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Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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Mostrando postagens com marcador Bento XVI. Mostrar todas as postagens
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domingo, 19 de setembro de 2010

CARDEAL NEWMAN FOI BEATIFICADO

Cardeal Newman beatificado em visita histórica
Mais de 50 mil pessoas com Bento XVI na Missa celebrada em Birmingham


Lusa

Bento XVI beatificou este Domingo em Birmigham, Inglaterra, o Cardeal John Henry Newman, uma das maiores figuras eclesiais no século XIX.

Perante mais de 50 mil pessoas, que assinalaram com palmas o momento solene, o Arcebispo de Birmingham, D. Bernard Longley, pediu formalmente que o Papa beatificasse John Henry Newman e o vice-postulador da causa de canonização leu uma pequena biografia.

Bento XVI proferiu, em seguida, a fórmula de beatificação, anunciando que a festa litúrgica do Beato Newman será celebrada a 9 de Outubro, precisamente a data da sua conversão, em 1845.

Um retrato gigante do novo beato foi descerrado e as suas relíquias colocadas junto ao altar, antes de o Papa cumprimentar o Arcebispo local e o vice-postulador da causa do Cardeal Newman, que continuará agora a trabalhar para a sua canonização, último degrau da «escada» de santidade já percorrida.

Esta é uma opção simbólica, mostranto que o Papa quer apresentar o Cardeal inglês, respeitado por crentes e não crentes, como modelo de pensador e líder espiritual numa altura em que a Igreja Católica atravessa um momento delicado.

Forte influência na vida e pensamento de Joseph Ratzinger, Newman é reconhecido como um notável escritor, pregador e teólogo, que James Joyce apelidava o “maior dos escritores ingleses em prosa”.

Nascido em Londres a 21 de Fevereiro de 1801 e falecido a 11 de Agosto de 1890, John Henry Newman converteu-se do anglicanismo ao catolicismo aos 44 anos.

Antes da sua conversão, foi uma das figuras principais do Movimento de Oxford, que procurava aproximar das suas raízes a Igreja Anglicana da Inglaterra, na qual era clérigo.

Após a sua conversão foi ordenado padre católico em Roma, no ano de 1847, e encorajado pelo Papa Pio IX regressou à Inglaterra, onde fundou o oratório de S. Filipe Neri.

Escritor prolífico, como recorda o Vaticano na sua biografia oficial, Newman abordou diversas matérias com destaque para a relação entre fé e razão, a natureza da consciência e o desenvolvimento da doutrina cristã, obras que lhe valeram grande reconhecimento do mundo católico e que influenciaram mesmo o Concílio Vaticano II, nos anos 60 do século XX.

Em 1879, com 78 anos de idade, foi criado Cardeal por Leão XIII, tendo morrido no ano de 1890, em Birmingham.

A 22 de Janeiro de 1991, o Cardeal Newman foi declarado venerável por João Paulo II, uma vez comprovada a heroicidade das suas virtudes.

Durante o processo de beatificação, os seus restos mortais foram transladados do pequeno cemitério de Rednall Hill, nos subúrbios de Birmingham, onde estava enterrado juntamente com Ambrose St. John, também convertido ao catolicismo, para o Oratório São Felipe Neri de Birmingham.

Bento XVI sempre teve um interesse pessoal nesta causa e é um apreciador da teologia do Cardeal Newman, já desde os tempos em que era um jovem seminarista na Alemanha, o que justifica que, pela primeira vez no actual pontificado, o Papa abra uma excepção à prática que implementou e presida pessoalmente a uma beatificação.

"Newman pertence deveras aos grandes doutores da Igreja, porque ele toca ao mesmo tempo o nosso coração e ilumina o nosso pensamento", disse o então Cardeal Ratzinger sobre este Cardeal inglês, em 1990.

A beatificação, a primeira a ter lugar em solo inglês, acontece após a Congregação para as Causas dos Santos ter reconhecido em 2008 que a cura de uma lesão na coluna vertebral de Jack Sullivan, diácono permanente de Boston, Massachussets, não encontrava “explicação médica”, podendo ser considerada como milagre.

O Cardeal Newman foi uma figura muito popular no seu tempo: a sua conversão teve grande impacto na sociedade vitoriana e restaurou o prestígio da Igreja Católica na Inglaterra.
A sua autobiografia espiritual “Apologia pro vita sua” (1864) é vista por muitos como a maior obra do género desde as célebres “Confissões”, de Santo Agostinho.

É este o homem escolhido por Bento XVI para o momento mais importante da sua primeira visita de Estado ao Reino Unido, que decorre desde 16 de Setembro, um Cardeal inglês que o actual Papa apresentou recentemente com “extraordinário exemplo de fidelidade à verdade”, mesmo “à custa de um considerável sacrifício pessoal".

Fonte: Ag. Ecclesia

sábado, 18 de setembro de 2010

APÓS AS ETAPAS DESTE PENULTIMO DIA DE VISITAS, O PAPA É RECEBIDO CALOROSAMENTE


Papa deixa nunciatura para visitar residência de idosos

Bento XVI deixou a Nunciatura Apostólica em Londres para visitar uma residência para idosos em Vauxhall, na capital inglesa, dirigida pelas Irmãzinhas dos Pobres, congregação religiosa fundada em França, no século XIX.

A residência "Saint Peter's" foi fundada em 1863 e o actual edifício data de 1984, acolhendo cerca de 50 pessoas.

Depois deste encontro, o Papa seguirá para a vigília de oração no Hyde Park, de Londres, onde milhares de pessoas o esperam, ao final da tarde de hoje, 18 de Setembro, penúltimo dia da viagem pontifícia ao Reino Unido.

Bento XVI pede respeito pela vida em todas as idades

Papa visitou residência para idosos, em Londres e deixou condenação indirecta da eutanásia
Bento XVI deixou este Sábado um apelo em favor do respeito pela vida humana “independentemente da idade ou das circunstâncias”.

Na visita que realizou à residência “Saint Peter’s”, para idosos, em Londres, o Papa criticou indirectamente os defensores da eutanásia, afirmando que “a vida é um dom único, em cada fase, desde a concepção à morte natural, que só Deus pode dar e tirar”.

Para Bento XVI, numa sociedade em que se verifica uma longevidade crescente, “é importante reconhecer a presença de um número cada vez maior de idosos como uma bênção”.

“Deus deseja um respeito adequado pela dignidade e valor, a saúde e o bem-estar dos idosos”, acrescntou.

A residência de Vauxhall, na capital inglesa, data de 1863 e o actual edifício nasceu em 1984, acolhendo cerca de 50 pessoas. A instituição é dirigida pelas Irmãzinhas dos Pobres, congregação religiosa fundada em França, no século XIX.

Bento XVI apresentou-se como “um irmão que conhece bem as alegrias e as lutas que surgem com a idade” e lembrou o exemplo de João Paulo II, o seu predecessor, que “sofreu muito publicamente nos seus últimos anos de vida”.

“Estes tempos podem estar entre os anos mais frutuosos, espiritualmente, das nossas vidas”, indicou.

Depois deste encontro, o Papa seguiu para a vigília de oração no Hyde Park, de Londres, onde milhares de pessoas o esperam, ao final da tarde de hoje, 18 de Setembro, penúltimo dia da viagem pontifícia ao Reino Unido.

Papa chega ao Hyde Park debaixo de palmas
Encontro antecipa beatificação do Cardeal John Henry Newman

Bento XVI chegou ao Hyde Park, de Londres, depois de um percurso em papamóvel em que foi saudada por milhares de pessoas ao longo das ruas, muitas com bandeiras do Vaticano, com cânticos e palmas.

Dezenas de milhares de peregrinos encontram-se no local onde ao final da tarde deste Sábado, 18 de Setembro, tem lugar uma vigília ao ar livre para preparar a beatificação do Cardeal John Henry Newman, uma das figuras mais importantes da Igreja inglesa no século XIX.

A movimentação iniciou-se há várias horas e no palco principal sucedem-se momentos de dança, música e intervenções de diversos convidados, entre os quais se incluirá um casal que viu o seu filho assassinado, para dar testemunho sobre a importância da fé num momento como esse.

Grupos de vários países unem-se a esta celebração e antes da chegada do Papa teve lugar uma verdadeira procissão de bandeiras e estandartes, com representantes de todas as paróquias da Inglaterra, Gales e Escócia, para além de organizações católicas nacionais e internacionais.

Para o Pe. Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, esta vigília vai ser um momento culminante do "entusiasmo" com que os jovens e crianças do Reino Unido têm acolhido o Papa nesta visita, que decorre de 16 a 19 de Setembro.

Calcula-se que 80 mil pessoas se unam a Bento XVI no Hyde Park, numa vigília que se inicia com algum atraso.

Fonte: Ag. Ecclesia

PAPA NA CATEDRAL DE WESTMINSTER

Papa na Catedral de Westminster
Bento XVI vai saudar jovens católicos e fiéis do País de Gales

Bento XVI deu início à celebração da Missa deste Sábado, 18 de Setembro, na Catedral de Westminster, perante milhares de pessoas que enchem por completo o local.
Entre os presentes encontra-se um pequeno grupo de fiéis da Missão Católica Portuguesa da capital inglesa.

