assunção, celebrado nos dias em que se realiza o Festival, revela que “a vida d’Aquela que não teve outro desejo senão o de cumprir a vontade do Senhor, conduziu-a na verdadeira vida ao lado do Filho”. “A mulher vestida de sol – diz ainda a Bênção Apostólica – é o sinal da vitória de Deus”. Daí o convite a ter a coragem de seguir as pegadas da Virgem sem outro desejo que o de se doar a Deus e ao próximo, porque não se decepcionará. Por fim, o papa pede a intercessão de Maria para os participantes do Festival, organizadores, sacerdotes e consagrados que vivem estes dias marcados pela fé e pelo recolhimento. (PL)
Fonte: RV

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

IGREJA DA FRANÇA CELEBRA OS 150 DE MORTE DO SANTO “CURA D’ARS”

IGREJA NA FRANÇA PREPARA-SE PARA CELEBRAR OS 150 DE MORTE DO SANTO “CURA D’ARS”, PATRONO DOS PÁROCOS

Ars-sur-Formans

Paris,
- Nesta segunda-feira, 4 de agosto, serão celebrados os 150 anos da morte de São João Maria Vianney, conhecido como “Cura d’Ars”, patrono, num primeiro momento, dos sacerdotes franceses e, depois, de todos os párocos.

A cidadezinha francesa onde desempenhou a sua missão durante toda a vida, Ars-sur-Formans, e onde existe um santuário, se prepara para festejá-lo solenemente, em vista da abertura do ano jubilar em sua memória, previsto para ser celebrado de 8 de dezembro próximo a 1º de novembro de 2009.Durante o ano jubilar, indo ao santuário _ visitado todo ano por cerca de 450 mil peregrinos e onde em 1986 esteve também João Paulo II _ se poderá obter a indulgência plenária.Amanhã, domingo, o bispo da Diocese de Belley-Ars, Dom Guy Bagnard, conduzirá as Vésperas, às quais seguirá uma vigília de oração e reconciliação. Mas os festejos entrarão em pleno ritmo na segunda-feira, que se iniciará com as Laudes e com a celebração da Eucaristia na igreja de Nossa Senhora da Misericórdia, com a missa oficiada pelo arcebispo de Paris, Cardeal André Vingt-Trois.Na parte da tarde terão lugar uma procissão com as relíquias do coração do Santo, as Vésperas e um concerto espiritual na Basílica. Durante todo o dia a capela da Providência permanecerá aberta para a adoração do Santíssimo. (RL)
Fonte: RV

domingo, 3 de agosto de 2008

LOURDES - FESTIVAL DA JUVENTUDE EM SETEMBRO

Festival da Juventude com o Papa em Lourdes
A Conferência Episcopal da França, anunciou a realização de um “Festival de Juventude”, que se levará a cabo durante a visita papal, anunciada de 12 a 15 de Setembro próximo.

Bento XVI estará em Paris e Lourdes, por ocasião dos 150 anos das aparições marianas. O Festival Juvenil incluirá três vigílias em Lourdes com o Papa. Na Sexta-feira, 12 de Setembro, às 21h00 terá lugar uma Vigília-Concerto organizada pela juventude do movimento “Emmanuel”. Um dia depois, às 23h00 realizar-se-á a grande Vigília de Adoração para os jovens, que contará com uma catequese especialmente preparada para o evento pelo Cardeal Philippe Barbarin, Arcebispo de Lyon.

Finalmente, a 14 de Setembro, pelas 21h00 decorre outra Vigília-Concerto organizada pela Comunidade de Saint-Jean. A Missa de encerramento, que será presidida pelo Papa e concelebrada por quase um milhar de bispos e sacerdotes, contará, segundo expectativas do Episcopado francês, com a participação de 250 mil pessoas, a maioria delas jovens.
Fonte: RV

LOURDES - CONGRESSO INTERNACIONAL

Em Lourdes, congresso internacional sobre a vitalidades das peregrinações

“As peregrinações: itinerários históricos, itinerários de fé, itinerários geográficos”.Este é o tema do Congresso Internacional sobre a vitalidade das peregrinações, que decorrerá em Lourdes, França, de 17 a 19 de Setembro.

O evento insere-se no quadro das comemorações dos 150 anos das aparições de Nossa Senhora e acontecerá após a visita de Bento XVI aquele santuário mariano.

