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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

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CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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Mostrando postagens com marcador Bento XVI. Mostrar todas as postagens
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quarta-feira, 21 de junho de 2017

REALMENTE, QUEM SÃO OS                                                          ARAUTOS DO EVANGELHO



São Paulo – Brasil (Sexta-feira, 16-06-2017, Gaudium Press) Quem lê os artigos e livros do prestigioso vaticanista, Sr. Andrea Tornielli, pode regozijar-se com a recordação da figura pitoresca de um camaleão. Assim, suas publicações registram uma arguta capacidade de adaptar-se ao ambiente em que se encontra, para desenvolver a sua atividade: soube sorrir para João Paulo II, afagar o pontificado de Bento XVI e, ao mesmo tempo, preteri-lo discretamente, quando já andava de braços dados com Francisco…
Recentemente, o Sr. Tornielli publicou um artigo polêmico no blog Vatican Insider, do jornal La Stampa: “Arautos, a doutrina secreta: ‘Correa incentiva a morte do Papa'”. Considerando a conhecida característica camaleônica do articulista, duas questões despontam a partir desta publicação: quais são as suas pretensões? Para que ambiente ele antecipa uma adaptação?
É interessante observar que o autor ressuscita, através do mencionado artigo, antigas, muito antigas, denúncias contra o Professor Plinio Corrêa de Oliveira, relativas à veneração que muitos lhe prestavam em vida, bem como à devoção privada a sua mãe, D. Lucília. Agora, Mons. João Scognamiglio Clá Dias, fundador dos Arautos do Evangelho, é alvo dos mesmos ataques. Essas são acusações obsoletas, todas respondidas e devidamente refutadas conforme os ditames da mais estrita doutrina católica.

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Mons. João S. Clá Dias, fundador dos Arautos do Evangelho.
Timeo hominem unius libri. É bem o que os leitores da imprensa católica são inclinados a concluir nestes momentos, sobre o conhecimento do Sr. Tornielli a respeito do tema de seu artigo: estudioso de um só livro causa temor. O que não fica nada bem para um articulista desse porte… Vejamos por que.
Em primeiro lugar, poderíamos sugerir ao Sr. Tornielli voltar um pouco ao passado da instituição, por ele tão veementemente atacada, e deitar alguma atenção a uma obra publicada em 1985 – Servitudo ex Caritate – com o parecer do eminente teólogo Pe. Victorino Rodríguez y Rodríguez, OP. Nesse estudo, nunca replicado, o assunto da Sagrada Escravidão a Jesus, pelas mãos de Maria, bem como os vínculos espirituais entre o Prof. Plinio e seus discípulos, que ele menciona em seu artigo, foram completamente esclarecidos para o passado, para o presente e para o futuro.
E por que não ler, também, o livro Dona Lucilia, de 1995, com prefácio laudatório do Pe. Antonio Royo Marín, OP, reeditado em parceria com a Libreria Editrice Vaticana em 2013, também em língua italiana? Sua leitura teria sido suficiente para compreender que os fundamentos da devoção a esta grande dama brasileira estão baseados em sua vida de ilibada virtude e no bimilenar costume da Santa Igreja. Permita-nos dizer-lhe, Sr. Tornielli, que talvez seja conveniente rever as suas anotações do tempo de catecismo, pois antes mesmo de alguém ser canonizado, pede a Santa Madre Igreja que seja reconhecida sua fama de santidade.
E quanto à devoção a Dr. Plinio? Se lhe interessarem dados mais atuais, convidamos o Sr. Tornielli a fazer um dedicado estudo a uma obra recentíssima, de 2016, publicada em cinco volumes também pela Libreria Editrice Vaticana, com mais de 100 mil coleções impressas, sob o título O dom de sabedoria na mente, vida e obra de Plinio Corrêa de Oliveira. Nesse trabalho encontram-se detalhadas as origens históricas e o embasamento teológico desse tema, tratado de forma tão tendenciosa em seu artigo.
Bento XVI e Monsenhor João Clá Dias Arautos do Evangelho.jpg
É verdade que surgiu, entretanto, diante do Sr. Tornielli, uma grande e insólita novidade: um vídeo privado, divulgado fora do contexto e superado pelo tempo, pois é velho de um ano e meio. Sendo ele de uso restrito da instituição, foi, entretanto, obtido de forma ilegal por um homem apaixonado no desafeto à TFP e aos Arautos – ele mesmo ex-membro da TFP -, casado com uma senhora, ex-membro da Opus Dei, que ocupam ponderada parte de seu tempo em atacar as entidades às quais pertenceram. Nesta fonte que o influente Sr. Tornielli foi buscar sua informação imparcial…
Trata-se do registro de uma reunião de clérigos, reservada, que não implicou em nenhuma mudança de rumos nos Arautos do Evangelho, seja em seu relacionamento para com a Sagrada Hierarquia e a sociedade civil, seja na atuação com a imensa quantidade de aderentes do movimento. O objetivo do encontro registrado era, simplesmente, intercambiar impressões a respeito de determinados fenômenos preternaturais, num ambiente de amena e distendida intimidade. Mãos criminosas, ainda desconhecidas, resolveram divulgar seu conteúdo de forma malévola e inconsequente para um público que não tem, em sua grande maioria, conhecimentos teológicos suficientes para fazer a respeito do seu conteúdo um juízo aprofundado. Não era difícil, assim, criar confusão em suas mentes. Por outro lado, essas mesmas mãos não se interessaram, naturalmente, em divulgar as conclusões dessas análises.
Ora, por que o Sr. Tornielli não procurou os Arautos para obter um esclarecimento? Bem poderíamos dizer: timeo hominem unius factionis, tememos os homens da meia verdade, os homens parciais, aqueles que não sabem e não querem ouvir as duas partes.
Estará o Sr. Andrea Tornielli agindo sozinho? Isso não sabemos…
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Mas podemos afirmar, analisado o artigo do renomado vaticanista e as circunstâncias mencionadas, a cega contribuição que ele está oferecendo no sentido de destruir aquela tão sonhada unidade que os Padres do Concílio Vaticano II quiseram levar adiante e que concretizaram três grandes homens: São João Paulo II, Bento XVI e Mons. João Clá. Eis um modo de arruinar a doutrina de um Concílio Ecumênico, e a dedicada ação de dois papas – um ainda vivo e entre nós – e de um Fundador, de quem um Prefeito da Congregação para os Religiosos, Cardeal Franc Rodé, disse ser a Igreja devedora!
Cui prodest? A quem aproveita esta atitude? O mundo católico está certamente perplexo: desta vez o camaleão apresenta tons tão surreais que, feitas as devidas ponderações, ainda continua suscitando perguntas acerca de suas variadas novas colorações:
– A quem representa o Sr. Andrea Tornielli?
– Pretende ele provocar um cisma na Igreja?
– Com que intenções?
Por fim, esclarecidas as inverdades e distorções, fazemos-lhe um convite para retornar às vias de um jornalismo culto, sério e ético. Os Arautos do Evangelho consagram a São José, padroeiro da Igreja, a própria defesa, na certeza de não serem desamparados pelo pai virginal de Jesus e castíssimo esposo de Maria. Sem prejuízo dos próprios direitos, estão eles dispostos a sempre acolher com benevolência a retratação dos caluniadores e a perdoa-los sinceramente, pois não guardam qualquer ressentimento.


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

PAPA FRANCISCO SAINDO DA AFRICA

E o preservativo? É uma questão "moralmente complicada"


Papa Francisco admite que a aprovação do uso de preservativo no combate à sida é "complicada", mas defendeu que o mundo enfrenta problemas maiores
 
Na véspera do Dia Mundial da Luta contra a Sida, o papa foi questionado, a bordo do avião que o levava de volta a Roma, após uma visita a África, onde o vírus da sida continua a ser uma das principais causas de morte, sobre a controversa oposição que a igreja católica tem mantido em relação ao uso de preservativo no combate à doença, admitindo perante os jornalistas que a questão "é moralmente complicada para a Igreja", mas recusou iniciar um debate sobre o tema.
A Igreja Católica tem persistentemente defendido que a melhor forma de combate à sida é a abstinência sexual.
A agência noticiosa France Presse relata que o papa admitiu, de forma contrariada, que o preservativo "é um dos métodos" que pode prevenir o alastramento do vírus, e, consequentemente, da doença, mas não ficou satisfeito por o tema ter sido levantado.
"Quando as pessoas estão a morrer de sede e de fome (...), a sua questão parece demasiado limitada", disse o papa ao jornalista que o questionou sobre aquele tópico.
O papa defendeu que "o problema é mais vasto do que isso", enumerando a fome, o trabalho escravo, a falta de água potável e o tráfico de armas como exemplos.
O antecessor de Francisco, o agora papa emérito Bento XVI, numa visita aos Camarões e a Angola em 2009, foi duramente criticado por ter recusado qualquer cedência da igreja na questão do uso do preservativo, mas um ano mais tarde acabaria por publicar um livro onde revelava uma ligeira abertura a uma mudança de posição, admitindo que o uso de preservativo se poderia justificar em alguns casos, ainda que não fosse "uma solução moral" para o problema.