O Papa foi acolhido no local por D. Vincent Gerard Nichols, Arcebispo de Westminster, o coração católico de Londres.

D. Vincent Nichols manifestou a “gratidão” de todos os presentes pela visita e manifestação “lealdade” e “devoção” pela figura do Papa.

Nesta celebração, Bento XVI irá saudar um grupo de cerca de 2500 jovens, convidados para a praça fora da Catedral, com representantes de cada paróquia da Inglaterra e País de Gales, um contingente da Escócia e voluntários de organizações juvenis católicas.

O Papa dirige ainda uma mensagem aos fiéis de Gales, que não vai visitar durante esta viagem de Estado, a decorrer de 16 a 19 de Setembro.
Bento XVI condena «crimes inqualificáveis» de abusos de menores
Papa fala em vergonha e humilhação para todos os que sofreram com estas situações


Bento XVI condenou hoje, 18 de Setembro, os “crimes inqualificáveis” de abusos de crianças, especialmente os que aconteceram “dentro da Igreja" e foram cometidos "pelos seus ministros”.

“Acima de tudo, expresso a minha profunda dor às vítimas inocentes destes crimes inqualificáveis”, afirmou.

Na homilia da Missa a que preside na Catedral de Westminster, em Londres, o Papa associou-se ao “imenso sofrimento” que foi causado.

Bento XVI reconheceu "a vergonha e a humilhação que todos sofremos por causa destes pecados", deixando votos de que a situação seja superada, levando a uma “cura das vítimas”, “purificação da Igreja” e “renovação do compromisso na educação e cuidado dos mais novos”.

“Manifesto a minha gratidão pelos esforços feitos para enfrentar este problema de forma responsável e peço a todos que mostrem preocupação pelas vítimas e solidariedade com os vossos padres”, acrescentou.

O Papa rezou ainda para que as vítimas dos abusos sexuais por partes de membros do clero encontrem “cura profunda e paz nas suas vidas”.

Numa Catedral dedicada ao Preciosíssimo Sangue de Cristo, Bento XVI lembrou os sofrimentos da Igreja, em especial os “mártires de todos os tempos” e aqueles que ainda hoje “sofrem discriminação e perseguição pela sua fé cristã”.

A homilia lembrou em particular “os doentes, os idosos, os deficientes e os que sofrem mental e espiritualmente”.

O Papa voltou a lembrar o património cristão do Reino Unido e desafiou os cristãos do país a “construir uma sociedade digna do homem, digna das mais altas tradições” da nação.

“Que os católicos desta terra se tornem cada vez mais conscientes da sua dignidade enquanto povo sacerdotal, chamados a consagrar o mundo a Deus através da sua vida de fé e santidade”, desejou.

Para Bento XVI, a sociedade contemporânea precisa deste “testemunho” da “alegria e liberdade nascidas de uma relação viva com Cristo”, apelando à oração pelas vocações sacerdotais.

Neste contexto, o Papa aludiu à figura do Cardeal John Henry Newman, que vai beatificar no Domingo, pedindo que “as profundas ideias deste grande inglês continuem a inspirar todos os seguidores de Cristo nesta terra” a defender “as verdades morais imutáveis” que “estão na base de uma sociedade verdadeiramente humana, justa e livre”.

Bento XVI disse que “um dos grandes desafios do nosso tempo é como falar de forma convincente da sabedoria e do poder libertador da palavra de Deus num mundo que demasiadas vezes vê o Evangelho como uma limitação à liberdade humana”.

Bento XVI deixa mensagem aos jovens
Papa convida novas gerações a encontrar espaço para o «verdadeiro amor»e o silêncio na sua vida

Bento XVI convidou hoje, 18 de Setembro, os jovens do Reino Unido a darem exemplo de generosidade e ajuda aos outros na construção de um “mundo melhor”.

No final da Missa a que presidiu na Catedral de Westminster, o Papa dirigiu-se para a entrada do edifício e saudou um grupo de cerca de 2500 jovens, com representantes de cada paróquia da Inglaterra e País de Gales, um contingente da Escócia e voluntários de organizações juvenis católicas.

A intervenção papal partiu do mote desta viagem – “Coração fala ao coração” -, com Bento XVI a afirmar aos presentes que todos foram “feitos para o amor”, para o receber e para o dar.
“Peço que olhem para os vossos corações em cada dia, para encontrar a fonte do verdadeiro amor”, disse.

O Papa convidou ainda as novas gerações a “encontrar espaço para o silêncio, porque é no silêncio que se encontra Deus, no silência se descobre o verdeiro ser”.

Lembrando a vida e obra de Madre Teresa de Calcutá, Bento XVI disse que “dar amor, amor puro e generoso, é o fruto de uma decisão diária”.

“Todos os dias temos de escolher amar”, declarou, antes de alertar para os perigos do “egoísmo, inveja e orgulho”.

De volta à Catedral de Westminster, o Papa foi saudado pelo Bispo de Wrexham, Edwin Regan, e dirigiu uma mensagem aos fiéis de Gales, que não vai visitar durante esta viagem de Estado, a decorrer de 16 a 19 de Setembro.

“Infelizmente, não me foi possível ir a Gales, durante esta visita”, referiu, após ter abençoado um mosaico de S. David (século VI) e acendido a vela da imagem de Nossa Senhora de Cardigan, junto da qual se recolhera num momento de oração.

“Confio que esta bela estátua, que agora regressa ao santuário nacional de Nossa Senhora, em Cardigan, seja um memória permanente do profundo amor do Papa pelo povo gales e a sua constante proximidade”, acrescentou.

Após “honrar a nação e as suas antigas tradições cristãs”, Bento XVI aludiu ainda à devoção a Nossa Senhora no País de Gales.
“Benedith Duw ar bobol Cymru” (Deus abençoe o povo de Gales), concluiu

Fonte: Ag. Ecclesia

PAPA BENTO XVI INICIA O TERCEIRO DIA DE VISITA AO REINO UNIDO

Bento XVI inicia terceiro dia de visita com encontros políticos
Celebração na Catedral de Westminster é ponto alto da manhã de Sábado

..................................Bento XVI e David Cameron

Bento XVI iniciou o terceiro dia da sua visita ao Reino Unido com uma série de encontros com responsáveis políticos, no palácio arquiepiscopal de Westminster, Londres.

A primeira visita de Estado de um Papa a este país contou com reuniões entre Bento XVI e o actual primeiro-ministro britânico, o conservador David Cameron, bem como com o vice-primeiro-ministro, o liberal-democrata Nick Clegg, e a actual líder da oposição trabalhista, Harriet Harman.

Bento XVI defendeu esta Sexta-feira em Londres que a a religião não é “um problema a resolver”, mas sim “um factor que contribui de modo vital para o debate público”, lamentando a “crescente marginalização” das religiões, em particular do cristianismo.

No discurso mais político desta viagem, o Papa criticou ainda a a falta de um “sólido fundo ético” na economia mundial, alertando para as consequências da recente crise financeira global.

Num discurso proferido perante representantes da sociedade civil, do mundo académico, cultural e do corpo diplomático, bem como de líderes religiosos, no Westminster Hall, em Londres, Bento XVI lembrou as “graves dificuldades agora experimentadas por milhões de pessoas em todo o mundo”.

Milhares de pessoas esperam já o Papa em redor da Catedral de Westminster, Londres, onde ao contrário de Sexta-feira, na Abadia local, há ecrãs gigantes que permitem acompanhar a celebração da Missa, de acesso restrito, na qual participa, entre outros, o antigo primeiro-ministro Tony Blair.

A viagem papal prossegue, na tarde deste Sábado, com uma visita à Casa de Repouso para Idosos “St. Peter's Residence” e, no momento alto do dia, a vigília de oração pela beatificação do Cardeal John Henry Newman no Hyde Park (Westminster), Londres
O Papa visita o Reino Unido entre 16 e 19 de Setembro, passando pelas cidades de Edimburgo, Glasgow, Londres e Birmingham.

Fonte: Octávio Carmo, Agência ECCLESIA, em Londres

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

PAPA LAMENTA A MARGIMALIZAÇÃO DO CRISTIANISMO

Religião não pode ser excluída do espaço público, diz Bento XVI
Papa convida à cooperação entre a Igreja e as autoridades públicas, lamentando «marginalização» do cristianismo


Bento XVI defendeu esta Sexta-feira em Londres que a a religião não é “um problema a resolver”, mas sim “um factor que contribui de modo vital para o debate público”, lamentando a “crescente marginalização” das religiões, em particular do cristianismo.

"Não posso deixar de declarar a minha preocupação perante a crescente marginalização da religião, particularmente do cristianismo, que está a acontecer em muitos espaços, mesmo em nações que dão grande destaque à tolerância", disse diante de representantes da sociedade civil, do mundo académico, cultural e do corpo diplomático, bem como de líderes religiosos do Reino Unido.