Na programação do congresso constam encontros, testemunhos e mesas-redondas. A organização estará a cargo do município de Lourdes e do Instituto de Estudos Políticos da Universidade de Aix-em-Provence.
Fonte:RV

sábado, 5 de julho de 2008

PROGRAMA DA VIAGEM DE S.S.BENTO XVI À FRANÇA

DIVULGADO PROGRAMA DA VIAGEM APOSTÓLICA DE BENTO XVI À FRANÇA, POR OCASIÃO DOS 150 ANOS DAS APARIÇÕES DE LOURDES.
Cidade do Vaticano, 04 jul (RV) -
A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou hoje o programa da viagem apostólica de Bento XVI à França, por ocasião do sesquicentenário das aparições de Lourdes.

No dia de sua chegada a Paris, 12 de setembro próximo, o papa encontrará as autoridades do Estado francês e, na parte da tarde, na Catedral de Notre Dame, encontrará religiosos e religiosas.

Está programada para o sábado, dia 13, sempre em Paris, a santa missa na Esplanada dos Inválidos e, na parte da tarde, a transferência para Lourdes para a visita à Gruta das aparições.

Ademais, para o domingo, dia 14, está prevista a santa missa pelo sesquicentenário das aparições da Virgem.

O Santo Padre retornará ao Vaticano na segunda-feira, dia 15 de setembro. (RL)
Fonte: RV

domingo, 22 de junho de 2008

PROGRAMA DA VISITA DO PAPA À FRANÇA

ARCEBISPO DE PARIS APRESENTA PROGRAMA DA VISITA DO PAPA À FRANÇA, EM SETEMBRO PRÓXIMO
Catedral de Notre Dame de Paris

Paris, 22 jun (RV) - Na França, continuam os preparativos para a visita de Bento XVI, de 12 a 15 de setembro. Trata-se de uma viagem apostólica que se realizará por ocasião dos 150 anos das aparições da Virgem de Lourdes. Segundo o jornal vaticano “L’Osservatore Romano”, será denso o programa apresentado nesta quarta-feira pelo arcebispo de Paris e presidente da Conferência Episcopal Francesa, Cardeal Andrè Vingt-Trois. O purpurado, referindo-se a Bento XVI, ressaltou o “interesse” do pontífice por aquilo que acontece no país, o definiu como um “perfeito francófono”, “habituado às sutilezas da nossa língua francesa”. Ilustrando mais detalhadamente os compromissos previstos, o cardeal recordou dois eventos particularmente esperados: a santa missa em Paris na Esplanada dos Inválidos, prevista para sábado, dia 13, e a celebração, no domingo, dia 14, em Lourdes, no campo diante de Massabielle, dirigida, sobretudo, aos jovens.Justamente os jovens são muito presentes na Igreja católica francesa, “o que implica uma responsabilidade” em relação a eles e representa também “uma força” _ disse o arcebispo de Paris. Os jovens serão também os protagonistas, no dia 12 de setembro, em Paris, da vigília que se fará na Catedral de Notre-Dame, bem como em diversas igrejas da capital. O encontro será inaugurado pelo papa, que na parte da tarde receberá o abraço de milhares de franceses ao longo do trajeto entre “Le Bernardins”, onde encontrará o mundo da cultura, e “Notre-Dame”. Representantes de outras confissões cristãs darão com a sua presença uma dimensão ecumênica à celebração. Consta também na agenda de Bento XVI um colóquio com o presidente Nicolas Sarkozy. Após Paris, o Santo Padre se fará peregrino entre os peregrinos transferindo-se para Lourdes. Participará da tradicional procissão de velas e no dia sucessivo celebrará a santa missa no campo diante de Massabielle, depois da qual terá lugar a procissão eucarística e o encontro com os bispos franceses. ”Será uma ocasião importante para manifestar junto a nossa comunhão na fé e receber uma mensagem confortadora e encorajadora” _ declarou o Cardeal Vingt-Trois. No dia seguinte, o papa concluirá o caminho do Jubileu com a quarta etapa do mesmo, ou seja, a etapa “eucarística”: fará uma visita ao oratório do abrigo.Em seguida, Bento XVI presidirá a santa missa na Basílica do Rosário, na festa de Nossa Senhora das Dores, e dará a unção dos enfermos. O cardeal-arcebispo de Paris confirmou a grande expectativa dos franceses por essa viagem e são muitos os que têm se manifestado “interessados e motivados” a participar. (RL)