Fonte: DN - pt

quarta-feira, 3 de abril de 2013

A fé se professa com as palavras com o amor

Audiência Geral: "A fé se professa com as palavras e com o amor"



Cidade do Vaticano

 – Uma multidão na Praça S. Pedro acolheu o Papa Francisco para a Audiência Geral.

Nesta quarta-feira, o Pontífice retomou as catequeses sobre o Ano da Fé iniciadas por seu predecessor, Bento XVI, falando sobre o Credo e a expressão: “Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras”.

“É o evento que estamos celebrando”, destacou Francisco, o centro da mensagem cristã. Esta verdade de fé insere a nossa existência num horizonte de esperança aberto ao futuro de Deus, à felicidade plena, à certeza de que o pecado e a morte podem ser vencidos. Esta certeza nos permite viver com mais confiança as realidades quotidianas, enfrentando-as com mais coragem e dedicação, na certeza de que Cristo é a nossa força.

No Novo Testamento, Jesus Ressuscitado se encontra com diversas testemunhas, primeiramente com um grupo de mulheres, em seguida com Pedro, depois com mais de quinhentas pessoas, até o encontro com Paulo, na estrada de Damasco.

Contudo, nas profissões de fé do Novo Testamento, como testemunhas da Ressurreição são lembrados somente os homens, os Apóstolos, mas não as mulheres.

Isso porque, segundo a lei judaica daquele tempo, as mulheres e as crianças não podiam oferecer um testemunho confiável, crível. Nos Evangelhos, ao invés, as mulheres têm um papel fundamental. Isso nos diz que Deus não escolhe segundo os critérios humanos: para Ele, conta o coração, o quanto estamos abertos a Ele, se somos como as crianças, que se entregam.

Mas isso nos faz refletir também sobre como as mulheres, na Igreja e no caminho de fé, tiveram e têm também hoje um papel especial ao abrir as portas ao Senhor, em comunicar o seu Rosto, porque o olhar da fé sempre necessita do olhar profundo do amor.

“Mães e mulheres, avante com este testemunho” – exortou. “A alegria de saber que Jesus está vivo, a esperança que enche o coração, não se pode conter. Isso deveria acontecer também na nossa vida. Sentimos a alegria de ser cristãos! Temos que ter a coragem de ‘sair’ para levar esta alegria e esta luz a todos os lugares da nossa vida! A Ressurreição de Cristo é o nosso tesouro mais precioso.”

No nosso caminho de fé, é importante saber e sentir que Deus nos ama, não ter medo de amá-lo: a fé se professa com a boca e com o coração, com as palavras e com o amor.

Também nós podemos reconhecer e encontrar o Ressuscitado: na Sagrada Escritura; na Eucaristia, onde Jesus se faz presente e nos faz entrar em comunhão com Ele; na caridade, quando os gestos de amor, bondade, misericórdia e perdão fazem resplandecer um raio da Ressurreição no mundo.

“Deixemo-nos iluminar pela Ressurreição de Cristo, deixemo-nos transformar por sua força, para que os sinais de morte no mundo deem lugar aos sinais de vida.”

Como quarta-feira passada, Francisco saudou os grupos de peregrinos e turistas na Praça em italiano. A síntese da catequese foi lida em várias línguas.

Em português, o Pontífice saudou em especial um grupo de brasileiros do Paraná: “Alegrai-vos e exultai, porque o Senhor Jesus ressuscitou! Deixai-vos iluminar e transformar pela força da Ressurreição de Cristo, para que as vossas existências se convertam num testemunho da vida que é mais forte do que o pecado e a morte. Feliz Páscoa para todos!”

Francisco saudou ainda os mais de 10 mil peregrinos da Arquidiocese de Milão, guiados pelo Cardeal Angelo Scola, e especialmente os jovens que se preparam para a Crisma. “Que o Evangelho seja para vocês a regra de vida, como o foi para S. Francisco de Assis”, disse. A seguir, cumprimentou também os novos diáconos da Companhia de Jesus, com os seus familiares.
(BF)

Fonte: RV

sábado, 23 de março de 2013

Papa Francisco e Bento XVI: "Somos irmãos"

Histórico encontro entre Papa Francisco e Bento XVI: "Somos irmãos"




Castel Gandolfo 

  - O Papa Francisco encontrou-se neste sábado, 23, pela primeira vez com seu predecessor, o Papa emérito, Bento XVI, em Castel Gandolfo, nas proximidades de Roma. Ao meio-dia Francisco se dirigiu de helicóptero à pequena cidade para o encontro com o Papa emérito onde almoçaram juntos num fato sem precedentes na história da Igreja.

Após um voo de 20 minutos o Papa Francisco aterrissou no heliporto das Vilas Pontifícias de Castel Gandolfo, acolhido pelo Papa emérito Bento XVI. Presentes também o Bispo de Albano, Dom Marcello Semeraro e Saverio Petrillo, Diretor das Vilas Pontifícias e Dom Georg Gänswein. Papa Francisco e Bento XVI utilizaram o mesmo automóvel para chegar até a Residência Pontifícia.

Segundo o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, o helicóptero papal aterrissou às 12h15, hora de Roma. O Santo Padre estava acompanhado pelo Substituto da Secretaria de Estado, Dom Becciu, por Mons. Sapienza e por Mons. Alfred Xuereb.

Apenas o Papa tocou terra, Bento XVI se aproximou dele e houve um abraço belíssimo entre os dois, disse Pe. Lombardi. Na Residência Apostólica os dois protagonistas deste histórico encontro foram até o apartamento e imediatamente à capela para um momento de oração.

Na capela, o Papa emérito ofereceu o lugar de honra a Papa Francisco, mas esse disse: “Somos irmãos”, e pediu que se ajoelhassem juntos no mesmo banco, contou Pe. Lombardi. Após um breve momento de oração, se dirigiram para a Biblioteca privada, e por volta das 12h30, teve início o encontro reservado que durou cerca de 45 minutos.

Padre Lombardi destacou ainda que o Papa emérito estava vestindo uma simples batina branca, sem faixa e sem capa; ao invés Papa Francisco usou uma batina branca com faixa e capa.
Presentes ainda no almoço os dois secretários, portanto, Dom Georg e Mons. Xuereb.

Padre Lombardi referiu também que Papa Francisco presenteou Bento XVI com um ícone de Nossa Senhora da Humildade. O Santo Padre explicou a Bento XVI que “esta Nossa Senhora é a da Humildade, e eu pensei no senhor e quis dar-lhe um presente pelos muitos exemplos de humildade que nos deu durante o seu Pontificado”, destacou Papa Francisco.

Desde o dia 28 de fevereiro, Bento XVI reside neste local, onde acompanhou a eleição do Cardeal Bergoglio como Sumo Pontífice, e aguarda o fim das reformas no mosteiro Mater Ecclesiae dentro do Vaticano.

Papa Francisco, nos seus discursos, tem manifestado palavras de afeto a Bento XVI, chamando-o, seguidamente de “meu Predecessor, o querido e venerado Papa Bento XVI”.

Já na sua primeira aparição no balcão central da Basílica de São Pedro disse “Rezemos pelo nosso Bispo emérito Bento XVI. Rezemos todos juntos por ele, para que o Senhor o abençoe e a Virgem Maria o proteja”.

Após o almoço Papa Francisco retornou ao Vaticano.

Fonte: RV

sexta-feira, 8 de março de 2013

“Para o bem da Igreja”

“Para o bem da Igreja”
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Sem dúvida, o governo de Bento XVI se caracterizou, do ponto de vista humano, por uma atitude discreta e despretensiosa muito bem expressa nas palavras iniciais do seu Pontificado: "Os Senhores Cardeais elegeram-me, simples e humilde trabalhador na vinha do Senhor. Consola-me saber que o Senhor sabe trabalhar e agir também com instrumentos insuficientes. E, sobretudo, recomendo-me às vossas orações".
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Esses quase oito anos de Papado foram marcados também pelo temperamento reflexivo, lógico e coerente de Joseph Ratzinger, sempre propício a uma análise serena e profunda dos acontecimentos, sem fugir dos problemas mais complexos da realidade contemporânea. Esse modo de ser aliou-se, desde o seu tempo de professor na Universidade de Tubinga, com uma admirável ciência teológica e uma cultura humanística que o levaram a ser considerado como um dos principais intelectuais de nossa época.
Sobre estas inegáveis qualidades humanas, unidas a um espírito sempre voltado para o sobrenatural, paira, porém, algo mais elevado e decisivo: a assistência do Espírito Santo, que se derrama em abundância sobre o sucessor de Pedro.
Todas estas circunstâncias são fundamentais para se interpretar a renúncia de Bento XVI ao Papado e não podem, de modo algum, ser postas de lado ao analisá-la, sob pena de se incorrer em comentários frívolos, injustos ou fantasiosos.
Além do mais, as razões desse ato não são segredo. Elas foram claramente expressas no Consistório Público do dia 11 de fevereiro e repetidas em ocasiões sucessivas. Bento XVI renuncia, explicou no início da Audiência Geral de 13 de fevereiro, "para o bem da Igreja".
Haverá outros motivos que Bento XVI tenha considerado prudente não revelar? Terá influído nessa decisão alguma preocupação concreta sobre o rumo que poderia tomar doravante o seu pontificado? Querer dar uma resposta a tais perguntas é, a nosso juízo, uma temeridade, pois nossas cogitações podem não corresponder hoje à realidade dos fatos.
Enquanto isso, cabe-nos manifestar com ênfase um entranhado amor pelo Sucessor de Pedro e pensar, como ele, unicamente no bem da Igreja. Eram esses, sem dúvida, os sentimentos dos fiéis que acolheram com longas e calorosas ovações suas palavras na mencionada Audiência Geral, e durante a Santa Missa desse mesmo dia. Igual reação tiveram os sacerdotes da diocese de Roma ao serem recebidos pelo Papa no dia seguinte, na Sala Paulo VI.
"Tanto quanto o Céu domina a Terra, tanto a minha conduta é superior à vossa e meus pensamentos ultrapassam os vossos" (Is 55, 9), diz o Senhor pela voz do Profeta. Bem poderia fazer suas essas palavras o Vigário de Cristo, na presente conjuntura.
O fato é que, para além do operar dos homens, devemos considerar com toda a confiança o futuro da Igreja. Ela é "a árvore de Deus que vive para sempre, a portadora da eternidade e da verdadeira herança: a vida eterna" (Lectio Divina no Pontifício Seminário Romano Maior, 8/2/2013)
Revista Arautos do Evangelho, Março/2013, n. 135, p. 5