No discurso proferido no Westminster Hall, ponto alto deste dia 17 de Setembro, em Londres, o Papa falou sobre o lugar das convicções religiosas nas escolhas políticas e na aplicação de “princípios morais objectivos”.

“Se os princípios morais que sustentam o processo democrático não assentam sobre algo mais sólido do que o consenso social, então a fragilidade do processo revela-se em toda a sua evidência. Aqui se encontra o verdadeiro desafio para a democracia”, alertou.

Segundo a tradição católica, recordou, “as normas objectivas que governam o recto agir são acessíveis à razão, prescindindo do conteúdo da revelação”.

“O papel da religião no debate político não é, portanto, fornecer tais normas, nem muito menos propor soluções políticas concretas, absolutamente fora da sua competência, mas sim ajudar a purificar e lançar luz sobre a aplicação da razão na descoberta dos princípios morais objectivos”, precisou.

Bento XVI descreveu, assim, o que chamou de princípio “correctivo” da religião em relação à razão, alertando para o sectarismo e o fundamentalismo, “formas distorcidas da religião” que podem levar à sua exclusão da vida pública.

“O mundo da razão e o mundo da fé – o mundo da secularidade racional e o mundo do credo religioso – têm necessidade um do outro e não deveriam ter medo de entrar num diálogo profundo e contínuo, para o bem da nossa sociedade”, indicou.

O Papa convidou os líderes políticos e religiosos presentes no Westminster Hall a “procurar vias para promover e encorajar o diálogo entre fé e razão, a todos os níveis da vida nacional”.
Nesse sentido, destacou os principais campos de cooperação entre a Santa Sé e o Reino Unido, como a “paz”, o “desenvolvimento” e a “responsabilidade ambiental”.

“Estou convencido de que também neste país há muitas áreas em que a Igreja e as autoridades públicas podem trabalhar em conjunto pelo bem dos cidadãos”, declarou.

Bento XVI pediu que as comunidades religiosas possam ser “livres para agir de acordo com os seus próprios princípios e convicções específicas”, para o qual necessitam de “liberdade religiosa, liberdade de consciência e liberdade de associação”.

O Papa visita o Reino Unido entre 16 e 19 de Setembro, passando pelas cidades de Edimburgo, Glasgow, Londres e Birmingham.

Octávio Carmo, Agência ECCLESIA, em Londres


Fonte: Ag Ecclesia

PEREGRINOS FAZEM FESTA PELO PAPA, NAS RUAS DE LONDRES

(Também) Há festa nas ruas de Londres
Peregrinos desvalorizam polémicas que têm envolvido visita de Bento XVI

Fiéis cantando “God Bless the Pope” (Deus abençoe o Papa) ou empunhando cartazes onde se pode ler “We love you Papa” (Amamos-te, Papa) esperam Bento XVI junto da abadia de Westminster, onde vai ter lugar a celebração ecuménica que encerra o segundo dia da visita papal ao Reino Unido.

Numa verdadeira festa do mundo, misturam-se idiomas, raças, bandeiras e mesmo religiões para receber o Papa, uma ocasião única para milhares de pessoas.

Sem surpresa, há um português na primeira fila: Paulo falhou a visita de Bento XVI a Portugal, em Maio passado, mas é no país onde vive e trabalha que tem oportunidade de ver um Papa pela primeira vez.

Vinha a acompanhar a visita pela televisão, mas pensou para si mesmo que era nas ruas de Londes que devia estar, para acolher Bento XVI e foi ali que falou à Agência ECCLESIA.
Junto dele, uma família colombiana vibrava com a perspectiva de ver o Papa.
O castelhano, aliás, é uma das línguas mais ouvida entre as pessoas que se acotovelam para estar o mais perto possível da estrada quando o Papa passar.

Também o francês, o português (com e sem sotaque) e o italiano dão corpo a esta “festa do mundo” que acolhe Bento XVI, à margem das mais mediatizadas manifestações de descontentamento, que não passam ao lado de quem se encontra na cidade.

À saída do encontro entre o líder da Igreja Anglicana, Rowan Williams, e o Papa, alguns dos participantes foram brindados com gritos de “Shame on you” (tenham vergonha) por alguns dos presentes.

Os protestos têm estado centrados nas questões da pedofilia e da ordenação sacerdotal de mulheres, bem como nos gastos que envolveu, embora organizações ateístas e grupos cristãos radicais aproveitem também estão ocasião para serem vistos e ouvidos nos seus sologans contra o Papa – e por isso se posicionam estrategicamente diante das câmaras de televisão.

Outros ficam a ver porque a oportunidade é rara e, como confessaram à Agência ECCLESIA, “o melhor é ficar por aqui”. A maioria, no entanto, veio mostrar publicamente a sua fé e saudar o Papa, o seu líder espiritual.

Repetente de 1982, altura em que viu João Paulo II, uma peregrina diz que o actual Papa é igualmente “encantador” e não esconde a sua alegria por poder estar junto de Bento XVI, em Londres.

Vários outros falam desse mesmo momento como uma motivação complementar para marcarem presença hoje junto do sucessor do Papa polaco.

Fonte: Octávio Carmo, Agência ECCLESIA, em Londres
Diferentes religiões e o mesmo bem comum

Num encontro com representantes de outras religiões, em Londres, o Papa falou da importância da liberdade religiosa e do diálogo inter-religioso

Encontro de Bento XVI com líderes religiososLondres, 17-09-10 (Getty)
Bento XVI acredita que apesar de haver “diferentes tradições religiosas”, todos devem “trabalhar juntos para o bem da comunidade em geral”.

Daí que o diálogo inter-religioso, como acontece nesta ocasião, seja considerado essencial pelo Papa, porque “todos têm, ao nível espiritual, o mesmo objectivo, embora de maneiras diferentes: encontrar respostas sobre o significado último da existência humana”.

Uma “busca do sagrado” que não prejudica outros campos de saber, defende Bento XVI, antes “amplia a sua importância, criando vias através das quais se pode exercer responsavelmente o papel de zelar pela Criação”.

Segundo o Papa, desde o Concílio Vaticano II a Igreja Católica tem vindo a realçar a importância do diálogo e da colaboração com os membros de outras religiões.

Uma relação que, para ser fértil, “deverá ser recíproca por parte de todos os elementos do diálogo e pelos seguidores de outras religiões”, sustenta Bento XVI.

O Papa referiu-se particularmente “a situações especiais, em algumas partes do mundo, onde essa colaboração e diálogo entre as religiões exige um respeito mútuo, exige liberdade de culto, bem como a liberdade de seguir a consciência de cada um, sem sofre o ostracismo ou a perseguição, mesmo após a conversão de uma religião para outra”.

Uma vez que sejam estabelecidas essas atitudes de abertura e de respeito, “as pessoas de todas as religiões vão colaborar efectivamente para a paz e a compreensão mútua, proporcionando assim um testemunho convincente perante o mundo” concluiu Bento XVI.

Perante cerca de 200 representantes institucionais e leigos de outras religiões, no Saint Mary's College, em Twickenham, o Papa expressou ainda o reconhecimento da Igreja Católica pelo “importante testemunho que prestam todos aqueles líderes espirituais, homens e mulheres, num tempo em que as crenças religiosas nem sempre são compreendidas e apreciadas”.

Saudou também “os ministros religiosos e todos quantos são activos na política, nos negócios e na indústria”, fazendo uma menção especial aos líderes judaicos presentes e a toda a comunidade judaica da Grã-Bretanha, por ocasião da celebração do seu novo ano.
O Papa visita o Reino Unido entre 16 e 19 de Setembro, com passagens pelas cidades de Edimburgo, Glasgow, Londres e Birmingham.
Fonte: RV