sexta-feira, 30 de maio de 2008

HOJE COMEMORAMOS: SANTA JOANA D'ARC

Santa Joana d'Arc - Santa Guerreira - PADROEIRA DA FRANÇA

Comemoração: 30 de maio


Heroína francesa, nascida na pequena aldeia de Domrémy, em 6 de janeiro de 1412 , morreu em Rouen, a 30 de maio de 1431. Era uma simples aldeã, filha de camponeses, que se dizia inspirada por Deus para realizar a grande empresa de expulsar os ingleses que ocupavam a maior parte do território de sua pátria. Aos catorze anos, passou a ouvir vozes celestiais, acreditando que o arcanjo São Miguel, além de santa Catarina e santa Margarida, com ela confabulavam. Suas numerosas visões indicavam-lhe a missão que veio a realizar. Quando as lutas entre franceses e ingleses se aproximaram do Barrois, a exaltação da camponesa tornou-se mais intensa, e não pôde retardar por mais tempo o cumprimento das ordens sobrenaturais.
Partiu de sua aldeia e obteve de Robert de Baudricourt, capitão da guarnição de Vaucouleurs, uma escolta para guiá-la até Chinon, onde se achava Carlos VII, rei de França, então escarnecido como 'rei de Bourges', pelo seu reduzido domínio territorial. O país estava quase todo nas mãos dos ingleses. Os habitantes da Borgonha, seus aliados, com a cumplicidade de Isabel da Baviera, entregaram a nação ao domínio britânico, pelo tratado de Troyes. Inspirada por extraordinário patriotismo, procurou Joana o rei Carlos Vll e comunicou-lhe a insólita missão que recebera de Deus. Nesse encontro de março de 1428, assombrou a todos a segurança com que se dirigiu ao rei, que lhe entregou o comando de um pequeno exército, para socorrer Orléans, então sitiada pelos ingleses. A caminho, diante da atitude heróica da humilde camponesa, as tropas se avolumaram.
Chegando a Orléans, Joana intimou o inimigo a render-se. O entusiasmo dos combatentes franceses, estimulado pela estranha figura da aldeã-soldado, fez com que os ingleses levantassem o sítio da cidade. Em lembrança desse feito glorioso Joana d'Arc foi cognominada a 'Virgem de Orléans' (Pucelle d'Orléans). O êxito aumentou o prestígio da camponesa, inclusive entre o exército inimigo, e despertou a crença em seu poder sobrenatural. Realmente a coragem dessa heroína realizou o desejado milagre: ergueu o espírito abatido da França. Um sopro cívico perpassou pela nação. Nova missão, porém, ambicionava Joana d'Arc: levar o rei Carlos VII para ser sagrado na catedral de Reims, como era tradição na realeza francesa. A sagração ocorreu a S de maio de 1429. Na tentativa que se seguiu, de retomada de Paris, a heroína foi ferida. O sangue derramado aumentou o patriotismo de seus conterrâneos. Caberia, contudo, a Joana d'Arc a palma do martírio. No ataque que empreendeu a Complègne, em maio de 1430, foi aprisionada pelos borguinhões.
Nem estes nem os ingleses quiseram executá-la sumariamente, como poderiam ter feito. Seu plano era privá-la da auréola de santa, obtendo sua condenação num tribunal espiritual. No jogo de interesses políticos que envolveu sua figura de heroína, Joana d'Arc não encontrou nenhum apoio por parte do rei. Em 14 de junho, o bispo Pierre Cauchon surgiu no acampamento de Jean de Luxemburgo, onde se encontrava a prisioneira. Ambicioso e desejando obter o bispado de Rouen, então vago, Cauchon faria tudo para agradar aos donos do poder. Joana foi vendida aos ingleses. No processo que se seguiu, e em que Cauchon foi um dos Juízes, Joana foi condenada à prisão perpétua, “ao pão da dor e à água da agonia”, fórmula empregada para entregá-la à justiça leiga. Sentenciada à morte, foi queimada viva publicamente na praça do Mercado Velho, em Rouen. O sacrifico da heroína despertou novas energias no povo francês. Carlos VII, expulsando finalmente os ingleses de Calais, foi chamado o Vitorioso. A figura de Joana foi celebrada em centenas de obras de arte e muitas obras literárias. A Igreja canonizou-a por ato do papa Bento V, em 1920.
Santa Joana d'Arc é, com Santa Teresinha, padroeira da França.

ORAÇÃO:

Concedei-me, Ó Pai a coragem e o espírito de sacrifício de vossa serva Joana D`Arc, a fim de que, pelo seu exemplo e fidelidade, seja eu também um soldado da Causa do Evangelho. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém. Santa Joana D´Arc, rogai por nós.