Fonte: gaudiumpress.org

terça-feira, 5 de março de 2013

Realizada primeira Congregação Geral

Realizada primeira Congregação Geral: presentes 142 cardeais, 103 dos quais eleitores


Cidade do Vaticano (RV) - Realizou-se ontem de manhã, segunda-feira, na Sala nova do Sínodo, no Vaticano, a primeira Congregação Geral do Colégio cardinalício. Às 17h locais teve início a segunda Congregação Geral.

Trata-se dos primeiros passos que levarão os purpurados a definir, nos próximos dias, a data do início do Conclave para eleger o novo Papa. Na coletiva com os jornalistas, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, informou que estavam presentes 142 cardeais, 103 dos quais eleitores.

Portanto, devem chegar a Roma (até esta amanhã, terça-feira) ainda 12 cardeais eleitores: de fato, são esperados 115 purpurados para o Conclave. A Congregação Geral teve início com a oração do Veni Sancte Spiritus.

Em sua saudação, o cardeal decano Angelo Sodano falou sobre o significado deste evento. Em seguida, realizou-se a cerimônia de juramento de cada cardeal. O cardeal camerlengo Tarcisio Bertone lançou a proposta, aprovada, de que a primeira meditação da Congregação Geral desta tarde seja feita pelo Pregador da Casa Pontifícia, o frade capuchinho Pe. Raniero Cantalamessa.

Ademais, o Colégio dos cardeais aprovou a proposta do cardeal decano de enviar uma mensagem ao Papa emérito.

Outra realização da Congregação Geral da manhã desta segunda-feira foi a eleição, por sorteio, dos três assistentes do camerlengo – disse Pe. Lombardi. Na Constituição fala-se da Congregação Particular, que trata de questões de caráter mais prático, conduzida pelo camerlengo, constituída também de mais três cardeais, seus assistentes, que são sorteados entre os eleitores presentes.

Foram sorteados e, em seguida, nomeados assistentes os seguintes cardeais: Giovanni Battista Re pela Ordem dos Bispos; Crescezio Sepe pela Ordem dos Presbíteros; e Franc Rodé pela Ordem dos Diáconos.

Portanto, por três dias estes purpurados serão os três assistentes do camerlengo na Congregação Particular. Após três dias deverão ser sorteados outros três a fim de que haja uma rotatividade. Pela manhã intervieram 13 cardeais com reflexões breves, mas intensas.

Houve também um intervalo durante a primeira Congregação, que durou pouco mais de meia hora para um café: Pe. Lombardi precisou que este contexto foi também um momento significativo de contatos pessoais, de encontros, de intercâmbio, também num nível mais particular e não somente na assembléia no seu conjunto.

Portanto, é um tempo importante. Foi montado um buffet na Sala Paulo VI porque a antecâmara está ocupada pelo centro de imprensa. Os cardeais podem encontrar-se, tomar um café, repousar um pouco num clima de grande familiaridade e serenidade.

A primeira reunião dos cardeais preliminar ao Conclave – concluiu o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé – realizou-se numa atmosfera construtiva e de grande serenidade.

Portanto, trata-se de um início muito positivo, sereno e promissor de um caminho intenso que durará toda a semana. Pe. Lombardi precisou que nos próximos dias será decidida a data de início do Conclave. 4.300 jornalistas foram acreditados para o evento. (RL)

segunda-feira, 4 de março de 2013

O Vaticano durante a Sede Vacante

Assim funciona o Vaticano durante a Sede Vacante
 
Cidade do Vaticano -
 
 O mundo inteiro seguiu com atenção os últimos momentos do pontificado de Bento XVI, hoje Papa emérito, e os meios de comunicação registraram como símbolo da ausência do Papa o fechamento das portas do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo e a troca da guarda entre os membros da Guarda Suíça e os designados pela Polícia Vaticana. A Igreja entrou no período de Sede Vacante, e o escudo de Sua Santidade Bento XVI foi substituído pelo Pálio característico deste tempo na página web da Santa Sé e na conta oficial do twitter@Pontifex.
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Escudo simbolizando a Sede Vacante - Basílica
de São João de Latrão, Roma
Todas essas manifestações externas marcam o início de um tempo extraordinário durante o qual o governo da Igreja é confiado ao Colégio de Cardeais e limitado aos assuntos ordinários ou inadiáveis, ficando excluídas as decisões que são de competência única do Pontífice. "Produz-se uma figura que se chama "Nihil Innovetur" (Não se inove nada) na qual não se pode modificar nada, não se pode inovar em nada, nem nas normas da Igreja, nem nas nomeações", explicou Dr. Hernán Olano, renomado especialista colombiano em Direito Canônico.
Cargos especiais durante a Sede Vacante
Os cargos nos Dicastérios da Cúria Romana cessam com o final do pontificado e só alguns Cardeais mantêm cargos especiais durante a Sede Vacante. "A Sede Vacante é o que se inicia com o falecimento ou renúncia do Pontífice (que também está prevista nas normas) até o momento da proclamação", explicou Dr. Olano. "Na transição anterior (depois da morte do Beato João Paulo II) transcorreram 17 dias".
A administração dos bens temporais da Igreja está nas mãos do Cardeal Camerlengo, que é encarregado de destruir o Anel do Pescador e os selos papais a fim de que não seja expedido nenhum documento em nome do Pontífice anterior. Os aposentos papais são selados enquanto transcorre a eleição. O Camerlengo dirige as tarefas cotidianas do Palácio Apostólico, Palácio Lateranense e Castel Gandolfo. Na presente Sede Vacante, o Camerlengo é o Cardeal Tarcisio Bertone, nomeado nesta função por Sua Santidade Bento XVI em 2007.
Para explicá-lo em termos mais familiares ao direito de outros estados, o Camerlengo poderia assemelhar-se a um "ministro delegado com funções presidenciais", explicou o especialista." "Nunca é contado entre os Papas, da mesma forma como um ministro delegado não é contado como um ex-presidente. Não fica relatado como um Pontífice". Segundo Dr. Olano, o Cardeal Camerlengo deve pedir balanços e informações sobre o estado patrimonial e econômico das administrações dependentes da Santa Sé e submeter esta informação ao Colégio Cardinalício.
O segundo cargo é o do Decano do Colégio dos Cardeais, que deve fazer a convocatória oficial dos Cardeais que são notificados sobre a morte ou a renúncia do Papa e lhes é pedido que se dirijam a Roma para a eleição do seu sucessor. Esta convocatória realizou-se no primeiro dia da Sede Vacante, 01 de março, pelo Cardeal Decano Angelo Sodano, eleito neste cargo em 2005 para substituir Bento XVI, depois de sua eleição papal. O Cardeal Decano também tem como função perguntar ao Papa eleito se aceita esta responsabilidade. Como o Cardeal Sodano não pode estar no Conclave devido a sua idade, esta última tarefa será cumprida pelo Cardeal Giovanni Battista Re.
O terceiro Cardeal que permanece ocupando um cargo é o Penitenciário Apostólico, que neste caso é o Cardeal Manuel Monteiro de Castro. Sua função se mantém para garantir que o perdão dos pecadores esteja disponível a todo momento, em caso de penas reservadas à Santa Sé. Em caso de necessidade, o Penitenciário Apostólico poderia receber mensagens com este fim durante o isolamento prescrito para o Conclave.
Outros cargos menos relevantes que se mantêm são os do Cardeal Vigário da Diocese de Roma, o Cardeal Arcipreste da Basílica Vaticana e o Vigário Geral para a Cidade do Vaticano.
(Sonia Maria Trujillo )
 
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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