PAPA RECORDA MARY WARD, FUNDADORA DAS JESUITINAS

PAPA RECORDA MARY WARD, FUNDADORA DAS "JESUITINAS", ACUSADA DE HERESIA

Londres, 17 set (RV)
– No discurso feito esta manhã, na St. Mary's University College, de Twickenham, em Londres, aos religiosos e religiosas que ensinam nas escolas católicas, Bento XVI recordou a figura de Mary Ward, fundadora da congregação das "Damas Inglesas" também conhecidas como "jesuitinas".
"Olhando em torno – disse o pontífice – vejo muitos religiosos de vida apostólica, cujo carisma compreende a educação dos jovens. Isso me oferece a oportunidade de dar graças a Deus pela vida e obra da Venerável Mary Ward, oriunda destas terras, cuja visão pioneira da vida religiosa apostólica para as mulheres deu tantos frutos.
Eu mesmo – sublinhou Bento XVI – quando jovem, fui educado pelas "Damas Inglesas" e tenho para com elas um profundo débito de gratidão."Mary Ward foi reconhecida Serva de Deus por meio de um decreto assinado no ano passado, pelo papa, tornando-a Venerável.
Esse reconhecimento é o primeiro passo rumo à canonização de uma mulher e de uma religiosa que, em vida, foi olhada com maus olhos por parte da Igreja, que a acusou até mesmo de heresia e fechou a congregação por ela fundada.
Nascida na Inglaterra, na época das perseguições anticatólicas, Mary Ward foi para a França, para dedicar-se à vida religiosa, mas recusou-se a limitar-se à vida contemplativa à qual todas as religiosas eram obrigadas em razão da Contrarreforma, e em 1609, abriu uma escola na França, com o objetivo de educar as adolescentes.
A iniciativa – revolucionária para a época – teve grande sucesso e as "Damas Inglesas" – como eram conhecidas as religiosas de Mary Ward – difundiram-se rapidamente. Foi o Papa Paulo V (1605-1621)que reconheceu a nova congregação, modelada a exemplo dos Jesuítas – daí o apelido "jesuitinas" com o qual elas são conhecidas.Seus sucessores, todavia, viram com maus olhos a nova congregação, pela isenção da obrigação da clausura, pela dependência direta do Papa e pela semelhança com os Jesuítas.
O Papa Urbano VIII (1623-1644) em 1631, suprimiu a congregação, acusando Mary Ward de heresia, acusação pela qual ela foi presa.
Mary Ward recusou-se a assinar uma confissão e, mais tarde, pôde voltar a abrir escolas na França e na Inglaterra, todavia a congregação – com seu nome mudado para Congregação da Beatíssima Virgem Maria – foi reconhecida pelo Papa Clemente XI (1700-1721) apenas em 1703, mas teve que esperar três séculos – até 2003 – para poder adotar o nome de Congregatio Jesu (Congregação de Jesus) explicitando, assim, a própria inspiração nas regras de Santo Inácio de Loyola e da Companhia de Jesus. (AF)
Fonte: RV

TERRORISMO CRIA SOMBRA NA CHEGADA DO PAPA A LONDRES

Ameaças de terrorismo ensombram chegada do Papa a Londres

Peregrinos e curiosos esperam Bento XVI em Lambeth e Westminster

....................Interior da Catedral de Westminster

Ameaças ligadas a actos terroristas estão a ensombrar as primeiras horas do programa oficial Bento XVI na Inglaterra, com o Vaticano a assegurar que não haverá qualquer mudança de planos.

Cinco pessoas foram detidas esta Sexta-feira em Londres sob a suspeita de planear um acto de "terrorismo" relacionado com a visita do Papa à capital britânica, anunciou a polícia.
A Scotland Yard informou ainda que passou em revista o dispositivo de segurança para esta visita e que este "continua a ser apropriado".

Perante estas notícias, o Papa continua calmo, disse aos jornalistas o Pe. Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, indicando que não foi dada à comitiva qualquer indicação de que estas detenções tenham a ver directamente com passagem de Bento XVI e que não está prevista qualquer alteração ao itinerário da viagem.

Este responsável relativizou a questão e sublinhou que as comitivas papais já passaram por situações mais complicadas.

No segundo dia desta histórica visita ao Reino Unido, o Papa vai encontrar-se esta tarde com o Arcebispo da Cantuária, Rowan Williams, numa reafirmação da importância e católicos e anglicanos trabalharem em conjunto.

Posteriormente, Bento XVI desloca-se para um lugar num local simbólico, o Westminster Hall, onde em 1535 foi julgado e condenado à morte S. Tomás Moro, mártir católico acusado de traição no reinado de Henrique VIII, durante o qual se deu a separação entre Roma e a Igreja de Inglaterra.

Ali, o Papa fala a representantes da sociedade civil, do mundo académico, cultural e do corpo diplomático, bem como com líderes religiosos.

O dia conclui-se com uma celebração ecuménica na abadia de Westminster, onde já se começam a congregar centenas de peregrinos e curiosos, rodeados por um forte dispositivo policial.
Numa primeira auscultação feita pela Agência ECCLESIA junto de profissionais que acompanham esta visita, as primeiras horas do Papa em Londres ficam marcadas pela ideia de fundo de que é necessário trabalhar juntos para o bem de todos.

Nesse contexto, ganham legitimidade quaisquer protestos que surjam com a vontade de dialogar e se enquadrem num cenário de “respeito recíproco”.

Os milhares de pessoas que têm saudado Bento XVI pelas ruas do Reino Unido, católicos e não católicos, mostram que as mensagens do Papa são dirigidas a todas as pessoas de “boa vontade” e não só aos membros da Igreja.

Fonte: Octávio Carmo, Agência ECCLESIA, em Londres

MILHARES DE PESSOAS ACOLHEM O PAPA NO COLÉGIO SAINT MARY, EM LONDRES

Bento XVI encontrou-se com responsáveis da educação católica
Milhares de pessoas no colégio de Saint Mary, em Londres, acolheram o Papa em ambiente festivo
Twickenham, Londres, 17
O Papa chegou às 10h22 ao Colégio de Saint Mary, em Londres, e depois de cumprimentar alguns responsáveis, saudou as crianças que o aguardavam, tendo seguidamente entrado na capela da escola.

Perante cerca de 300 pessoas, Bento XVI ajoelhou-se diante do altar e proferiu uma breve oração, seguida de uma alocução sobre a educação católica

Após o discurso, o Papa saiu da capela e entrou no papamóvel, que o transportou para o campo desportivo do colégio, sendo saudado por centenas de pessoas durante o percurso.

À chegada foi recebido pelo coro e orquestra do colégio, tendo acenado às pessoas que ocupavam praticamente todo o relvado.

O programa, que incluiu uma ligação por vídeo a uma escola na Gâmbia, foi pautado por cânticos, entrevistas e ofertas de presentes ao Papa.

Dezenas de atletas com equipamento amarelo e branco, cores da bandeira da Santa Sé, subiram depois ao palanque para a cerimónia de inauguração de uma instituição para o desporto que recebeu o nome João Paulo II.

Depois da alocução de Bento XVI, os presentes rezaram a oração do Pai-nosso, tendo-se seguido uma bênção e o cântico conclusivo.

A etapa seguinte do programa desta Sexta-feira é o encontro do Papa com líderes de outras religiões, nas instalações do colégio, evento que de acordo com o programa deveria ter começado pelas 11h30.

Bento XVI visita o Reino Unido entre 16 e 19 de Setembro, passando pelas cidades de Edimburgo, Glasgow, Londres e Birmingham.


Papa defende ambiente escolar seguro para crianças e jovens
Bento XVI falou ao mundo da educação católica do Reino Unido, valorizando a dimensão transcendente no estudo e no ensino

Bento XVI afirmou que o ambiente de “respeito e a confiança” é o exigido nas escolas católicas, que acolhem crianças e jovens.

Agradecendo a todos aqueles garantem “um ambiente escolar seguro para crianças e jovens”, o Papa sublinhou a necessidade dessa ser uma garantia das escolas católicas.

“A nossa responsabilidade para com aqueles que nos são confiados exige nada menos que isso. Na verdade, a vida da fé apenas pode ser acarinhada quando o ambiente prevalecente é um de respeito e confiança. Rezo para que isto continue a ser a marca das escolas católicas neste país”, concluiu Bento XVI.

Afirmações do Papa durante a sua visita, hoje, dia 17, ao St. Mary’s University College, em Twickenham, Londres, onde realçou a importância do trabalho desenvolvido pelos religiosos e religiosas cristãos, ao nível da educação no Reino Unido.

“Vocês formam as novas gerações, não apenas em termos do conhecimento da fé, mas também em termos do que significa viver como cidadãos responsáveis, no mundo de hoje”, disse o Papa.
Bento XVI referiu-se também ao papel do professor.
Para o Papa, o professor não se pode limitar “à transmissão de informação, ou ao aprofundamento das capacidades dos alunos para que contribuam para o progresso económico da sociedade”. A sua missão deve incidir sobretudo “na formação do ser humano, ajudando os alunos a conseguirem viver a vida em plenitude”.

Trata-se de ajudar a construir “uma sabedoria verdadeira, que é indissociável de um conhecimento profundo do Criador” explicou Bento XVI, para quem “esta dimensão transcendente do estudo e do ensino” esteve muito presente na obra dos monges que ajudaram a espalhar a fé cristã nas ilhas britânicas.

Bento XVI visita o Reino Unido entre 16 e 19 de Setembro, passando pelas cidades de Edimburgo, Glasgow, Londres e Birmingham.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

PAPA JÁ SE ENCONTRA EM LONDRES

Papa chegou a Londres
Esta Sexta-feira o Papa vai proferir cinco discursos e uma saudação

Bento XVI chegou pelas 21h05 (hora local) ao aeroporto de Heathrow, em Londres, procedente de Glasgow, na Escócia.

O Papa deixou as instalações aeroportuárias às 21h27, tendo sido transportado em automóvel fechado para a Nunciatura Apostólica (representação diplomática da Santa Sé), onde pernoita.
O programa de Sexta-feira de Bento XVI, que decorrerá inteiramente na capital do Reino Unido, começa às 8h00 (hora de Lisboa e Londres), com a celebração de missa privada na Nunciatura.

Pelas 10h00 está agendado o encontro com o mundo da educação católica, na Capela e no Campo Desportivo do colégio universitário Saint Mary’s, e pelas 11h30, no mesmo estabelecimento de ensino, o Papa reúne com líderes de outras religiões.

Depois do almoço, Bento XVI realiza uma visita de cortesia a Rowan Williams, arcebispo da Cantuária e sinal da unidade dos bispos e Igrejas de comunhão anglicana.

O edifício mais historicamente relevante do Parlamento acolhe, a partir das 17h10, o encontro do Papa com personalidades da sociedade civil e do mundo académico e cultural, bem como líderes religiosos e Corpo Diplomático.

A última etapa da agenda de Bento XVI para esta Sexta-feira é uma celebração ecuménica na Abadia de Westminster, marcada para as 18h15.

O Papa visita o Reino Unido entre 16 e 19 de Setembro, passando pelas cidades de Edimburgo, Glasgow, Londres e Birmingham.

Fonte: Ag. Ecclesia

HOMILIA DE BENTO XVI NA SANTA MISSA NA ESCÓCIA


VIAGEM DO PAPA AO REINO UNIDO: HOMILIA DE BENTO XVI NA SANTA MISSA NA ESCÓCIA

Cidade do Vaticano, 16 set (RV)
- O Papa se encontra em visita apostólica no Reino Unido.
Esta tarde, Bento XVI presidiu à santa missa no Bellahouston Park, em Glasgow, Escócia.
O Pontífice Iniciou sua homilia, saudando os presentes com as seguintes palavras do Evangelho “Está perto de vocês o Reino de Deus” (Lc 10,9).
Em seguida, Bento XVI relembrou a visita de João Paulo II ao país, dizendo: “É com emoção que me dirijo a vocês, perto do local onde o meu amado predecessor, João Paulo II, cerca de 30 anos atrás, celebrou com vocês a santa missa, acolhido pela maior multidão jamais reunida na Escócia.
Noto, com grande satisfação – continuou – que a exortação de João Paulo II a vocês, de caminhar de mãos dadas com seus irmãos cristãos, tenha levado a uma maior confiança e amizade entre os membros da Igreja na Escócia, da Igreja Episcopal Escocesa e das outras comunidades cristãs.
”O Santo Padre falou ainda, sobre a evangelização da cultura que, segundo suas palavras, “é muito importante na nossa época, quando a "ditadura do relativismo" ameaça ofuscar a imutável verdade sobre a natureza do homem, seu destino e seu bem último”.
“A sociedade moderna necessita de vozes claras – afirmou o Papa – que exponham o nosso direito a viver não em uma selva de liberdades autodestrutivas e arbitrárias, mas em uma sociedade que trabalha pelo verdadeiro bem-estar dos seus cidadãos, oferecendo a eles guia e proteção diante das suas fraquezas e fragilidades.”
Depois, Bento XVI dirigiu uma palavra especial aos bispos da Escócia:
“Caros coirmãos – disse o Santo Padre – permitam-me encorajar-vos na responsabilidade pastoral para com os católicos da Escócia.
Uma das primeiras tarefas pastorais é para com os vossos sacerdotes e pelas suas santificações. Vivam com plenitude – exortou o Papa – a caridade emanada de Cristo no vosso fraterno ministério para com os vossos sacerdotes, colaborando com todos.
Assim como a Eucaristia faz a Igreja, o sacerdócio é central para a vida da Igreja.”O Santo Padre encerrou sua homilia, dizendo: “Caros amigos, expresso, mais uma vez, minha alegria em celebrar esta missa com vocês.
É com prazer que vos asseguro minhas orações na língua antiga de seu país.
Que a paz e a bênção de Deus estejam com todos vocês, que Deus proteja e bendiga o povo da Escócia.” (ED)

Fonte: RV

PAPA JÁ ESTÁ NO REINO UNIDO

PAPA JÁ ESTÁ NO REINO UNIDO: "O CORAÇÃO FALA AO CORAÇÃO"

Edimburgo, 16 set (RV)

- Bento XVI já se encontra no Reino Unido, onde chegou no final da manhã de hoje a Edimburgo – Escócia – primeira etapa da sua 17ª viagem apostólica internacional. A visita de quatro dias culminará no domingo, dia 19, com a beatificação do Cardeal John Henry Newman, em Birmingham – Inglaterra.

O Papa viaja a convite do Governo da Rainha Elizabeth e das Conferências Episcopais Católicas da Inglaterra-Gales e da Escócia.

Hoje o Papa já visitou a Rainha, no Palácio de Holyroodhouse de Edimburgo e presidirá uma celebração eucarística no Parque Bellahouston de Glasgow transferindo-se depois para Londres.

Bento XVI terá ainda encontros com representantes do mundo político, cultural e empresarial. Previstas uma celebração ecumênica na Abadia de Westminster , uma missa na Catedral de Westminster,uma Vigília de oração no Hyde Park de Londres, e no domingo a beatificação do Cardeal John Henry Newman, em Birmingham.

O avião do Papa decolou do aeroporto romano de Ciampino às 8h15 locais (3h15 de Brasília), e aterrisou em Edimburgo às 10h30 horário britânico (6h30 de Brasília).

O Pontífice está acompanhado do Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone; do Substituto da Secretaria de Estado, Dom Fernando Filoni, e de membros desse departamento.A comitiva conta ainda com o Arcebispo Kurt Koch, presidente do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos.
Além disso, junto com o Papa viajam o mestre de cerimônias pontifícias, Mons. Guido Marini; o médico pessoal de Bento XVI, Patrizio Polisca; o Diretor da Sla de Imprens da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, o organizador das viagens papais, Dr. Alberto Gasbarri; membros da segurança do Vaticano e cerca de 50 jornalistas, fotógrafos e outros profissionais de imprensa.Este é a 17ª viagem internacional de Bento XVI, a 11ª a um país europeu.

Trata-se da segunda vez que um papa viaja ao Reino Unido. João Paulo II visitou o país em 1982. O Reino Unido tem 4,2 milhões de católicos, numa população de 61 milhões de habitantes.O tema da viagem é “o coração fala ao coração”.A cerimônia de boas-vindas nesta manhã não se realizou no Aeroporto internacional de Edimburgo, mas sim no Palácio Real de Holyroodhouse, onde Bento XVI foi recebido pela Rainha Elizabeth e pelo príncipe consorte.

Depois das honras militares e da apresentação de autoridades e dignatários realizou-se um encontro privado entre o Papa e a Rainha na Morning Room, enquanto paralelamente em outra sala do Palácio, o Secretário de Estado, Cardeal Tarcísio Bertone se encontrou com o Vice-primeiro-ministro.

Na conclusão do encontro o Papa foi acompanhado aos jardins atrás do Palácio Real, onde se encontravam cerca de 400 hóspedes ilustres, entre os quais representantes políticos, da sociedade civil, das Igrejas anglicana e católica da Inglaterra, além de alguns representantes do Parlamento escocês.Após o discurso da Rainha Elizabeth, que deu as boas-vindas ao Santo Padre, Bento XVII fez o seu primeiro discurso em terras inglesas.

Pontífice iniciou suas palavras agradecendo a Rainha pelo amável convite para visitar oficialmente o Reino Unido e pelas amáveis palavras de boas-vindas em nome do povo britânico. “Ao agradecer a Vossa Majestade, eu tenho a possibilidade de estender os meus cumprimentos a todas as pessoas do Reino Unido e estender com amizade a mão a cada um, disse o Papa.

Depois de saudar os membros da Família Real e expressar gratidão ao atual e aos precedentes governos, o Papa agradeceu todos aqueles que trabalharam para tornar possível essa ocasião.Bento XVI disse ainda que ao começar sua visita ao Reino Unido pela capital histórica da Escócia, saudava, em particular o Primeiro-ministro Salmond e os representantes do Parlamento escocês.

Em seguida o Pontífice fez referência ao nome de Holyrood, residência oficial da Rainha, na Escócia, que recorda a “Santa Cruz” e evoca as profundas raízes cristãs que ainda estão presentes em todas as áreas da vida britânica.

Os monarcas da Inglaterra e Escócia foram cristãos desde os primeiros tempos e existem extraordinários santos, como Eduardo, o Confessor e Margarida da Escócia, disse o Papa, acrescentando que muitos deles exerceram conscientemente suas funções de governo, à luz do Evangelho, modelando assim a nação no bem no nível mais profundo.

Assim, - disse Bento XVI - resultou que a mensagem cristã tornou-se parte integral da língua, do pensamento e da cultura dos povos dessas ilhas por mais de mil anos. O respeito dos seus antepassados pela verdade e a justiça, pela misericórdia e a caridade - continuou o Pontífice - chegam até vocês de uma fé que continua a ser uma força poderosa para o bem de seu reino, com benefícios para cristãos e não cristãos.