OS BRASILEIROS E A VIAGEM DO PAPA AO LÍBANO

O interesse dos brasileiros pela viagem do Papa ao Líbano
Cidade do Vaticano

- Facebook do Programa Brasileiro da Rádio Vaticano nos dias em que Bento XVI
visitou o Líbano. Desde sexta-feira, dia 14 até o final de sábado, dia 15,
tivemos 127.343 visitas. A eloqüência desse número traduz o interesse dos
brasileiros pelo Santo Padre, por sua visita ao Líbano e a confiança na Rádio
Vaticano.Certamente influiu bastante, nesse número, a imensa Comunidade
Libanesa espalhada por todo Brasil. Podemos afirmar que em nossa pátria vivem
mais libaneses que no próprio Líbano, sem falar do incalculável número de
descendentes dos filhos do País dos Cedros.Também não podemos deixar de
destacar que no sábado tivemos o belíssimo encontro de Bento XVI com a juventude
libanesa e de todo Oriente Médio, inclusive com um grupo significativo de jovens
muçulmanos.A entrada dos fac-símiles da cruz peregrina e do ícone de
Nossa Senhora deram o toque de uma Jornada Mundial da Juventude e alguém chamou
esse encontro de pequena Jornada Mundial da Juventude Médio
Oriental.Também o Vice-Presidente do Conselho para o Apostolado dos
Leigos no Líbano, Arcebispo de Saida dos Greco-melquitas, Dom Elie Haddad, em
sua saudação ao Santo Padre, garantiu a presença de um grupo de jovens do
Oriente Médio na Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, em 2013.
(CAS)
Fonte: RV

sábado, 15 de setembro de 2012

DISCURSO DO PAPA BENTO XVI AOS JOVENS



Leia discurso de Bento XVI aos jovens



Bkerké



– Confira a íntegra do discurso de Bento XVI aos jovens, na tarde deste sábado, no encontro realizado no Patriarcado Maronita de Bkerké.



Sua Beatitude, Irmãos Bispos, queridos amigos!«Graça e paz vos sejam concedidas em abundância por meio do conhecimento de Deus e de Jesus, Senhor nosso» (2 Ped 1, 2). A passagem da carta de São Pedro, que ouvimos, exprime bem o grande desejo que há muito tempo trago no meu coração.



Obrigado pelo vosso caloroso acolhimento, obrigado de todo o coração pela vossa presença tão numerosa nesta tarde! Agradeço a Sua Beatitude o Patriarca Béchara Boutros Raï as suas palavras de boas-vindas, a D. Georges Bou Jaoudé, Arcebispo de Tripoli e Presidente do Conselho para o Apostolado dos Leigos no Líbano, e a D. Elie Haddad, Arcebispo de Sídon dos Greco-Melquitas e Vice-Presidente do referido Conselho, bem como aos dois jovens que me saudaram em nome de todos vós. سَلامي أُعطيكُم (dou-vos a minha paz) (Jo 14, 27): diz-nos Jesus Cristo.Queridos amigos, cabe a vós viver hoje nesta parte do mundo que viu o nascimento de Jesus e o desenvolvimento do cristianismo. É uma grande honra! E é um apelo à fidelidade, ao amor pela vossa terra e sobretudo para serdes testemunhas e mensageiros da alegria de Cristo, porque a fé transmitida pelos Apóstolos leva à liberdade plena e à alegria, como manifestaram tantos Santos e Beatos deste país. A sua mensagem ilumina a Igreja universal; e pode continuar a iluminar as vossas vidas. Muitos dos Apóstolos e dos Santos viveram períodos conturbados, e a própria fé foi a fonte da sua coragem e do seu testemunho. Extraí do seu exemplo e intercessão a inspiração e o apoio de que precisais.Conheço as dificuldades que sentis na vida diária, por causa da falta de estabilidade e segurança, da dificuldade em encontrar emprego ou ainda do sentimento de solidão e marginalização. Num mundo em contínua mudança, enfrentais numerosos e graves desafios. O próprio desemprego e a precariedade não devem impelir-vos a provar o «mel amargo» da emigração, com o desenraizamento e a separação em troca dum futuro incerto. Tendes de ser protagonistas do futuro do vosso país e assumir a vossa função na sociedade e na Igreja. Ocupais um lugar privilegiado no meu coração e na Igreja inteira, porque a Igreja é sempre jovem. A Igreja confia em vós; conta convosco. Sede jovens na Igreja. Sede jovens com a Igreja. A Igreja precisa do vosso entusiasmo e criatividade. A juventude é o tempo em que se anela por grandes ideais, e o período em que se estuda preparando-se para uma profissão e um futuro. Isto é importante e requer tempo. Procurai o que é belo, e comprazei-vos na prática do bem. Dai testemunho da grandeza e dignidade do vosso corpo, que «é para o Senhor» (1 Cor 6, 13). Conservai a delicadeza e a rectidão dos corações puros. Na linha do Beato João Paulo II, repito-vos também eu: «Não tenhais medo! Abri as portas das vossas almas e dos vossos corações a Cristo». O encontro com Ele «dá à vida um novo horizonte e, desta forma, um rumo decisivo» (Deus caritas est, 1). N’Ele, encontrareis a força e a coragem para avançar nos caminhos da vossa vida, superando as dificuldades e o sofrimento. N’Ele, encontrareis a fonte da alegria. Cristo diz-vos: سَلامي أُعطيكُم (dou-vos a minha paz) (Jo 14, 27)! Esta é a verdadeira revolução trazida por Cristo: a do amor.As frustrações presentes não devem levar-vos a buscar refúgio em mundos paralelos, como por exemplo o mundo das drogas de todo o tipo ou o mundo triste da pornografia. Quanto às redes sociais, são interessantes mas podem, com facilidade, levar-vos à dependência e à confusão entre o real e o virtual. Procurai e vivei relações ricas de amizade verdadeira e nobre. Cultivai iniciativas que dêem sentido e raízes à vossa existência, lutando contra a superficialidade e o consumismo fácil. Estais de igual modo sujeitos a outra tentação: a do dinheiro – este ídolo tirânico que cega até ao ponto de sufocar a pessoa e o seu coração. Infelizmente os exemplos que vedes em redor não são sempre dos melhores. Muitos esquecem-se da afirmação de Cristo: não se pode servir a Deus e ao dinheiro (cf. Lc 16, 13). Procurai bons mestres, guias espirituais que saibam indicar-vos o caminho para a maturidade, pondo de lado o que é ilusório, aparência e mentira.Sede os portadores do amor de Cristo. Como? Voltando-vos sem reservas para Deus, seu Pai, que é a medida do que é justo, verdadeiro e bom. Meditai a Palavra de Deus. Descobri o interesse e a actualidade do Evangelho. Rezai. A oração, os sacramentos são os meios seguros e eficazes para ser cristão e viver «enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé» (cf. Cl 2, 7). O Ano da fé, que está quase a começar, será uma oportunidade para descobrir o tesouro da fé recebida no Baptismo. Podeis aprofundar o seu conteúdo através do estudo do Catecismo, para que a vossa fé seja viva e vivida. Assim tornar-vos-eis, para os outros, testemunhas do amor de Cristo. N’Ele, todos os homens são nossos irmãos. A fraternidade universal, que Ele inaugurou na Cruz, reveste duma luz brilhante e exigente a revolução do amor. «Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei» (Jo 13, 34). Este é o testamento de Jesus e o sinal do cristão. Aqui está a verdadeira revolução do amor.E assim Jesus convida-vos a proceder como Ele, a acolher o outro sem reservas, mesmo que pertença a cultura, religião, nação diferentes. Dar-lhe lugar, respeitá-lo, ser bom com ele torna-vos sempre mais ricos em humanidade e fortes com a paz do Senhor. Sei que muitos de vós participam nas diversas actividades promovidas pelas paróquias, escolas, movimentos, associações. É bom comprometer-se com os outros e pelos outros. Viver, juntos, momentos de amizade e alegria permite resistir aos germes de divisão, que devemos combater sem cessar. A fraternidade é uma antecipação do Céu. E a vocação do discípulo de Cristo é ser «fermento» na massa, como afirmava São Paulo: «Um pouco de fermento faz fermentar toda a massa» (Gl 5, 9). Sede os mensageiros do Evangelho da vida e dos valores da vida; resisti corajosamente a tudo o que a nega: o aborto, a violência, a rejeição e o desprezo do outro, a injustiça, a guerra. Deste modo, propagareis a paz ao vosso redor. No fim de contas, não são os «obreiros da paz» aqueles que mais admiramos? E não é a paz o bem precioso que toda a humanidade procura? Porventura não é um mundo de paz aquilo que mais profundamente desejamos para nós e para os outros? سَلامي أُعطيكُم (dou-vos a minha paz): disse Jesus. Ele venceu o mal não com outro mal, mas tomando-o sobre Si e aniquilando-o na cruz com o amor vivido até ao fim. Descobrir verdadeiramente o perdão e a misericórdia de Deus, permite sempre recomeçar uma nova vida. Não é fácil perdoar; mas o perdão de Deus dá a força da conversão, e a alegria de, por nossa vez, perdoar. O perdão e a reconciliação são caminhos de paz, e abrem um futuro.Queridos amigos, com certeza muitos de vós se interrogam de forma mais ou menos consciente: O que é que Deus espera de mim? Que projecto tem para mim? Não quererá que eu anuncie ao mundo a grandeza do seu amor por meio do sacerdócio, da vida consagrada ou do matrimónio? Não me chamará Cristo para O seguir mais de perto? Debruçai-vos confiadamente sobre estas questões. Encontrai tempo para reflectir nelas e pedir luz. Respondei ao convite, oferecendo-vos diariamente Àquele que vos chama a ser seus amigos. Procurai seguir com coração generoso a Cristo que, por amor, nos resgatou e deu a vida por cada um de nós. Conhecereis uma alegria e uma plenitude insuspeitáveis. Responder à vocação que Cristo prevê para cada um: está aqui o segredo da verdadeira paz.Ontem, assinei a Exortação apostólica Ecclesia in Medio Oriente. Esta carta destina-se também a vós, queridos jovens, como a todo o povo de Deus. Procurai lê-la com atenção e meditá-la, para a pôr em prática. Para vos ajudar, recordo-vos as palavras de São Paulo aos Coríntios: «A nossa carta sois vós, uma carta escrita nos nossos corações, conhecida e lida por todos os homens. É evidente que sois uma carta de Cristo, confiada ao nosso ministério, escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo; não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne que são os vossos corações» (2 Cor 3, 2-3). Também vós, queridos amigos, podeis ser uma carta viva de Cristo. Esta carta não estará escrita em papel nem com a caneta; será o testemunho da vossa vida e da vossa fé. Assim, com coragem e entusiasmo, fareis compreender ao vosso redor que Deus quer a felicidade de todos sem distinção, e que os cristãos são os seus servos e testemunhas fiéis.Jovens libaneses, sois a esperança e o futuro do vosso país. Vós sois o Líbano, terra de acolhimento, de convivência, com esta capacidade incrível de adaptação. E neste momento, não podemos esquecer os milhões de pessoas que formam a diáspora libanesa e mantêm laços sólidos com o seu país de origem. Jovens do Líbano, sede acolhedores e abertos, como Cristo vos pede e como o vosso país vo-lo ensina.Queria agora saudar os jovens muçulmanos que estão connosco nesta tarde. Obrigado pela vossa presença, que é tão importante. Sois, juntamente com os jovens cristãos, o futuro deste país maravilhoso e de todo o Médio Oriente. Procurai construi-lo juntos! E, quando fordes adultos, continuai a viver a concórdia na unidade com os cristãos; é que a beleza do Líbano encontra-se nesta bela simbiose. É preciso que o Médio Oriente inteiro, pondo os olhos em vós, compreenda que os muçulmanos e os cristãos, o islão e o cristianismo, podem viver juntos, sem ódio e no respeito das crenças de cada um, para construírem juntos uma sociedade livre e humana.Soube ainda que há entre nós jovens vindos da Síria. Quero dizer-vos o quanto admiro a vossa coragem. Dizei em vossa casa, aos vossos familiares e aos vossos amigos que o Papa não vos esquece. Dizei ao vosso redor que o Papa está triste por causa dos vossos sofrimentos e lutos. Não esquece a Síria nas suas orações e preocupações. Nem esquece as populações do Médio Oriente que sofrem. É tempo que muçulmanos e cristãos se unam para pôr termo à violência e às guerras.Ao terminar, voltemo-nos para Maria, a Mãe do Senhor, Nossa Senhora do Líbano. Do alto da colina de Harissa, Ela vos protege e acompanha, vela como uma mãe sobre todos os libaneses e tantos peregrinos que vêm de toda a parte para Lhe confiar as suas alegrias e penas. Nesta tarde, confiamos à Virgem Maria e ao Beato João Paulo II, que esteve aqui antes de mim, as vossas vidas, as de todos os jovens do Líbano e dos países da região, especialmente aqueles que sofrem por causa da violência ou da solidão, aqueles que precisam de conforto. Deus vos abençoe a todos! E agora todos juntos, rezemos-Lhe:السّلامُ عَلَيكِ يا مَرْيَم... (Ave, Maria,…).