O Santo Padre destacou em seguida os muitos exemplos dessa força para o bem na longa história da Grã-Bretanha. Mesmo em tempos relativamente recentes, através de figuras como William Wilberforce, David Livingstone, a Grã-Bretanha interveio diretamente para acabar com o tráfico internacional de escravos. Inspiradas pela fé, mulheres como Florence Nightingale serviram os pobres e os enfermos e os métodos estabelecidos naquela época na área da saúde foram depois copiados pelo mundo todo.

John Henry Newman, cuja beatificação celebrarei em breve – destacou ainda Bento XVI -, foi um dos muitos cristãos britânicos de sua época, cuja bondade, eloqüência e ação foram uma honra para os seus concidadãos. Todos eles, e outros mais, foram inspirados por uma fé profunda, nascida e crescida nessas ilhas. O Papa dirigiu então seu pensamento para a nossa época.“

Também na nossa época podemos recordar como a Grã-Bretanha e seus líderes se levantaram contra a tirania nazista, que queria eliminar Deus da sociedade e negava a muitos a nossa comum humanidade, especialmente os judeus, que não eram considerados dignos de viver.

Desejo também recordar o comportamento do regime em relação aos pastores cristãos e religiosos que proclamaram a verdade no amor; resistiram aos nazistas e pagaram com a vida essa oposição.

Enquanto refletimos sobre as advertências do extremismo ateu do século XX , não podemos esquecer como a exclusão de Deus, da religião e da virtude da vida pública, conduz, em última análise, a uma visão parcial do homem e da sociedade e, portanto, uma “visão restrita da pessoa e dos seu destino”(Caritas in Veritate, 29).Sessenta e cinco anos atrás – recordou o Papa - a Grã-Bretanha teve um papel fundamental na formação do consenso internacional do pós-guerra, que favoreceu a fundação das Nações Unidas e marcou o início de um período de paz e prosperidade na Europa, até aquele momento desconhecido.

Nos últimos anos, - continuou Bento XVI - a comunidade internacional acompanhou os eventos na Irlanda do Norte, que levaram à assinatura do Acordo da Sexta-Feira Santa e ao retorno de competências à Assembleia da Irlanda do Norte.
Encorajo todos os envolvidos – disse Bento XVI - a continuar a caminhar corajosamente juntos no caminho traçado para uma paz justa e duradoura.O Papa finalizou falando sobre o Reino Unido atual:“Hoje o Reino Unido se esforça para ser uma sociedade moderna, multicultural. Nesta tarefa estimulante, possa manter sempre o respeito pelos valores tradicionais e por aquelas expressões culturais que formas mais agressivas de secularismo e não apreciam ou mesmo não toleram.

Não deixe apagar o fundamento cristão que está na base das suas liberdades; e possa aquele patrimônio, - continuou o Papa falando á Rainha - que sempre serviu bem a nação, plasmar constantemente o exemplo do Vosso Governo e do Vosso povo face aos dois bilhões de membros do Commonwealth, como também da grande família de nações de língua inglesa em todo o mundo. Que Deus abençoe Vossa Majestade e todos os habitantes do Vosso reino. Obrigado.

”O Papa almoça na residência do Arcebispo de Saint Andrews em Edimburgo e no final da tarde celebra a Santa Missa no Bellahouston Park de Glasgow. Após a Santa Missa o Papa deixa a Escócia e se dirige para Londres onde amanhã de manhã encontrará o mundo católico da educação no St Mary’s University College de Twickenham e em seguida os líderes de outras religiões. (SP)

Fonte: RV

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

VISITA IRÁ APROXIMAR CATÓLICOS E ANGLICANOS

«Visita do Papa ao Reino Unido vai aproximar católicos e anglicanos»
D. José Saraiva Martins realça o valor simbólico da beatificação do cardeal John Henry Newman

D. José Saraiva Martins considera a visita de Bento XVI ao Reino Unido como um momento “muito importante, do ponto de vista ecuménico, para a Igreja inglesa, sobretudo no contexto actual, em que muitos anglicanos se estão a aproximar do catolicismo”.

O prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos (CCS) encontra “muitos pontos comuns” entre as duas doutrinas, e aborda ainda o valor simbólico que terá a beatificação do cardeal John Newman.

Este acontecimento será um dos pontos altos da primeira passagem oficial do Papa por terras britânicas, que terá lugar entre 16 e 19 de Setembro.

John Henry Newman foi um sacerdote anglicano inglês, que se converteu à Igreja católica em 1845. Mais tarde, em 1879, ele foi eleito cardeal pelo Papa Leão XIII, como reconhecimento pelo seu trabalho pastoral.

A sua mudança de vida deu-se através do estudo dos padres da Igreja, que lhe permitiu chegar à conclusão que “a verdadeira Igreja, fundada por Cristo, não podia ser outra que não a Igreja Católica”, sublinha D. Saraiva Martins.

O prelado fala com muito apreço desta figura da Igreja, já que liderou os trabalhos para a sua beatificação, enquanto prefeito da CCS, e tem um profundo conhecimento da história de Newman.

“Quando ele se converteu ao catolicismo, foi aluno daquela que seria mais tarde a minha universidade, a Pontifícia Universidade Urbaniana”, recorda o bispo, reitor da instituição em dois períodos, 1977 – 1983 e 1986 – 1988.

O então padre John Newman teria de começar o seu percurso académico todo de início, “levando uma vida comunitária com os seminaristas que frequentavam o colégio”.

Esta “humildade e simplicidade extraordinárias” de um homem que não teve problemas em recomeçar, “apesar de ser alguém já muito famoso no mundo cultural do seu tempo”, é um dos aspectos que mais evidenciam a sua santidade, para D. Saraiva Martins.

No entanto, estes factos não tiveram um peso decisivo para que o Vaticano aceitasse o seu processo de beatificação.

“Foi aceite porque ele praticou as virtudes em grau heróico e comprovadamente, operou um milagre por intermédio de Deus”, realça o prelado.

O milagre que D. Saraiva Martins refere foi a cura, sem explicação médica, de John Sullivan, um diácono de Boston, em Agosto de 2001. Afectado por graves problemas de coluna, que o impediam de andar, Sullivan garantiu que se curou depois de ter pedido a intercessão do cardeal Newman, em oração.
Fonte: Ecclesias

terça-feira, 14 de setembro de 2010

PRIMEIRA VISITA OFICIAL DE UM PAPA AO REINO UNIDO

BENTO XVI: PRIMEIRA VISITA OFICIAL DE UM PAPA AO REINO UNIDO

Cidade do Vaticano,

- "O coração fala ao coração": esse é o lema da próxima viagem apostólica de Bento XVI ao Reino Unido, tomado do lema cardinalício do Cardeal John Henry Newman.
O Santo Padre, que estará no Reino Unido de quinta-feira até o próximo domingo, passará pelas cidades de Edimburgo e Glasgow – na Escócia, Londres e Birmingham – na Inglaterra.Cresce a expectativa para essa primeira visita de Estado de um Papa ao Reino Unido, após as quatro visitas de um soberano britânico ao Vaticano.
Aproveitamos a proximidade dessa visita de Bento XVI para percorrer, rapidamente, as etapas dos encontros entre os soberanos britânicos e os pontífices, ao longo do Séc. XX.
Elisabeth II, após a morte repentina de seu pai, George VI, começou a reinar aos 26 anos de idade. Era 1952, embora sua coroação tenha tido lugar somente depois, em 2 de junho de 1953. A Soberana inglesa encontrou três Papas: Pio XII, João XXIII e João Paulo II.Na próxima quinta-feira, dia 16, na cidade escocesa de Edimburgo, a Rainha encontrará Bento XVI, na primeira visita de Estado de um Pontífice ao Reino Unido.
De fato, os outros encontros tiveram lugar no Vaticano.Será um momento histórico de grande relevo num processo de reaproximação que começou 107 anos atrás, exatamente em 1903. Nesse espaço de tempo, a Coroa britânica registrou a sucessão de quatro reis e a Cátedra de Pedro foi ocupada por oito papas.
Os encontros se deram em circunstâncias variadas e com diferentes modalidades. A primeira vez que Elisabeth II encontrou um papa, Pio XII, foi em 1953, na vigília de sua coroação.
João XXIII recordou-se desse belo encontro quando a acolheu em visita de Estado ao Vaticano, oito anos mais tarde: 5 de maio de 1961. Na ocasião, Elisabeth II tinha 35 anos.
O Papa Roncalli acolheu a Soberana com grande solenidade. Em sua breve saudação, o Santo Padre evocou outros encontros entre membros da Casa Real Britânica e o Sucessor de Pedro.
O primeiro encontro entre um papa e um rei do Reino Unido – "após três séculos e meio", afirmou João XXIII – ocorreu em 1903, quando o Rei Eduardo VII veio ao Vaticano, para ser recebido pelo Papa Leão XIII.
Vinte anos mais tarde, em 1923, o avô de Elisabeth II, George V, encontrou, sempre no Vaticano, o Papa Pio XI.Ressaltamos que entre essas duas visitas – a de Eduardo VII em 1903 e a de George V em 1923 – em 1914 foram estabelecidas relações diplomáticas entre o Reino Unido e a Sé Apostólica.
A Rainha Elisabeth II fez a sua primeira e única visita de Estado ao Vaticano em 17 de outubro de 1979, dia em que foi recebida junto com o Príncipe Philip, seu consorte, pelo Papa João Paulo II.Em 1982, no contexto de sua visita pastoral ao Reino Unido – realizada de 28 de maio a 2 de junho – no mesmo dia de sua chegada a Londres o Papa Wojtyla visitou o Palácio Real para um encontro privado com a Soberana.
Também privado foi o encontro, no Vaticano, em 17 de outubro de 2000, entre João Paulo II e a Rainha Elisabeth II, que se encontrava em Roma para uma visita de Estado ao então Presidente italiano Carlo Azeglio Ciampi.
Nesta quinta-feira, Bento XVI será o primeiro papa a ir ao Reino Unido para uma visita que será, ao mesmo tempo, pastoral e também de Estado.
No dia 16 se poderá assistir, no Palácio Real de Holyroodhouse, em Edimburgo, a uma cerimônia histórica marcada por discursos oficiais e troca de presentes, na moldura de um evento solene e preparado com grande atenção. (RL)

Fonte: RV

domingo, 12 de setembro de 2010

PROGRAMA OFICIAL DA VISITA DO PAPA BENTO XVI AO REINO UNIDO

Programa da viagem de Bento XVI ao Reino Unido

Bollettino della Sala Stampa della Santa Sede
(tradução de Leonardo Meira - equipe CN Notícias)

VEJA O SITE OFICIAL : thepapalvisit.org.uk

PROGRAMA OFICIAL
uinta-feira, 16 de setembro de 2010
Roma

08h10min - Partida de avião do Aeroporto de Roma Ciampino para Edimburgo
Edimburgo
10h30min - Chegada ao Aeroporto Internacional de Edimburgo
ACOLHIDA OFICIAL no Aeroporto Internacional de Edimburgo
11h - CERIMÔNIA DE BOAS-VINDAS no Palácio Real de Holyroodhouse, em Edimburgo
VISITA DE CORTESIA A SUA MAJESTADE ELISABETH II, RAINHA DO REINO UNIDO, no Palácio Real de Holyroodhouse, em Edimburgo
11h40min - ENCONTRO COM AUTORIDADES no Parque do Palácio Real de Holyroodhouse, em Edimburgo. Discurso do Santo Padre
13h - Almoço com o Séquito Papal na Residência Arcebispal, em Edimburgo
Glasgow
17h15min - SANTA MISSA no Bellahouston Park, em Glasgow. Homilia do Santo Padre
20h - Partida de avião do Aeroporto Internacional de Glasgow para Londres
Londres
21h25min - Chegada no Aeroporto Internacional de Londres Heathrow (London Borough of Hillingdon)


Sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Londres

08h - Santa Missa em privado na Capela da Nunciatura Apostólica, em Wimbledon (London Borough of Merton)
10h - ENCONTRO COM O MUNDO DA EDUCAÇÃO CATÓLICA na Capela e no Campo esportivo da St Mary’s University College, em Twickenham (London Borough of Richmond). Saudação e Discurso do Santo Padre
11h30min - ENCONTRO COM OS LÍDERES DE OUTRAS RELIGIÕES no Waldegrave Drawing Room, da St Mary’s University College, em Twickenham (London Borough of Richmond). Discurso do Santo Padre
16h - VISITA DE CORTESIA AO ARCEBISPO DE CANTERBURY, no Lambeth Palace (London Borough of Lambeth). Discurso do Santo Padre
17h10min - ENCONTRO COM EXPOENTES DA SOCIEDADE CIVIL, DO MUNDO ACADÊMICO, CULTURAL E EMPREENDEDOR, COM O CORPO DIPLOMÁTICO E COM LÍDERES RELIGIOSOS no Westminster Hall (City of Westminster). Discurso do Santo Padre
18h15min - CELEBRAÇÃO ECUMÊNICA no Westminster Abbey (City of Westminster). Discurso do Santo Padre

Sábado, 18 de setembro de 2010
City of Westminster

09h - ENCONTRO COM O PRIMEIRO MINISTRO no Palácio Arcebispal (City of Westminster)
09h20min - ENCONTRO COM O VICE-PRIMEIRO-MINISTRO no Palácio Arcebispal (City of Westminster)
09h30min - ENCONTRO COM O LÍDER DA OPOSIÇÃO no Palácio Arcebispal (City of Westminster)
10h - SANTA MISSA na Catedral do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo (City of Westminster). Homilia e Saudação do Santo Padre
17h - VISITA À CASA DE REPOUSO ST PETER’S RESIDENCE (London Borough of Lambeth). Discurso do Santo Padre
18h15min - VIGÍLIA DE ORAÇÃO PARA A BEATIFICAÇÃO DO CARDEAL JOHN HENRY NEWMAN no Hyde Park (City of Westminster). Discurso do Santo Padre


Domingo, 19 de setembro de 2010
London

08h - Despedida da Nunciatura Apostólica em Wimbledon (London Borough of Merton)
08h45min - Partida de helicóptero do Wimbledon Park (London Borough of Merton) para Birmingham
Birmingham
09h30min - Chegada ao Heliporto nas proximidades de Cofton Park de Rednal, em Birmingham
10h - SANTA MISSA COM BEATIFICAÇÃO DO VENERÁVEL CARDEAL JOHN HENRY NEWMAN, no Cofton Park de Rednal, em Birmingham. Homilia do Santo Padre. ORAÇÃO DO ANGELUS DOMINI. Palavras do Santo Padre
13h10min - VISITA PRIVADA AO ORATÓRIO DE SÃO FILIPE NÉRI, de Edgbaston, em Birmingham
13h45min - Almoço com os Bispos da Inglaterra, Gales e Escócia e com os Membros do Séquito Papal no Refeitório do Francis Martin House, do Oscott College, em Birmingham
16h45min - ENCONTRO COM OS BISPOS DA INGLATERRA, GALES E ESCÓCIA na Capela do Francis Martin House, do Oscott College, em Birmingham. Discurso do Santo Padre
18h15min - CERIMÔNIA DE DESPEDIDA no Aeroporto Internacional de Birmingham. Discurso do Santo Padre
18h45min - Partida de avião do Aeroporto Internacional de Birmingham para Roma
Roma
22h30min - Chegada ao Aeroporto de Roma Ciampino
* os horários são aqueles oficiais em cada país

Fonte: cancaonova

sábado, 21 de agosto de 2010

ARTIGO À VISITA DE BENTO XVI NO REINO UNIDO

ARCEBISPO DE WESTMINSTER DEDICA ARTIGO À VISITA DE BENTO XVI

Cidade do Vaticano 21 ago (RV)

- O Arcebispo de Westminster e Presidente da Conferência Episcopal da Inglaterra e Gales, Dom Vincent Nichols, escreveu um artigo em vista da próxima visita do Papa Bento XVI ao Reino Unido, no próximo mês de setembro. No texto o prelado destaca que o Santo Padre permitirá que muitos entendam que “a fé em Deus não é um problema a ser resolvido, mas um dom que deve ser redescoberto”.No artigo publicado pelo jornal vaticano L’Osservatore Romano, com o título do lema da visita “O coração fala ao coração”, Dom Vincent Nichols comenta que “esperamos que a presença iluminadora e as palavras de Bento XVI ajudem muitas pessoas em nossas terras a compreenderem que a fé em Deus não é um problema a ser resolvido, mas um dom que deve ser redescoberto. Para muitas pessoas em nossa sociedade a fé se converteu em um problema, em algo que deve ser escondido ou excluído da vida pública”.Entretanto, o prelado explica: “a verdade é muito distinta: a fé em Deus traz grande riqueza e alegria aos homens. É a liberação e a guia que procuramos, motivo de inspiração e perseverança, fonte de perdão e compaixão”.Dom Nichols afirma em seguida que “a visita de Bento XVI é, sem dúvida, um evento histórico. O convite foi feito por sua majestade a Rainha Elisabeth II. E será ela mesma quem receberá o Papa na sua chegada, no dia 16 de setembro em Edimburgo. Esta visita marca, além do mais, uma nova fase na longa e complexa história das relações entre os monarcas desta terra e o papado”.A visita do Santo Padre - prossegue o artigo -, tem início com um evento que celebra o papel da educação católica no país: “Bento XVI poderá dirigir-se a cada escola de todo o território, graças a uma conexão via Internet e convidará as crianças, onde quer que elas se encontrem, a seguir os eventos de sua visita e a apoiá-lo com suas orações”, escreveu Arcebispo de Westminster.O evento principal ressaltou Dom Nichols, será a beatificação do Cardeal John Henry Newman que foi “um estudioso de grande profundidade, um escritor e poeta de méritos admiráveis, um sacerdote de paróquia muito querido por todos os que o conheceram. Era um homem que entendia que a mente e o coração devem andar juntos nos grandes eventos da vida”.O Cardeal Newman, conclui o Arcebispo de Westminster, “falava e escrevia com eloquência sobre a busca interior pessoal e sobre a alegria que esta traz. Expressava o vazio da vida sem Deus com estas palavras: “se olhasse um espelho e não visse meu rosto, provaria o mesmo tipo de sentimento que, efetivamente, se apodera de mim cada vez que examino este mundo frenético e não vejo o reflexo do seu Criador’”. (SP)
Fonte: RV

domingo, 4 de julho de 2010

PAPA SE TRANSFERE PARA CASTELGANDOLFO: AUDIÊNCIAS SUSPENSAS
Cidade do Vaticano,

– Bento XVI se transfere para a residência apostólica de verão, de Castelgandolfo, nas proximidades de Roma, após a Audiência Geral da próxima quarta-feira, 7 de julho. É o que anuncia um comunicado da Prefeitura da Casa Pontifícia, publicado no final desta manhã.Durante o período estivo estarão suspensas todas as audiências de caráter privado ou especial, assim como estão suspensas as Audiências Gerais dos dias 14, 21 e 28 de julho.Nos domingos e solenidades durante este período, a recitação da oração mariana do Angelus realizar-se-á na residência pontifícia de Castelgandolfo.As Audiências Gerais serão retomadas a partir de quarta-feira, 4 de agosto. (AF)