Fonte: RV

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

BENTO XVI: FUNDAMENTALISMO É FALSIFICAÇÃO DA RELIGIÃO



Bento XVI em colóquio com jornalistas durante voo para o Líbano: fundamentalismo é falsificação da religião



Cidade do Vaticano



- Bento XVI iniciou nesta sexta-feira a 24ª viagem apostólica internacional de seu Pontificado, viagem esta que o levou ao Líbano. Durante o voo para o País dos Cedros, num Airbus A320 da Alitalia, o Santo Padre deteve-se com os jornalistas a bordo para a tradicional coletiva de imprensa.Na coletiva, o Papa tratou de temas fortes como o diálogo com o Islã, a primavera árabe, os temores pela situação dos cristãos na Síria e na área do Oriente Médio, e sobre a ajuda que as Igrejas e os católicos do Ocidente podem lhes dar."Ninguém jamais me aconselhou a renunciar a esta viagem e jamais contemplei essa hipótese, porque sei que quando a situação se complica ainda mais, é aí então que se faz mais necessário um sinal de fraternidade, de encorajamento e de solidariedade."Com essas palavras – respondendo em francês e em italiano às perguntas dos jornalistas –, Bento XVI resumiu os sentimentos com os quais faz essa viagem apostólica ao Líbano, cujo objetivo, acrescentou, num país que já representa uma mensagem de encontro inter-religioso, é, portanto, "convidar ao diálogo, à paz contra a violência, a caminhar juntos para encontrar a solução dos problemas".Respondendo a uma pergunta sobre o imperativo do diálogo com o Islã, hoje num momento de crescimento do extremismo, o Papa ressaltou que "o fundamentalismo é sempre uma falsificação da religião" que, ao invés, convida a difundir a paz de Deus.Portanto, "o empenho da Igreja e das religiões", observou, "é realizar uma purificação dessas tentações, iluminar as consciências e fazer de modo que cada um tenha uma imagem clara de Deus". Em seguida, fez um premente convite ao respeito recíproco, vez que cada um é "imagem de Deus".Foi igualmente incisivo o convite do Pontífice à tolerância, sem a qual, disse, não há verdadeira liberdade.A propósito da primavera árabe e da questão da sobrevivência dos cristãos, minorias naquelas áreas, Bento XVI quis ressaltar que um desejo de maior democracia, de liberdade, de cooperação é por si positivo, é um "progresso", mas que se pode crescer somente na partilha, no viver juntos com determinadas regras.Devemos fazer tudo o que for possível para que "o conceito de liberdade, o desejo de liberdade caminhe na direção justa e não se esqueça a tolerância e a reconciliação, que são elementos fundamentais da própria liberdade", observou.Em relação à situação na Síria, o Papa ressaltou que é necessário promover todos os gestos possíveis, inclusive materiais, para favorecer o fim da guerra e da violência.O perigo de os cristãos irem embora destas terras é "grande", observou, embora fujam também muçulmanos. Nesse sentido, "o cessar das violências seria a ajuda essencial", acrescentou.O Papa afirmou reiteradas vezes que o papel da Igreja é a difusão da mensagem da paz, o empenho em evidenciar que a violência não resolve os problemas, e nesse sentido também a tarefa dos jornalistas é importante, ponderou.Em seguida, o Santo Padre fez um apelo: "ao invés de importar armas, que é um pecado grave, devemos importar as ideias, a paz, a criatividade, aceitar os outros nas adversidades, tornar visível o respeito recíproco das religiões, o respeito pelo homem como criatura de Deus, o amor pelo próximo como elemento fundamental para todas as religiões".Respondendo à pergunta de um dos jornalistas sobre os passos concretos do Ocidente em favor dos irmãos do Oriente Médio, o Papa afirmou que todos devem contribuir.É necessário "influenciar a opinião pública", "convidar os políticos a realmente se empenharem, com todas as forças e com todas as possibilidades, em favor da paz". "Gestos visíveis de solidariedade e dias de oração pública podem ter efeitos reais.Num certo sentido, concluiu Bento XVI, o nosso trabalho "é um trabalho de admoestação, de educação e de purificação muito necessário". (RL)






Fonte: RV

CONHEÇA MAIS SOBRE O BEIRUTE


Conheça mais sobre Beirute, capital libanesa que recebe o Papa

Da Redação, com Serviço de Informação do Vaticano

O Papa Bento XVI inicia amanhã sua 24ª viagem apostólica, desta vez com destino ao Líbano, onde apresentará, neste domingo, 16, a Exortação Apostólica Pós-Sinodal da Assembleia Especial para o Oriente Médio do Sínodo dos Bispos, realizado no Vaticano em outubro de 2010.

Acesse
.: Programação da viagem de Bento XVI ao Líbano


A capital do país é Beirute, cuja população cresce progressivamente devido à sua importância comercial e ao êxodo massivo de refugiados cristãos que escapavam dos massacres das montanhas libanesas em 1860.

Na sequência do trabalho de pacificação pelas grandes potências, chegam os missionários protestantes (Grã Bretanha, Estados Unidos e Alemanha) e católicos, sobretudo da França.

Beirute tem cinco dioceses: Beirute dos Maronistas (sede episcopal desde 1577), que conta com 232.000 fiéis; Beirute dos Greco-Melkitas e Jbeil dos Greco-Melkitas, cujos fiéis são 200.000; Beirute dos Armenios, com 12.000 fiéis; Beirute para os caldeus, com 19.000 fiéis e Beirute dos Sírios, com 14.500 fieis.

O vicariato apostólico é Beirute dos Latinos que tem 10.000 fiéis e cujo vigário é Dom Paul Dahdah O.C.D.

Fonte: Canção Nova

sexta-feira, 6 de abril de 2012

A CRUZ NOS DÁ CORAGEM PARA ENFRENTAR AS DIFICULDADES

Papa Preside Via Sacra: a Cruz nos dá coragem para enfrentar as dificuldades




Roma



– Nesta Sexta-Feira Santa, a grande celebração do dia foi a Via Sacra, presidida por Bento XVI, no Coliseu de Roma.


A tradicional Via Sacra, que lembra o calvário de Cristo até sua crucificação, teve início às 21h05. Como no ano passado, o Papa, que fará 85 anos no dia 16 de abril, acompanhou da colina do Palatino boa parte da Via Sacra, sem percorrer a pé as 14 estações.


As reflexões da Via Sacra, no Coliseu, foram escritas pelo casal Danilo e Anna Maria Zanzucchi. O casal têm 60 anos de matrimônio, cinco filhos e é membro do Movimento dos Focolares, um dos primeiros colaboradores de João Paulo II na formação do Pontifício Conselho para a Família.


Na conclusão da Via Sacra, o Papa dirigiu aos presentes algumas palavras: “Acabamos de recordar, através das meditações, da oração e dos cânticos, os passos de Jesus no caminho da Cruz: um caminho que parecia sem saída e, no entanto, mudou a vida e a história do homem, abrindo a passagem para «os novos céus e a terra nova» (cf. Ap 21, 1).


De modo especial neste dia de Sexta-Feira Santa, a Igreja celebra, com profunda adesão espiritual, a memória da crucifixão do Filho de Deus e, na sua Cruz, vê a árvore da vida – árvore fecunda duma nova esperança”.


O Pontífice recordou que “a experiência do sofrimento marca a humanidade e, naturalmente, a família”, com “incompreensões, divisões, preocupação com o futuro dos filhos, doenças, problemas de vários tipos”. E o Papa ressaltou a falata de empregos e a crise econômica como alguns desses problemas.


Fazendo um paralelo com o caminho da Via-Sacra, o Santo Padre mostrou que este “é um convite feito a todos nós, e de modo especial às famílias, para contemplarmos Cristo crucificado a fim de termos a força de ultrapassar as dificuldades”.


“A Cruz de Jesus é o sinal supremo do amor de Deus por cada homem – disse ele -,, a resposta superabundante à necessidade que toda a pessoa sente de ser amada”.


Bento XVI convidou-nos a encontrar na Cruz de Cristo a coragem para prosseguirmos nossos caminhos. E reforçou: “Nas tribulações e dificuldades, não estamos sozinhos, não está sozinha a família: Jesus está presente com o seu amor, sustenta-a com a sua graça e dá-lhe a força para prosseguir, enfrentando os sacrifícios e superando qualquer obstáculo”. (SP/ED


Eis na íntegra o que Bento XVI disse:


Queridos irmãos e irmãs!Acabamos de recordar, através das meditações, da oração e dos cânticos, os passos de Jesus no caminho da Cruz: um caminho que parecia sem saída e, no entanto, mudou a vida e a história do homem, abrindo a passagem para «os novos céus e a terra nova» (cf. Ap 21, 1).


De modo especial neste dia de Sexta-Feira Santa, a Igreja celebra, com profunda adesão espiritual, a memória da crucifixão do Filho de Deus e, na sua Cruz, vê a árvore da vida – árvore fecunda duma nova esperança.A experiência do sofrimento marca a humanidade e, naturalmente, a família.


Quantas vezes o caminho se torna cansativo e difícil! Incompreensões, divisões, preocupação com o futuro dos filhos, doenças, incômodos de vários tipos. Para além disso, a situação de muitas famílias vê-se agravada, hoje em dia, pela precariedade do emprego e outras consequências negativas provocadas pela crise econômica.


O caminho da Via-Sacra, que acabamos de percorrer espiritualmente nesta noite, é um convite feito a todos nós, e de modo especial às famílias, para contemplarmos Cristo crucificado a fim de termos a força de ultrapassar as dificuldades.


A Cruz de Jesus é o sinal supremo do amor de Deus por cada homem, a resposta superabundante à necessidade que toda a pessoa sente de ser amada. Quando passamos pela prova, quando as nossas famílias enfrentam o sofrimento, a tribulação, olhemos para a Cruz de Cristo!


Nela encontraremos a coragem para prosseguir o caminho, podendo repetir, com firme esperança, estas palavras de São Paulo: «Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, a espada? (…) Mas, em tudo isso, somos mais que vencedores graças Àquele que nos amou!» (Rm 8, 35.37).


Nas tribulações e dificuldades, não estamos sozinhos; não está sozinha a família: Jesus está presente com o seu amor, sustenta-a com a sua graça e dá-lhe a força para prosseguir, enfrentando os sacrifícios e superando qualquer obstáculo. E, quando os desvarios humanos e outras dificuldades põem em risco e ferem a unidade da nossa vida e da nossa família, é para o amor de Cristo que devemos voltar-nos.


O mistério da paixão, morte e ressurreição de Cristo encoraja-nos a continuar com esperança. Se forem vividos com Cristo, com fé n’Ele, os dias de tribulação e de prova trazem já dentro de si a luz da ressurreição, a vida nova do mundo ressuscitado, a páscoa de todo o homem que crê na sua Palavra.


Naquele Homem crucificado que é o Filho de Deus, mesmo a própria morte ganha novo significado e orientação, é resgatada e vencida, torna-se passagem para a nova vida: «Se o grão de trigo que cai na terra não morrer, continua só um grão de trigo; mas, se morrer, então produz muito fruto» (Jo 12, 24).


Confiemo-nos à Mãe de Cristo. Ela que acompanhou o seu Filho ao longo da via dolorosa, Ela que esteve aos pés da Cruz na hora da sua morte, Ela que encorajou a Igreja desde o seu nascimento a viver na presença do Senhor, conduza os nossos corações, os corações de todas as famílias, através do vasto mysterium passsionis rumo ao mysterium paschale, rumo à luz que irrompe da Ressurreição de Cristo e manifesta a vitória definitiva do amor, da alegria e da vida, sobre o mal, o sofrimento e a morte. Amém. (SP)


Fonte: RV

domingo, 21 de agosto de 2011

JMJ 2013 - RIO DE JANEIRO - BRASIL





PAPA ESCOLHE O RIO DE JANEIRO PARA A PRÓXIMA EDIÇÃO!











Madri, 21 ago (RV)