Fonte: RV

segunda-feira, 21 de junho de 2010

SOCERDOTES: "A VOCAÇÂO VEM DE DEUS"

Bento XVI aos sacerdotes (V): vocação vem de Deus
Diálogo entre o Papa e os sacerdotes do mundo inteiro

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 21 de junho de 2010

- A falta de vocações hoje é um "problema doloroso" que aflige a Igreja, reconheceu o Papa Bento XVI, na última pergunta durante a vigília realizada em São Pedro no dia 10 de junho, durante o encerramento do Ano Sacerdotal.
A questão apresentada por Anthony Denton, da Austrália, em nome dos sacerdotes da Oceania, supõe "um problema grande e doloroso da nossa época", admitiu Bento XVI.
É "a falta de vocações, razão pela qual as igrejas locais estão em perigo de tornar-se áridas, porque falta a Palavra da vida, falta a presença do sacramento da Eucaristia e dos demais sacramentos".
No entanto, advertiu o Papa, diante desse problema existe uma "grande tentação", que consiste em "transformar o sacerdócio - o sacramento de Cristo, o ser escolhidos por Ele - em uma profissão normal, em um emprego que tem suas horas e que, no resto do tempo, a pessoa pertence somente a si mesma; e fazer isso como qualquer outra vocação: torná-lo acessível e fácil".
Mas - sublinhou - esta "é uma tentação, não resolve o problema".
A propósito disso, citou a história bíblica de Saul, que realiza um sacrifício no lugar do profeta Samuel porque este não se apresenta a tempo antes de uma batalha.
Este rei, explicou o Papa, "pensa em resolver assim o problema, que naturalmente não se resolve, porque tenta fazer o que não pode fazer sozinho; considera-se Deus ou quase Deus; e não se pode esperar que as coisas aconteçam do jeito que Deus quer".
"Assim também nós, se exercêssemos somente uma profissão como as demais, renunciando à sacralidade, à novidade, à diversidade do sacramento que só Deus dá, que pode vir somente da sua vocação e não do nosso fazer, não resolveríamos nada."
O único que é preciso fazer, insistiu, é "rezar com grande insistência, com grande determinação, com grande convicção também", clamar "ao coração de Deus, para que nos dê sacerdotes".
Três conselhos
O Papa indicou três "receitas" para promover as vocações. A primeira: cada sacerdote "deveria fazer o possível para viver seu próprio sacerdócio de tal maneira que este se tornasse convincente".
"Acho que nenhum de nós teria chegado a ser sacerdote se não tivesse conhecido sacerdotes convincentes, nos quais ardia o fogo do amor de Cristo", sublinhou.
A segunda: oração; e a terceira: "ter o valor de falar com os jovens sobre o possível chamado de Deus, porque com frequência uma palavra humana é necessária para abrir a escuta da vocação divina".
"O mundo de hoje é tal que quase parece excluído o amadurecimento de uma vocação sacerdotal; os jovens precisam de ambientes nos quais se viva a fé, nos quais apareça a beleza da fé, nos quais apareça que este é um modelo de vida."


Fonte: ZENIT.org

domingo, 16 de maio de 2010

"UMA VIAGEM MARAVILHOSA, QUE MOSTRA A GRANDE VITALIDADE DA IGREJA"


PE. LOMBARDI: "UMA VIAGEM MARAVILHOSA, QUE MOSTRA A GRANDE VITALIDADE DA IGREJA"

Cidade do Vaticano,

- O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, de retorno de Portugal, tendo acompanhado a 15ª Viagem Apostólica Internacional de Bento XVI, fez um balanço da mesma para a Rádio Vaticano:
Pe. Federico Lombardi:
- "Podemos dizer que foi uma viagem na qual tudo transcorreu da melhor forma possível, foi uma viagem maravilhosa. Houve um grande acolhimento, caloroso, para além das expectativas dos organizadores.
O Papa ficou muito impressionado, muito contente e confortado. O Santo Padre pôde dar as grandes mensagens que de certo modo lhe haviam sido solicitadas e que eram esperadas pela Igreja portuguesa.
Os bispos portugueses me confirmaram que a presença do mundo da cultura no encontro em Lisboa foi total.
Portanto, foi um encontro de grande significado, diria, de significado histórico, e que expressa a vontade da Igreja de dialogar de modo construtivo com todos aqueles que atuam, que se empenham no mundo do pensamento, da pesquisa, da arte e da criatividade.
São coisas que certamente ficarão por muito tempo para a Igreja portuguesa. Sobretudo com o momento de Fátima, o olhar se estendeu à Europa e ao mundo, porque Fátima é um lugar que realmente assumiu um significado para toda a Igreja presente no mundo inteiro, como momento de encontro e – de certo modo – de comunicação entre o céu e a terra."
P. O Papa foi a Fátima para dizer que o amor de Jesus e por Jesus é a coisa mais importante: tudo parte daí, e a Igreja anuncia e propõe – não impõe – esse amor, em diálogo com o mundo...
Pe. Federico Lombardi:- "Certamente o Papa volta sempre aos pontos essenciais, aos fundamentos da missão da Igreja. O Santo Padre se fez peregrino com esse povo que responde a um chamado feito através de Maria e que leva naturalmente ao centro da nossa fé: ao amor do Filho de Deus, ao acolhimento da Revelação; nesta nossa história concreta."
P. Uma das frases do papa que mais impressionaram foi certamente a de que quem pensa que a profecia de Fátima tenha se concluído, se ilude. O que Bento XVI queria dizer?
Pe. Federico Lombardi:- "O Papa quis dizer uma coisa muito simples: que não devemos mais esperar de Fátima profecias no sentido de anúncio de eventos concretos concernentes aos próximos anos ou ao próximo século. Isso não está em questão. A profecia de Fátima, na perspectiva do Papa, que, aliás, deve ser a nossa perspectiva, significa ter aprendido a ler os eventos da nossa história à luz da fé, ou seja, sob o olhar de Deus, que segue a Igreja e a humanidade a caminho, opera a sua graça para acompanhar aqueles que se dirigem a Ele e nos convida a nos comprometermos nesta história a partir da conversão de nós mesmos para agirmos segundo os critérios do Evangelho. Essa é uma mensagem profética que continua sendo de grande atualidade e o será no futuro."
P. Falando ainda sobre o segredo de Fátima, o Pontífice disse que a grande perseguição contra a Igreja não vem de inimigos externos, mas do pecado dentro dela mesma...
Pe. Federico Lombardi:- "O Papa deu a entender que os sofrimentos, as dificuldades que a Igreja encontra – e se refere exatamente aos abusos sexuais – são algo que a Igreja traz em si: traz em si, infelizmente, também a realidade do pecado. E é justamente por isso que a mensagem de Fátima é extremamente atual e importante, porque nos fala de conversão, de penitência, para renovar-nos de tal modo que o nosso testemunho seja coerente."
P. Também nesta ocasião da viagem a Portugal o Papa sentiu o grande afeto das pessoas...
Pe. Federico Lombardi:- "Sim, realmente sentiu esse afeto de um modo excepcional. E não é a primeira vez. Também na viagem a Malta, bem como na viagem a Turim, mas em particular esta viagem mais ampla, mais prolongada, possibilitou grandes massas, permitiu a presença a um grande número de pessoas. Sabemos que no coração havia um número ainda maior de participação, porque muitos não puderam ir fisicamente encontrar o Papa, porém, acompanharam-no e lhe querem muito bem. De qualquer forma, a grande presença é um sinal eficaz de afeto. Certamente, o Papa gostou e diria que é um fato que demonstrou também a vitalidade da Igreja, a vitalidade da fé simples, mas viva da Igreja portuguesa, e é, portanto, um grande sinal de esperança para a Igreja que caminha." (RL)

Fonte: RV