- Bento XVI anunciou esta manhã que a próxima JMJ se realizará em 2013, na cidade do Rio de Janeiro e entregou a um grupo de peregrinos brasileiros a "Cruz dos Jovens", que deve chegar em nosso país em setembro para uma peregrinação por toda a nação e outros países da América do Sul.Abaixo, a íntegra do discurso do papa, proferido logo após rezar a oração mariana do Angelus, no aeroporto Cuatro Vientos. O texto, em sua tradução em português, foi distribuído pela Secretaria de Estado do Vaticano.Queridos amigos!Agora ides regressar aos vossos lugares de residência habitual. Os vossos amigos vão querer saber o que é que mudou em vós depois de vos terdes encontrado nesta nobre cidade com o Papa e centenas de milhares de jovens do mundo inteiro: Que ireis dizer-lhes? Convido-vos a dar um testemunho destemido de vida cristã diante dos outros. Assim sereis fermento de novos cristãos e fareis com que a Igreja se levante robusta no coração de muitos.Nestes dias, quanto pensei naqueles jovens que aguardam o vosso regresso! Transmiti-lhes a minha estima, particularmente aos mais desfavorecidos, e também às vossas famílias e às comunidades de vida cristã a que pertenceis.Não posso deixar de vos confessar que estou verdadeiramente impressionado com o número de Bispos e sacerdotes presentes nesta Jornada. Agradeço-lhes a todos do fundo da alma, animando-lhes, ao mesmo tempo, a continuar cultivando a pastoral juvenil com entusiasmo e dedicação.Post-AngelusSaúdo com afecto o Senhor Arcebispo castrense e agradeço vivamente à Força Aérea por ter cedido com tanta generosidade a Base Aérea de Quatro Ventos, justamente no centenário da criação da aviação militar espanhola. Sob a materna protecção de Maria Santíssima, na sua invocação de Nossa Senhora de Loreto, coloco todos os seus integrantes e suas famílias.De igual modo, sabendo que ontem se comemorava o terceiro aniversário do grave acidente aéreo que se deu no aeroporto de Barajas, causando numerosas vítimas e feridos, desejo fazer chegar a minha solidariedade espiritual e o meu sentido afecto a todos os atingidos por esta desgraça, bem como aos familiares dos falecidos, cujas almas encomendamos à misericórdia de Deus.Compraz-me agora anunciar que a sede da próxima Jornada Mundial da Juventude, em 2013, será o Rio de Janeiro. Peçamos ao Senhor, desde já, que assista com a sua força quantos hão-de pô-la em marcha e aplane o caminho aos jovens do mundo inteiro para que possam voltar a reunir-se com o Papa naquela bonita cidade brasileira.Queridos amigos, antes de nos despedirmos e no momento em que os jovens de Espanha entregam aos do Brasil a cruz das Jornadas Mundiais da juventude, como Sucessor de Pedro confio a todos os presentes esta insigne incumbência: Levai o conhecimento e o amor de Cristo ao mundo inteiro. Ele quer que sejais os seus apóstolos no século XXI e os mensageiros da sua alegria. Não O desiludais! Muito obrigado!Saudação em francêsQueridos jovens de língua francesa, hoje Cristo pede-vos para permanecerdes radicados n’Ele e, com a sua ajuda, edificar a vossa vida sobre a rocha que é Ele mesmo. Ele vos envia para serdes testemunhas corajosas e sem complexos, autênticas e credíveis! Não tenhais medo de ser católicos e dar sempre testemunho disso mesmo ao vosso redor com simplicidade e sinceridade. Que a Igreja encontre em vós e na vossa juventude os missionários radiosos da Boa Nova!Saudação em inglêsSaúdo todos os jovens de língua inglesa presentes hoje aqui. Como agora ides voltar para casa, levai convosco a boa nova do amor de Cristo, que experimentamos nestes dias inesquecíveis. Fixai os vossos olhos n’Ele, aprofundai o vosso conhecimento do Evangelho e produzi abundantes. Deus vos abençoe até nos encontrarmos de novo! Saudação em alemãoMeus queridos amigos, a fé não é uma teoria. Crer significa entrar numa relação pessoal com Jesus e viver a amizade com Ele em comunhão com os demais, na comunidade da Igreja. Confiai a Cristo a vossa vida e ajudai os vossos amigos a alcançar a fonte da vida, Deus. Que o Senhor vos torne testemunhas alegres do seu amor.Saudação em italianoQueridos jovens de língua italiana! Saúdo-vos todos vós. A Eucaristia que celebrámos é Cristo ressuscitado presente e vivo no meio de nós: graças a Ele, a vossa vida está enraizada e alicerçada em Deus, está firme na fé. Com esta certeza, regressai de Madrid e anunciai a todos o que vistes e ouvistes. Respondei com alegria ao chamamento do Senhor, segui-O pela estrada que vos indicará e permanecei sempre unidos a Ele: produzireis muito fruto!Saudação em portuguêsQueridos jovens e amigos de língua portuguesa, encontrastes Jesus Cristo! Sentir-vos-eis em contra-corrente no meio duma sociedade onde impera a cultura relativista que renuncia a buscar e a possuir a verdade. Mas foi para este momento da história, cheio de grandes desafios e oportunidades, que o Senhor vos mandou: para que, graças à vossa fé, continue a ressoar a Boa Nova de Cristo por toda a terra. Espero poder encontrar-vos daqui a dois anos, na próxima Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, Brasil. Até lá, rezemos uns pelos outros, dando testemunho da alegria que brota de viver enraizados e edificados em Cristo. Até breve, queridos jovens! Que Deus vos abençoe!Saudação em polacoQueridos jovens polacos, fortes na fé, radicados em Cristo! Os dons recebidos de Deus nestes dias produzam em vós frutos abundantes. Sede as suas testemunhas. Levai aos outros a mensagem do Evangelho. Com a vossa oração e com o exemplo da vida ajudai a Europa a encontrar de novo as suas raízes cristãs.Após as saudações, Bento XVI concedeu a todos a sua bênção.A Jornada Mundial da Juventude nasce de uma idéia de João Paulo II, que ao encerrar o Ano Santo da Redenção, em 1984, entregou aos jovens uma cruz de madeira de 4m de altura, convidando-os a levá-la por todo o mundo. Desde então, houve Jornadas em Roma (1985), Buenos Aires (1987), Santiago de Compostela (Espanha, 1989), Czestochowa (Polônia, em 1991), Denver (Estados Unidos, em 1993), Manila (1995), Paris (1997), Roma novamente (no Jubileu, 2000), Toronto (2002), Colônia (Alemanha, 2005), Sydney (Austrália, 2008) e Madri, neste ano. Até 2002, os encontros eram realizados a cada dois anos. A partir de 2005, passaram a ocorrer a cada três anos e agora, segundo o anúncio do papa, volta novamente a dois anos de diferença, para evitar que o evento coincida em 2014 com a realização da Copa do Mundo, no Brasil. Nos anos entre os encontros mundiais, as Jornadas se realizam em nível diocesano em cada país.


Fonte: RV

JMJ 2011 - MADRI - DOMINGO 21 DE AGOSTO - ENCERRAMENTO








"GRAÇA DE CRISTO FAZ DOS HOMENS UMA SÓ FAMÍLIA"






Madri, 21 de ago (RV)


– O último compromisso público de Bento XVI na Espanha foi por volta das 18h30, no Aeroporto de Barajas, de onde partiu para Roma. O papa foi acolhido pelos Reis de Espanha, que o acompanharam por alguns minutos da sala de Honra enquanto o cerimonial dispôs a colocação dos membros da comitiva para a cerimônia de despedida. O discurso do papa refletiu a sua plena satisfação pelo andamento da JMJ, afirmando que estes dias que passou em Madrid ficarão profundamente gravados na sua memória e em seu coração.Bento XVI agradeceu os Reis e disse também ‘obrigado’ às autoridades nacionais, autônomas e locais, aos milhares de voluntários, às Forças de Segurança e da Ordem, e a quantos colaboraram nos mais variados serviços: desde o cuidado da música e da liturgia, até ao transporte, aos cuidados sanitários e ao abastecimento. Uma palavra de particular gratidão foi dedicada aos organizadores da Jornada. “Não poso deixar de agradecer com todo o coração aos jovens por terem vindo a esta Jornada, pela sua participação alegre, entusiasta e vigorosa”. Enfim, Bento XVI se disse agradecido a todos, mas, sobretudo a Deus, Nosso Senhor, que lhe permitiu celebrar esta Jornada repleta de graça e emoção, carregada de dinamismo e esperança. “Pudemos comprovar também como a graça de Cristo derruba os muros e abate as fronteiras que o pecado levanta entre os povos e as gerações, para fazer de todos os homens uma só família que se reconhece unida no único Pai comum, e que cultiva com o seu trabalho e respeito tudo o que Ele nos deu na criação”.“Antes de regressar a Roma, quero assegurar aos espanhóis de que os tenho muito presente na minha oração, rezando especialmente pelos esposos e as famílias que afrontam dificuldades de diversa natureza, pelos necessitados e enfermos, pelos avós e as crianças, e também por aqueles que não encontram trabalho. Rezo igualmente pelos jovens da Espanha. Estou convencido que, animados pela fé em Cristo, darão o melhor de si mesmos, para que este grande País enfrente os desafios da hora atual, e continue avançando pelos caminhos da concórdia, da solidariedade, da justiça e da liberdade”.




JMJ: "VOLUNTARIADO FORTALECE VIDA CRISTÃ"




Madri, 21 ago (RV)


- Após o almoço na Nunciatura com todos os cardeais espanhóis e os membros de sua comitiva, o papa foi até a Nova Feira de Madri, um moderno complexo de 12 pavilhões que recebem por ano cerca de 80 eventos congressuais. Dentro de um destes edifícios, 12 mil voluntários que trabalharam na JMJ aguardavam o pontífice. Em seguida, foi a vez de dois voluntários saudarem o pontífice. Um deles foi a brasileira Giselle Azevedo, de 28 anos, do Rio de Janeiro. Ela disse ter participado também da Jornada de Colônia, e o que mais lhe impressionou nestas experiências foi o silêncio e o entusiasmo dos jovens ao ouvir as palavras do papa. Ela se disse uma “missionária”, comprometida em levar Deus aonde Ele não está e a evangelizar com valentia. Depois, agradeceu Bento XVI pela escolha do Rio para a 27 edição da Jornada:“Santo Padre, muito obrigada por ter escolhido Brasil para a celebração da próxima Jornada Mundial da Juventude. Nós, jovens brasileiros, estamos muito felizes por acolher todos os jovens em nosso país. A alegria e a religiosidade próprias do nosso povo serão fortalecidas e animadas por esta grande festa da fé. Desde já, conte com as nossas orações, lhe colocamos sob a proteção amorosa de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. Querido Santo Padre, é com muita alegria que os brasileiros lhe esperam para a Jornada Mundial da Juventude 2013 no Brasil!”O papa então retribuiu com um breve discurso de agradecimento a todos os voluntários pelo empenho rm dedicar aos jovens peregrinos acolhimento e ajuda.Bento XVI observou: “Estivestes atentos não só aos peregrinos mas também ao Papa. Em todos os momentos em que participei, lá vos encontrei: uns visivelmente e outros em segundo plano, possibilitando a ordem que se requeria para tudo correr pelo melhor”.“Tenho a certeza de que esta experiência como voluntário vos enriqueceu a todos na vossa vida cristã, que é fundamentalmente um serviço de amor. O Senhor transformará a vossa fadiga acumulada, as preocupações e a pressão de muitos momentos, em frutos de virtudes cristãs: paciência, mansidão, alegria de se dar aos outros, disponibilidade para cumprir a vontade de Deus. Amar é servir, e o serviço aumenta o amor”.“Agora, ao voltardes para a vossa vida de todos os dias, animo-vos a guardardes no vosso coração esta experiência feliz e a crescerdes cada vez mais na entrega de vós mesmos a Deus e aos homens.E a vossa vida alcançará uma plenitude que nem suspeitais". “É isto mesmo que vos pede o Papa agora na despedida: que respondais com amor a Quem por amor Se entregou por vós. De novo obrigado, e que Deus sempre vos acompanhe!”.(CM)



JMJ: "LEVAR A FÉ AONDE PREVALECE A REJEIÇÃO"




Madri, 21 ago (RV)


- Diante de 1,5 milhão de jovens, Bento XVI presidiu essa manhã na Base Aérea de Cuatro Vientos, em Madri, a Missa de Envio, que encerrou a Jornada Mundial de Juventude (JMJ). Cumprimentando a assembleia, no início da cerimônia, o papa saudou os jovens que com entusiasmo e firmes na fé pernoitaram no aeródromo.“Pensei muito em vocês nestas horas em que não nos vimos. Espero que tenham conseguido dormir, apesar das inclemências do tempo. Estou certo que nesta madrugada levantastes os olhos e o coração ao céu mais do que uma vez” - afirmou o pontífice. “Com esta confiança, sabendo que o senhor nunca nos abandona, começamos esta Eucaristia cheios de entusiasmo e firmes na fé” – completou.Na homilia, Bento XVI convidou os jovens peregrinos a levarem o seu testemunho de fé, com um novo impulso, aos ambientes mais diversos, inclusive onde há rejeição e indiferença.“A fé cristã – ressalvou o papa – implica estar “em comunhão” com a Igreja. Não se pode seguir Jesus sozinho. Ter fé é apoiar-se na fé dos irmãos e fazer com que a fé sirva também de apoio para a fé de outros” – acrescentou, exortando:“Peço-vos, queridos amigos, que ameis a Igreja que vos gerou na fé, que vos ajudou a conhecer melhor Cristo, que vos fez descobrir a beleza do seu amor.” Neste sentido, defendeu que os jovens devem viver a sua fé em paróquias, comunidades e movimentos, participando das Eucaristias dominicais e mantendo a vertente de evangelizadores:“Não guardeis Cristo para vocês próprios. Comuniquem aos outros a alegria da vossa fé. O mundo necessita do testemunho da vossa fé, necessita certamente de Deus. Penso que a vossa presença aqui, jovens vindos dos cinco continentes, é uma maravilhosa prova da fecundidade do mandato de Cristo à Igreja” - disse ainda.Insistindo na ideia de que o centro da vida cristã é Jesus Cristo, Bento XVI frisou que “Jesus não se pode separar da Igreja, e esta não é apenas uma simples instituição humana, como outra qualquer, mas está intimamente unida a Deus”.Bento XVI celebrou com 750 bispos e cerca de 14 mil sacerdotes provenientes de todas as partes do mundo.(CM)



JMJ: MADRI SE TINGE DE VERDE-AMARELO




Madri, 21 ago (RV)


– O grito entalado na garganta há muito tempo foi liberado neste domingo, no aeroporto “Cuatro Vientos” de Madri: o Brasil, mais precisamente a cidade do Rio de Janeiro, será sede da próxima Jornada Mundial da Juventude. Um sonho que durou anos agora se torna realidade. A emoção tomou conta aqui em Madri dos jovens, dos sacerdotes, dos bispos brasileiros, da delegação oficial brasileira. Todos juntos viveram a alegria das palavras do Papa que anunciou ao mundo que será o Rio, e a Igreja brasileira a acolher os jovens de todo o mundo na próxima jornada mundial da juventude. As bandeiras verde-amarelo tremularam entre as demais bandeiras com mais força, quase como um convite aos jovens de todo o mundo: esperamos com o Cristo Redentor, de braços abertos, os jovens do Papa.Eis a emoção do Presidente da CNBB, Cardeal Raymundo Damasceno Assis após o anúncio do Papa.Também o Governador do Rio Sergio Cabral Filho comentou para a Rádio Vaticano a alegria do anúncio de Bento XVI.Após a vigília de ontem à noite, com a presença de mais de um milhão de jovens, milhares deles dedicaram-se durante toda a noite à adoração eucarística em 17 capelas improvisadas.Dormiram a céu aberto, por terra, esperando a aurora do novo dia e o retorno do Santo Padre para a celebração da Santa Missa conclusiva da XXVI edição da Jornada Mundial da Juventude. O mar de jovens que invadiu o centro de Madri se transferiu durante todo o dia de ontem para o aeroporto “Cuatro Vientos”, uma base aérea construída em 1911. Os jovens começaram a chegar à esplanada do aeroporto “Cuatro Vientos” já nas primeiras horas do dia. Às 16 horas, hora local, tiveram início as atividades preparatórias da Vigília: testemunhos de jovens, exibições musicais, momentos de oração.A chegada do Santo Padre por voltas 20h30 fez vibrar o coração da imensa multidão de jovens que demonstrou ao mundo que se pode ser jovem e cristão.No grande palco, onde se encontrava o Papa com mais de 800 bispos, mede 195 metros de largura, e 22 de altura, foi desenhado por Ignácio Vicens, contendo uma grande montanha. Bento XVI ficou debaixo da sombra de uma árvore metálica.Durante a leitura do Evangelho, um forte vento misturado com chuva, carregou o “solidéu” do Papa. Os jovens num diálogo virtual preencheram o silêncio com gritos de “viva o Papa” e “essa é a juventude do Papa”. Também a Cruz da Jornada saiu de seu lugar devido ao forte vento. Enquanto o Papa aguardava para retomar o seu discurso a chuva se intensificou, enquanto cresceu ainda mais o entusiasmo do milhão de jovens presentes em “Cuatro vientos”.Depois de um tempo o Papa retomou a palavra agradecendo a alegria e a resistência dos jovens. “Nossa forças são maiores do que a chuva. O senhor com a chuva envia muitas bênçãos”, destacou o Santo Padre, antes de saudar os jovens. Devido ao tempo o Santo Padre não respondeu às perguntas dos jovens limitando a uma saudação em várias línguas. Em seguida a Adoração Eucarística. Um silêncio impressionante tomou conta de “Cuatro vientos” durante os momentos de adoração. Profunda emoção vivida pelos jovens e pelo Papa na noite de ontem. O Papa antes de deixar o palco agradeceu os jovens pela fé e desejou um bom descanso a todos, acrescentando que foi uma vigília “inesquecível”. Hoje a missa de encerramento da XXVI Jornada Mundial da Juventude. O sol e o calor voltaram criando um ambiente favorável para a grande festa dos Jovens que participaram da celebração eucarística presidia pelo Santo Padre. Junto com os dois milhões de jovens, a Família Real espanhola. Sim “Cuatro Vientos” é um lugar consagrado às novas gerações de todo o mundo; a pista de decolagem da Igreja e da sociedade de amanhã, um lugar onde mais uma vez a Jornada Mundial da Juventude demonstrou o seu teorema: base humana e altura do Espírito. Quase dois milhões de jovens e uma afirmação do Papa, “Deus ama vocês, um por um”.O Papa almoçou na Nunciatura Apostólica com os cardeais espanhóis e com a sua comitiva. Às 17 horas, hora local o Santo Padre se despediu da Nunciatura e se dirigiu até a Feira de Madri onde manteve um encontro com cerca 12 mil voluntários da Jornada Mundial. Um encontro que durou cerca meia-hora. Em seguida o Papa encaminhou-se para o Aeroporto Internacional Barajas de Madri para a cerimônia de despedida. O Papa foi acolhido na aeroporto pela Família Real espanhola. Bento XVI já deixou Madri em direção a Roma concluindo a sua vigésima Viagem Apostólica internacional.Madri foi por uma semana a cidade mais jovem do mundo, a capital da juventude. A Jornada Mundial da Juventude conquistou os espanhóis, conquistou os jovens que pela primeira vez participaram do maior evento da catolicidade. Chegaram de um modo e retornam às suas casas de outro; transformados, cheios de esperança e certos de pertencer à Igreja de Cristo. A emoção vivida nestes dias certamente será um marco indelével na vida da geração Bento XVI. O grito dos jovens ecoará por muito tempo “Bento somos seus jovens”, “Esta é a juventude do Papa”.De Madri para a Rádio Vaticano, Silvonei José.



JMJ 2013: CRUZ CHEGARÁ AO BRASIL EM 18 DE SETEMBRO




Madri, 21 ago (RV)


– Pe. Antonio R. do Prado é membro da equipe da coordenação da JMJ, faz parte do grupo de trabalho da Comissão Episcopal para a Pastoral Juvenil da CNBB. Ele fala sobre o andamento dos preparativos e sobre a responsabilidade de hospedar um evento eclesiástico e jovem desta dimensão: Nosso correspondente, Silvonei José, também conversou com Dom Eduardo Pinheiro, responsável da Pastoral Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.Ouça as duas entrevistas clicando no link acima.


Fonte: RV